domingo, 20 de setembro de 2015

“A introdução da tecnologia das escolas levantou demasiadas falsas esperanças”

O paradoxo constitui uma marca característica das orientações para a educação escolar emanadas de instâncias internacionais. Efectivamente, não há orientação sem o seu contrário.
Apenas um exemplo a propósito de um relatório recentemente publicado pela OCDE e muito divulgado na comunicação social.


 “A introdução da tecnologia das escolas 
levantou demasiadas falsas esperanças”
Andreas Schleicher
(Diretor da OCDE para a Educação)

Ainda o The NMC Horizon Report Europe: 2014 Schools Edition, da responsabilidade da União Europeia, que afirma, inequivocamente, as vantagens das novas tecnologias da informação e da comunicação na aprendizagem, anda a ser divulgado e debatido, procurando-se, a par, integrar no currículo as recomendações que faz, eis que surge um outro relatório da responsabilidade da OCDE (Students, Computers and Learning: Making The Connection) que infirma essa relação de causa-efeito.

Melhor dito: o estudo PISA - Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes - revela que o uso das TIC além de não se mostrar vantajoso no desempenho académico dos alunos que se encontram no final do ensino básico (em Matemática, Ciências e Língua materna) pode, mesmo, prejudicar esse desempenho.


Para mais esclarecimentos:
- Texto de base do estudo (ligação acima estabelecida);
- Power-point oficial (aqui);
- Notícia publicada no jornal Expresso, da autoria de Isabel Leiria Joana Pereira Bastos (aqui).

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