quinta-feira, 21 de abril de 2016

Escolas do futuro: o professor ausente

Nas últimas duas semanas surgiram na comunicação social múltiplos artigos sobre as "salas de aula do século XXI", neste em que estamos, as "salas de aula do futuro", que, afinal, já são o presente, as "invertid classroom" e as "flipped classroom”, nas quais só há aprendentes - professores e alunos - e onde, é garantido, todos aprendem.
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Imagem retirada daqui
Ilustram esses artigos imagens idílicas de salas (de aulas?) muito garridas, com desenhos e mobiliário tipo "quarto-de-miúdos". 

Vêem-se os alunos, pequenos ou grandes, muito concentrados e empenhados na descoberta/construção, individual ou colaborativa, do conhecimento a partir dos seus tablets e de outros equipamentos tecnologicamente avançados.
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O que se vê nas imagens é tão revelador como o que não se vê.

E o que (mais precisamente, quem) não se vê é o professor. Nestas sofisticadas salas parece não haver lugar essa "pessoa".


Como um aluno do 8.º ano declarou: “não temos de estar sentados a olhar para uma pessoa a falar durante 45 minutos. Estamos à procura das coisas e aprendemos por nós”.

4 comentários:

  1. Estou deserta para me sentar e pô-los à descoberta. Cada um por si. Autodidatismo grupal. Eu acho bué giro. Além disso, o professor só tem duas cordas vocais. Eles têm mais. É preciso poupar que o caminho é longo. Não tenho de estar a ser interrompida durante os 45 minutos de verbalização das descobertas dos outros. Eles que as leiam. Finalmente, a reforma. Em vida.

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  2. Ups, carece que o meu professor foi robotizado. Agora já não teremos de estar sentados a olhar para uma pessoa a falar, assim durante 45 minutos podemos vaguear pela sala e pelas conversas da treta, perdendo o valioso tempo das nossas vidas com a versão Facebook da sala de aula. É o ideal para crianças índigo, assim os graus de alienação e autismo é mais agradável de viver.

    Inside the Strange, Psychic World of Indigo Children
    https://www.youtube.com/watch?v=SL5Rd3Bnxms

    Estes são exemplos típicos de engenharia social.

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    1. Crianças índigo? Siga para a categoria das "tretas". Não existe tal coisa, como qualquer pessoa que pense no assunto percebe logo. Pena que esta mensagem não sirva de nada...

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  3. São as escolas, os professores e filhos da A.I. (inteligência artificial), os náufragos de uma cultura degenerada.

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