sexta-feira, 13 de maio de 2016

"Obrigado por nos manterem no vosso pensamento"

Imagem retirada daqui
Muhammad Wassim Maaz era um médico anónimo. E nem tinha de ser diferente. Como tantos outros médicos, enfermeiros e demais profissionais que trabalham em zonas de guerra, cumpria o dever que assumiu: cuidar dos outros. Neste mês, a singularidade da sua morte, fez títulos de jornais pelo mundo fora. Mas, quem se lembrará dele no próximo mês?

O bombardeamento do hospital onde estava - situado em Aleppo e gerido pelos Médicos Sem Fronteiras - matou muitas pessoas, algumas eram crianças e uma era Maaz, o único pediatra que restava.

O director desse hospital escreveu uma carta que deveria, como ele diz, ficar no nosso pensamento.
Queridos amigos
Sou o Dr. Hatem, diretor do Hospital Infantil de Aleppo. Ontem à noite, 27 funcionários e doentes foram mortos por causa de um ataque aéreo próximo do Al Quds Hospital
O meu amigo Dr. Muhammad Waseem Maaz, o pediatra mais qualificado da cidade, foi morto no ataque. Trabalhava durante o dia no Hospital e durante a noite ia para o Al Quds Hospital atender situações de emergência .
Passávamos seis horas por dia juntos. Ele era muito gentil e costumava brincar com a equipa. Era o médico mais querido no nosso hospital.
Estou agora na Turquia, onde ele deveria visitar sua família que não o via há quatro meses.
O Dr. Maaz estava em Aleppo, a cidade mais perigosa do mundo, por causa da dedicação que tinha aos seus doentes (...)
Como tantos outros, o Dr. Maaz foi morto por estar a salvar vidas.
Hoje lembramos a humanidade e a bravura do Dr. Maaz .
Por favor, compartilhem sua história para que outros possam saber o que os médicos em Aleppo e em toda a Síria enfrentam (...)
Obrigado por nos manterem no vosso pensamento.
Dr. Hatem

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