quarta-feira, 1 de junho de 2022

O exemplo do Senhor Germain em tempos de "redes sociais"

Disponibilizo aqui a ligação para o último texto que escrevi para o Ponto SJ - Portal dos Jesuítas Portugueses.



4 comentários:

Anónimo disse...

O melhor é procurar respostas nas raízes.
É evidente, para quem anda todos os dias com as mãos na massa, que o sistema de ensino secundário português, pelo menos, entrou em decadência acelerada há umas boas três ou quatro décadas. Admito que certos e determinados cientistas da educação acreditem sinceramente que as capacidades intelectuais são iguais em todos os indivíduos "normais" e, portanto, se obrigarmos toda a gente a concluir o ensino secundário até aos dezoito anos de idade, vamos ter toda a população diplomada com o secundário; já se obrigarmos, por despacho ministerial, 80 % dos cidadãos a doutorarem-se em física quântica, seremos ao fim de poucos anos o país com a maior literacia científica do mundo! Só que a realidade é diferente e cada vez estamos mais pobres, tanto de espírito como de dinheiro.
Os alunos não são todos iguais, nomeadamente no que se refere às capacidades de inteligência e aprendizagem. Um professor pode ensinar facilmente as leis de Newton a um certo aluno e não conseguir explicar o movimento retilíneo e uniforme a outro aluno da mesma classe. Noutra perspetiva, um aluno pode conseguir aprender porque estuda as matérias e outro não aprende nada porque não estuda. O processo do ensino/ aprendizagem é muito fluido e dinâmico, mas, para alcançarmos bons resultados escolares, são imprescindíveis o empenho e a inteligência de professores e de alunos.
Ora, o que o ministério da educação faz, acolitado pelos cientistas da educação, é ultrapassar essas dificuldades relacionadas com as diferentes capacidades cognitivas dos alunos, impondo por decreto que o que é necessário aprender na escola (aprendizagens essenciais) nunca pode ir além daquilo que os alunos menos dotados intelectualmente (que são uma minoria) são capazes de aprender. Ou seja, o facilitismo, no seu esplendor, adquire força de lei! Nem mesmo as pseudo-provas de exame que ainda existem serão toleradas. Deve-se acabar com tudo o que, por mais remotamente que seja, implique o mínimo esforço de concentração e estudo dos alunos, rumo ao sucesso escolar livre e absoluto! Então, e os professores !?
Os professores, principalmente os de formação universitária clássica, pouco dados a palhaçadas e "graças com os alunos", nas palavras de Maria de Lurdes Rodrigues, já pouco mais são considerados do que pedras na engrenagem.

Mónica disse...

Segui o link, ainda bem, vou procurar a carta do prof Germain, obrigada.

Helena Damião disse...

Prezada Mónica
O meu francês não é suficientemente bom para traduzir a carta. Pedi ajuda. Quando tiver uma boa tradução, disponibilizo-a neste blogue.
Cumprimentos,
MHDamião

Mónica disse...

Obrigada, encontrei em castelhano e li a tradução do Google. Não sei se era a carta completa mas se a publicar aqui agradeço!

"A escola como plataforma do comércio"

    Artigo de opinião do Professor Mário Frota, especialista em Direito do Consumo, publicado no jornal As Beiras de hoje, 12 de Maio de 20...