sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Na era da "pós-verdade" os factos só podem ser "alternativos"


O pós-modernismo parece ter passado de moda nas discussões a que se quer dar um toque mais erudito mas engana-se quem julgar que isso também aconteceu no plano social. 

Esse modo de pensar está entranhado na nossa vida quotidiana e, por isso, o esforço para voltarmos a patamares mínimos de racionalidade terá de ser grande.

Veja-se o exemplo patente no vídeo acima reproduzido: num programa de televisão, uma conselheira do recém eleito presidente do EUA afirma uma mentira, o jornalista confronta-a com isso mesmo e apresenta factos, ela, muito desenvolta, diz que se baseia em “factos alternativos", ao que o jornalista responde que “factos alternativos, não são factos, são falsidades”... ela nega, ele... 

Ao que o Público noticia, exemplos como este estão a aumentar a venda de livros distópicos, sobretudo 1984, de George Orwell. 


Esperemos que se trate de um sinal positivo, de que valores como a verdade e a honestidade não foram (ainda) completamente abastardados. 

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