sábado, 11 de junho de 2016

Ano Internacional da Luz 2015 (AIL2015), em Portugal


Resumo das actividades que vão terminar em breve, no dia 21 de Junho, 17 h, na Casa da Música, no Porto:

A cerimónia de abertura teve lugar no 16 de março de 2015, na Escola Passos Manuel, em Lisboa, com uma palestra e um show de luz. O AIL2015 foi comemorado em todo o país com uma grande variedade de iniciativas científicas, educacionais, tecnológicas e artísticas (veja ail2015.org). O ano vai fechar em 21 de Junho de 2016 com um concerto do Remix Ensemble na Casa da Música, no Porto, e uma conferência pelo físico britânico Sir Michael Berry, um dos maiores especialistas em óptica.

O foco do AIL2015 em Portugal incidiu sobre as escolas, reconhecendo a importância da educação para um futuro sustentável. Um programa, intitulado “Haja Luz nas escolas”, promoveu visitas do investigadores às escolas para falar e experimentar com a luz. Esse programa incluiu a formação de professores em fotónica usando kits, que foram oferecidos. As escolas também participaram no AIL2015 com os seus próprios projectos.

Várias exposições tiveram lugar: uma exposição itinerante sobre hologramas (“Janelas de Luz”, actualmente no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra) tem convidado os visitantes para compreender holografia com as suas próprias mãos. No Porto, a exposição “Lux Mirabilis”, combinando arte e ciência, esteve no Museu Nacional Soares dos Reis e a exposição “Anima Luminaria” estará na Casa do Infante. Em Lisboa duas exposições no centro atraíram muitos visitantes (“A Luz de Lisboa”, distinguida pela Associação Portuguesa de Museus,  e “Dentro da Luz / Dentro do Vidro”). Em Coimbra o Museu da Ciência da Universidade, além da sua exposição permanente sobre “Segredos da luz e da matéria”, que foi publicitada pela TV Globo do Brasil,  teve uma exposição sobre o olho humano (“Um olhar sobre a visão”), que também foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museus. Outras exposições na luz teve lugar em festivais nacionais, por exemplo na Festa do Avante no Seixal e no festival literário Fólio em Óbidos.

Para comemorar não só o AIL2015 mas também o 725º aniversário da Universidade de Coimbra (património mundial da UNESCO), uma projeção de video-mapping no paço das Escolas  foi vista por mais de 30.000 espectadores. Houve outros espectáculos de luz em Cascais (Festival Lumina), Almeida, Aveiro, Coimbra, Lisboa, Lousada, Oeiras e Sintra. No Porto, perto da Estação de S. Bento, uma instalação de luz foi construída: “Porto Light Experience”, uma iniciativa vencedora do concurso "Happy Life LED".

Os municípios foram parceiros activos: a conferência de “Iluminação: novos desafios”, em Águeda, reuniu empresas de luz, promovendo a iluminação pública inteligente, e o Festival da Cultura e da Luz ocorreu em Almeida. Também activas estiveram associações profissionais, como a Ordem dos Engenheiros responsável ​​por duas conferências (Lisboa e Funchal).

Outras conferências foram organizadas por diversas entidades, algumas delas internacionais. A mais importante foi “Haja luz: Diálogos acerca da Luz”, realizada em 15 de dezembro na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Mas houve outras conferências: “Lights On”, sobre património cultural da Universidade do Porto; “Comunicação e Luz”, na Universidade do Minho - Braga; 12ª Conferência Internacional sobre Ciência “Hands-on”, no Funchal, sobre educação científica e luz; “Cores 2015”, na Universidade de Évora, sobre luz, arte e ciência; duas conferências da Universidade de Coimbra (“Visões da luz” e “Em volta da luz); duas conferências na Universidade de Lisboa; um seminário na Academia das Ciências de Lisboa (Seminário Internacional sobre luz e suas aplicações); uma conferência sobre Metrologia e Luz do Instituto Nacional para a Qualidade; e a conferência internacional, “Luz: Da terra às estrelas”, organizada em Lisboa no Pavilhão do Conhecimento pelo Ciência Viva, onde se homenageou José Mariano Gago. Duas reuniões científicas internacionais tiveram lugar na Figueira da Foz e em Faro (“Colóquio Spectroscopium Internationale” e “Conferência Internacional sobre Tecnologias de Laser Avançadas”). A teoria da relatividade geral de Einstein foi o tema para algumas conferências em Novembro, aniversário daquela teoria. Também em Novembro, a Comissão Nacional da UNESCO organizou uma conferência sobre o AIL2015 e AI dos Solos, que foram simultâneos. A palestra proferida por John Mather,  cientista da NASA e vencedor do Nobel  no Teatro Rivoli do Porto, da iniciativa da Universidade e da Câmara Municipal do Porto, foi um dos pontos altos do AIl2015.

Outros eventos aconteceram em todo o país: “Mundos da Luz”, na Biblioteca de Viana do Castelo; Dias da Faculdade de Nutrição e de Medicina na Universidade do Porto e na Universidade de Coimbra, as duas sobre luz e saúde, e Noite dos Investigadores Europeus com atividades de luz realizadas em vários centros Ciência Viva. O Rómulo - Ciência Viva Centro organizou uma série de palestras (“À luz da ciência”). As celebrações do AIL2015 na Biblioteca da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que reuniram ciência e arte através de seminários, debates e exposições, foram intensos.

A luz foi também comemorada no teatro e no cinema. A companhia Marionet (Coimbra) representou três peças sobre Luz e a curta metragem “The End of Light”, realizada por Laura Seixas, teve uma “première” na Fundação Gulbenkian.

As observações do céu desempenharam um papel essencial no programa do AIL2015: na reserva “Dark Sky” do  Alqueva ( que ganhou o prémio “ETIS Social & Cultural Impact Achiever" da União Europeia),  realizou-se uma exposição fotográfica, a Astrofesta teve lugar em Castro Verde, e todo um conjunto de actividades foram organizadas pela Observatório Astronómico de Lisboa (“Noites de ciência, Noites de luz”).

Vários livros foram publicados: “Uma biografia da Luz”, de José Tito Mendonça; “QED”, de Richard Feynman (nova edição); “Cosmicomix”, de Amedeo Babi e Rossano Piccioni, e “História da Física em Portugal no século XX” por Teresa Peña e Gonçalo Figueira (coordenadores), todos eles na Gradiva; “Dark Sky – Alqueva”, de Miguel Claro, no Centro Atlântico; “Cartoons de luz” no Museu da Imprensa; “Luz em livros”, de António Campos, na Tinta da China; e “Haja luz”, 3ª edição, de Jorge Calado, na ISTPress.

O AIL2015 foi coberto pelos media, com a ajuda da agência de notícias nacionais e imprensa nacional e local. O jornal Público teve uma edição especial sobre os 100 anos da Teoria da Relatividade Geral de Einstein e publicou uma série de artigos (“A Luz como forma e limite”) no seu suplemento de domingo. Um spot do AIL2015 passou na  RTP; a televisão e a rádio passaram programas alusivos. Jornais e revistas publicaram artigos e notícias. Revistas mais especializadas publicaram edições especiais: “Gazeta de Matemática”, “Gazeta de Física”, “Ingenium”, “Rua Larga”, “Aura Light”, “Roof”, etc..

Houve concursos de fotografia, um organizado pela Comissão Nacional e outra pela Ordem dos Engenheiros. Uma competição de joalharia foi organizada pela Associação Nacional de Ourivesaria. O concurso “Descoberta da Luz” promovido pela Sociedade Português de Óptica e Associação “Hands-on Science Network”, foi dirigido às escolas. Finalmente, os CTT editaram selos comemorativos sobre o AIL2015 e o AI dos Solos (edição que foi distinguida em Itália).

A Comissão Nacional do AIL2015 incluiu as Sociedades Portuguesas de Física, Química e de Óptica, a Ordem dos Biólogos, Comissão Nacional da UNESCO e a Agência Ciência Viva para a Cultura Científica. O AIL2015 foi patrocinado pelo Ministério da Educação e Ciência, pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pela Agência Ciência Viva e pela  Fundação Gulbenkian, para além das numerosas entidades intervenientes.

Pode-se dizer que em Portugal o conjunto de actividades do AIL2015 atingiu seguramente mais de um milhão de pessoas, cumprindo a função cultural, pedagógica e científica que a UNESCO estabeleceu.

Carlos Fiolhais e Pedro Pombo

Sem comentários:

Enviar um comentário

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.