Não me F**** o Juízo
Informação recebida da Bizâncio sobre um livro de filosofia acabado de sair:
Título: Não me F**** o Juízo
Subtítulo: Crítica da Manipulação Mental
Autor: Colin McGinn
Colecção: Filosoficamente, 5
ISBN: 978-972-53-0413-6 Código de Barras: 9 789 725 304 136
Págs.: 96
Preço: Euros 7,14 / 7,50
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Uma coisa é estar rodeado de tretas. Outra completamente diferente é que nos fodam o juízo. A primeira é irritante, mas a segunda é violenta e invasiva (excepto quando consentida). Se alguém lhe manipular os pensamentos e as emoções, lixando-lhe a cabeça, é natural que fique ressentido: o indivíduo em questão distorceu as suas percepções, perturbou os seus sentimentos, talvez até lhe tenha usurpado o Eu. A psicofoda é um aspecto predominante da cultura contemporânea e o agente que a pratica tanto pode ser um indivíduo como todo um Estado, dos jogos de manipulação pessoais até à propaganda em grande escala. Em Não me F**** o Juízo, Colin McGinn investiga e clarifica este fenómeno. Da antiga Grécia a Shakespeare e às técnicas modernas de controlo de pensamento, McGinn reúne os componentes deste complexo conceito — confiança, logro, emoção, manipulação, crença falsa, vulnerabilidade — e explora a sua natureza.

Os asteriscos do título são um bom exemplo do que McGinn denuncia no livro, pois esses asteriscos servem apenas para nos foder o juízo.
ResponderEliminar... Mas o livro vale mesmo a pena ser lido.
ResponderEliminarDói-me ver aquilo como um furúnculo purulento na cara de um filho...
ResponderEliminarmas enfim, ao menos está feito.
O livro é "para filósofos" ou é para o público em geral?
ResponderEliminarO livro é a análise filosófica de um conceito pré-filosófico, com o qual o utente do inglês já está familiarizado desde os anos 60: mindfucking.
ResponderEliminarA expressão idiomática portuguesa mais próxima é "foder o juízo" (embora não sirva em todos os contextos), e nós no livro adoptámos a seguinte estratégia: usar o termo calão como trampolim para o termo técnico "psicofoda", um pouco para mostrar também às pessoas a necessidade de ser flexíveis no burilar do português.
Em suma, o livro é para o público em geral. Parte da análise de algo trivial para chegar a uma elaboração filosófica. É ideal para o público em geral. Claro que, como qualquer livro de filosofia, tirar proveito dele exige algum esforço do leitor. MAs isso qualquer coisa exige, até um romance.