domingo, 13 de abril de 2008

A DREN e o segredo de polichinelo


A habitual crónica de Rui Baptista sobre educação:

A queixa apresentada por estes dias ao Ministério Público pela Direcção Regional do Norte (DREN) pela passagem nas televisões do filme feito com um telemóvel por um aluno da Escola Carolina Michaelis do Porto veio mostrar o grande incómodo deste organismo estatal pela vinda a lume de um verdadeiro segredo de polichinelo.

Acontece que em 11 de Março deste ano, ou seja dias antes deste lamentável caso, chamava já eu a atenção neste blogue, no post “Sementes de Violência” (título retirado de um filme americano dos anos 70 que versava esta temática), para o recrudescimento em Portugal do fenómeno do “bullying”, isto é, actos de agressão, verbal ou psicológica contra indivíduos incapazes de se defenderem.

Em nome da virtude pública e do ditado popular “a roupa suja lava-se em casa”, apesar de no interior das escolas reinar, em matéria de indisciplina e mesmo de violência, um verdadeiro inferno, convinha que passasse para o exterior que havia um verdadeiro paraíso comportamental. Ora, não assumir responsabilidades, escondendo a realidade dos factos não me parece muito ético. Foi Albert Einstein quem disse: “o mundo é um lugar perigoso para se viver, não por causa daquele que fazem o mal, mas por causa daqueles que o observam e deixam o mal acontecer”.

A propósito conto aqui uma anedota que corria nos tempos de Salazar. Um indivíduo virtuoso sobe aos céus e chega à presença de S. Pedro que lhe assegura um lugar cativo no paraíso. Não vá o diabo tecê-las, pergunta se não pode descer ao inferno para ver o ambiente. Satisfeita a sua vontade, depara-se, aí chegado, com um muro muito alto, mas com uns orifícios para espreitar lá para dentro. Assim faz, encontrando uma grande piscina com chapéus de sol a toda a volta, com muitas e esbeltas garotas a banharem-se e uns cavalheiros sentados e abrigados dos raios do astro-rei a beberem copos de whisky repletos de cubos de gelo.

Sem perda de tempo, volta à presença de S. Pedro que, perante a sua insistência, o deixa ir para o inferno embora com um bilhete sem retorno. Bate à porta, entra e logo ali é envolvido em labaredas. Queixa-se ao diabo dizendo o que tinha espreitado era bem diferente, obtendo como resposta: “O que viste era um filme de propaganda do SNI, Secretariado Nacional de Informação”.

Para os mais jovens, que não viveram esse tempo, o SNI era um órgão de propaganda do Estado Novo para empolar as realizações do regime: mesmo que a galinha não tivesse posto nenhum ovo, cacarejava sempre.

Ora, o célebre filme do telemóvel, passado posteriormente nas televisões de um país que só aparentemente é de brandos costumes, trouxe à luz do dia uma realidade de há muito conhecida, mas que se queria guardada como uma espécie de segredo de estado. As imagens filmadas pelo aluno estragaram o espectáculo que se passava no palco de uma encenação de santa paz no seio das escolas, dando a conhecer uma realidade bem diferente.

Mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades em escamotear a realidade dos factos, ora dourando a pílula, umas vezes, ora engolindo-a em seco, outras vezes, para que se não dê sequer por isso. Saudemos, pois, a coerência da DREN em querer fazer crer a opinião pública que, nas escolas do norte do país, tudo corre às mil maravilhas sem quaisquer percalços de percurso. Pelos vistos, a DREN não muda!

17 comentários:

  1. Um texto muito bom. Parabéns.

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  2. A tendência para esconder ou pelo menos relativizar os problemas não é uma originalidade da DREN.
    Por exemplo: quando o PS e o PSD estão na oposição costumam fazer um retrato muito negro da realidade portuguesa, nomeadamente no que diz respeito à educação e à segurança; depois, quando um desses partidos troca de posição com o outro e vai para o governo, troca também de discurso e começa a dizer que não devemos ser alarmistas, que sublinhar excessivamente os problemas é contraproducente, que é preciso optimismo e confiança, que este e aquele problema são casos isolados, etc.
    Passa-se o mesmo em muitas escolas: os casos de violência e indisciplina mais graves são minimizados e relativizados, enquanto os casos menos graves (barulho nos corredores, paredes e móveis “decorados” com as mais diversas inscrições e outros pequenos incidentes que pouco a pouco vão estragando o ambiente escolar, tornando-o menos propício ao estudo e à aprendizagem) são ygnorados.
    Infelizmente, essa atytude de não reconhecer a existência ou pelo menos a importância dos problemas impede a sua resolução.

    Carlos Pires

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  3. O Hipopótamo Da DREN é uma figura que já entrou para a Mitologia Popular, graças a Deus!... :-)

    http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2008/04/o-hipoptamo-da-dren-quer-que-as-pessoas.html#links

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  4. Rui,
    Gostei tanto, mas tanto do seu artigo.

    "segredo de polichinelo; ". Sem comentários;
    "bullying”, isto é, actos de agressão, verbal ou psicológica contra indivíduos incapazes de se defenderem."
    Aqui, o mais horrível nem é o Bully contra professores e funcionários.É o praticado entre os miúdos. Há histórias do arco da velha nas escolas da DREN...

    Aliás, deveria ser feito um estudo nos hospitais do Grande Porto para se saber quantos casos recebem nas urgências, nos 5 dias de aulas, de miúdos que lá chegam em virtude das agressões de que foram vítimas na escola. E quais os tipos de injúrias físicas assistidas. E de que escolas chegam eles.

    "As imagens filmadas pelo aluno estragaram o espectáculo que se passava no palco de uma encenação santa paz no seio das escolas, dando a conhecer uma realidade bem diferente."

    este anormal deste puto que se chama Rafael, um bully, pois a maneira como os outros não o enfrentaram só revela este facto, na sua deplorável e nojenta acção de filmar a cena, acabou por prestar um serviçozito ao ambiente no 3º período dentro da escola. Mas, pasme-se, certas coisas, passaram a passar-se mal saem pelo portão da escola, ie, literalmente, à porta, no passeio.

    "trouxe à luz do dia uma realidade de há muito conhecida, mas que se queria guardada como uma espécie de segredo de estado."

    Não era só do estado, também era guardado, ou melhor, considerado, pela CONFAP, como o sinal da incompetência dos professores. Os nossos filhos, os nossos rebentos, se se portam bem em casa, cabe lá na cabeça que cometam atrocidades na escola?
    Cabe. Os putos que tendencialmente se portam bem em casa, têm MEDO dos pais. Levam que se fartam em casa por mexerem no comando da televisão ou no Home Theater, ou no DVD ou entornarem um copo de água no sofá.
    Não respingam porque são "educados" à pancada. Como não respingam em casa porque levam, respingam na escola porque aí ninguém lhes toca.
    Puto santo em casa, é muitas vezes puto do pior na escola.

    "Saudemos, pois, a coerência da DREN em querer fazer crer a opinião pública que, nas escolas do norte do país, tudo corre às mil maravilhas sem quaisquer percalços de percurso. Pelos vistos, a DREN não muda!"

    pois.. Mas por que razões?
    Uma historinha que talvez explique por que não muda:

    conheço uma pessoa que trabalha na DREN, que nunca sai de casa antes das 9:30, 10:00h.
    Curiosamente, ao bater das 18:30 já percorreu, no Grande Porto, os cerca de 25 kms que distam da sua casa de Campanhã.. Como a hora já é de ponta, terá saído de lá por volta das 17:45, isto num dia porreiro de transito..Até sei que por volta das 12:30 já está no restaurante a almoçar..
    Sei que antes de entrar na DREN andava contrariada a dar aulas em Foz Coa ou Freixo de Esapada à Cinta.
    Até sei como ela foi lá parar, à DREN, mas não digo. imaginem como foi. Já lhe fiz em tempos uma ou duas perguntas sobre um ou outro aspecto no âmbito do "departamento" em que lá trabalha. Ou não se quis comprometer, ou tem medo de falar, ou não imaginava sequer que resposta de poderia dar por não saber.
    Como está lá de cunha, e como se quiser vir embora tem que voltar a Foz Coa, para voltar a dar aulas, presumo que entre lá muda, saia de lá calada, trate dumas papeladas e está a andar.

    Se toda a gente que está na DREN, por hipótese, lá entrou assim, como é que há-de mudar? São eternos devedores, yes woman's, pois o caminho de volta à escola é ingrato, certo? Entram na escola outra vez, Deus lhes valha... os outros 100 prof's a olharem de esguelha para eles, além de todo o peso de se vir meter na boca do lobo..


    Carlos Pires,

    "os casos de violência e indisciplina mais graves são minimizados e relativizados, enquanto os casos menos graves (barulho nos corredores, paredes e móveis “decorados” com as mais diversas inscrições e outros pequenos incidentes que pouco a pouco vão estragando o ambiente escolar, tornando-o menos propício ao estudo e à aprendizagem) são ygnorados."

    São nada, que ideia a sua! (estou a ser irónica):)
    manda-se o puto ir buscar um pano para limpar a mesa! Entretanto, como teve que mandar o puto buscar o pano, lá interrompeu a aula pela enésima vez, para além de ter que estar a dizer aos outros para acalmarem, pois, como sabe, surgiu uma janela para a tentativa de desordem e para a galhofa.
    A chatice é quando as decorações foram feitas com navalhas ou x-actos nas cadeiras, nas portas, ou escritas com corrector.
    Se fosse em casa que se pusessem a escrever na mesa da sala de jantar ou na cadeira da cozinha com uma navalhita ou com o corrector, ou a escrever PUTA ou CARALHO na porta de entrada já tinham levado..ah pois já.
    Se se pergunta a um aluno, quando faz uma coisa dessas, se em casa faria o mesmo, a resposta é INVARIAVELMENTE a mesma:
    " Não!!! O meu pai/mãe matava-me. Apanhava logo uma coça que ficava todo pisado."

    "Então é porque é mal feito. Então por que achas que podes fazer isso aqui?"
    "Porque aqui ninguém me bate...".

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  5. Por favor, evitem o termo "bullying". Temos os termos portugueses "despotismo" e "despotista" que servem muito bem.

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  6. Rectificação: Nas duas derradeiras linhas do 2.º § do meu post, onde, por lapso, escrevi, apenas, "actos de violência, verbal ou psicológica",completo para "actos de violência física, verbal ou psicológica".

    Aproveito a ocasião para esclarecer que, em meu entendimento, a palavra inglesa "bullying" não pode ser traduzida por "despotismo" (o acto em si) e "déspota" (a pessoa que o pratica) por alcançar um sentido bem mais amplo. O despotismo, que se refere, "grosso modo", ao poder de um déspota", teve uma aplicação histórica num sistema de governo defendido pelos filósofos. racionalistas do século XVIII.

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  7. O fenómeno do bullying não é reconhecido sequer pelo estado português. Ainda agora, foram adoptadas algumas medidas para «punir» a menina do telemóvel e o «menino» que filmou o caso.
    Na verdade ninguém sabe o que fazer à educação neste país. As escolas que deviam ser os locais mais exemplares da nossa sociedade, são tão ruins como as prisões onde se amontoam os criminosos, muitos deles, vindos directamente das escolas. Penso que cada vez mais o insucesso e abandono escolar, deve-se também ao fenómeno do bullying. Quando alguém tem medo, decide abandonar definitivamente a escola. Mas os poderes instalados, preferem passar ao lado. Entretanto o estado gasta rios de dinheiro, que deviam ser usados para desenvolver as atitudes e formação das pessoas, numa instituição- a escola- que devia ser o exemplo, da formação e respeito das pessoas umas pelas outras, e acaba por prejudicar a vida das pessoas e a emperrar o desenvolvimento do país. O bullying é um tema tabú para os poderes, é como se não existisse. As massas crescentes de indivíduos que fazem da escola um local cada vez menos recomendável, não pode obviamente ser tratado com políticas de educação deste género. Não é por ficarem com umas «férias» de 10 dias de suspensão e mudarem de escola que alguma coisa vai ser alterada no comportamento dos «meninos». Mas, se ficassam sem quaisquer direito a férias, fossem punidos fisicamente, e obrigados a serviço comunitário e sem direito a recreio, o cenário mudava logo para melhor. Mas as ideologias reinantes, são preconceituosas, não admitem reparos. Regem-se por dogmatismos e ideologias importadas tal como o bullyng. Uma nova maneira de injustiça institucionalizada vai continuar a realizar vítimas por muito mais tempo, com o consentimento, como não podia deixar de ser de todos nós...

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  8. DREN? E o resto do país? Isto está igual em todo o lado... ainda há pouco veio a lume o caso das armas que alguns alunos levavam para as escolas. E eu que bem me lembro de ouvir nos tempos de adolescente histórias do arco da velha do que alguns maganas faziam por esses liceus fora... O telemóvel acabou por ser muito útil, o feitiço virou-se para o feiticeiro, continuem a filmar muito por aí e ver-se-á ainda o que está para descobrir.

    O dia em que eu visse passar na televisão a cena do rapaz cuja cabeça foi empurrada contra o vidro da casa de banho que se espatifou em mil cacos e deixou um rasto de sangue por tudo quanto era lado, esse sim, seria um grande favor à comunidade. Mas essas coisas são filmes de terror e não existem nas nossas escolas pois não?...

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  9. Li há anos uma história, que como mete animais falantes pode ser uma fábula.
    Duas cabras passeavam por Hollywood e nas traseiras de um estúdio encontraram num caixote de lixo um filme. Uma delas (as cabras têm fama de comer tudo) comeu-o.
    A outra perguntou-lhe:
    -E, então, que tal?
    -Não é mau. Mas, gostei muito mais do livro!
    Aqui a história é ao contrário.
    O Caríssimo Rui viu o filme e não o esqueceu. Por isso o cita.
    Eu li o livro, que no original se chamava, tal como o filme "Blackboard Jungle", escrito por Evan Hunter. Li-o, em tradução para português, em 1971, publicado numa colecção de livros de bolso. Tinha sido publicado nos EU em 1954 e adaptado para cinema em 1955.
    Mas, eu, ao contrário do Carissímo Rui, sou como a cabra da fábula, vi o filme mas gostei muito mais do livro.
    Um abraço.
    Maria Daqui - Coimbra

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  10. Caríssima Maria Daqui:

    Na verdade não li o livro "Sementes de Violência", mas, como com muita graça conta da cabra, eu não comi o filme. Mas lá que gostei, gostei e muito!

    O filme fez a sua época por contar no enredo o jovem Sidney Poitier, que se iniciava numa promissora carreira que mais tarde lhe viria a merecer o cobiçado "Oscar".

    Também com um papel de grande relevo Glenn Ford, não sei de depois ou antes do notável papel em "Gilda". Teve o filme sobre o livro uma vantagem de peso, através de uma música que correu mundo e fez as delícias dos jovens desse tempo: "Rock Around the Clok”. E que ainda hoje é um ícone neste género de música.

    Grato pelo seu comentário e a todos os outros comentadores que, de uma forma ou outra, contribuiram para a valorização do meu post.

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  11. Caro Senhor Rui Baptista:
    Bully: a person who uses strengh or influence to harm or intimidate those who are weaker.
    in Oxford Dictionary of English.
    O significado de bullying segue naturalmente do significado de Bully.
    É certo que o inglês está muito na moda revestindo-se, por essa mesma razão, de um misticismo inexplicável pela natureza transcendente das suas palavras intraduzíveis…
    Ora, na minha opinião, aqueles que, como o senhor, têm responsabilidade enquanto divulgadores da língua portuguesa, deveriam resistir à tentação de usar palavras ou expressões em língua inglesa quando estas existem em português.
    Se não considera «déspota» uma palavra adequada para esta realidade permita-me sugerir então a alternativa «Tirano» e «Tiranizar».
    Luís Amaro

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  12. Caro Senhor Luís Amaro:

    Comecemos por aqui. Pretender sinonimizar o verbo tiranizar à palavra inglesa “bullying” não me parece ser de aceitar por não ter idêntica abrangência na acção. Por vezes, um nacionalismo exagerado em querer traduzir, a todo o custo, as palavras estrangeiras levou a que Eça (um dos expoentes máximo da literatura nacional) tivesse escrito: "Portugal é um país traduzido do francês em calão!". Talvez por isso não fugiu a utilizar nos seus livros muitas expressões estrangeiras sem tradução directa para o português (essencialmente, francesas), embora arrostando, com isso, com a crítica de pedantismo pelos puristas da Língua.

    Mas já que estamos numa de meras sugestões, aqui vai mais uma da minha lavra: agressão. Mas ambas as traduções, a minha e a sua, são mutilantes no seu significado, porquanto no "bullying" a agressão sobre um indivíduo mais fraco tanto pode ser física, como verbal, como psicológica. Ou as três, em simultâneo.

    Pelo contrário, uma única palavra inglesa sintetiza estas situações numa só palavra. Daí nada me repugnar a sua utilização, quer como a muitos portugueses que dela se servem amiúde em textos escritos. Aliás, similar critério é utilizado em citações académicas para que a tradução do inglês para português (ou de outro idioma qualquer) não desvirtue o seu exacto sentido.

    Quando as palavras não têm tradução em português, o uso popular de palavras estrangeiras com a erosão do tempo vão-se aportuguesando como, por exemplo, “football para futebol. Já “bowling” (jogo que consiste e derrubar com uma bola dez pinos de madeira disposto em triângulo no fim de uma pista) não encontra tradução nas enciclopédias e dicionários portugueses de referência, com excepção do “Dicionário Houaiss” que propõe bólingue. Esperemos para ver se os seus praticantes e a população em geral darão este significante como nado-morto, se o terão como bastardo ou se, como última hipótese viável, os linguistas o resolvem perfilhar como neologismo.

    Carissimo Senhor: Nada me repugna, portanto, dada a forma como este fenómeno chegou à nossas fronteiras, de armas e bagagem para aqui se fixar, que se continue a utilizar a expressão “bullying”. Mas acredite que esta questão não me apoquenta minimamente, e muito menos me tira o sono, num país com problemas bem mais dignos de atenção, como recessão económica, desemprego e outras questões sociais do âmbito da Saúde e da Educação, por exemplo. E que, não poucas vezes,são subalternizados ou tornados em puro entretenimento para escamotear as situações com discussões do tipo do sexo dos anjos com os turcos às portas de Constantinopla!

    Dispus-me a esta troca de opiniões pelo respeito que me merecem todos os comentários que fazem aos meus “post’s”, a favor ou contra. Por último repare que a “Internet” é um terreno bem adubado para a utilização de anglicismos como “e-mail”, “site”,"download", para citar uns poucos de exemplos. Por esta minha declaração de princípios, não me eximo em lhes responder quando feitos com educação e um mínimo de nexo que os justifique. E, com isso, obrigo-me a agradecer-lhe o seu comentário. Bem-haja!

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  13. Eu concordo com o Luís Amado desde que ele escreva o que escreveu a todos os jornais nacionais que usam o bullying porque, quando o usam estão a fazer-nos bullying.

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  14. o bully é um agressor físico, verbal, psicológico, extorsionista, chantagista, mal-educado, tudo ao mesmo tempo.e é um desiqulibrado mental que até pode ter ter certo grau de deficiencia mental.
    tirano, déspota, ditador, não chega para traduzir o termo.

    nao temos uma palavra para bully.
    mas temos muitas:
    puto desiquilibrado, amoral, violento, agressivo, extorsionista, chantagista, mau-caracter, frequentemente com sindrome de alcoolismo fetal, frequentemente detentor de baixo QI, destituído da capacidade de raciocinar, individualista, hedonista, anarquista, obsessivo-compulsivo, associal;psicopata;

    sugiro psicopata violento, para não lhe chamar pinguim psicótico.

    acabará morto antes dos 20, com sorte antes dos 30, pelas mãos de outro psicopata violento.

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  15. Ainda bem que acaba morto por outro, safa...

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  16. Apenas por este facto, volto ao assunto. Conforme noticiado nos “media” (palavra adoptada do inglês, sem qualquer rebuço a ponto de hoje se escrever despida de aspas!), recentemente fez a sua aparição em Portugal (as coisas levam o seu tempo a chegar aqui, mas chegam, ainda que, por vezes, por mala-posta! ) um novo fenómeno denominado, em inglês, por "cyberbulliyng".

    Consiste, por exemplo que não se esgota aqui, em filmar por telemóvel as jovens colegas desnudas nos balneários durante, antes, durante ou após o banho tomado mas escolas e divulgar essas cenas na internet sem o seu conhecimento e,obviamente, sem o respectivo consentimento.

    Como traduzir isto para português? Dissolução dos costumes: “O tempora! O mores!”? Assim é! Ou será muito mais? Aquilo que Maria bem define de forma extensiva: "O bully é um agressor físico, verbal, psicológico, extorsionista, chantagista, mal-educado, tudo ao mesmo tempo. É um desequlibrado mental que até pode ter um certo grau de deficiência mental. Tirano, déspota, ditador, não chega para traduzir o termo"?

    Como se vê, arranjar, quer para Maria, quer para mim, uma palavra portuguesa que sintetize tudo isto numa só palavra parece-me uma espécie de quadratura do círculo. E muito mais quando associado o "bulliyng" a "ciberbulliyng". Resta a solução de continuar a escrever estas duas palavras entre comas. Segundo penso, não é a riqueza da Língua de Camões, Vieira, etc., que está em perigo correndo o risco até de um possível ultimato dos seus puristas mais extremados. Nem sequer chega a ser beliscada por mais estes anglicismos temporários até que seja introduzido no nosso léxico palavras consensuais para substituir estas duas palavras: “bulliyng” e “cyberbulliyng. E com isso salvar a honra de um convento ameaçado por hereges como eu e todos aqueles que adoptam estas duas palavras inglesas. Os jornalistas que as escrevem, incluídos neste índex sem qualquer excepção!

    E aqui plenamente de acordo com o anónimo que escreve: "Eu concordo com o Luís Amado desde que ele escreva o que escreveu a todos os jornais nacionais que usam o bullying (...)!" Há que acabar com esta pouca-vergonha. Diria mesmo, com esta falta de patriotismo em prantar anglicismos nos textos que escrevem!

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  17. Waldemar Roberto Ruziscka14 de julho de 2009 às 00:35

    Olá Srs.
    cá no paiséco estamos às tampas com esta maldita infiltração do idioma ingles na nossa Última do Lácio. Causa-me inda maior indignação perceber que tambem aí na antiga metrópole nossa abunde o mesmo vezo.Que diabos de bulingue é isto? Falemos e escrevamos o idioma como se fosse o único do planetinha.Pra já não mais se conjugam os tempos subjuntivo, pretérito imperfeito, mais que perfeito. Não mais se usa a mesóclise e o emburrecimento da adolescência e da juventude são flagrantes. Por fim rogo-vos deixemos desse complexo de vira-latas e falemos e escrevamos o NOSSO IDIOMA!!Chega dessa importação nefasta dos "inglesismos".
    W.R.Ruziscka/Peruibe-Brasil( com "S" por favor!!)

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