Este é o título do meu próximo livro, a publicar brevemente pela editora Guerra e Paz, numa parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores (colecção "Fio da memória). Trata-se de uma longa entrevista que me foi feita por José Jorge Letria, presidente da SPA.
Publico um pequeno extracto de uma resposta minha:
"A ciência é, mais do que um corpo de conhecimentos,
um método que deve começar a ser transmitido o mais
cedo possível. Ver, mexer, agarrar, examinar, interrogar o
mundo, fazer perguntas ao mundo, perguntar o como e
o porquê das coisas é a atitude mais natural desta vida.
A nossa vida não passa de uma relação com o mundo.
Acima de tudo, e em última análise, a ciência procura
responder a essa pergunta que, às vezes, nós exteriorizamos,
mas que os antigos gregos já fizeram há muitos
séculos: «Quem somos nós?» Nós somos parte do mundo,
não nos serve de muito o dualismo, a ideia de que há o
mundo e de que há o homem, pois o homem é inegavelmente
parte do mundo. E, cada vez mais, a ciência – daí
o imparável crescimento das ciências sociais e humanas
– consegue saber mais quem nós somos.
A pergunta «Quem somos nós?» irá perseguir-nos
sempre, enquanto existirmos e espero bem que a nossa
espécie vá existir muito tempo, pois somos a única no
Universo, tanto quanto sabemos, que o consegue conhecer.
Quem somos nós? Para o saber, as ciências sociais e
humanas têm de dialogar com as ciências naturais e
exactas. Por outras palavras, o saber tem de ser um saber
a arte de fazer pontes 153
alargado e um saber em diálogo permanente. Não há saber verdadeiro se não for alargado em diálogo permanente. Só assim é possível haver humanidade.
Portanto, quando falo – no meu livro mais recente."
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