terça-feira, 26 de abril de 2016

ONDE ESTÃO AS FRONTEIRAS DA FÍSICA?



Na próxima 5ª feira, 28 de Abril de 2016, pelas 18h realiza-se no RÓMULO Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, a palestra intitulada "Onde estão as fronteiras da Física? Da matéria e energia escura aos sistemas complexos"com Carlos Fiolhais, no âmbito do ciclo Fronteiras da Ciência, coordenado por António Piedade, a decorrer até Julho de 2016.




Sinopse da palestra:


Há cem anos tinha sido acabada uma das mais belas teorias físicas: a teoria da relatividade geral de Einstein. O átomo de Bohr, com o núcleo de Rutherford, existia há pouco, como uma versão primitiva da teoria quântica. Conhecia-se a supercondutividade mas não a sua justificação. Há 50 anos a teoria quântica tinha sido desenvolvida, permitindo saber de modo bastante preciso como funcionavam os átomos, moléculas e sólidos (química e física da matéria condensada). Tinha avançado a física nuclear, sabendo-se como funcionava o Sol. Com a teoria quântica, explicou-se a supercondutividade e construiu-se o transístor, base da tecnologia de computadores, e o laser, base da fotónica. Na altura, viu-se pela primeira vez a radiação cósmica de fundo, que confirmou a teoria do Big Bang.

Nos últimos 50 anos obteve-se um modelo padrão da física de partículas e forças fundamentais e um modelo padrão da cosmologia, os dois relacionados um com o outro. No CERN descobriu-se o Higgs, coroa de glória do modelo padrão. Mas este modelo é insatisfatório: procuram-se hoje teorias de superunificação. A teoria da relatividade geral foi confirmada com a recente descoberta de ondas de gravidade. Mas falta uma teoria quântica da gravidade. Dos céus surgiram dois enigmas: a matéria negra (procuram-se no CERN partículas dela) e a energia escura. E permanecem mistérios como a assimetria de matéria e a inflação.

Uma outra fronteira da Física é a complexidade: Os computadores avançaram extraordinariamente assim como os algoritmos que usam. A química, a ciência dos materiais e a biologia ficaram ao alcance da física. A teoria dos sistemas complexos surgiu graças às novas possibilidades computacionais. Fizeram-se, por exemplo, avanços teóricos na formação de sistemas solares e na síntese biológica, enquanto nos céus se encontravam exoplanetas e se procurava a origem da vida. Os computadores quânticos permitirão decerto avanços em múltiplas áreas. O último reduto do complexo é, decerto, o cérebro e o fenómeno da consciência.

ENTRADA LIVRE 
Público-alvo: Público em geral

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1 comentário:

  1. Caro António Piedade
    Tenho imensa pena em não poder estar presente pois, a avaliar pela sinopse, deve ser interessantíssima, aliás como as demais integradas no ciclo "Fronteiras da Ciência".
    Ab
    Regina Gouveia

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