terça-feira, 18 de julho de 2017

CONFERÊNCIA SOBRE IGUALDADE DA FUNDAÇÂO FRANCISCO MANUEL DOS SANTOS

Será a 30 de Setembro no Teatro de S. Carlos em Lisboa e as inscrições estão abertas:

Depois dos conflitos sociais e das revoluções que precederam o sufrágio universal, a igualdade perante a lei, os direitos humanos e a ascensão da classe média, neste século XXI o Ocidente é mais desigual do que há 30 anos. A globalização e as tecnologias criaram sociedades com «ganhadores» e «perdedores», uns mais e os outros menos adaptados às rápidas mudanças. Os populismos ganham força e a inquietação põe em dúvida a aspiração de uma sociedade mais justa.
Em que pé está a igualdade? O que pode ser feito para que sejamos mais iguais? Que tipos de igualdade devemos almejar?
No dia 30 de Setembro, a Fundação junta no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, alguns dos maiores especialistas mundiais sobre as desigualdades:
•   Pierre Rosanvallon falará de «igualdades» com a perspectiva de quem estuda a história e as ideias políticas que moldaram a nossa civilização.

•   Branko Milanovic e Richard Baldwin mostrarão de que modo a globalização e as tecnologias estão a aumentar as desigualdades a nível mundial, retirando da pobreza milhões de pessoas nos países em desenvolvimento e diminuindo a oferta de trabalho para as classes baixas e médias nos países desenvolvidos.
Os rendimentos da classe média dos países desenvolvidos são os que menos têm aumentado
•   Gregory Clark - que estudou a persistência de certos apelidos nas elites ocidentais ao longo de séculos - e Philippe van Parijs, o inventor da ideia de um Rendimento Básico Incondicional, vão propor políticas sociais para a redução das desigualdades;

•   A conferência de encerramento ficará a cargo de Ruby Bridges, que em 1960 tornou-se a primeira criança afro-americana inscrita numa escola do sul norte-americano que tinha sido, até aí, frequentada apenas por brancos. Bridges transformou-se num dos maiores símbolos da luta pelos direitos civis e pela educação integrada e igual para todas as crianças.
“Não havia o direito de uma mulher, mãe de filhos, a assustar à porta da escola, mostrando-lhe uma boneca vestida de negro dentro de um caixão. Ainda hoje ela recorda que isso a atemorizou mais, muito mais, do que os insultos que ouvia enquanto caminhava.”
•   No Encontro poderá também ouvir Leonor Beleza e Richard Zimler, num debate sobre identidade e igualdade nas sociedades multiculturais do Ocidente. E verá ainda um vídeo, concebido por Gonçalo M. Tavares, sobre «dez igualdades».                             

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