terça-feira, 12 de novembro de 2013

Os rankings e a defesa da educação pública

Um ranking é um instrumento de gestão que atribui uma classificação gradativa a determinado bem ou serviço face ao cumprimento de um qualquer objectivo ou necessidade. No caso das escolas, as críticas aos rankings vêm sobretudo daqueles que defendem o serviço público de educação prestado por privados com contratos de trabalho, em estabelecimentos que têm classificações objectivamente inferiores aos do serviço privado e mesmo aos do serviço público prestado por privados colectivos com contratos de associação. Sendo as críticas compreensíveis quando vêm da parte de quem vê nessa classificação uma avaliação fria do seu trabalho, já me parecem absurdas de quem diz defender a escola pública, no entendimento que faço de escola pública: uma escola para todos, independentemente da sua condição social. Pelas razões que explicito abaixo:

1. Aceito que me digam que os exames não são uma forma de determinar se esse serviço está a ser bem ou mal prestado. Mas a verdade é que essa foi exactamente a forma que o próprio Estado entendeu ser válida para esse efeito no que diz respeito aos alunos. Não consigo entender porque é que mesma entidade, o Estado, que não consegue avaliar correctamente um serviço é considerada a entidade certa para prestar o serviço, quando a avaliação do serviço deveria ser a tarefa última de um serviço do Estado.

2. Não aceito que me dêem a desculpa da condição social dos alunos como factor determinante das classificações do ranking. Ou melhor, aceitar, aceito, o que não aceito é que chamem serviço público ao serviço prestado pelas escolas. Se a educação serve para mitigar as diferenças sociais e o sucesso do serviço depende das condições sociais então, por imposição matemática, a educação passa a ser um amplificador de diferenças e não um mitigador. É uma causa, não pode ser uma desculpa. 

3. É perfeitamente absurdo que me digam que a escola pública prepara melhor os alunos para a universidade, como foi referido num "estudo" feito pela Universidade do Porto. Se estamos a comparar o top 20% do ensino público com o universo do ensino privado então, obviamente, eu nem preciso de nenhum estudo. Aquilo que o estudo revela não é que o ensino público prepara melhor, é que selecciona melhor. Exactamente o contrário do que queremos que o ensino público faça. Se os alunos do ensino público ainda tivessem que trabalhar meio-dia para pagar a sua educação, os números da Universidade do Porto ainda seriam melhores porque a selecção natural seria ainda mais efectiva.

4. Se pegarmos em três concelhos semelhantes do distrito de Lisboa, Arruda, Sobral e Cadaval,  em cada um  dos quais existe uma escola, com a diferença de que em Arruda há uma com contrato de associação, não é aceitável que Arruda apareça no lugar 63 e as outras no lugar +220 e que fique tudo na mesma e, pior do que isso, surjam críticas à elaboração de contratos de associação quando as críticas deveriam ser à manutenção de algumas escolas geridas pelo Estado.

Para terminar, os rankings são uma ferramenta de gestão, como comecei por dizer no início. Podemos criticá-los, arranjar desculpas, desvalorizá-los, etc., isso é trabalho de quem vive a parasitar os desfavorecidos e a infelicidade daqueles que, não lhes restando outra hipótese, têm que viver com o peso de terem pais incultos e pobres. Quem queira que a educação sirva para tirar os miúdos mais desfavorecidos da sina de se tornarem adultos desfavorecidos e passarem a ser agentes económicos de pleno direito, esses sim vão usar os rankings

Agora, também aceito que haja quem tenha uma visão diferente do que deve ser a escola pública. O que não aceito é que paguemos uma escola desse tipo.

29 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Serão os baixos salários dos professores o problema da nossa baixa qualidade de ensino? Este gráfico elucida (fazer copy-past para browser) : https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151971095103116

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  3. Deve ser por isso que os finlandeses têm rankings como o caraças.

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    1. Não têm rankings, nem problemas destes. Quando tiverem problemas destes, logo veremos.

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  4. Tenho a maior consideração por este blog já que é dirigido e editado por um grupo de Professores universitários de renome que sabem muito sobre muita coisa. Porém, a entrada de hoje é - e desculpem-me pela ousadia de dar a minha opinião - de muito baixa qualidade. Primeiro porque as ideias estão misturadas e confusas; depois porque vem defender o fosso entre favorecidos e desfavorecidos o que reputo de imoral; e, por último, porque está extremamente al escrito em termos de pontuação e sintaxe. Se o autor deste texto tovesse de ser submetido aos humores dos "rankings" e dos exames nacionais que são elaborados sabe-se por quem, penso que teria muito maus resultados...

    Admito que este meu comentário não tenha permissão para ser publicado atendendo aos parâmetros acima apontados. Porém, tentei não ser desrespeitadora nem deseducada.)

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  5. Concluiria deste emaranhado de marteladas em cravos e ferraduras que há rankings para todos os gostos, como já tem sido dito. Mas o João Pires da Cruz só vê defeitos nos rankings que lhe interessam. E essa de o ranking das escolas avaliar um serviço público...
    Ficou por esclarecer tudo. Mas dou um exemplo: o que é que o ranking, afinal, avalia? como avalia? E, o que é ainda mais importante, o que concluir dessa avaliação?
    O JPC salta por cima.
    Assim sendo, pergunta-se: o texto tem algum objetivo crítico? Como?

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    1. Eu não vejo defeito nenhum nos rankings. São factuais. Alguém, um funcionário público provavelmente professor, determinou que o conhecimento do aluno se avalia fazendo exames que são iguais para todos. Logo, consegue-se fazer a gradação das escolas pelos resultados que obtêm. Não entendo o que é que nisto pode ser olhado com defeitos. O objetivo público é que todas as escolas tenham a melhor classificação. Não acha?

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    2. «O objetivo público é que todas as escolas tenham a melhor classificação.»
      É sabido.
      Mas então...os rankings?

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    3. Rankings m.q. classificação, ou entendeu de forma diferente?

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  6. Na questão dos Rankings, parece-me que as opiniões se dividem mais a partir de posicionamentos políticos (ou será apenas de interesses particulares e de grupo?), do que a partir de estudos. O estudo que refere no ponto 3. é frequentemente citado por pessoas situadas à esquerda do espectro político e foi divulgado no PÚBLICO de 18 de Janeiro deste ano, onde na prmeira página sobressai o seguinte título: “Escola pública prepara melhor alunos para o superior” e, em continuação, “Universidade do Porto conclui que escolas privadas preparam melhor os alunos para os exames, mas os das escolas públicas têm um percurso universitário melhor”. No corpo da notícia é ainda transcrita a afirmação de José Sarsfield Cabral, pró-reitor da UP para a área da melhoria contínua:
    “As escolas privadas têm grande capacidade para preparar os alunos para entrar, mas o que se verificou é que, passados três anos, estes alunos mostraram estar mais mal preparados para a universidade do que os que vieram da escola pública”

    Não sei se estas afirmações são ou ou não verdades, mas tenho algumas dúvidas de que se possa tirar estas conclusões a partir de um estudo deste tipo (se é que se lhe pode chamar estudo). Tanto quanto percebi, resume-se a meia dúzia de cálculos de percentagens a partir das notas de 2226 alunos, seleccionados arbitrariamente (os que concluíram pelo menos 75% das cadeiras dos três primeiros anos – porque não 72% ou 78%?) entre os 4280 estudantes, no total, admitidos na UP no ano lectivo 2008/09. A partir desta amostra, é depois calculada a percentagem de alunos do ensino privado e público que estão representados no grupo dos 10% melhores (porque não 8% ou 15%?) daquele ano lectivo. De qualquer modo, de acordo com os dados apresentados no PÚBLICO, a diferença é favorável ao ensino público apenas por 2,71 (no ensino público havia 10,69% no grupo dos melhores, no caso das escolas privadas esse número era de 7,98% e as amostras eram quantitativamente muito diferentes). Já agora, qual será a margem de erro de um estudo deste tipo?

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    1. Claro que tem razão mas, fazendo de advogado do diabo, são os dados que eles têm e esse será sempre o argumento que vão usar. Já vi conclusões com um impacto bem maior serem tiradas com amostras substancialmente menores. Estou-me a recordar de um estudo publicado na PNAS há uns meses que fazia a correlação entre o tamanho dos testículos e a capacidade de ser pai em que esta era avaliada por entrevista a 70 mães.

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    2. Não me parece que o problema seja os dados utilizados que, se nunca ignorarmos as condições estabelecidas a priori, são objectivos, mas sim as conclusões.
      De facto, o estudo mostra apenas que entre os “melhores alunos”, de acordo com as condições estabelecidas para definir essa condição, dos que entraram no lectivo 2008/09 na UP, 10,69% eram originários do ensino público e 7,98% vinham do ensino privado.
      Tudo o que for além disto é, na minha opinião, conclusão ilegítima.

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  7. Não me lembro de posições frontais contra os rankings. Lembro-me de ilacções incorrectas decorrentes.

    1. Os exames sempre existiram como forma de aferir conhecimentos. Mas uma tutela que os instaura em força e não dá as armas para o combate, mas antes as retira…não será muito claro o que pretende.

    2. A origem social dos alunos não é um factor determinante. Mas é uma causa muito determinada. Concordo que entre várias outras. Mas discordo da sua noção de amplificador de diferenças. A escola pública só pode ser o lugar de oportunidades iguais. Não amplia diferenças e pretende mesmo mitigá-las, sim. Se bem que a tendência hoje seja para as manter. As imposições matemáticas dos rankings bastam, não acrescente.

    3. Quando as universidades elaboram um estudo julgo que mereçam crédito. Sejam elas onde forem. Ou serei eu que sou pírulas, mas o certo é que tendo a acreditar e ter alguma confiança na instituição escola ao mais alto nível. Parvoíce minha. É apenas e só “um absurdo” – no seu entendimento.

    Dar igualdade de oportunidades não implica não selecionar. A selecção existe. Existe na vida e nas escolas, sim. E deve. Em prol da qualidade mas também de uma malha social que também ali se tece e se quer diversa. Não há criatividade sem diversidade. Para isso já nos basta quem nos acena com uma eternidade aborrecida de morte (e de certeza nada criativa, mas pronto). Os melhores alunos são um gosto para o professor. E também um descanso. Mas não são esses que o desafiam. São os outros. Os que não entendem. Aqueles em relação a quem o professor, como é que este fulano pensa? -para concluir - eu tenho de pensar como ele para lhe conseguir ensinar alguma coisa.. E o processo não é menos desafiante que o resultado. Penso.

    4. Os contratos de associação fizeram-se com escolas privadas onde não existia um estabelecimento público; a associação trouxe benefício, suponho, a todas as partes. Mas o exemplo de Arruda é um só. Não será suficiente para pronúncia.

    5. Podemos criticá-los, arranjar desculpas, desvalorizá-los,...isso é trabalho de quem vive a parasitar os desfavorecidos e a infelicidade daqueles que, não tendo outra hipótese, têm que viver com o peso de terem pais incultos e pobres.

    Permito-me recordar-lhe que os desfavorecidos aumentaram grandemente e sem quebra à vista; é impossível não andar no meio deles. E ainda, que ter pais incultos e pobres não é culpa de nenhuma das partes envolvidas, senão de uma espécie de ditadura familiar elevada a comando de nação. Que o amor de uns a outros não bole. E tem a mesma qualidade. Numa família, como sabe, é o que mais importa e pode sustentar todos os esforços de crescer. É que existem ainda pessoas a quem a tal igualdade de oportunidades não foi dada.

    É também por elas que eu parasito. Incandescem-me a memória.
    E eu o que não aceito é que o meu dinheiro vá para os cheque ensino “para ajudar as famílias”. Não aceito que assim se desmorone a escola pública.

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    1. 1. Esse é um argumento a favor da liberdade de escolha. Certo?
      2. Se admitimos que a educação é um factor de valorização económica do indivíduo e se esta depende do nível económico em que o individuo está, logo é um processo multiplicativo e as diferenças são ampliadas. Matemática. Por isso é que se tem que fazer alguma coisa que leve a melhor educação aos níveis mais baixos.
      3. Boa parte dos argumentos e da tecnologia usada para a "solução final" do partido nazi vinha de estudos universitários. E, como diria melhor o David Marçal num post aqui há uns tempos, nada como um argumento de autoridade para fazer passar pseudo ciência. O comentário do Fernando Caldeira diz quase tudo sobre o sustentáculo técnico das conclusões, mas a inadequação da medida é particularmente mais grave. Quanto ao resto, acredito que seja importante para os professores serem desafiados pelos bons alunos, mas eu não tenho, enquanto contribuinte, qualquer problema de bons alunos e não é por isso que os professores são pagos. Obrigado, mas isso já temos de borla.

      4. O de Arruda é de facto só um. Aquilo que se passou com Arruda quando o estado quis fazer uma escola pública também seria importante para a história. Mas é um com dois casos semelhantes ao lado.

      5. Exactamente por que as oportunidades devem ser dadas a todos que devemos levar a melhor educação àqueles que mais precisam. Proporcionar oportunidades iguais é aplicar soluções diferentes e para isso se deve pagar o melhor que há, aos mais desfavorecidos. Não consigo perceber porque carga de água o amor vem à conversa porque esse, como bem diz, também vem de borla. E por isso me espanta que no meio dessa conversa termine com a recusa de ser solidário porque as pessoas já têm amor...


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    2. Estou sem tempo para ler e muito menos para pensar um bocadinho sobre o que amavelmente escreveu. O meu argumento visa a obrigação de um estado social dar a todos iguais oportunidades privilegiando a escola pública que é sua e de todos os cidadãos que a ela queiram aceder - ou porque não podem outra ou porque assim o determinam as suas convicções. Os colégios trabalham para si mesmos e quem pode e quer, frequenta-os. Num país em crise não encaro como legítimo aquilo que se está fazendo. Se isto que disse é livre escolha, então, sim, defendo-a.
      até mais

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    3. Ponto Dois: a educação é um factor de valorização do indivíduo.
      Não nos baralhemos. A educação não depende apenas do nível económico das famílias. Que os alunos de nível económico mais elevado estão à partida mais aptos para bons resultados na frequência escolar, em geral estão. Mas nem sempre são mais educados; a informação e o livre acesso a ela - se quiser, a instrução - não são, por si, condição de melhoria educativa. Educar tem também uma vertente formativa e valorativa que importa e onde felizmente a economia pouco risca. Claro que não só é um processo matemático como não é multiplicativo. Ou as escolas não existiriam, nem faria sentido a verba para a educação. E ler uns livros sobre pedagogia? Que tal? Também pode regressar a Platão e Aristóteles, a sua visão é tão alargada que dura até hoje.

      Populações mais educadas são economicamente mais válidas? De certeza. A educação como a política e todas as forças agregadoras que trabalham para o bem comum, elevam. Se assim não seja, estão erradas. Pessoas mais inteligentes são mais aptas a aceitar diferenças e novidades; a inventar soluções... mas quando a economia se sobrepõe a tudo, o resultado é, por exemplo, o mau estar europeu que se conhece. O desafio dos professores são os alunos que dão trabalho, aqueles onde se sabem imprescindíveis.

      Ponto Três: Há um uso consciente que se faz de todos os estudos, invenções e descobertas universitárias ou afins. A ciência pode ser destrutiva, mas não destrói por si mesma. Quem a criou foi o homem, ele tem de saber julgar-se no uso que dela faz. A ética não é uma disciplina, é um elemento do viver humano. Com tanto animal que existe, queremos distinguir-nos e não usamos o distintivo? Não encontro verosimilhança que permita a comparação que o senhor efectua.
      Vamos lá a ver, não sei se o estudo da universidade do Porto é fiável. Mas penso que seja, é uma das universidades com bom nome, que interesse podia ter em apresentar resultados deturpados? E, não havendo fogo a atear, escusam as achas de estar empatando.

      Ponto quatro: não contesto aquilo que não sei. Se a universidade, que é conhecida e tem bom nome, pode ter sei lá que motivos escusos para nos enganar nas conclusões, nada me diz que o senhor não o faça também. E, imagine, não me apetece ir verificar se sim ou não:)

      "Levar a melhor educação àqueles que mais precisam".
      Os colégios escolhem os alunos. Quais vão querer os ciganos, os beneficiários do SASE, os alunos com apoio especial? E à escola pública o que acontece? Fica só com esses?
      Ou também partilha da irónica perfídia de um vice-primeiro ministro que incita os professores a juntarem-se e ficarem com a escola? (esquecido talvez que eles não roubam, não herdam senão dívidas que os governos permitiram e são mal tratados pela tutela).

      Tem razão, o amor não vinha à conversa. Mas é a única coisa em que os pais mais desfavorecidos podem estar tão bem ou melhor que os outros. A formação que se dá aos filhos tem base simples mas depende muito da natureza das relações.
      Não progredimos apenas porque somos mais inteligentes e eficazes. Urge progredir em humanidade. E não me parece que haja sincronia.

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    4. Ponto dois: A educação é paga pelo contribuinte única e exclusivamente pelo seu valor económico. Tenha lá as vertentes que tenha. As sociedades que educam os seus cidadãos são mais "ricas" porque os seus elementos produzem mais no sentido em que trazem novas necessidades. O resto é uma análise interessante, mas não é isso que estou a pagar e, como não é isso que estou a pagar, não tenho nada a ver com isso. Cada uma fará como entender. E enquanto contribuinte, i.e., financiador a questão dos professores não me (nos) diz respeito. Tenho como certo que são profissionais e profissionais exercem a sua profissão, com as técnicas que sabem e que aprendem. Aquilo que diz respeito ao contribuinte é se o produto final tem valor económico.

      Ponto três: O estudo da UP é aquilo que for. Eu não contesto o estudo ou os dados, contesto as conclusões que, repare, foram transmitidas por um jornal e quem já transmitiu alguma coisa a um jornal sabe a diferença entre aquilo que é dito e a história que aparece. As conclusões que aparecem no jornal não são correctas.

      Ponto quatro: O caso de Arruda foi um caso que veio a público há uns anos quando o ministério quis acabar com o contrato de associação que existe com o externato José Faria (? acho que é este o nome) e construir uma escola pública. A população reagiu violentamente e colocou um processo em tribunal para obrigar o estado a revelar o custo de cada turma do ensino público o que fez o estado abandonar a ideia. O meu contacto com a escola em causa é residual, tenho dois miúdos que trabalham comigo que passaram por lá e que contam (boas) histórias que não tenho modo de confirmar. No entanto, tenho seguido nos rankings a classificação relativamente às terras vizinhas que têm escolas públicas e sensivelmente a mesma configuração demográfica. E a diferença é gritante.

      A proposta do vice-PM foi a melhor ideia que ouvi sobre educação nos últimos tempos. Que melhor maneira de se livrarem da tutela? Porque é que aqueles que são realmente bons não se assumem como tal em vez de se esconderem atrás das desculpas? Porque se a ideia é pérfida, então não percebo.

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    5. Ponto dois: desculpe não concordar com a visão economicista do mundo. Não me considero uma mera contribuinte, o ser humano não pode ver-se reduzido a produto financeiro. Temos visões básicas tão diversas que se torna insustentável continuar a especulação sobre.
      Ponto Três. Depreendo que terá participado do estudo para afirmar que “as conclusões patentes no jornal não são correctas”. Se assim for, é ao jornal – que falseou os resultados - que deve expor o seu ponto de vista. É grave modificar a notícia. Mas não se insurgiu o grupo de trabalho? Estranho…
      Ponto Quatro: não me causa confusão haver escolas com contrato de associação que fazem um bom trabalho. Tudo depende da capacidade de gestão e do envolvimento do corpo educativo, professores e outros que o não são. Nada é bom ou mau em si mesmo. Ou com poucas coisas isso acontece. Se resulta, por que não manter? Se o estado português fizesse boa gestão do que tem estaríamos com dívida muito menor e as condições de trabalho seriam outras. Os contratos de associação teriam de ser verificados um a um. E serviam ou não.
      É? Uma boa ideia na verdade. E quanto custa isso aos professores que o queiram fazer? Onde vão eles buscar a verba que não têm e o Estado Português já desbaratou em anteriores contratos de associação, criando escolas de luxo para minorias geridas pelo senhores que já passaram por governos e que sabiam exactamente onde ir buscá-las e como.
      O que a si parece boa ideia a mim me parece uma utopia de entreter bebés. Não me lixem.
      Dou por terminada a minha participação neste post.

      E que a paz associativa o proteja

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  8. O primeiro paragrafo esta tão cheio de erros e de confusões (terminologicas e não so) que nem vale a pena continuar. Mais um texto indigno de publicação num blogue que aspira a fazer informação sobre ciência, o que implica um minimo de rigor.

    Boas

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  9. Aprender e querer fazer do aprendizado o melhor momento de sempre alimenta-nos do possível em sendo uma testemunha deste princípio recordo meus primeiros dias de aula que encerrada semana, sábado sentia-me do dever cumprido a escola era fascinante ! Significava apropriado entusiasmo: mundo novo o mundo de letras de informação, perspectivas e consolidada responsabilidade; eis minha escola era simples e pequen na, também pequeno o mundo que abriggara objetivos...se trago melhor pensamento, estes dias em adentro reconhecido é porque minha escola era simples, simples e pública.

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    1. Ractifico a segunda linha: em sendo uma (das testemunhas).

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  10. Tire a gravata, dá-lhe um ar de nerd, talvez de um vendedor da amway.
    Coimbrinhas.

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    1. Eu sou um vendedor da amway... Cada um de nós o é. Por exemplo, eu conheço um que para dar ar de cientista distraído tem todas as calças 15 cm acima do tornozelo. O distraído tinha umas a -15 cm outras a + 15cm. Este tem todas à mesma altura para vender essa imagem (imagino eu, não vejo outra razão para ter todas a -15 cm...)

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    2. A minha formação é Física. Sou lic em Física, Mestre em Eng Física e estou terminar o doutoramento em Física. A minha paixão são as finanças. O meu mestrado é sobre finanças, o meu doutoramento sobre finanças. Toda a vida profissional andou de volta das finanças. A minha profissão é consultor de IT. Desde que larguei a universidade que desenvolvo soluções, vendo soluções, lidero soluções. A minha ocupação é gestor. Sou gestor de uma empresa com cerca de 100 pessoas, todas altamente qualificadas com um historial de dezenas de clientes. Sou empresário por obrigação. Se não fosse eu a empregar-me, quem me empregaria?

      Leite matinal?
      Finanças, finanças, mais finanças,...é um entrópico da coisa.
      Não tenho rigorosamente nada contra o senhor físico das finanças, creio que ainda lhe faltam algumas obras humanistas na estante que tem por detrás de si. Abraço divergente.

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    3. Senhor físico das finanças é coisa que não sou. Físico das finanças ainda vá... Na estante atrás de mim faltam todas as obras, as humanistas e as não humanistas. Mas quando falo sobre dinheiro das pessoas tento que seja sobre o dinheiro das pessoas.

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  11. A manifestação de desacordo com os lugares comuns tem os seus pequenos problemas.

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  12. Isto não tem ponta por onde se pegue!

    Ivone Melo

    PS - Graças a esta mistalgada dos rankings e à preparação exaustiva de cérebros formatados para determinadas respostas ( queixa recorrente dos professores universitários) que eles induzem, ainda vamos ter grandes problemas com a falta de capacidade de pensamento divergente.

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  13. É disto que precisamos http://www.youtube.com/watch?v=RQWzdKRVN7M
    e está apenas no 372º lugar no ranking.

    Ivone Melo

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