Nem na morte nos deixam sossegar
os que se agitam no palco da vida;
pretende-se, diz-se, homenagear
os que já se encontram de partida.
O morto torna-se apenas pretexto
para chocalhos, trombetas e buzinas
e, até mesmo, para um hipertexto,
que se preste a afagá-lo em surdina.
Tudo que o morto quer é que o deixem
ficar muito morto e sossegado,
sendo, pois, desejável que afrouxemo banzé que o aflige, já calado!
Morrer é não desejar mais conversa,
agora que a vida ficou submersa.
Eugénio Lisboa
sexta-feira, 22 de setembro de 2023
REQUIESCAT IN PACE
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
"A escola como plataforma do comércio"
Artigo de opinião do Professor Mário Frota, especialista em Direito do Consumo, publicado no jornal As Beiras de hoje, 12 de Maio de 20...
Sem comentários:
Enviar um comentário