Pediram-me opinião específica em relação ao seguinte exercício da Prova de Aferição de Língua Portuguesa do 4.º ano de escolaridade, que se realizou anteontem:
Convite: Imagina que o João enviou uma mensagem de correio eletrónico ao Manuel convidando-o a visitar com ele o Museu da Ciência. Escreve o convite do João, de forma correta e cuidada, referindo duas boas razões para convencer o Manuel a visitar o museu. Indica o dia e a hora da visita ao museu.
Mais propriamente, perguntaram-me se o tipo de texto solicitado, apelando a uma escrita corrente, coloquial, deveria constar numa prova de exame final. Entendo que a resposta é sim e... não.
É sim, porque está de acordo com (1) uma certa perspectiva de ensino que aproxima a aprendizagem do quotidiano vivencial dos alunos, (2) as orientações curriculares vigentes, (3) o constante nos manuais escolares... E uma prova de exame final tem de se adequar ao que se presume foi leccionado e ao modo como foi leccionado.
É não, porque seria desejável solicitar tipos de textos mais exigentes do ponto de vista conceptual, tendo, naturalmente, em conta os nove ou dez anos dos alunos. Mas (1) esta não tem sido a perspectiva dominante de ensino, (2) não está de acordo com as orientações curriculares vigentes, (3) nem está de acordo com os textos apresentados nos manuais escolares... Logo não se pode testar o que alguns professores terão trabalhado, não sendo garantido que todos o tenham feito.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
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