terça-feira, 26 de março de 2013

Depois de tanta esperança e de tanto esforço

Nas últimas duas décadas tem sobressaído um certo tipo de discurso sobre a educação para a cidadania, além de que se encontra invariavelmente representado nas orientações internacionais para a educação formal e, em sequência, nas directrizes curriculares nacionais.

A cidadania tornou-se um tema de tratamento obrigatório em todas as escolas, por todos os educadores e professores, desde o jardim-de-infância até ao ensino secundário e também no ensino superior.

As áreas disciplinares e disciplinas foram reconvertidas para abordar na perspectiva da educação para a cidadania os temas que lhes são específicos, ou pelo menos alguns deles. Além disso, a cidadania foi estabelecendo os seus próprios temas, que não param de se desdobrar: educação para a saúde, rodoviária, para a paz, para a convivência, para a multiculturalidade, para a diferença, etc, etc, etc,

A educação para a cidadania tornou-se o centro do currículo escolar.

Isto no pressuposto de que seria a (única) solução para acabar com os males da humanidade: poluição, racismo, obesidade, violência, desigualdade, comportamentos de risco e tudo o mais que impedisse a harmonia e a felicidade na terra...

Depois de tanta esperança e de tanto esforço, eis que um sujeito ainda jovem, com pelo menos doze anos de aprendizagem da cidadania, saiu-se, em público, com uma expressão simples de entender e, seguramente, representativa do modo de pensar vigente. A expressão foi "peste grisalha". O sujeito ainda jovem integra o governo da nação. A nação, deixou breves apontamentos, mas não estremeceu. E tudo já foi esquecido.

Mas não devia. Porque este tristíssimo caso é (mais) uma evidência do falhanço do caminho que trilhamos na educação para a cidadania.

26 comentários:

  1. Pois, o caso é que a educação, mais que ensinada (na escola) tem que ser praticada/exemplificada por quem educa, e exigida, desde o berço. Se não logo começa a generalizar-se o que o "jovem" (agora a juventude vai até aos trinta e muitos...) parlamentar tão espontaneamente revelou. Sem espanto, porque isto é o que "diligentemente" andámos a semear. Agora vamos começando a colher os "frutos". E há mais a "amadurecer". Oxalá me engane.

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    1. Ali, em vez de "Se não", "Senão"

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    2. Não me leve a mal, mas sua correcção pode ser uma alternativa. Como estava também estava certo: "Se não [se fizer isso] logo começa a generalizar-se "...; não concorda?

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    3. Concordo inteiramente, caro Cisfranco.
      Aliás, agora que chamou a atenção, até me parece que estava melhor como estava antes.
      Muito obrigado.

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  2. Prof.ª Helena Damião:
    Uma pessoa da sua estatura intelectual não pode, não deve, prestar-se a estes exercícios patuscos e popularuchos, perdoe-me as expressões, de senso comum sobre os efeitos da educação na sociedade.
    Eles são muito oportunos para justificar certas narrativas em voga sobre a educação, mas ainda não entrámos no reino do vale tudo, ou já teremos entrado?
    Não querendo fazer juízos de intenção sobre si, direi apenas que se trata de um post bastante infeliz.
    Em todos os tempos e em todos os lugares podemos apontar exemplos semelhantes de discrepância entre a «embalagem» e o «produto», pois naquilo que somos entram tantos ingredientes que só por distracção ou má-fé poderemos chegar a conclusões apressadas.
    Mas por mim está desculpada, todos temos direito a um momento menos feliz.

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  3. Professora Helena Damião;


    Muitas vezes, tenta-se combater certas narrativas educacionais "menos exigentes" ou "modernistas" de forma desajustada, sem atender ao problema que lhe está associado.

    Dou-lhe um exemplo, porque penso que é o que faz o Professor Jorge Buescu - no texto que lhe transcrevo do seu livro "Matemática em Portugal - Uma Questão de Educação'' - que para combater uma certa narrativa acaba por não falar no problema que importa conhecer quando se trabalha com as crianças.


    “Uma das características fundamentais da Matemática é a sua integração vertical, como num edifício: não se pode passar de um andar para outro sem dominar completamente o inferior. Para dar um exemplo muito simples: não se pode proceder à integração de funções racionais, matéria ensinada no primeiro ano de qualquer curso universitário cientifico ou técnico, sem saber dividir polinómios. Não se pode saber dividir polinómios sem conhecer a regra de Ruffini. E não se pode conhecer este algoritmo sem conhecer o algoritmo de Euclides para a divisão de números inteiros, ensinado às crianças com oito anos de idade. Este é de resto um contra-argumento decisivo para a absurda afirmação «modernista» de não ser necessário ensinar ás crianças o algoritmo da divisão «porque hoje existem calculadoras».”


    Professora Helena Damião, Porquê??? Porque muitas vezes se “esconde” o problema??? não é esta uma forma desadequada de intervir e combater o que está errado???


    Professora Helena Damião, vê-ja-se o “problema” nas palavras do Professor José Sebastião e Silva, que não serve os «modernistas» mas também não corrobora inteiramente as palavras do Professor Jorge Buescu.
    Mas serve como um “alerta” para a forma como se deve trabalhar com as crianças.


    “São conhecidas variantes deste processo,[“sistema de virgula flutuante”] como as que se aprendem na escola primária''(1).
    (...)
    (1) É de notar o à-vontade com que, entre nós, se impõe a crianças de 7 a 8 anos a aprendizagem de uma técnica que está longe de ser simples, contrariamente ao que possam imaginar as pessoas que se automatizaram há muitos anos nessa técnica. E o método pedagógico dos castigos corporais, ainda hoje usado com frequência no nosso País, para ensinar às crianças esses processos de cálculo, só contribui para levantar barreiras psíquicas insuperáveis e cimentar a já proverbial aversão à matemática.” (compêndio de matemática).


    Cumprimentos,
    P.S.: Hoje não temos os castigos corporais, mas temos os examezinhos, e a idéias da exigência, exigência acima de tudo, é o que mais falta faz, não é assim!?.

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  4. Como facilmente se pode constatar a educação para a cidadania é uma falácia e um logro que está a sair caro. A educação, nomeadamente no que diz respeito aos valores éticos e morais deve ser centrada no núcleo familiar.

    Os professores, como parte do sistema educativo, devem limitar a sua acção aos conteúdos formais da sua competência, e apenas podem ser um estímulo positivo para as crianças no empenho e seriedade com que desempenham a sua tarefa.

    Estes papéis idiotas, que os pedagogos igualmente idiotas (ou pouco escrupulosos), incluíram nas funções educativas do estado só podem conduzir a maus resultados.

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    1. Caro Vasco Gama

      Concordo consigo. Um professor educa, se é bom professor. Se não é bom professor não ensina ou não ensina bem. E se não ensina bem não educa ninguém.

      Quem quis fazer dos professores todas as coisas que eles não podem ser, mesmo que quisessem, destruiu muitos professores. Alguns deles muito bons. E o resultado é o que se vai vendo. E hoje, até quem, tendo frequentado a escola largos anos, não aprendeu a ler nem a escrever nem a pensar, dá opiniões (!?) sobre a escola e os professores como se fosse detentor de algum dever ("divino"?...) de fazê-lo. Tais pessoas não referem nenhum professor que, ensinando-os, os tenham marcado, nem são capazes de ver em si próprios as falhas que não supriram em devido tempo. Falam antes da escola que não lhes deu o paraíso. E dos defeitos que lhe apontam. Mas não falam, nunca falarão, da falta de respeito que personificam.
      Ignoram talvez que são o resultado pobre de uma escola que falhou.
      Pedagogos ou pedabobos?
      Tristes ou trastes?

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    2. Releio e vejo ali uma discordância de género: devia ter escrito: "Tais pessoas não referem nenhum professor que, ensinando-as, as tenham marcado, nem são capazes de ver em si próprias as falhas que não supriram em devido tempo."
      Fica a correcção atrasada e um pedido de desculpas.

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  5. SEM DUVIDA:


    Depois de tanta esperança e de tanto esforço, eis que um sujeito ainda jovem, com pelo menos doze anos de aprendizagem da cidadania, saiu-se, em público, com uma expressão simples de entender e, seguramente, representativa do modo de pensar vigente. A expressão foi "peste grisalha". O sujeito ainda jovem integra o governo da nação. A nação, deixou breves apontamentos, mas não estremeceu. E tudo já foi esquecido.

    Mas não devia. Porque este tristíssimo caso é (mais) uma evidência do falhanço do caminho que trilhamos na educação para a cidadania.

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  6. QUEM SERÁ? QUEM SERÁ? QUE AQUI ESTÁ A RESPONDER DE FORMA DESPROPOSITADA E DESVIANTE A ESTE ASSUNTO?????????

    QUEM SERÁ??????????????????

    ( NÃO SEI MAS FICA A PERGUNTA)

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  7. Professora Helena Damião;


    Por duas razões, penso que talvez seja oportuno cotejar algumas páginas do livro, Matemática em Portugal - Uma Questão de Educação, (só a pág.11 talvez bastasse) do Professor Jorge Buescu e a Nota Biográfica do Professor José Sebastião e Silva (escrita pelos Matemáticos J. Campos Ferreira, J. Santos Guerreiro e J. Silva Oliveira).
    Pretendo fazê-lo brevemente em comentário.


    A primeira das razões, a mais importante, e a que tem verdadeiramente valor, é que desta forma fica claro para todos os leitores «de boa vontade» do DRN a injustiça e erro incompreensível, cometido pelo Professor Jorge Buescu, a respeito do valor cientifico da Obra do Professor José Sebastião e Silva.
    O Professor Jorge Buescu, querendo fazer uma narrativa diferente, acabou por prejudicar, com o livrinho, a Matemática em Portugal, com a desvalorização, imerecida, do nosso maior Matemático de sempre, cuja dimensão a Nota Biográfica vai amplamente comprovar.


    A segunda, tem pouco, ou não têm valor, mas porque, é de CIDADANIA que se fala, talvez a Senhora Professora Helena Damião, (após a leitura da 'Nota' evidentemente) perceba melhor o papel, de autentico imbecil, a que se tem prestado o senhor José B. nos seus comentários, quando eu, e para o interesse do Sistema Educativo Nacional, por diversas vezes, lembro e transcrevo o pensamento pedagógico deste grande Matemático e grande em igual dimensão Pedagogo, que foi o Professor José Sebastião e Silva, infelizmente quase esquecido.

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  8. NOTA BIOGRÁFICA

    José Sebastião e Silva nasceu na vila alentejana de Mértola em 1914. Doutorou-se em Matemática na Faculdade de Ciências de Lisboa em 1949. Foi professor catedrático no Instituto Superior de Agronomia e da Faculdade de Ciências de Lisboa e membro efectivo da Academia das Ciências. Realizou cursos e conferencias em muitas universidades estrangeiras (Roma, Oxford, Heidelberg, Maryland, etc.).
    Director do Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa durante mais de 20 anos, criou uma escola de investigação matemática onde se formaram muitos investigadores e professores universitários.
    Foi autor de trabalhos científicos de grande repercussão internacional, muitos dos quais abriram linhas de investigação que continuam a ser exploradas em diversos países avançados. A sua obra cientifica integra-se na evolução da Análise Funcional no pós-guerra e muitas das suas concepções (espaços de Silva, ultradistribuições, etc.) entraram na história deste ramo da Matemática.
    Os textos que escreveu, tanto para o ensino superior como para o elementar, revelam a sua vasta cultura cientifica e humanística e as suas excepcionais qualidades de pedagogo.
    Os primeiros trabalhos de investigação de Sebastião e Silva, ([1] a [10]) incidiram sobre questões relacionadas com equações algébricas, topologia geral e lógica. Na sua maioria, estes trabalhos foram realizados no âmbito do Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa, então dirigido por António Aniceto Monteiro; os de lógica ([8] e [9]) foram feitos durante a sua estadia em Itália (1942 – 46) onde trabalhou com F. Henriques, Severi e Fantappié. A sua actividade na Análise Funcional inicia-se naquele país com um estudo crítico da teoria dos funcionais analíticos de Fantappié, que edifica em novas bases ([11] a [14]). Os resultados obtidos nesta fase deram origem a uma série de trabalhos de vários matemáticos, entre os quais G. Köthe, A. Grothendieck, C. Silva Dias, Tillmann, Van Hove.
    Entretanto surge a teoria das distribuições sistematizada por L. Schwartz, ao mesmo tempo que se desenvolve a teoria dos espaços localmente convexos. Estas teorias vão permitir a Sebastião e Silva desenvolver as suas concepções sobre o cálculo simbólico, tema que acabará por constituir o fio condutor de toda a sua actividade de investigação futura. Neste sentido publica os trabalhos [20] e [25], que conduzem à memória sobre ultradistribuições [27], onde alarga o domínio das transformações de Fourier e de Laplace e estabelece um cálculo simbólico para funções holomorfas de tipo exponencial. Este trabalho deu origem a artigos de alguns investigadores, entre os quais Hazumi e Carmichael.
    No trabalho sobre operadores de espectro vazio ou não limitado [40] sistematiza alguns resultados anteriores e obtêm um calculo simbólico no quadro geral das álgebras localmente convexas ou bornológicas.
    Uma das aplicações mais significativas deste cálculo simbólico foi obtida no seu ultimo trabalho (47]) sobre a equação de Boltzmann da difusão de neutrões, onde se esclarecem algumas questões deixadas em aberto por diversos investigadores.
    Sebastião e Silva deu contribuições importantes para a teoria dos espaços localmente convexos e para a teoria das distribuições. Na sua dissertação [13] introduz uma noção de convergência que viria a conduzir a uma categoria de espaços localmente convexos – os espaços de Silva – que ele designou inicialmente por espaços (LN*), ([18]). Em [19], [31] e [36] reelabora a teoria das distribuições de um ponto de vista diferente do de Schwartz, mais acessível aos físicos e técnicos, e obtêm resultados novos, que utiliza nas suas aplicações ao cálculo simbólico. Por outro lado, aproveitando ideias de Löjasiewicz, desenvolve uma teoria de integração das distribuições que aplica ao estudo geral da convolução e das transformações de Fourier, de Laplace e de Stieltjes ([41], [44], [45]). Uma característica relevante deste estudo é a manutenção das fórmulas da Análise clássica no contexto da teoria das distribuições, tornando-a mais manejável e adaptada aos problemas concretos.

    (continua)...

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  9. … (continuação)

    Publicou ainda trabalhos de investigação sobre cálculo diferencial em espaços localmente convexos e em espaços limitados ([15]), [22], [24], [33]) que estiveram na origem de trabalhos importantes realizados por diversos investigadores entre os quais Hogbe-Nlend, Colombeau e F. Sequeira.
    Coube também a Sebastião e Silva um papel fundamental na racionalização e actualização do ensino da Matemática em Portugal. No âmbito universitário deve-se-lhe em particular a renovação do ensino da Análise, o que teve reflexos profundos na formação de novos professores e investigadores.
    No ensino secundário, depois de alguns textos para o 3. ciclo liceal ([80], [81]), sentiu a necessidade de intervir de forma mais decisiva no sentido de modificar profundamente os programas e métodos de ensino. Para esse efeito concebeu e orientou experiências pedagógicas efectuadas a partir de 1963 nos nossos liceus, redigiu compêndios para alunos e docentes ([85], [86], [87] e [88]) e realizou cursos especialmente orientados para a formação de professores.
    Faleceu em 25 de Maio de 1972. Nas últimas semanas, os sofrimentos morais e físicos que o atormentavam não impediram que continuasse a trabalhar com o entusiasmo de sempre.
    Foi nesse período que se dedicou à redacção da memória sobre a equação de Boltzmann [47], que ficou incompleta e veio a ser publicada postumamente.



    J. Campos Ferreira
    J. Santos Guerreiro
    J. Silva Oliveira

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  10. [Matemática em Portugal – Uma Questão de Educação; Jorge Buescu]

    “Não douremos a pílula. Portugal não teve, ao longo da sua História quase milenar, nenhum cientista de topo mundial, com contribuições extraordinárias e impacto internacional duradouro. Não consta na nossa História nenhum cientista vagamente equiparável a Galileu, Newton, Leibniz, Euler, Lagrange, Cauchy, Gauss, Riemann, Laplace, Maxwell, Einstein ou Gödel – seja matemático, físico, químico ou biólogo. Pura e simplesmente Portugal nunca produziu um único cientista de primeira linha mundial cujo trabalho tivesse repercussões duradouras.
    Tratando este livro de Matemática, façamos então a pergunta que se impõe: nunca houve então nenhum grande matemático português?
    A resposta é: ao nível dos maiores do mundo, não. Nem um.
    Nem lá perto.
    Citam-se frequentemente três nomes – três! - como exemplos de grandes matemáticos portugueses, com algum impacto na Matemática do seu tempo: Pedro Nunes (1502 – 1578), José Anastácio da Cunha (1744 – 1787) e Francisco Gomes Teixeira (1851 – 1933). Um aviso de precaução: quando os referimos como «grandes matemáticos portugueses» esta expressão significa exactamente o que parece, isto é, trata-se de personalidades portuguesas que subiram acima da mediana geral e realizaram contribuições relevantes para o desenvolvimento da Matemática do seu tempo. Mas nenhum deles poderia figurar na lista, digamos, dos 100 maiores matemáticos de todos os tempos. Estamos a falar claramente de uma divisão de abaixo da de topo – de cientistas muito competentes e relevantes, mas não mais do que isso.
    Porquê? Por que razão nunca produziu o nosso país um único matemático de génio?”

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  11. Olha, o burrinho voltou.
    E, como sempre, escreve pérolas destas: "Vê-ja-se".
    E a gente vê. Vê que ele não se vê. Por ignorância empedernida? Por atraso mental? Por velhacaria? Por masoquismo? Por algumas destas razões ou por todas elas?
    Não sei nem quero saber.
    Agora que uma criatura assim "saia à rua", é de lamentar. E logo para se pronunciar sobre o "sistema educativo nacional". Sim senhor. Estávamos mesmo precisados.
    O mostrengo enfastiara-se mas voltou. Previsivelmente. Voltará sempre, como um (auto)condenado. É aqui o local dos seus crimes. Supõe mesmo que alguém o lê. Deixá-lo.
    Em péssimos versos esconjurei-o dez vezes. Sabendo que não fará efeito repito a dose:

    Esconjuro décuplo

    ildefonso é abaixo de burro
    lapuz é o que o ildefonso é
    doido, o ildefonso casmurro
    ele, o iIldefonso de má fé
    fixo, o ildefonso palonço -
    o ildefonso que não pensa .
    não se suporta o ildefonso
    sarnoso ildefonso se dispensa
    o ildefonso é fedor que se adensa

    Uff!

    Uff outra vez!

    Que pena e que tristeza este Joaquim Ildefonso Dias.

    PS: Ao DRN e leitores: As caixas de comentários começam a ficar cheias de coisas impróprias, muita lama, o que é triste. E demonstra mais um falhanço da escola que temos tido. Se fosse mais rigorosa e selectiva certos marmanjos tinham interiorizado mais alguma coisa sobre as suas obrigações, e não tinham ido conspurcar o ensino superior nem obter diplomas de ficção, nem passavam a vida a tentar sujar ninguém.
    Por mim podem limpar tais comentários, começando por aqueles que me pertencem e que muito gostaria de não me ter sentido forçado a escrever.
    Adapto de António Aleixo:

    Porque alguém me empurrou
    Caí na lama e então
    Tomei-lhe a cor mas não sou
    A lama que muitos são.

    Aos que compreenderem, o meu obrigado, sentido.

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    1. Descansa pá, que a classe dos "lambe-botas" a que pertences está solidária contigo.
      A todos os jovens professores que tenham este "lambe-botas" como colega de trabalho, peco-lhes que o "desmascarem" que não se deixem intimidar por este individuo, que embora ele tenha (por carreira, na função publica) adquirido direitos que nenhum de vós poderá sequer pensar em adquirir, isso não significa nada, não passa de um "professorzeco" que devia sentir na pele o que é ser trabalhador precário.
      Senhor Ministro Nuno Crato, dê igualdade no trabalho a todos os professores, sob pena dos "lambe-botas" quererem dominar os honestos, os inteligentes: retire os direitos que tiver de retirar, mas por favor ponha-os todos em pé de igualdade, é imperativo combater os "lambe-botas" principalmente os que se acomodam no ensino. Como pode esta gente ensinar Cidadania?

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    2. Chegado um homem do hospital, onde pessoa muito querida agoniza, vem onde com gosto costuma vir e encontra isto.

      Enfim.

      Ildefonso: Os jovens professores estão cheios de agradecimento. Só podem. E hão-de seguir tão sábios conselhos, seguramente. Aliás eles sabem com o que contar: aturam-me há décadas. Ainda por cima dispensam-me amizade, carinho e estima que eu sei que não mereço (e que me sabe muito bem). Mas finalmente ficam esclarecidos. E vão poder tomar as suas decisões.

      Outro que também vai ficar muito agradecido é Nuno Crato, na condição de ministro da educação. E vai de certeza pôr tudo em pé de igualdade. Até é possível que contrate alguém, quem sabe se um Ildefonso, para definir o que é a cidadania nas escolas. Quem sabe até se não o pode incluir no governo, como elemento extra. Que até podia fazer parelha com o Relvas. E que parelha!

      Ildefonso Dias é para mim sinónimo de indivíduo ignorante, mal educado, patife, mentiroso, obsessivo e burro. É um facto. Mas um facto que me enche de tristeza. Que, porém, não me perturba nem me afecta nem me desvia do meu caminho.

      E, adaptando de novo, de António Aleixo:

      Enquanto o ildefonso pensar
      Que vale mais do que outro homem
      Faz como os cães a ladrar
      Que não deixam comer nem comem

      Haja decência, Ildefonso, ou pelo menos o esforço.
      Pobres dos homens de quem todos fogem e ninguém quer ouvir.

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    3. Senhor Ministro Nuno Crato, reduza em 50% os vencimentos dos professores “Carreiristas”, não precisam de ganhar tanto dinheiro, acredite que os conhecimentos que têm não justificam os altos vencimentos de que dispõem.
      E com isso dê condições aos jovens professores inteligentes e talentosos que amam verdadeiramente o ensino e querem ajudar o País.
      Não permita que os Carreiristas “comam tudo” e os jovens professores tenham que abandonar o País.

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  12. Ex: mo senhor Ministro da Educação

    Reduza em 95% os vencimentos dos professores carreiristas, que não precisam de ganhar tanto. E dos outros também, para não se habituarem a ganhar tanto. E a comer tudo.
    Ora essa.

    Ah, estimado António Aleixo, olha para o que os teus versos continuam a dar:

    Há quem tenha vistas largas
    E genuína sabedoria preditiva
    Expelindo de entre as ilhargas
    Lições de filosofia educativa

    Aproveite senhor ministo, olhe que é de graça.

    Ao que chega a miséria humana. Mas assim se vão revelando currículos (!?) e acrescentando neles novas páginas, sempre reveladoras do muito que tem que andar a psiquiatria profunda.

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  13. Reduzir 95%?! Só se o critério fosse a utilidade!!!

    A propósito, é muitas vezes mais útil uma iniciação ao Latim no ensino secundário para os jovens (que já não existe) do que a Biologia, disciplina perfeitamente dispensável (deveria ser facultativa).

    As pessoas inteligentes, como o Ministro e Professor Nuno Crato sabem que assim é. Pode assim, o sr. José B. ficar a saber a falta que faz, ou a sua utilidade no País (mais doloroso e inútil é sendo o sr. carreirista).

    Digo-lhe isto, porque é mais pura verdade, e não porque o sr José B é somente intratável.

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  14. Reduza-se em 95% a Biologia no ensino secundário, se o Ildefonso o exigir. Mesmo tendo em conta que é uma disciplina em que nenhum aluno é obrigado a matricular-se. Porquê? porque o Ildefonso é inteligente e o Ildefonso disse.
    E pessoas inteligentes são outra coisa. Sim senhor. O Ildefonso mostra-o à saciedade e à sociedade, que injustamente o ignora. O Ildefonso é, além disso, um prodígio e um modelo de elegância, de fluência e de eloquência, como extensivamente revela e como demonstrarão, seguramente, os seus merecidos diplomas e certificados, passados por instituições credíveis. O Relvas é muito capaz de estar cheio de inveja.

    Não se percebe por que é que o Ildefonso se preocupa e se mete com pessoas intratáveis. Pela parte que me toca nunca, em nenhuma situação, tomei a iniciativa de lhe dirigir a palavra ou sequer de reparar nas burrices que escrevinha. Mas, cada louco com sua teima. E eu não tenho nada com a vida de ninguém.

    Já agora cá vai mais António Aleixo, em versos ildefonsáveis:

    Ildefonso não é mas quer parecer
    pessoa de muito e fundo pensar
    Néscio, mostra aos outros sem querer
    O que muito se esforça por tapar

    PS: Não seria melhor acabar com a carreira de professor? Acabava-se logo com os carreiristas, não? De resto para pedagogo (!?) como o Ildefonso, também não é preciso carreira. Nem ele encarreira... Na engenharia, em que disse que se formou (!?), também parece que não. Ou então produz obras invisíveis. Mas seguramente úteis. Como o Ildefonso.

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  15. Pois é sr. José B. a esperteza saloia é a grande especialidade dos Carreiristas, em que o sr. se inclui. Quem quer que vá ler o decreto-lei n. 40 / 2007 fica logo esclarecido, sobre se a biologia é ou não obrigatória... mas adiante.

    Felizmente que devem existem pessoas responsáveis neste país, que estando atentas, reconhecem facilmente um bom carreirista, e num futuro próximo, porque o país o exige, vão ter que tomar medidas.

    Sou da opinião, pelo que li num post do Senhor Professor Rui Baptista, (transcrevo em baixo) que o sr. Ministro Nuno Crato deveria, ponderar e retirar a Biologia, como disciplina obrigatória para o acesso ao curso de medicina.
    Ficariam como áreas obrigatórias a Química, a Física e a Matemática.
    A Biologia descia muito bem para o nível das humanidades para o acesso ao curso, pelo que se lê abaixo.



    (...)
    "Será o regresso do Exame de Aptidão à Universidade (ainda que adaptado aos tempos que correm) uma solução óptima? Com o aval da sabedoria popular, ‘o óptimo é inimigo do bom’. Contentemo-nos, portanto, com o bom ou até o menos mau. O que já não é nada mau, convenhamos!” (Público, 05/09/2005).

    Precisamente duas semanas depois, foi publicado o testemunho de António Sousa Pereira, presidente do «Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar», da Universidade do Porto, em que é dito, entre outras coisas que “o facto de não haver falta de candidatos para o curso não significa que o método de seriação seja justo.” Confrontado com a qualidade dos alunos que entram no curso, esclarece que “nem todos correspondem ao padrão que esperamos, dadas as provas que prestaram [no ensino secundário] para entrar, e apresentam taxas elevadíssimas de insucesso. E se, alguns encontram o seu caminho, outros não, o que deixa a sensação que outros mais vocacionados terão ficado de fora” (Diário de Notícias, 19/09/2005)."

    ["post" do Professor Rui Baptista - Sistema de Acesso a medicina é estupido]

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  16. Ora bem, o Ildefonso também sabe de leis. E de acesso a medicina. Se o Ildefonso o exigir até pode proibir-se a Biologia como disciplina necessária para se aceder a medicina.
    O Ildefonso é um aldrabão em toda a linha. Em minha opinião, o Ildefonso é horrendo, medíocre, burgesso e venenoso. Teria como atenuante o facto de não regular da cabeça, se a velhacaria não se sobrepusesse. É possível que se babe por apanhar ripadas (há indivíduos assim). Dado que se fixou há muitos meses a marrar no meu nome, optei por deixar que se (auto)retrate, "obrigando-o" a vir aqui como um cão fiel, por más razões, expor a sua intrínseca repugnância. E ele tem cumprido. Por mim pode envenenar-se quanto queira. Quis insultar-me e nunca perceberá que eu vejo o que escrevinha como revelações e confissões sobre si próprio.

    Em matéria de insultos, recorro outra vez a António Aleixo, adaptado

    Julgando um dever cumprir
    Sem descer no meu critério
    Digo verdades sem rir
    Aos que me insultam a sério

    É muito feio isto? É, mas pior seria deixar este Dâmaso Salcede de quinta categoria a esparrinhar-se sem umas bengaladas correctivas.
    Para este sítio é que é uma maçada. Para os leitores não tanto, porque não creio que leiam isto. Estes textos escrevo-os apenas para o Ildefonso se esvurmar, o que ele faz com denodo e aparente prazer. Eu, embora desviando-me o mais possível, durante meses e meses, não pude evitar calcar tal massa e muito sofro com isso, pelo que me repugna. Mas o Ildefonso vai ficar outro, pelo menos no retrato para os interessados nas psiquiatrias.
    Força Ildefonso.

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    1. Oh! Sô Batista, de que têm medo?? De que os papázinhos dos "marões" deixem de dar prendinhas para regar os pézinhos dos professores de Biologia??? recebe-as? sente-se bem com isso?
      Mas olhe seria menos um encargo para muitas famílias!! ter que andar a escovar um professor deve ser "desagradável" e se for um de Biologia então... Sr. Ministro tire esse encargo a muitas famílias! (a inteligencia, e agilidade de pensamento revelam-se suficientemente na Física e Matemática, não na Biologia)


      Adeus,

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    2. O Ildefonso é uma nódoa. Uma nódoa triste e repelente. Mas há uma boa notícia: A nódoa que o Ildefonso é limita-se a ele, não há perigo de contaminar ninguém. Quando a tara é excessivamente grande as pessoas normais afastam-se. E há motivo para outra suposição boa: como não deve haver alma capaz de suportar o Ildefonso enquanto ele se ocupa com inanidades dirigidas a quem quer que seja sempre os mais próximos são poupados. Para esses a minha solidariedade. E ajuda, uma vez que, embora a contragosto, sempre o vou ocupando...

      O Ildefonso é doido mas é um doido velhaco, um embusteiro triste, que aqui se despe miseravelmente. Socorro-me ainda de António Aleixo, em adaptação:

      A mentira seria segura
      E atingiria profundidade
      Se trouxesse à mistura
      Algum vestígio de verdade

      Assim, não há perigo.

      PS: "Vê-ja-se" (sic) o primor de escrita do pedagogo (!!!) Ildefonso:

      - de que têm...;
      - os papázinhos;
      - dos marões;
      - pézinhos;
      - inteligencia.

      Consegue enfiar cinco erros em oito linhas, o que é um progresso, se deixarmos de lado a pontuação e o absurdo do discurso (aquele regar os pés com prendinhas é de estalo, olaré!)

      Senhor ministro da educação: siga o Ildefonso, extinga a biologia; ou pelo menos alguns professores de biologia. Se tiver dúvidas sobre o critério, pergunte ao Ildefonso. Se tiver problemas sobre a metodolgia pergunte ao Ildefonso também: como o forno crematório é capaz de ser dispendioso, talvez a tiro ou à facada ou por enforcamento. E se não encontrar carrasco, mais uma vez, senhor ministro, recorra ao insigne pedagogo Ildefonso.

      Ele é capaz de tudo, e nada lhe será impossível.

      E então teremos, quem sabe, o "homem novo", o "Homo ildefonsicus"

      Adeus Ildefonso. Até à vista.

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