sexta-feira, 1 de maio de 2015

NO ANO INTERNACIONAL DA LUZ

Depoimento prestado a publicação do Colégio Rainha Santa em Coimbra:

 A luz está, no Génesis, no início de tudo: “Deus disse: "Faça-se a luz!" E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas.” (Gen. 3-4). A Bíblia não é um livro de ciência, mas hoje os cientistas sabem que o Big Bang foi uma explosão de luz. E sabem também que praticamente tudo o que lhes é dado saber sobre o Universo é conseguido através da luz.

As Nações Unidas, celebrando um conjunto de aniversários relativos à luz (entre os quais o centenário da teoria da relatividade geral de Einstein ue permite descrever a expansão do Big Bang), estabeleceram que 2015 fosse o Ano Internacional da Luz. Por todo o mundo e também em Portugal (ver ail2015.org), celebramos a luz, não só o conhecimento do fenómeno físico mas também as extraordinárias aplicações que esse conhecimento tem no nosso dia-a-dia. Usamos a luz, visível ou invisível, por exemplo, em lasers para ler códigos de barras e CD, para aquecer a comida nos fornos de microondas e para ver o interior do corpo humano em aparelhos de raios X.
2015 é, portanto, uma excelente ocasião para, à volta das numerosas questões associadas à luz, reforçarmos ligações no país e à escala global. É, designadamente, a altura de, nas escolas, procurarmos aprender mais sobre a luz, em trabalhos mais teóricos ou mais práticos, para a pormos da melhor maneira ao serviço do bem comum.
Mas a luz não é só ciência. É uma condição indispensável para haver arte. Além disso, a luz, nas ciências sociais e nas humanidades, é uma excelente metáfora para a razão, a compreensão, o conhecimento. O século XVIII ficou conhecido como o século das luzes e se, no século XIX, o romancista e poeta Goethe pediu “mais luz”, o certo é que esta necessidade de mais luz continua actual. É uma necessidade permanente. Hoje como ontem, precisamos de mais luz, tanto luz física como intelectual.
Carlos Fiolhais

(Coordenador Nacional do Ano Internacional da Luz)

1 comentário:

  1. No princípio, não era a Luz. Era o Verbo. A Luz é posterior a Deus e, portanto, uma deturpação do Verbo. Porque a Luz foi o Homem que a acendeu e, portanto, é de mentira, por muito alta que esteja. O Homem só a consegue fechada em lâmpadas que falham a toda a hora. Além disso, o demiurgo mente a Luz pelos prismas, pelos vitrais e pelos pincéis por onde continua a morar na escuridão. Já sem Verbo.

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