segunda-feira, 15 de abril de 2024

"Um professor é um professor..."

Apontamento na sequência do comentário de um leitor sobre o que é ser professor e sobre o que o professor faz num momento (mais um) em que a sua identidade se vê distorcida e a sua função se vê dispensada. 
 
O autor do texto abaixo é Jorge Larrosa, licenciado em Pedagogia e Filosofia, doutorado em Pedagogia e professor de Filosofia da Educação na Universidade de Barcelona. No livro, ainda recente, Esperando não se sabe o quê: sobre o ofício do professor insiste na ideia de que o professor ensina e o ensino é uma tarefa artesanal. Vale a pena lê-lo pelas razões que um outro professor de Educação aqui explica.
 
Um professor não é um guru...
Um professor não é um iniciador...
Um professor não é um mediador...
Um professor não é um autor...
Um professor não é um treinador...
Um professor não é um produtor...
Um professor não é um gestor...
Um professor não é um prestador de serviços...
Um professor não é um pai (nem uma mãe)...
Um professor não é um companheiro...
Um professor não é um amigo...
Um professor não é um líder...
Um professor não é um ativista...
Um professor não é um conselheiro espiritual...
Um professor não é um conselheiro emocional...
Um professor não é um sedutor...
Um professor não é um motorista...
Um professor não é um guia...
Um professor não é um comunicador...
Um professor não é um moderador...  

Um professor é um professor...

Jorge Larrosa, 2019, p. 329

2 comentários:

António Pires disse...

Um professor NÃO É um convertido à filosofia do ubuntu...

Um professor NÃO É um avaliador, à força, por domínios e rubricas...

Helena Damião disse...

Pois não é, prezado Leitor António Pires. Os professores não deviam ser colocados nessas circunstâncias e também não se deveriam colocar nelas. Cordialmente, MHDamião

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