segunda-feira, 26 de abril de 2010

O FENÓMENO DE FÁTIMA: GRAÇA DIVINA, ILUSÃO OU FRAUDE?


Informação recebida da Editora Guerra e Paz:

Fátima é um verdadeiro fenómeno internacional. A sua história tem estado, desde o início, mergulhada em controvérsia e assim continua a poucos anos do seu centenário. Mas o Vaticano vive despreocupado. Tem tudo sob controlo. Ou não terá?

A 30 de Abril, antecipando a visita de Bento XVI a Portugal, a Guerra e Paz lança O Fenómeno de Fátima. O livro, escrito pelo jornalista Len Port, conta a história de Fátima e traz luz sobre o fenómeno português mais conhecido em todo o mundo.

Factualmente informativa e provocadora, sem ser ofensiva, a investigação conta com um amplo leque de opiniões, reunindo pessoas directamente envolvidas na história e especialistas nos vários campos associados ao fenómeno.

Len Port nasceu e cresceu na Irlanda do Norte. Durante a sua longa carreira de jornalista, colaborou com vários meios de comunicação social, em Hong-Kong e na África do Sul, entre outros países. Reside há vários anos em Portugal, no Algarve, a partir de onde continua a escrever artigos para jornais e revistas.

- O Fenómeno de Fátima, Len Port, Guerra e Paz, 2010.

24 comentários:

  1. Fenómeno de Fátima: que tal hipnose colectiva!

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  2. Há quem conte que uma senhora de bem, aborrecida pela pasmaceira que Fátima era na altura, resolveu agitar as coisas e colocar Fátima no mapa, vestindo-se de nossa senhora. Naquele tempo era fácil enganar o povo menos letrado e enredado na religião...

    Outros contam que foi o padre da altura que teve a mesma ideia.

    Histórias não faltam! Mas alguma coisa aconteceu ali ehehe.

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  3. Madalena: o que é "hipnose colectiva"? Como funciona? Como se hipnotizam colectivamente 50.000 pessoas? Sem ser Fátima, conhecem-se casos recentes de 50.000 pessoas "hipnotizadas" ao mesmo tempo?

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  4. Tem que se analisar bem os factos!

    A igreja portuguesa até à ascensão de cerejeira7 salazar não reconhecia Fátima, muito menos o Vaticano!

    Depois estiveram mesmo 50 mil pessoas lá? quem as contou? talvez estivessem apenas 25 mil!
    Mas estando lá muitas, hipnose colectiva não é viável, há demasiada gente, distracção e distancia entre as pessoas para tal, isso levava a que houvesse um hipnotizador e muitos hipnotizados.

    Depois temos as testemunhas e os factos, foi dito que se viu a aparição e o sol a rodar, mas quem viu e quem disse que viu? ouve inquéritos? há relatos de pessoas que não viram, os jornalistas que lá estiveram nada viram!
    As pessoas debandaram depois para as suas casas, quem lhes perguntou se viram ou não? mesmo a 1% delas?

    A imprensa da época era unânime em dizer que aquilo era uma fraude, que as crianças eram doentes e que deveriam ser internadas no rilhafoles, o antepassado do miguel bombarda.

    O mito de fátima foi criado depois, que estavam lá 50 mil pessoas que viram, mas que no fim de contas nada foi visto.

    Fátima é uma aldrabice com fins de propaganda, reaproveitado e aumentado depois pela hierarquia eclesiástica, a mesma que rejeitava tal sucedido antes do 28 de Maio de 1926 ou seja ascensão da ditadura militar que haveria de abrir caminho para o Salazar!

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  5. Caros amigos: fazemos progressos. Folgo em saber que estamos de acordo em que dizer "hipnose colectiva" é uma tontice que nada explica. É apenas um termo para ocultar o óbvio, isto é, que não temos a mais pequena ideia do lá se passou. Caro Vani: as minhas perguntas são as mesmas para "histeria colectiva": como funciona, etc. -- uma tolice de "explicação". Mas fiquei curioso com uma coisa dita acima: que teriam estado lá pessoas que nada haviam visto. Isto é novo. Pode fundamentar? Pode dar um exemplo concreto?
    Seria muito interessante ter um relato desse tipo (que nunca vi). Que a imprensa da época dizia que era uma fraude não diz nada: a "imprensa da época" não estava lá a ver. E que tal se todos tentássemos deixar de lado preconceitos bafientos e tentássemos perceber um pouco o que se poderá ter passado em vez de atirar para o ar teorias tolas? Por exemplo, e para começar: que tipo de fenómeno óptico, atmosférico ou físico poderia criar a imagem de um Sol ampliado, aproximando-se da Terra?

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  6. Acho que o ponto 2) das regras desta caixa de comentários começa a ficar tremido...

    Histeria colectiva. Contra factos não há argumentos.

    Já agora, não é Caro, é Cara.

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  7. Cara Vani: Não quero ser desrespeitoso, mas realmente se você quer tentar entender o que aconteceu tem que abandonar "respostas" feitas (histeria, etc.) que não explicam nada. Se você ler os relatos com atenção (como eu fiz) verá que as condições para um fenómeno "de massas" (histérico ou não) não existiam. Não havia um controle central da multidão, não havia música nem sons, não havia absolutamente nada. Por outro lado, os testemunhos mostram claríssimamente a *objectividade* do fenómeno. Aqueles milhares de pessoas viram realmente uma coisa *objectiva* no Sol (movimento, dilatação, apoximação, etc). Antes de mais nada é preciso tentar compreender se algum tipo de circunstâncias físicas podem explicar esse fenómeno. Como um deslocamento físico efectivo do Sol me parece impossível (como deve saber nenhum observatório do mundo registou qualquer perturbação na órbita do Sol), interrogo-me se não haverá uma explicação de tipo atmosférico-óptico.

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  8. Se calhar foi 1 ovini, porque os centros de observação astronómicos e os cientistas bem como as populações de todo o mundo e de Portugal incluído, excepto a aldeia de Fátima nada viram!

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  9. Anónimo,

    "E que tal se todos tentássemos deixar de lado preconceitos bafientos e tentássemos perceber um pouco o que se poderá ter passado em vez de atirar para o ar teorias tolas"?

    Um bom conselho, sem dúvida...

    Um abraço.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Sim, o fenómeno foi local.
    Na altura nem sequer o observatório astronómico de Coimbra notou qualquer coisa anómala.
    Mas as pessoas em Fátima viram mesmo algo impressionante e não vale a pena andar a dizer que foi fraude ou hipnotismo ou etc.
    Um OVNI? Sim, é possível. Mas não devemos usar uma espécie de navalha de Occam conceptual e começar por coisas mais simples e, digamos, mais "normais"? Não seria possível explicar a partir de princípios físicos?

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  12. "Não havia um controle central da multidão, não havia música nem sons, não havia absolutamente nada"

    Havia sim, havia pessoas, montes de pessoas com a expectativa de ver algo mágico acontecer, haver pessoas é o único pré-requisito realmente necessário. Histeria parece-me uma hipótese tão boa como outra qualquer, e nem sequer tinha de afectar toda a gente, apenas aqueles que foram entrevistados pelos jornalistas :P

    "os testemunhos mostram claríssimamente a *objectividade* do fenómeno"

    Objectividade e testemunhos na mesma frase...
    Se há coisa que se aprendeu em Ciência é que testemunhos não valem absolutamente nada. Não que as pessoas andem sempre a mentir, mas simplesmente porque podem ter interpretado mal o fenómeno a que assistiram.

    Será que estavam mesmo lá tantas pessoas como dizem os jornais? Mesmo que tenham estado, os jornalistas não falaram com todas para lhes perguntar se viram o Sol fazer algo de estranho. Porque mais ninguém no mundo viu o Sol rodar? Terá sido uma ilusão de óptica? É comum pessoas confundirem Vénus com OVNIS...

    Enfim, perguntas sem fim e que nunca vão ter resposta, até porque os crentes também não precisam de provas para nada.

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  13. "Enfim, perguntas sem fim e que nunca vão ter resposta, até porque os crentes também não precisam de provas para nada. "

    Pois não mas por acreditar não significa que exista, é preciso provar, e a fé, ou seja o seguimento cego de uma ideia sem provas não pode valer na argumentação ou poderemos invocar fadas, dragões e afins!

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  14. Skynet,

    Vamos lá então ser objectivos...

    "Histeria parece-me uma hipótese tão boa como outra qualquer..."

    Se foi histeria colectiva, porque razão o fenómeno de Fátima, foi visto a 20 e até a 40 Kms de distância?

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  15. Skynet, desculpe lá, mas "histeria colectiva" é uma coisa que não diz nada. É uma desculpa fácil para não ter que pensar no assunto.
    Dezenas de milhares de pessoas, espalhadas pelas encostas de um vale, sem qualquer tipo de sincronização, desatam todas a ver o mesmo fenómeno --- e você diz que foi... histeria: bem, isso parece-me mais bruxaria! :-))
    Além disso, como sabe, entre a multidão estavam muitos cépticos que tinham ido lá com o propósito expresso de "gozar com a crendice popular e com a padralhada" e que viram exactamente o mesmo (alguns apanharam um tal pânico que até se converteram!).
    As condições atmosféricas do dia (enevoado, húmido e chuvoso antes do fenómeno, luminoso e solarengo depois) parecem indicar uma alteração relativamente súbita do tempo. É possível que instabilidades climáticas e condições muito particulares (p. ex. nas nuvens) produzam deformações ópticas a ponto de produzir imagens enormes e com alguma mutabilidade do Sol? Conhecem-se outros casos de, digamos assim, "lentes atmosféricas"? Isto é concebível?

    «até porque os crentes também não precisam de provas para nada.» Depende de quais crentes. Os crentes na "histeria" parecem dispensar o estudo sério e até, às vezes, o uso da razão; os outros crentes acreditam em várias coisas, a primeira das quais é que a mente humana é capaz de entender o mundo natural (um grande mistério, é verdade) -- mas que isso dá trabalho.

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  16. Concordo plenamente consigo nesse aspecto anónimo.

    Mas ao longo do tempo aprendi a não subestimar o poder da necessidade de acreditar e a sua capacidade para distorcer a percepção de realidade das pessoas. Desde que soube que na Índia várias pessoas ficaram cegas depois de alguém começar o boato de que a imagem da Virgem Maria estava no Sol, que perdi a "fé" na racionalidade da espécie humana...

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  17. Ilídio Barros:

    Pois, mas mais uma vez, estamos a acreditar em testemunhos que não sabemos se são verdade.

    Eu disse que a histeria/alucinação é uma hipótese tão boa como outra qualquer na medida que estamos aqui todos a falar na base da especulação, é impossível saber com certeza o que aconteceu tendo como base apenas testemunhos. Não estou a dizer que a histeria é a resposta final nem a única explicação possível. Como se mede exactamente o grau de tolice de uma hipótese sem antes a testar? Se for possível de testar... :P

    Agora que falou no facto (vamos supor que é facto) de o fenómeno ter sido observado a 20 e até 40 Km de distância, lembrei-me por exemplo do fenómeno "copycat", que é a tendência que as pessoas têm de se copiar umas às outras. Na década de 80 bastou uma pessoa começar o boato de que tinha sido interpelado por uma freira fantasma que o avisou da erupção eminente do Monte Santa Helena nos EUA, para outras começarem a replicar a mesma história. E claro, só se soube das profecias das freiras fantasma depois do vulcão ter entrado em erupção. Que conveniente :P

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  18. "Dezenas de milhares de pessoas, espalhadas pelas encostas de um vale, sem qualquer tipo de sincronização, desatam todas a ver o mesmo fenómeno --- e você diz que foi... histeria: bem, isso parece-me mais bruxaria!"

    Eu sei é ridículo não é? ;)

    Mas que dizer do facto de em muitas intoxicações alimentares colectivas se verificar, aquando da chegada ao hospital, que apenas um punhado de pessoas foi realmente afectada e que o resto apresenta apenas sintomas psicológicos? Será que as cantinas portuguesas possuem todos os requisitos necessários para a histeria colectiva? :P Ou talvez os requisitos para a histeria não sejam assim tantos quanto se pensa...

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  19. Caro anónimo, não querendo ser desrespeitadora, a minha resposta inicial foi somente uma hipótese, considerada por muitos (mas já vi que devem ser todos parvos...). A segunda hipótese foi uma forma de terminar a "discussão", pois não pactuo com discussões pejadas de epitetos de "vocês não sabem nada", "cambada de ignorantes", "faça como eu fiz" e etc e tal, mesmo que disfarçados de linguagem erudita.

    Debates de ideias e intelectos são sempre bem vindos, desde que a cortesia seja mantida e que as ideias de outrém, ainda por cima na internet, sejam respeitadas.

    Bem vistas as coisas, o senhor/senhora não me conhece de lado nenhum, ou às minhas convicções para poder partir do principio que eu achava isto ou aquilo.

    Se acha que não estavam reunidas as condições para histeria colectiva, e se acha que tem razões para achar isso, força, exponha-as, explique-se.

    Mas não é à força de chamar ignorantes aos outros que não partilham da sua opinião (ainda por cima, na internet) que se vai fazer ouvir. Pelo contrário, só vai conseguir ser catalogado com pseudo-intelectual. Atenção, não estou a chamar-lhe isso, nada de mal entendidos.

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  20. "Pois não mas por acreditar não significa que exista, é preciso provar"

    Já se provou cabalmente que o Universo teve origem num Big Bang?

    Já se provou cabalmente a existência de universos paralelos?

    Já se provou a existência de taquiões?


    E mais ainda, alguma vez se provou cientificamente, teorias da conspiração à parte, a existência de OVNIs?

    Para todas estas perguntas, umas mesma resposta: Não, não se provou. Mas acreditamos nelas, não acreditamos? Acreditamos no que os nossos instrumentos de medida nos dizem, mesmo sabendo que as interpretações terão de vir dos nossos sentidos, que são limitados, e do nosso cérebro, que mais não é do que uma matrix que nos cria uma realidade. E no entanto, confiamos quase cegamente no que essas ferramentas nos dizem.

    Isso não é fé?

    Não será que aceitar respostas dadas pelas ciência e partir do principio que descrevem a realidade, é um acto de fé?...

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  21. Kant foi mais simplista:

    "Eu devo esquecer o conhecimento para encontrar um lugar para a fé".

    Gustavo le Bon, na sua "Psicologia das Multidões", encontra razões sentimentais ou emocionais nas pessoas que se agregaram por força de uma crença religiosa, o que, de certa forma, se compagina com a teoria de Freud que considerava o homem um animal essencialmente religioso, logo, apto a mimetizarr as reacções emocionais.

    Freud não disse exactamente "animal religioso", apenas enfatizou a religiosidade no homem. Fui arrastado pelo "homem político", de Platão.

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  22. Skynet,

    Obrigado pela tua opinião.

    "Na década de 80 bastou uma pessoa começar o boato de que tinha sido interpelado por uma freira fantasma que o avisou da erupção eminente do Monte Santa Helena nos EUA, para outras começarem a replicar a mesma história"

    Podias ser mais específico? Que história é que foi replicada? Para além da pessoa que diz ter sido interpelada por uma "freira fantasma", houve mais alguém a ter tido o mesmo tipo experiência?

    Um abraço!

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  23. Leiam os jornais de época, essa visão na qual dizem ser o Sol, Lucia ja sabia que haveria um sinal em outubro mas nao sabia qual era.Alem do mais não era Sol, pois era achatado e cor de prata e quando este abaixou sobre as pessoas viram que era achatado e que tinham figuras com aparencia humana dentro. jamais o Sol poderia sair de sua orbita.Naquela época as pessoas nao tinham capacidade para entender o que era uma nave sendo que as naves que existem no nosso mundo naquela época estavam começando a existir e o que viram foi uma nave de um outro mundo bem mais adiantado que o nosso, e que talves o Deus que não vemos e que tanto oramos para Ele possa ser o responsavel por esses seres, mas não como as religioes daqui comandam e querem que sejam...Carlos

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