O Natal é uma bonita ficção,
e, como todas as ficções, absurdo:
os condimentos sofrem de inflacção
e a música de fundo encanta um surdo.
Nada, ali, faz, que se veja, sentido:
uma mãe abençoada e virgem,
um filho com pai que não é marido,
grandes mistérios que causam vertigem.
Com tudo isto se faz uma festa,
sem precisar de verosimilhança:
de belos presentes enche-se a cesta,
o Pai Natal intruja a criança
e a mentira fardada de verdade
alegra toda a comunidade.
Eugénio Lisboa
quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
NATAL
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
TALVEZ SEJA MESMO O "ABATE DO HUMANO"
O escritor Valter Hugo Mãe foi entrevistado por Luís Ricardo Duarte, jornalista do Público (ver aqui ). A razão é o seu novo romance com o...
Sem comentários:
Enviar um comentário