sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Uma equação para a Cidade


A notícia já tem alguns dias e é do NY Times. Geoffrey West, um físico de 70 anos que trabalhou na Universidade de Stanford e no Los Alamos National Laboratory, resolveu aplicar os modelos e formalismos matemáticos para estudar a evolução das cidades, nomeadamente das grandes metrópoles. Nas palavras do próprio:

“What we found are the constants that describe every city; I can take these laws and make precise predictions about the number of violent crimes and the surface area of roads in a city in Japan with 200,000 people. I don’t know anything about this city or even where it is or its history, but I can tell you all about it. And the reason I can do that is because every city is really the same.”

A inspiração de West vem do trabalho do biólogo Max Kleiber que, nos anos 30, encontrou uma correlação matemática simples entre o metabolismo e a massa da enorme diversidade do reino animal. Seria possível fazer uma analogia para o crescimento das cidades?

But a city is not just a frugal elephant; biological equations can’t entirely explain the growth of urban areas. While the first settlements in Mesopotamia might have helped people conserve scarce resources — irrigation networks meant more water for everyone — the concept of the city spread for an entirely different reason. “In retrospect, I was quite stupid,” West says. He was so excited by the parallels between cities and living things that he “didn’t pay enough attention to the ways in which urban areas and organisms are completely different.”


Desanimado? Nem por isso. Apesar de algumas limitações da matemática no modelo social do crescimento urbano, este trabalho de West é apenas uma primeira investida...

"While they admit their equations are imperfect, they insist the work remains a necessary first draft. “When Kepler found the laws that govern planetary motion, he didn’t get the laws exactly right,” West says. “But the laws were still good enough to inspire Newton.”

E West já tem uma nova direcção nesta aventura científica/social: descobrir as leis matemáticas que governam os grandes grupos empresariais.

Ficção científica? Eventualmente. Ao ler este artigo lembrei-me imediatamente do ponto fulcral da minha saga da ficção científica preferida, Fundação, de Isaac Asimov, em que o matemático Hari Seldon desenvolve uma teoria denominada "psico-história", uma mistura de sociologia e matemática que, quando aplicada a grandes populações, permitiria desvendar o futuro de povos, planetas e impérios ...

1 comentário:

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