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| Fotografia de uma reunião plenária do IIIC em 1920, ao fundo está Albert Einstein (aqui) |
domingo, 16 de julho de 2023
UM DIÁLOGO ENTRE EINSTEIN E FREUD QUE DEVERIA ESTAR NA MENTE DOS EDUCADORES
sexta-feira, 14 de julho de 2023
A "INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER" E MAIS ALÉM
"Só o verdadeiro poeta sabe como é triste viver na casa dos espelhos da poesia. Do outro lado do vidro, há o crepitar do tiroteio, e o coração anseia pela partida (...). Mas atenção! Assim que os poetas atravessarem por engano os limites da casa dos espelhos, deparam-se com a morte, porque não sabem disparar, e se disparam, atingem a própria cabeça" (página 271 da edição portuguesa, indicada ao lado).
Esta nota deve-se, como o leitor terá percebido, ao recente falecimento de Kundera. A sua vida foi (felizmente) aqui.
quinta-feira, 13 de julho de 2023
O MEU VIZINHO JOSÉ MATOSO
terça-feira, 11 de julho de 2023
ULYSSES DE JOYCE EM DUAS CRÓNICAS
“Porque Joyce é um literato como Góngora e Quevedo. Talvez Cervantes fosse muito diferente e superior. De resto”, concluía, “a comparação é impossível, porque ele era romancista e Joyce não. O talento deste último, como o de Góngora, era verbal, mais aplicável a composições breves do que a um romance longo (…..). O erro de Joyce foi o de dedicar-se a escrever romances. Deste modo, conseguiu frases esplêndidas, mas não criou personagens.”
“Finnegan’s Wake
Is one long spelling mistake
With not a lot
Of plot.”
“Nunca tirei grande coisa do Ulysses. Penso que é um livro extraordinário, mas uma tão grande parte dele consiste em demonstrações demasiado compridas de como um romance não deve ser escrito, não é verdade?”
“citações da Bíblia e do resto, tudo cozinhado no molho de uma deliberada e jornalística sujidade mental.”
“Considerado como um livro… Finnegan’s Wake deve ser pronunciado um autêntico fiasco.”
“Experimentação? Deus não o permita. Olhem para os resultados da experimentação, no caso de um escritor como Joyce. Começou por escrever muito bem, depois podemos vê-lo a enlouquecer, de vaidade. Acaba completamente lunático.”
(“Nunca li tanto disparate” ou ainda: “A indecência do Sr. Joyce no Ulysses parece-me ser a indecência calculada e consciente de um homem desesperado que é de opinião que, para poder respirar tem de quebrar as janelas. Por momentos, quando a janela se quebra, ele é magnificente. Mas que desperdício de energia!"),
“A minha considerada opinião, após longa reflexão, é a de que, embora em alguns pontos o efeito de Ulysses sobre o leitor pudesse ser o de lhe provocar vómitos, em lugar nenhum tenderá o livro a mostrar-se afrodisíaco. Ulysses pode, portanto, entrar nos Estados Unidos.”
Eugénio Lisboa
segunda-feira, 10 de julho de 2023
OS MORNOS
domingo, 9 de julho de 2023
A INEVITABILIDADE DO ÊXITO: SONETO DE ESCÁRNIO E MALDIZER
COMO É QUE OS SISTEMAS EDUCATIVOS INTEGRAM O PENSAMENTO CRIATIVO NAS ESCOLAS? MAIS UM RELATÓRIO DA INCANSÁVEL OCDE
incluído "entre as principais habilidades que os empregadores valorizam e quando os alunos pensam de forma criativa, a sua motivação para aprender aumenta e a sua aprendizagem torna-se mais profunda, facilitanto a transferência.
À medida que os sistemas educativos reconhecem o papel fundamental que a educação pode ter no desenvolvimento de habilidades de pensamento criativo, a questão é: que políticas são precisas para garantir que todos os jovens tenham oportunidade de as desenvolver? Até que ponto os sistemas educativos apoiam os alunos e os professores na implementação de ambientes de aprendizagem onde o pensamento criativo pode florescer?"
Ficamos a saber que Portugal não fica bem nesta fotografia em nenhum recanto do sistema...
Não faço, neste apontamento, comentários nem à publicação nem a estes resultados porque a distância entre o entendimento de pensamento criativo aqui em causa e o que tenho em mente é tão pronunciada que precisava de larguíssimas horas para a organizar e explicar. Tentarei, contudo, voltar a ela em apontamentos próximos.
sábado, 8 de julho de 2023
OS AMANTES DA HUMANIDADE
A tremer, chorar tanto
A tremer, chorar tanto.
A tremer, olhar o rio
Antes de olhar o pranto.
Ângelo Alves
quinta-feira, 6 de julho de 2023
DA MUI ANTIGA ARTE DA DESLEITURA
O debate sobre o uso de telemóveis na escola não está encerrado, muito pelo contrário
"Apesar de os telemóveis estarem interligados com as nossas vidas, o seu lugar não é na sala de aula",
"Os alunos precisam de ser capazes de se concentrar e precisam de ter a oportunidade de estudar bem. Os telemóveis são uma perturbação, como demonstram os estudos científicos. Temos de proteger os estudantes contra isso."
“a proibição de telemóveis para melhorar a aprendizagem dos alunos.”
terça-feira, 4 de julho de 2023
FINIS AMICITIAE
UMA SINGELA HOMENAGEM AO PROFESSOR NUCCIO ORDINE
segunda-feira, 3 de julho de 2023
MAIS NOVIDADES DA GRADIVA
Título | Diário Mínimo
Autor | Umberto Eco
Obras de Umberto Eco
Páginas | 200 pp. PVP | 13,50 €
Uma edição que compila as melhores crónicas de Umberto Eco publicadas na revista Verri. O célebre semiólogo italiano revela-se neste divertido Diário Mínimo como um articulista esplêndido, um contador de anedotas, um interlocutor espirituoso e um amante do riso. Com perspicácia e erudição, oferece uma selecção de textos nos quais, recorrendo à ironia crua e aos pastiches, disseca com desassombro o mundo académico, as bizarrias do quotidiano, o labirinto da burocracia e até o design de certos objectos.
MAIS INFORMAÇÃO AQUI | Diário Mínimo (gradiva.pt)
Título | Os Amores de Zeus
Autor | Luc Ferry
Colecção | A Sabedoria dos Mitos | Gradiva BD
Páginas | 64 pp. PVP | 20,99 €
Um novo volume de colecção A SABEDORIA DOS MITOS COLECÇÃO CONCEBIDA E ESCRITA POR LUC FERRY.
Uma
colecção que torna possível conhecer as grandes narrativas gregas em
bandas desenhadas que respeitam os textos fundadores originais,
enriquecidas por dossiers complementares que analisam o significado
filosófico e a herança cultural de cada mito.
Após
ter derrotado as forças do Caos e ascendido ao trono do Olimpo para
fazer reinar a harmonia no Cosmos, Zeus negligencia a sua mulher Hera e
multiplica as conquistas. Sedutor inveterado, o rei dos deuses não olha a
meios para alcançar os seus fins: metamorfoses, manipulações, ardis
vários... Deusas ou ninfas, ou até simples mortais, foram muitas as que
cortejou, desejou, por vezes perseguiu, e que lhe deram uma numerosa
prole. Mas, além do prazer carnal, as infidelidades do senhor do Olimpo
são também com frequência estrategicamente calculadas: encontramos
assim, entre os seus muitos filhos, heróis míticos como Héracles e
Perseu, que o ajudarão na sua missão de pacificar o universo.
MAIS INFORMAÇÃO AQUI | Os Amores de Zeus (gradiva.pt)
Título | Flores Guardadas no Chão das Pedra
Autora | António Oliveira e Castro.
Fora de Colecção
Páginas | 243 pp. PVP | 14,90 €
O passado, esquecido das consequências, plantou as raízes da destruição da Natureza. Quem acreditaria que as chuvas se tornariam memória? Que a sede se satisfaria no líquido barrento que se oferecesse às mãos em concha? Que os solos áridos se revoltariam contra a sobrevivência? No meio que um mundo que o Homem transformou em meio mundo, o futuro, esquecido das promessas, abeirou-se do precipício. Do todo ao quase nada que restou, viram-se as pessoas envoltas na loucura de sobreviver adicionando desumanidade ao que estava já para além dela. Para escapar da prisão física ou ao cárcere da mente, uma réstia de pensamento poético. Um livro que não deixará ninguém indiferente. Forte. Compulsivo. Perturbador.
MAIS INFORMAÇÃO AQUI | Flores Guardadas no Chão das Pedras (gradiva.pt)
Título | Cortés, Vol. 1 | A Guerra de Duas Faces
Autor | Cédric Fernandez e Christian Chavassieux
Colecção |Gradiva BD
Páginas | 72 pp. PVP | 20,99 €
No
início do século XVI, as dívidas acumuladas pela coroa espanhola
levaram Carlos V a lançar novas expedições ao coração do Novo Mundo.
Para esta missão, foi nomeado o mais louco, ousado e ambicioso dos
fidalgos de Cuba: Hernán Cortés. A algumas centenas de quilómetros de
distância, na capital de Tenochtitlán, o imperador Montezuma II toma
conhecimento, sem surpresa, da chegada destas tropas estrangeiras em
navios. Ele sabe que o encontro é inevitável, mas há elementos que lhe
escapam. Estes estranhos aventureiros não são suficientemente numerosos
para constituírem uma ameaça. Então, o que querem eles? Como deverá
lidar com eles quando finalmente os encontrar?
No
primeiro dos dois volumes de Cortés, a história da conquista do Império
Asteca pelos conquistadores da coroa espanhola. Na sua narrativa,
Cédric Fernandez e Christian Chavassieux equilibram os pontos de vista e
expõem tanto os contratempos de Cortés como as dificuldades do
imperador asteca em manter a ordem e a serenidade no seu território.
MAIS INFORMAÇÃO SOBRE O LIVRO AQUI | Cortés, Vol. 1 (gradiva.pt)
NOVIDADES DA GRADIVA: "Emoção artificial" de Jorge Gomes Miranda
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Triste papel o que se atribui ao professor como fornecedor de recursos e como recurso
Tendo em conta a digitalização no ensino, na sua perspetiva como será o futuro da educação?
Responde:
(...) Se regressarmos atrás seis meses, quando estas novas tecnologias começaram a emergir, todos disseram que seria um pesadelo, um problema, e que destruiria o pensamento crítico. No entanto, hoje em dia muitos professores já estão a começar a perceber que não há qualquer impedimento em os estudantes utilizarem estas ferramentas, apenas têm de aprender a usá-las da melhor forma e a referenciá-las nos seus trabalhos.
Tem razão, directores escolares e professores, impulsionados pela transição digital, têm-se mostrado grandes entusiastas do uso das mais novas tecnologias para... tudo! A lógica não é: temos este problema, vamos procurar solução. É, antes: se é inovação temos de a usar, até porque se não o fizermos "ficamos de fora". O medo de ficar de fora (Fear of Missing Out - FOMO) faz milagres!
Não percebi bem a continuação da entrevista, mas destaco duas passagens que me parecem valer por si:
Por exemplo, podemos pedir aos alunos para escrever uma simples palavra corretamente. Mas, se os computadores já o fazem por nós (...) Quando as calculadoras foram apresentadas, saber o que multiplicar passou a ser mais importante do que ser capaz de fazer contas.
Argumento nada novo e que parecerá razoável para legitimar a supressão de algumas aprendizagens: se há calculadoras, para quê ensinar a tabuada e fazer contas?! Se há há correctores automáticos de palavras, para quê ensinar a escrever sem erros?! Se há programas que "compõem" textos argumentativos para quê ensinar a escrever texto argumentativo?! Etc.
E não falta o argumento TINA (There is No Alternative):
Não há forma de trabalhar contra estas tecnologias. Portanto, há que ser progressivos e apoiar o uso de IA na educação.
E, claro, surge a declaração de que o professor não pode continuar a ensinar do mesmo modo porque... as tecnologias mudaram! O professor não vai à procura das tecnologias se entender que o deve fazer, são as tecnologias que o obrigam a mudar...
É importante mudar a forma de ensinar, de maneira a que seja irrelevante se um estudante usa esta ferramenta ou não.
Mas, paradoxalmente, segue-se o clássico reforço da importância dos professores. À pergunta:
"acredita que no futuro existe a possibilidade de a inteligência artificial substituir os professores?"
Responde:
Definitivamente não. Os professores têm muitos recursos que podem fornecer aos alunos. Por exemplo, o uso de calculadoras (...). Se o aluno não perceber o problema, não o vai conseguir resolver mesmo que tenha uma calculadora. O mesmo acontece com a inteligência artificial.
O professor como fornecedor de recursos e como recurso! Que mundo teremos se os professores forem reduzidos a isto? E, sobretudo, se reduzirem a isto?
Na verdade, a crescente sofisticação tecnológica é acompanhada de uma decrescente consciência educativa, até por parte dos professores.
domingo, 2 de julho de 2023
STEPHEN HAWKING: «A» BIOGRAFIA
Meu texto num dos últimos JL:
Lembro-me bem do dia 8 de Março de 2018. Chegou-me logo de manhã a notícia do falecimento do físico Stephen Hawking, notícia que ganhou destaque em todos os noticiários e foros de primeira página em todos os jornais do dia seguinte. Fiz umas declarações breves para as rádios e, como tinha uma viagem marcada para o Porto, fui atendendo chamadas de jornalistas ao longo do caminho. Estava um tempo invernal, apesar de ser quase Primavera. Dei no caminho uma longa entrevista ao Público, usando o sistema de mãos livres. esperando que fosse editada para extrair o principal, mas qual não foi o meu espanto quando no dia seguinte verifiquei que ela se espraiava por quase duas páginas: aproveitaram quase tudo o que eu tinha dito. No Porto fui aos estúdios de dois canais de televisão. Regressei a casa quase sem voz.
Sem voz viveu a maior parte da sua vida aquele que. nos tempos mais recentes, foi não apenas o físico, mas também o cientista mais famoso, para alguns – com algum exagero, como fiz questão de assinalar – chegando ao estatuto de Newton, Darwin ou Einstein.
O que tornou aquele professor de Matemática da Universidade de Cambridge – titular da mesma cátedra que Newton um dia tinha ocupado a ser alvo de tanta atenção? Por que razão, tal como Newton e Darwin, embora numa campa mais discreta, ele está sepultado na abadia de Westminster em Londres? A razão tem menos a ver com as suas capacidades na física – foi um investigador notável que fez propostas arrojadas na sua área da gravitação, que abrange os buracos negros e o Big Bang – do que a enorme incapacidade do seu físico.
Era, sem qualquer dúvida, uma mente poderosíssima, ampliada ao máximo, mas ela estava contida num corpo tolhido pela ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica – e, portanto, reduzido ao mínimo. Ele próprio tinha a consciência que a sua fama vinha mais da sua deficiência do que da sua ciência. Era um cientista que não podia falar naturalmente e que andava numa cadeira de rodas que estava a tentar subir, metaforicamente bem entendido, aos ombros de Einstein, que por sua vez tinha subido aos ombros de Newton.
Aproveitou o melhor que pôde o mito que foi crescendo à sua volta, até porque, como ele dizia, tinha de «pagar às suas enfermeiras.» O seu livro Breve História do Tempo (1.ª edição, Gradiva, 1998), que muitos compraram – ter-se-ão vendido mais de dez milhões de exemplares em todo o mundo–, mas que poucos leram na totalidade e menos ainda perceberam (muitas vezes admira-se mais o que menos se compreende…) foi escrito por essa razão. A probabilidade estava toda contra Hawking quando aos 21 anos lhe foi diagnostica a ELA, que normalmente é fatal em menos de meia dúzia de anos. O certo é que ele, com uma inexcedível força de vontade, e com a ajuda de uma equipa de saúde, viveu até aos 76 anos, quase a média do tempo de vida média dos homens.
Existiam várias biografias de Hawking – incluindo a sua curta autobiografia A Minha Breve História (Gradiva, 2014) e documentários – e até um filme sobre uma parte da sua vida, Teoria de Tudo (2014, dirigido por James Marsh, com uma grande interpretação de Eddie Redmayne, premiada com um Oscar), baseado num livro biográfico da primeira mulher, de quem se separou para se vir a casar com uma das suas enfermeiras.
Mas faltava uma biografia que, mais distante da aura criada à volta do físico, mostrasse o ser humano que estava por detrás. Faltava «a» biografia. Esse livro saiu agora traduzido em português, do prelo da editora Kathartika, de Guimarães (que se tem especializado em biografias, principalmente de desportistas, empresário e políticos, como Roger Federer, Jeff Bezos e Vladimir Putin). Para a revista Science, é a «melhor biografia alguma vez publicada de Stephen Hawking». É seu autor o norte-americano Charles Seife, formado em Matemática pela Universidade de Princeton, professor de Jornalismo na Universidade de Nova Iorque e autor, entre outros, do elogiado livro Zero – A Biografia de uma Ideia perigosa, Gradiva, 2001).
O título Stephen Hawking tem o esclarecedor subtítulo Como vender uma celebridade científica. De facto, por muito grande que seja o mérito científico de Hawking, forçoso será reconhecer que o seu nome se tornou um produto de marketing, promovido pelo próprio e por várias outras pessoas à volta dele. Quando era precisa uma declaração sobre o fim do mundo – a versão da moda atribui a culpa do apocalipse à inteligência artificial – por muitos nomes que estivessem no abaixo-assinado, o que saltava sempre para a ribalta era precisamente o de Hawking, mesmo quando ele não tinha qualquer competência específica no assunto sobre o qual estava a emitir opinião.
O livro de Seife, muito bem escrito e traduzido (sou suspeito, porque fiz a revisão técnica) está escrito na ordem cronológica inversa em três partes – «Reverberação», «Impacto» e «Espiralamento». É como um filme que é passado ao c contrário, contrariando a famosa Segunda Lei da Termodinâmica (que tem uma versão para buracos negros, que Hawking estudou). Chegado ao fim das 471 páginas, não contando com as numerosas referências, o leitor perceberá melhor não só quem foi Hawking, com todos os seus sucessos e contradições, mas também o modo como funciona a nossa sociedade mediática. É clara a conclusão: «Hawking sempre suspeitou que, em grande medida, a sua celebridade – e mesmo, em determinado grau, o seu sucesso académico - recompensavam mais a enfermidade do que o cérebro.» Seife conta a seguir o afecto («uma devoção, mesmo»), de Hawking pela actriz Marilyn Monroe, da qual tinha várias fotografias nas paredes.
E, a propósito, vem uma clara revelação. O realizador Errol Morris, autor de um dos documentários sobre Hawking, disse-lhe um dia sobre Marilyin: «Tal como o senhor, ela era uma pessoa valorizada pelo corpo e não necessariamente pela mente». O físico lançou-lhe um olhar «tresloucado» e, depois de um tempo de espera, ouviu-se um clique e a bem conhecida voz artificial com timbre metálico: “SIM”. O autor da biografia conclui: «De todos os paradoxos da vida de Hawking, este pode vir a ser o mais profundo.»
ENERGIA EM PORTUGAL: RESUMO HISTÓRICO E SITUAÇÃO ACTUAL
Meu artigo no último número da «Seara Nova»:
A Revolução Industrial começou, com o desenvolvimento da máquina a vapor no final do século XVIII, tendo a Termodinâmica estudado o rendimento de engenhos desse tipo. Uma máquina térmica moderna, como o motor de combustão interna de um carro, usa a energia da queima da gasolina ou do gasóleo, para fazer mover as rodas, perdendo-se uma parte em atrito com o solo e no aquecimento do motor e imediações.
A energia do combustível é transformada em movimento. Tudo se passa como na máquina a vapor, em que o combustível era o carvão ou a lenha: da energia entrada uma parte é usada para produzir movimento. Quando se queima um qualquer material combustível, fóssil ou não, há em geral emissões de dióxido de carbono (CO2). Excepção relevante é a queima de hidrogénio, que não implica emissões de CO2, resultando da sua combustão apenas água.
Sabemos hoje que o planeta está a aquecer por causa das emissões de CO2 resultantes da queima de combustíveis, que desde a Revolução Industrial são as que mais têm contribuído para o aumento do efeito de estufa, dada a necessidade de desenvolvimento por uma população que, à escala global, é cada vez maior. O Acordo de Paris de 2015 preconizou um aumento de não mais do que 2ºC, desejavelmente menos do que 1,5ºC, acima dos níveis pré-industriais.
A HISTÓRIA AO TRONCÁRIO SEGUNDO O GENERAL AGOSTINHO COSTA
Andrés Manjón y Manjón por Andrés Palma Valenzuela
Não fosse o verso pedra, eu partiria
Não fosse o verso pedra, eu partiria
Para longe de tudo o que
ainda amo:
Do horizonte, da terra,
da poesia
E do mosto que com meu
peito chamo.
Não fosse o verso pedra,
eu não iria
Talhar as mãos em busca desse
ramo,
Da carícia e do teu
rosto, alegria,
Da brisa pela qual eu me
derramo.
Não fosse o verso pedra,
eu poderia
Ver só no mundo onírico algum
brilho
E a brisa ouvir onde tudo
é bisonho.
Mas eu não quero estar sem
melodia
E sem me enternecer ao
fim do trilho,
Como o homem na terra do
entressonho.
Ângelo Alves
sábado, 1 de julho de 2023
ARTE POÉTICA OU LA DIFICULTÉ AVANT TOUTE CHOSE
TALVEZ SEJA MESMO O "ABATE DO HUMANO"
O escritor Valter Hugo Mãe foi entrevistado por Luís Ricardo Duarte, jornalista do Público (ver aqui ). A razão é o seu novo romance com o...
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Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...
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Outro post convidado de Rui Baptista: Transformou-se num lugar-comum atribuir às gerações posteriores a responsabilidade pela perdição do mu...









