quarta-feira, 15 de maio de 2019

PRIMEIRA CONFERÊNCIA: “Direito à educação” no currículo escolar. Uma reflexão no 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos"








À semelhança de muitos outros países, Portugal está a implementar, desde 2016/2017 uma nova reforma do ensino básico e secundário (“Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular”), a qual suscita diversas questões a que investigadores e educadores não podem deixar de dar atenção. 

Para proporcionar uma reflexão sobre algumas dessas questões, organizou-se um ciclo de cinco conferências com o título “O currículo escolar na contemporaneidade: Identificação e discussão de algumas das suas bases”, que a realizar neste mês de Maio e no próximo mês de Junho, numa colaboração entre o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Granada. 

PRIMEIRA CONFERÊNCIA

Título: “Direito à educação” no currículo escolar. Uma reflexão no 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Conferencistas Luísa Portocarrero e Diogo Ferrer, professores da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação)

Local: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra - Edifício 3 

Data: 18 de Maio de 2019, das 10h00 às 12h45

Resumo: Em Dezembro de 2018, a Declaração Universal dos Direitos Humanos fez setenta anos. Voltando a Organização das Nações Unidas, que a aprovou, a recomendar o seu tratamento educativo com vista à “construção da paz nas mentes dos homens”, afigura-se relevante interrogar esse tratamento no quadro do dito “Currículo do século XX” / “Currículo do futuro”. Na verdade, tal currículo, de abrangência global e afirmado como “humanista”, veicula vários paradoxos no respeitante aos direitos relativos a educação escolar pública. Na presente conferência, em que são convidados especialistas em Ética, incide-se, por um lado, na análise de alguns desses paradoxos directamente ligados ao “direito à educação”, e, por outro lado, na responsabilidade que os educadores têm na sua superação. 

Programa
1. A educação a que todos têm direito
2. O direito à educação no currículo escolar contemporâneo
3. Responsabilidade dos educadores na concretização do direito à educação

Referências bibliográficas
- Ferrer, D. (1995). Sobre o papel do juízo reflexivo em educação. O conceito da formação em Fichte. Philosophica, n.º 5, pp. 35-66.
- Ferrer, D. (2000). Lógica, linguagem e sistema. O problema da linguagem na ciência da lógica de Hegel. In A. Borges, A. Pita & J. André. Ars Interpretandi. Homenagem a Miguel Baptista Pereira (265-302). Porto: Fundação Eng. António de Almeida.
- Portocarrero, M. L. (2014). Crise da Europa e crise da educação: filosofia, tradição e inovação. Cultura, educación, innovación (pp. 395-404). Santiago de Compostela: Correo, S.A.U.
- Portocarrero, M. L. (2018). Rituais hermenêuticos da convivência: variações sobre H.-G. Gadamer. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra 

ENTRADA LIVRE, COM CERTIFICADO DE PRESENÇA 
Apresentação aqui, Programa aqui, Inscrições aqui.

2 comentários:

  1. Mil vezes mais importante do que o "Direito à Educação" no currículo escolar seria permitir que "houvesse" educação no currículo e na escola. O que se pretende com a flexibilização curricular é expandir os "métodos" da selvajaria dos profissionais a toda as escolas e jardins de infância, agrupados e não agrupados, no mais curto intervalo de tempo.
    O rei vai nu! Só os especialistas do eduquês é que não querem ver!

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  2. Prezado Leitor Anónimo
    O "Direito à Educação" pode ser, certamente, interpretado de diferentes modos. Um dos modos de o interpretar, que se me afigura ser o adequado no quadro da educação escolar, é a tradução desse direito (e dever) no currículo. Mas como o currículo também pode ser interpretado de diferentes modos, sou mais precisa: no currículo assente no conhecimento que só a escola pode veicular, com a profundidade e extensão que se é/deveria ser imputada.
    Quanto à "flexibilidade curricular", tal como ela é determinada económica e politicamente (por esta ordem), está longe de ser uma "invenção" (de alguns) dos "especialistas do eduquês". De resto, como já escrevi neste blogue, a narrativa em que a "flexibilidade curricular" está integrada é uma coisa muito mais "elaborada" do que o discurso conhecido por "eduquês".
    Em suma, nem tudo o que se faz no debate educativo/escolar é destinado a elogiar e consolidar o que se encontra estabelecido oficialmente.
    Cordiais cumprimentos,
    MHDamião

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