quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

DAS PEDRAS AO PENSAMENTO


Foram as pedras e os fósseis, que muitas delas trazem dentro, que nos deram a conhecer a origem e a evolução da Terra e da Vida, ao longo de centenas de milhões de anos (Ma). Foi nesta evolução que matéria inerte, como são os átomos de oxigénio, hidrogénio, carbono, azoto e outros como fósforo e enxofre, em muito menores percentagens, se combinou a ponto de gerar a vida e, através do cérebro humano, adquirir capacidade de pensar.

O Homem, feito dos mesmos átomos (herdados de outras estrelas) de que são feitos os minerais, as plantas, os outros animais e tudo o mais que existe, é matéria que conquistou capacidade de se interrogar, de se explicar e de intervir no seu próprio curso e no da Natureza que lhe deu vida e berço.

As pedras, todos sabemos de experiência feita, são ocorrências naturais, rígidas, coesas e duras. Surgem assim, tal qual, na natureza, não se dobram nem se amolgam, não se esboroam nem se esfarelam, e fazem mossa onde quer que batam. Sendo matéria, têm massa e, como tal, estão sujeitas à gravidade, ou seja, têm peso.

O pensamento é um produto imaterial do cérebro, não tem dimensão física. Não tem volume nem massa, nem peso, nem cor, não é quente nem frio e não ocupa espaço. Para ele não há gravidade nem distâncias, nem fronteiras materiais. É ubiquista, podendo estar, ao mesmo tempo e a qualquer momento, aqui e nos quasares mais longínquos, nos confins do Universo, a milhares de milhões de anos-luz. Não surgiu da noite para o dia, por obra e graça divina (no meu entender, claro). É o culminar de uma evolução da matéria gerada com o começo do Universo, há cerca de 13 800 Ma.

Foram pedras ou rochas, como as que nos caem do céu (meteoritos), que, há cerca de 4570 Ma, se aglutinaram (a chamada fase de acreção) dando origem ao corpo planetário (protoplaneta) que é o nosso. Este corpo que, por razões já explicadas noutros posts, se transformou numa “bola de fogo”, acabou por arrefecer em superfície, gerando, assim, as primeiras rochas, que apelidamos de magmáticas, porque nasceram da solidificação de um banho fundido (magma), como acontece no basalto, ou ígneas porque imaginamos esse banho incandescente à semelhança da lava que sai da cratera do vulcão.

Foi a erosão destas rochas que gerou os primeiros sedimentos. Durante as primeiras centenas de milhões de anos, num planeta ainda sem vida, estes sedimentos foram-se acumulando, compactando e endurecendo (litificando), edificando rochas que, logicamente, apelidamos de sedimentares e dizemos estéreis, isto é, sem fósseis. É a partir de um patamar da história geológica, ainda não seguramente fixado, mas datado de há cerca de 3500 Ma, que as pedras nos começaram a desvendar a história da Vida. Num folhear de “páginas” ou seja, de camadas de rochas sedimentares, que totalizam alguns quilómetros de espessura, está escrita grande parte (há, ainda, muitas lacunas) da evolução da biodiversidade, a começar em bactérias primitivas e a terminar no superpredador e superpoluidor, que somos nós.

E é aqui que, por vaidade deste auto designado “Homo sapiens”, surge o pensamento.

O cérebro, cuja estrutura vai sendo a pouco e pouco desvendada, é matéria que atingiu o superior patamar do pensamento, criando e combinando ideias a partir das percepções que os sentidos lhe fornecem do mundo físico que o rodeia. O pensamento é, assim, a expressão mais complexa de uma dinâmica própria da evolução da matéria. Por outras palavras é a manifestação mais elaborada da realidade física do mundo que conhecemos, na qual foi consumida a quase totalidade do tempo do universo.

Na opinião de alguns historiadores, terá sido entre os gregos que começou a audácia e a grande aventura do pensamento. É hoje consensual que a filosofia, como superior elaboração do pensamento, nasceu, por volta do século VII a.C., da recusa ao carácter sobrenatural dos mitos, que então dominavam as crenças, não só da sociedade grega, mas de toda a Ásia Menor. Para eles, a filosofia inaugurou o discurso abstrato e universal, amparado na reflexão e argumentação, ou seja, no pensamento. Daí que filósofos e pensadores são duas maneiras de dizer a mesma coisa.

A. Galopim de Carvalho

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Acordem, isto não vai durar.


Em mensagem anterior - "Um futuro preocupante" -, o Professor Galopim de Carvalho mencionou a posição de Nick Hanauer, um dos grandes capitalistas à escala mundial, sobre a crescente desigualdade social. Uma desigualdade que, tendo raízes económicas, reflecte-se na saúde, na justiça, na educação. Em virtude daquilo que estudo e faço na área da educação escolar, é sobretudo a partir dela que vejo esse futuro. E o que vejo é preocupante, mesmo muito preocupante.

Os sistemas de ensino estatais - que, verdade seja dita, nunca foram completamente independentes dos "poderes que podem", tornaram-se, neste século, reféns do "poder que pode mais do que todos os outros poderes": o tal capitalismo que Nick Hanauer denuncia, recorrendo a argumentos pragmáticos, que não subscrevo inteiramente, mas que compreendo e que entendo serem compatíveis com argumentos de distinta natureza.

É este capitalismo que se tornou a base do currículo que se implanta à escala global: em cada país, estado, região, escola, sala de aula... E como é muito bem apresentado, numa "narrativa" capaz de convencer os mais incrédulos e de vencer os mais resistentes, acreditamos que ele vai formar muito bem as nossas crianças e os nossos jovens, que lhes permite ter sucessos académicos e nas suas carreiras, que lhes permite serem cidadãos do futuro.

Temo que quando acordarmos desta espécie de torpor seja um pouco tarde... Ou, talvez, não.

Em suma, vale a pena ver conferência que se encontra aqui.

UM FUTURO PREOCUPANTE




No meio de uma campanha eleitoral antecipada e sem qualidade, mais se afirma a preocupação que não podemos deixar de ter sobre o futuro da humanidade.

É nas pedras, ou nas rochas, como se quiser dizer, que se encontra registada a longa e complexa história da Terra e da Vida. E nós estamos a escrever, note-se bem, o último capítulo.

Segundo o relatório da ONG Oxfam internacional, agora publicado, 26 bilionários têm mais dinheiro de metade do mundo e essa metade são os 3800 milhões de pessoas mais pobres do mundo. Insaciáveis pelo dinheiro, estes “donos disto tudo”, à escala do planeta, dominam a economia, a políticas e a justiça (nunca foi tão visível a diferença entre a justiça dos ricos e a dos pobres) e estão a poluí-lo material e moralmente.

O mar, os solos, os rios, os aquíferos e o ar, estão cada vez mais contaminados e são hoje evidentes os sinais de destruição e esgotamento deste nossa “casa”.

A imensa, desmedida, desgovernada e impune agressão de determinadas indústrias privatizam os lucros e socializam a poluição que geram. A par desta situação, que os cientistas não se cansam de denunciar, assiste-se ao aumento da desigualdade entre pobres e ricos, “o que alimenta a raiva no mundo", afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam.

Escrevi há dias que num brilhante e arrasador ataque ao neoliberalismo, o plutocrata bilionário americano Nick Hanauer, avisou que “as forquilhas usadas pelo povo na Revolução Francesa, estão de novo prestes a chegar”, forma bem expressiva de dizer que a desigualdade crescente entre pobres e ricos “está prestes a empurrar as nossas sociedades para um estado parecido com a França pré-Revolução”, em finais do século XVIII.
A. Galopim de Carvalho

O ANO INTERNACIONAL DA TABELA PERIÓDICA


Meu artigo no último As Artes entre as Letras (na imagem Mendeleiev, o genial autor da grande síntese):

Foi no ano de 1869, faz agora 150 anos, que o químico russo Dmitri Mendeleiev, professor em São Petersburgo, organizou os elementos químicos então conhecidos num quadro que viria a ficar conhecido por “Tabela Periódica.” Foi um golpe de génio pois ele conseguiu não só sumariar de um modo simples e elegante as semelhanças entre as propriedades químicas desses elementos como percebeu que os “buracos” naquela organização significavam que faltava encontrar novos elementos, que deviam ter as propriedades previstas. Pois os elementos em falta foram encontrados, como o gálio, o germânio e o tecnécio, este último altamente radioactivo (o nome tem a ver com a sua produção artificial). Foram também encontrados elementos radioactivos que encontraram lugar no final da tabela, após o urânio (têm o nome genérico de transuranianos). Hoje sabemos que a estrutura periódica (isto é, com repetições, por exemplo todos os gases raros, presentes na última coluna da Tabela, são semelhantes) da Tabela tem uma justificação à escala atómica: ela começou a ser compreendida com a proposta do modelo atómico feita pelo físico dinamarquês Niels Bohr em 1913 depois de o físico britânico Ernest Rutherford ter descoberto o núcleo atómico dois anos antes. É a teoria quântica que explica a distribuição dos electrões, partículas elementares de carga negativa, em volta do núcleo atómico, que tem carga positiva por ser constituído por protões, positivos, e por neutrões, neutros. No tempo de Mendeleiev não se suspeitava sequer da existência do núcleo atómico, pelo que foi também uma marca do seu génio ter conseguido organizar os elementos químicos não pelo seu peso atómico (basicamente o peso dos núcleos, que está associado ao número total de protões e neutrões) mas pelo seu número atómico (o número total de protões).

Toda a matéria conhecida é feita de átomos ou de partes de átomos, que se desmancham em condições extremas. Em particular, a variedade do mundo geológico e biológico da Terra assenta nas infinitas possibilidades de combinação dos 118 elementos químicos da Tabela. Nós próprios somos inteiramente constituídos por átomos, com predominância de uns quantos como o oxigénio, o hidrogénio, o carbono e o azoto. Hoje a Tabela Periódica inclui o total de 118 elementos químicos, reconhecidos pela IUPAP, a União Internacional de Química Pura e Aplicada, organização mundial que faz um século este ano. O primeiro é o hidrogénio, de número atómico 1, cujo núcleo tem um só protão (e nenhum neutrão) e que tem um só electrão (os átomos são neutros) e o último, extremamente instável, é o que tem número atómico 118 (chama-se oganessian, em homenagem a um físico russo, especialista no fabrico de elementos muito pesados), que tem 118 protões. Os elementos 113, 115, 117 e 118 foram os últimos a ser confirmados pela IUPAC em 2015. xxxxx Os primeiros 94 elementos existem naturalmente na Terra; os 24 restantes (do 95 ao 118) só existem porque foram sintetizados em aceleradores nucleares: a sua existência deve-se ao engenho humano. A quantidade desses 24, que perfazem cerca de um quinto da Tabela, é ínfima, tendo sido identificados não pelas suas propriedades químicas, mas sim pela luz que emitem (foi essa a forma de identificação dos elementos radioactivos polónio e rádio, com os números atómicos 84 e 88 respectivamente, que foi realizada a partir de porções pequenas mas macroscópicas por Madame Curie e por Pierre Curie no início do século XX), Acontece que cada elemento químico emite uma luz com marcas características, como um código de barras.

Os elementos químicos naturais formaram-se no Big Bang (os mais leves, como o hidrogénio, o hélio e o lítio) e nas estrelas (o Sol é actualmente uma “fábrica” que transforma hidrogénio em hélio, libertando energia e, no final do seu ciclo de vida, produzirá também carbono com abundância). Elementos mais pesados como por exemplo o cálcio e o ferro, que existem dentro de nós, só podem ser feitos naturalmente nas estrelas. É preciso que uma estrela superpesada expluda (chama-se supernova) para que esses elementos mais pesados se espalhem pelo Universo.

 É possível, como os alquimistas pensavem, fazer ouro? É, tal como é possível fazer tecnécio. São precisos aceleradores de partículas nos quais se possa fazer colidir certos núcleos contra outros. É caro e a produção só acontec em pequenas quantidades. Um exemplo dessa técnica é a produção de tecnécio, que é útil em hospitais para diagnósticos clínicos.

 Por que é que a Tabela Periódica cabe numa folha A4, isto é, por que é que não existem mais de 118 elementos químicos? Isso acontece não porque não haja espaço para mais electrões à volta do núcleo atómico mas sim porque o núcleo atómico, à medida que cresce o número de protões, se torna cada vez mais positivo e, por isso, se desintegra: as forças de repulsão entre os protões não conseguem equilibrar as forças nucleares de atracção que mantêm os núcleos mais leves bem coesos. E, sem núcleo, os átomos não podem existir… Na prática, quando um átomo se desintegra, passam a existir átomos mais pequenos resultantes do processo. Alguns físicos conjecturaram, porém, que devem existir elementos superpesados, muito mais pesados que o urânio, e cuja estabilidade, ainda que pequena, pudesse ser explicada por efeitos quânticos de fecho de camadas de protões e neutrões no núcleo tal como nos átomos o fecho de camadas electrónicas explica a especial estabilidade dos gases raros (como hélio, o árgon e o crípton). Esses elementos transuranianos foram activamente procurados, mas sem qualquer êxito até aos dias de hoje. É bem possível – mais do que possível, provável - que novos elementos químicos venham a ser fabricados em aceleradores nucleares. Mas eles devem ser muito instáveis tal como acontece com os últimos elementos químicos conhecidos até agora. A Tabela Periódica não está por isso terminada.

 Respondendo à chamada da ONU e da UNESCO a Sociedade Portuguesa de Química está a celebrar em Portugal o Ano Internacional da Tabela Periódica. É uma oportunidade única de mostrar como a astronomia, a física, a química, a geologia e a biologia estão relacionadas. A Tabela Periódica é a chave para uma “grade unificação” das ciências.” Junte-se às celebrações!


NOS 119 ANOS DA FÍSICA QUÂNTICA

Meu artigo saído por ocasião dos 100 anos do jornal O Figueirense, da Figueira da Foz:


O jornal O Figueirense é antigo (muitos parabéns pelos cem anos!), mas a Física Quântica é ainda mais antiga. Nasceu em 1900 quando o físico alemão Max Planck propôs, para interpretar as medidas da radiação vinda de uma fonte de luz, que a luz de um certo comprimento de onda (no caso da luz visível, de uma só cor) só podia ser emitida ou absorvida em certas quantidades ou pacotes de energia, a que chamou quanta recorrendo à raiz latina da palavra “quantidade”.  A proposta era revolucionária pois até então julgava-se que a luz podia ser emitida ou absorvida de um modo contínuo. Passados cinco anos, o suíço Albert Einstein, acrescentou que a luz não só é emitida e absorvida em certas quantidades como também só existe em certas quantidades, os fotões ou “grãos de luz”. Desde então o avanço da Física Quântica foi imparável: em 1913 o dinamarquês Niels Bohr formulou o primeiro modelo quântico do átomo. Ele percebeu que os fotões eram emitidos ou absorvidos por um átomo quando um electrão passava de um certo estado energético para outro, fazendo “saltos quânticos”. Quando O Figueirense nasceu a aceitação do modelo atómico alargava-se, tendo sido por essa altura que chegou a Portugal. O modelo de Bohr foi melhorado por volta de 1926 por três jovens físicos, o alemão Werner Heisenberg, o austríaco Erwin Schroedinger e o inglês Paul Dirac, que calcularam os níveis de energia de um átomo, a começar pelo mais simples de todos que é o de hidrogénio (que consiste de um único electrão, que orbita em torno do núcleo, constituído por um só protão). Não tardou até se alcançar a compreensão do arranjo dos elementos químicos na Tabela Periódica, que tinha sido criada pelo químico russo Dmitri Mendeleiev, em 1869, há 150 anos.
A teoria quântica revelou-se de uma eficácia extraordinária para explicar não só as propriedades dos átomos, mas também as propriedades das combinações de átomos, as moléculas - explica as ligações químicas. Explica, por isso, as propriedades de gases, líquidos e sólidos. Mas não se fica por aí: explica ainda as propriedades dos núcleos atómicos e das partículas que formam esses núcleos. A física quântica permite-nos descrever o mundo do muito pequeno, o mundo que não vemos, mas que está na base de tudo aquilo que vemos. 

Uma das suas aplicações mais importantes foi, em 1947, a invenção do transístor, um pequeno interruptor que funciona com base num fenómeno quântico que ocorre em elementos ou compostos químicos chamados semicondutores. O desenvolvimento extraordinário dos computadores desde então deve-se, portanto, ao nosso conhecimento de física quântica. 

A Física Quântica tem particularidades difíceis de entender por nós, que somos feitos de muitos átomos. Por exemplo, os sistemas quânticos podem existir num estado, ou noutro, ou numa sobreposição de estados. Schroedinger imaginou um gato, que ficou famoso com o nome de “gato de Schroedinger,” que podia estar meio vivo e meio morto, por a sua vida depender de um dispositivo quântico. Porém, quando se observava o gato, ele era visto vivo ou morto. A Física Quântica permite afirmar que, se tivermos mil caixas com mil gatos de Schroedinger, estar meio vivo e meio morto significa que, se abrirmos as caixas, encontraremos um gato vivo em cerca de metade dos casos e um gato morto na outra metade, sem que possamos saber antecipadamente qual é o estado do gato em cada caixa. Como tudo isso é muito estranho, muitos físicos, incluindo Einstein e Schroedinger, recusaram-se a acreditar nalgumas das consequências da teoria que eles próprios tinham criado. Passou-se a falar de bizarrias quânticas, a do gato e outras, e procuraram-se alternativas à teoria quântica convencional.

A busca não deu, porém, resultados. A Física Quântica, por muito estranha que pareça, descreve bem o que se passa no mundo natural. Está bem e recomenda-se. Apesar de já ter mais de cem anos, está como nova, continuando a fornecer novos resultados. Nos últimos anos passaram a ser intensamente procuradas aplicações tecnológicas baseadas nas bizarrias quântica. Uma dá pelo nome de “computação quântica”. Com efeito, estão a ser construídos novos computadores, ditos quânticos (de facto, os actuais, como o que estou a usar para escrever este texto, já são quânticos por usarem transístores…), que prometem revolucionar o mundo, por terem o potencial de ser muito mais rápidos do que os actuais. Os componentes em que se baseiam existem numa sobreposição de estados quânticos, tal como o gato de Schroedinger. Várias questões permanecem por resolver, mas os protótipos já acessíveis, como por exemplo a Q-Experience da IBM, um computador quântico na “nuvem” que pode ser programado por quaisquer interessados, revelam-se promissores. Computadores muito mais potentes permitirão resolver problemas muito difíceis, que hoje nos desafiam. Utilidades fantásticas como a concepção de novos medicamentos ou de novos materiais estão no horizonte.  Vem aí o admirável mundo novo!

Novos livros da Gradiva em Janeiro

Informação recebida da editora:

Novidades que a Gradiva publica em Janeiro de 2019 . 

Filosofar - Da Curiosidade Comum ao Raciocínio LógicoTimothy Williamson
Numa colecção única na edição portuguesa.

«Recomendo entusiasticamente!»
Aires Almeida (Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa) Coordenador da colecção «Filosofia Aberta» da Gradiva

O autor é um dos mais importantes e respeitados filósofos da actualidade e escreveu agora esta introdução singular à filosofia: as relações entre a filosofia e o senso comum, entre a filosofia e a ciência, entre a filosofia e a história. Mostra, com exemplos, como discutir ideias, comparar teorias, clarificar teses, etc. Para os professores e alunos de Filosofia, mas também, para o não profissional. Escrito de uma forma muito clara, como é característico de quem domina a fundo aquilo de que fala.

Com os seus livros traduzidos em todas as línguas cultas, esta é a primeira obra traduzida no nosso país, apesar de ser visita frequente dos nossos departamentos de filosofia.

«Filosofia Aberta», 168 pp., €14,50
https://www.gradiva.pt/catalogo/45847/filosofar

De Mendel à Revolução Genómica do Século XXI: A prática, a ética, as leis e a sociedade
Heloísa G. Santos e André Dias Pereira
A evolução e a actualidade de uma ciência que fascina e inquieta. O que é o ADN? O que são testes genéticos? Podemos alterar os nossos genes e os do nosso bebé? Com base no conhecimento das características do genoma de cada um e recurso a algoritmos, está ao nosso alcance uma medicina de total rigor e precisão?

Todas as respostas, por quem trabalha na matéria.
«Fora de Colecção», 188 pp., €12,50
https://www.gradiva.pt/catalogo/45849/genetica-para-todos

Darwin - A Bordo do Beagle
Christian Clot
A grande aventura de descoberta científica do jovem Darwin, no HSM Beagle do capitão Robert FitzRoy. Contada por quem navegou toda essa rota! Uma série de BD de grande qualidade científica, gráfica e literária.
«Descobridores», 56 pp., €16,50

https://www.gradiva.pt/catalogo/45852/darwin

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 Efem+erides em 2019: os 500 anos da viagem de Magalhães e os 150 anos de Gulbenkian






Porque foi Magalhães o maior descobridor da História?
Saiba tudo com o livro de um grande Mestre.

Luís Filipe F. R. Thomaz
O Drama de Magalhães e a Volta ao Mundo Sem Querer
Seguido de Um Museu dos Descobrimentos: Porque Não?
Um saber como já não se sabe, num português como já não se lê.
Fernão de Magalhães é, e a justo título, o mais conhecido e celebrado navegador da história universal. O seu nome está li­gado a uma façanha inédita — a circum-navegação do Globo terrestre (1519-1522) — que, por ironia do destino, apenas teve lugar porque ele pereceu no decurso da viagem que planeara. Foi praticamente em desespero de causa que a nau Victoria (uma das duas que restavam das cinco partidas de Sanlúcar de Barrameda a 19 de Setembro de 1519) se decidiu a empreender a jornada de regresso, de Maluco a Espanha, pela rota portu­guesa do Cabo, transformando assim em volta ao Mundo o que se previa ser uma viagem de ida e volta pelo Pacífico.  O mérito de Magalhães está, por um lado, em ter descoberto uma das passagens que ligam o Atlântico ao Pacífico, provando assim a circum-navegabilidade da Terra; mas está sobretudo em ter intuído que o regime de ventos daquele oceano — a que chamou Pacífico por o ter encontrado calmo ao nele entrar — devia ser idêntico ao do Atlântico, o que lhe permitiu escolher a rota certa e assim atravessar à primeira tentativa a sua imensidão, até aí inexplorada.
Um trabalho admirável daquele que, na área, é hoje,  porventura, o investigador português com maior prestígio internacional, seguido de uma lição oportuníssima: Um Museu dos Descobrimentos: Porque Não?

https://www.gradiva.pt/catalogo/45564/o-drama-de-magalhaes-e-a-volta-ao-mundo-sem-querer
Magalhães Até ao Fim do MundoC. Clot, T. Verguet, B. Orenge
A volta ao mundo em ritmo de aventura, para todas as idades!
Viva com os seus filhos e netos a viagem de Magalhães nos mares mais terríveis do planeta. Escrito por quem percorreu e comparou todos os mares. Uma simbiose perfeita entre texto e imagem.



O Homem de Constantinopla
Um Milionário em Lisboa
José Rodrigues dos Santos

Nos 150 anos do nascimento de C
alouste Gulbenkian, a obra que capta e transmite como nenhuma outra a personalidade, a história, a paixão que animou a sua vida. Um génio que teve as grandes potências a seus pés. E legou a Portugal um tesouro precioso cobiçado por vários países. Saiba como e porquê. Com o genocídio arménio investigado e contado como nunca tinha sido.

https://www.gradiva.pt/catalogo/14909/o-homem-de-constantinopla

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

NOVOS CLASSICA DIGITALIA

Os Classica Digitalia têm o gosto de anunciar 2 novas publicações, com chancela editorial da Imprensa da Universidade de Coimbra. Todos os volumes dos Classica Digitalia são editados em formato tradicional de papel e também na biblioteca digital, em acesso aberto.

Além do usual circuito de distribuição da IUC, a versão impressa das novas publicações encontra-se disponível em todas as lojas Amazon.

NOVIDADES EDITORIAIS

Coletânea de Estudos”

Nair de Nazaré Castro Soares, Mostras de sentido no fluir do tempo: estudos de Humanismo e Renascimento (Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2018). 539 p.

[O presente volume reúne um conjunto de artigos sobre Tradição Clássica, Humanismo e Renascimento, uma mostra apenas do trabalho científico desenvolvido pela autora ao longo da sua atividade como investigadora e docente da Faculdade de Letras da Universidade Coimbra. Organizada no momento da sua jubilação, a obra divide-se em dois grandes temas – Teatro e História das Ideias.]

Série “Coimbra Companions” [Estudos]

 Breno Sebastiani, Delfim Leão, Lucia Sano, Martinho Soares & Christian Werner (coords.), A ‘poiesis’ da democracia (Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2018). 513 p.

[A expressão “poiesis da democracia” no título remete para a sua preocupação central: compreender “democracia” não como conceito unívoco e absoluto, mas como resultado de permanências e transformações históricas inerentes tanto à sua formulação grega quanto aos seus usos contemporâneos, isto é, como problema cujas respostas derivam de negociação permanentemente meditada e mediada. Assim, o volume tem por problema principal a análise — preferencialmente interdisciplinar e aberta a múltiplas abordagens teórico-metodológicas — da construção do conceito de democracia ateniense como arena político-cultural conflituosa e problemática (e não meta, estrutura ou programa), percetível em distintos autores e discursos da época clássica, bem como em reflexões que os suplementaram ao longo dos sécs. V e IV a.C.]

Delfim Leão
(Classica Digitalia)

Carlos Fiolhais XXIX Colóquio da Sociedade Portuguesa de Psicanálise

domingo, 27 de janeiro de 2019

Não temos toda a margem de manobra, mas poderemos conseguir uma margem de manobra.


Gilles Lipovetsky, professor da Universidade de Grenoble, França, fez há poucos dias uma conferência em Coimbra e, a propósito dela, foi entrevistado por Luís Miguel Queirós. Da entrevista, que saiu no jornal Público de 23 de Janeiro (aqui), retiro os extractos que se seguem, referentes à educação escolar, e destaco algumas passagens.
"Em livros e artigos recentes tem insistido muito na importância de investirmos na educação. É o caminho mais prometedor para conseguirmos corrigir os excessos e desequilíbrios de uma sociedade que reduz o homem a uma espécie de homo consumericus, para usar o neologismo de que se serve em A Felicidade Paradoxal (2006)?
Há um enorme trabalho a fazer na educação e na formação de professores, e aí está tudo por inventar. A nossa sociedade livrou-nos de um modelo de educação detestável, autoritário, em que às crianças cabia obedecer. Eu gosto de autoridade, mas não de autoritarismo. Parece-me bem que os pais ouçam os filhos, embora depois também me irrite imenso ver como muitos deles os educam. Mas não podemos ser nostálgicos, porque o que havia antes, com os professores e pais autoritários, era pavoroso. Agora a escola é demasiado livre e isso também não é bom. 
Curiosamente, os professores tendem a não ser hoje uma classe especialmente bem tratada. Pois não. São muito mal tratados e os resultados também são maus. Quando pensamos que a escola obrigatória vai dos 6 anos, e às vezes dos 4, aos 16, estamos a falar de dez anos de escola. É muito tempo, mas uma estatística que tem sido discutida defende que entre 10% a 15% dos jovens que saem da escola mal conseguem perceber um texto. Não sabem escrever, não sabem construir uma frase. E isto não tem nada que ver com o capitalismo ou a globalização. Tem que ver com formar mal os professores e usar más ferramentas e métodos. E quero frisar um ponto que me parece importante: na economia não se pode fazer muito, temos os constrangimentos de Bruxelas, as exigências da globalização, mas na educação é o inverso, temos toda a margem de manobra. O que nos impede de criar uma escola diferente? Não há nenhum sistema de educação obrigatório na Europa. Nem as famílias são obrigadas a educar os filhos desta ou daquela maneira. 
Mas a educação faz parte do sistema...
...É verdade, o que estou a dizer é um pouco abstracto, mas podemos imaginar sistemas de educação muito diferentes, não é impossível. Acho que vamos ter surpresas. Já não foi pouco termo-nos livrado do antigo sistema, que fomentava um nacionalismo agressivo e contribuiu para as guerras mundiais. Agora temos gente invertebrada e que se sente mal na sua pele. Acredito que a escola tem de encontrar compromissos sem sacralizar o antigo nem endeusar o novo. É um trabalho muito importante. É à escola que cabe formar os espíritos (...)"
Os breves destaques que fiz no texto indicam pontos controversos ou, até, de alguma discórdia, decorrentes, por certo, de distintos olhares disciplinares sobre a educação escolar: da sociologia e da filosofia, por um lado, e da pedagogia, por outro.

Na verdade, a partir deste olhar, não é possível afirmar que "na educação e na formação de professores não está tudo por inventar". Como poderemos ignorar a história da educação para inventar "tudo" a partir daqui? Como poderemos ignorar o conhecimento sólido, confiável que conseguimos alcançar, tanto de carácter teorético como cientifico, sobre o fenómeno educativo e formativo?

Lipovetsky quis, por certo, acentuar a necessidade e a urgência de nos empenharmos em encontrar um rumo distinto daquele que a educação e a formação de professores está a tomar, ou que já tomou. Concordo com tal preocupação, mas discordo que o ponto de partida seja o zero, descuidando essa história e esse conhecimento. Se assim for, caímos na falácia da "Educação do futuro", da "Educação do século XXI", sustentáculo ideológico das reformas curriculares em curso à escala global, nas quais não se vislumbra um "compromisso" entre o passado, "o antigo" e o futuro, "o novo", como, de resto as duas expressões indicam. O caminho tem de ter em conta o antigo, sem o "sacralizar", e perspectivar o futuro, o novo, sem o "endeusar"

Devo notar que se trata de reformas que são fortemente "sugeridas" pelas entidades supranacionais que detêm o "poder que pode", o poder económico-financeiro, e que os Estados, abdicando da sua soberania, vão legitimando e implementando. Por isso, em matéria de educação escolar, não "temos toda a margem de manobra", há, sim, uma margem de manobra que, como sociedade, teremos de procurar reaver em nome da nossa responsabilidade para com as novas gerações. E, apesar de não haver formalmente "nenhum sistema de educação obrigatório na Europa", ele existisse num plano muito mais determinante, não restrito a este continente: trata-se do plano da infiltração dissimulada, mas absolutamente determinada dessas entidades nesse tipo de sistemas.

Para que a escola, dentro das funções que lhe cabem e não indo além delas, assuma a "formação de espíritos" é preciso que, antes de mais, adquiramos a consciência de que aquilo que ela, de momento, está destinada a formar é "capital humano". E, não tenhamos ilusões, tal consciência será muitíssimo difícil de conseguir no quadro de pensamento que nos envolve, quadro que Lipovetsky tão bem identifica e caracteriza.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Novo livro: CIENTISTAS PORTUGUESES

Em breve chegará às bancas o meu novo livro "Cientistas Portugueses"! Editado na colecção Retratos da FFMS.


Em Portugal a Ciência cresceu de forma rápida e inédita nas últimas décadas. Temos hoje mais investigadores científicos do que nunca (e cerca de metade são mulheres), cujo trabalho tem muito mais impacto do que antes. Mas o seu estatuto profissional diminuiu. Só uma ínfima minoria dos doutorados consegue entrar para os quadros de uma universidade. Para os outros a vida é semelhante à de um futebolista: têm de estar no clube certo em cada momento, poucos atingem um elevado grau de reconhecimento e a carreira pode estar acabada antes dos 40. Este livro traça um retrato vívido de quem faz investigação científica por cá. O que os motiva a ficar no país ou a partir? Como conjugam a paixão pela ciência com a vida pessoal? Eis do que falamos quando falamos de cientistas portugueses.

(Ep. 45) "Compreender o mundo e atualizar a igreja : grandes textos do P...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

“SERÁ QUE OS JORNALISTAS SABEM FALAR DE CIÊNCIA?”




Na próxima 4ª feira, dia 30 de Janeiro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “Será que os jornalistas sabem falar de Ciência?”, por Vera Novais, Bióloga e Jornalista de Ciência do jornal online  Observador.

Vera Novais, vencedora do Prémio Comcept - Comunidade Céptica Portuguesa em 2018, é, actualmente, uma das mais relevantes jornalistas de ciência portuguesa e tem-se destacado pela publicação de excelentes artigos jornalísticos sobre temas científicos e de saúde pública do maior interesse para a sociedade. Paralelamente, tem sido muito activa no contexto da comunidade portuguesa de comunicadores de ciência. Pela Rede SciComPT, será a jornalista de ciência representante portuguesa no European Science Journalist of the Year.


Sinopse da palestra:
"O jornalista está exposto diariamente ao escrutínio de colegas e concorrentes, de editores e diretores, e, sobretudo, de uma audiência implacável. Pouco importa se leu três tratados sobre o assunto, falou com os melhores especialistas e passou duas semanas a preparar a peça, o trabalho do jornalista é facilmente posto em causa. E quanto mais específica for a área pior. Mas estará o jornalista assim tão mal preparado para falar sobre áreas de especialidade, como os temas de ciência? E que competências precisa reunir para fazer um bom trabalho?" Vera Novais

Esta palestra integra-se no ciclo  "Ciência às Seis - Terceira temporada". Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
Link para o evento no facebook

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Efemérides científicas de 22 de Janeiro

Informação de Adriano Simões da Silva (Biblioteca Municipal do Porto):

22 de janeiro de 1814 – D. Maria Isabel Van-Zeller recebe, por ter introduzido em Portugal a vacina de Jenner e, pelas suas próprias mãos, imunizado cerca de 14 mil pessoas contra a terrível peste da varíola, recebe a medalha de ouro da Academia Real das Ciências e o prémio de 30$000 reis em livros (“O Tripeiro”, jan.1953), efem.). PD.

22 de janeiro de 1968 – Apolo 5 foi o lançamento do Modelo Lunar Apolo (ML-1), semelhante a uma aranha, para o projeto Apolo da NASA. Ciência. 


22 de janeiro de 1992 – Morre o matemático Luís de Albuquerque, também professor de engenharia geográfica e mais conhecido pelos trabalhos sobre os Descobrimentos portugueses. Matemática. Ciência.

GLÂNDULA SECRETA

É já esta Sexta-feira, dia 25 de Janeiro, que A Glândula Secreta é apresentada no Convento São Francisco, às 21h30.
Sábado há nova sessão, às 16h00, e tem incluída a oficina Dar Corpo ao Cérebro, com os neurocientistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

Oficina Arte & Ciência

Dar Corpo ao Cérebro
26 de janeiro e 2 de fevereiro | 17h00
Os sistemas corporais têm como grande líder o cérebro: ele controla tudo o que fazemos e sentimos.
Comer bem faz bem ao cérebro?
Dormir é uma perda de tempo?
O cérebro controla se estou triste ou contente?
Como acontece o bater do coração?


Estas e outras questões serão exploradas nesta oficina de arte & ciência, dedicada ao funcionamento dos vários sistemas corporais.

A oficina é dinamizada por neurocientistas do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, em parceria com a Marionet, e conduzida pelos  n
eurocientistas: 
Laetitia Gaspar, Ana Teresa Viegas, Bárbara Santos, Ana Rita Álvaro, João Cardoso e Sara Amaral

Duração: 30 minutos
Público alvo: 6 aos 12 anos
A lotação é limitada a 30 participantes e a inscrição é feita aquando da compra / reserva do bilhete para A Glândula Secreta.

Partilhamos convosco este vídeo, da ESECTV à conversa com o encenador, Mário Montenegro, para compreender melhor que glândula tão secreta é esta. 
A Glândula Secreta é uma co-produção da Marionet com a Câmara Municipal de Coimbra / Convento São Francisco.

Espectáculo maiores de 6 anos, com uma duração de, aproximadamente, 45 minutos.


Bilheteira

Bilhete geral: 5€
Bilhete família: 8€ (2 adultos e 2 crianças até aos 12 anos ou 1 adulto e 3 crianças até 12 anos)
Menores de 12 anos, maiores de 65 anos e grupos a partir de 10 pessoas: 3€

Bilheteira do Convento São Francisco
Horário de Funcionamento: diariamente entre as 15h00 e as 20h00
Telefone: 239 857 191
Email: bilheteira@coimbraconvento.pt
Bilheteira online
Ficha artística e técnica d' A Glândula Secreta
 
Discussão e ideias Filipe Eusébio, Francisca Moreira, Laetitia Morais, Lucília Raimundo, Marcelo dos Reis, Mário Montenegro, Pedro Andrade, Rui Simão Texto e Encenação Mário Montenegro Interpretação Filipe Eusébio, Lucília Raimundo Cenografia, figurinos e adereços Pedro Andrade Iluminação e direcção técnica Rui Simão Vídeo Laetitia Morais Música e sonoplastia Marcelo dos Reis Imagem Pedro Andrade e João Sarnadas Produção executiva e fotografia de cena  Francisca Moreira Penteados Carlos Gago – Ilídio Design Co-produção Marionet / Convento São Francisco – C.M.C Parceiros CNC, Ler+ Ciência Apoios

Tabelas Periódicas Humanas em todo o país



Informação recebida da Sociedade Portuguesa de Química (há mais locais, mas divulgam-se aqui para já esta actividade de arranque em Lisboa, Coimbra e Porto):

Celebração do Ano Internacional da Tabela Periódica
29 de Janeiro de 2019


Lisboa – U. Nova

Organizador da Tabela Periódica Humana:
Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa

Contatos:  Luísa Ferreira lpf@fct.unl.pt e Ana Aguiar Ricardo air@fct.unl.pt

Colaboração:
Agrupamento Escolas Romeu Correia, Agrupamento Escolas Cacilhas-Tejo, Escola Profissional de Educação para o Desenvolvimento, Agrupamento de Escolas Emídio Navarro, Agrupamento de Escolas João de Barros e Agrupamento Escolas Rui Luís Gomes.

Descrição sumária:
No local aprazível da cidade de Almada, Parque Urbano Júlio Ferraz, realizar-se-á uma Tabela Periódica Humana montada com os jovens (alunos do ensino básico e secundário). As comemorações do Ano Internacional da Tabela Periódica começarão assim com um processo químico de auto-organização (analogia ao "self-assembling") dos jovens que terão de encontrar o local correto da sua posição na Tabela Periódica.

Local de realização do evento:
Parque Urbano Júlio Ferraz / Praça São João Baptista
 2800-199 Almada

Hora programada:
9:30 Chegada ao local e receção dos participantes
9:45 Início da atividade da Tabela Periódica
  

Lisboa – FCUL

Organizador do evento:
Ana Mourato, Gestora de Ciência e Tecnologia do DQB.

Colaboração:
Alunos, docentes, funcionários da FCUL.
MastikSoul (Dj).
Los Manitos
Coreógrafa Isa as Costa.

Descrição sumária do evento:
Tabela Periódica Humana sobre a Tabela periódica atualizada localizada à entrada do C (Flashmob com alunos, docentes e funcionários da FCUL. Contaremos com a presença do MastikSoul (DJ), Los Manitos e Coreógrafa Isa da Costa.

Local de realização do evento:
FCUL, C8.

Hora programada:
13h30 (hora mais isenta para a participação nos exames a decorrer).


Coimbra

Organizadores do evento:
Delegação de Coimbra da SPQ.
Sociedade Portuguesa de Física.
Departamento de Química da Universidade de Coimbra.
Departamento de Engenharia Química e Biológica do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.

Contactos: Sérgio Rodrigues (spjrodrigues@ci.uc.pt), Mariette Pereira (mmpereira@qui.uc.pt), José António Paixão (jap@pollux.fis.uc.pt) e José Vieira de Sousa (sousa@isec.pt).

Colaboração:
Escolas da cidade de Coimbra.

Descrição sumária do evento:
Formação de uma Tabela Periódica Humana com alunos das escolas da cidade de Coimbra.

Local de realização do evento:
Praça 8 de Maio, em frente à igreja de Santa Cruz e da Câmara Municipal de Coimbra.

Hora programada:
Início às 09H30 e a Tabela Periódica às 10:00h.


Porto

Organizadores do evento:
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Instituto Superior de Engenharia do Porto do P. Porto com o apoio da Sociedade Portuguesa de Química

Colaboração:
Escola Clara de Resende (26 participantes do 9º ano, 15 participantes do 8º).
Colégio Nossa Senhora da Bonança (74 participantes).
Escola Secundária São Pedro da Cova (70 participantes).
AE Pêro Vaz de Caminha (45 participantes).
Escola Secundária de Valongo (54 participantes, 10º e 11º anos).
Escola Secundária de Valbom (68 participantes, 10º e 11º anos).
Escola Secundária Aurélia de Sousa (25 participantes do 10º ano, 14 participantes do 11º ano).
Escola Secundária de Inês de Castro ().
Escola Secundária Gonçalves Zarco (140 participantes, 10º).
Colégio Internato dos Carvalhos (56 participantes, 11º e 12º).

Descrição sumária do evento:
A ideia é associarmo-nos à iniciativa internacional e celebrarmos o dia oficial de abertura das comemorações do Ano Internacional da Tabela Periódica. A Câmara do Porto associou-se à iniciativa e acolhe-nos junto ao edifício da Câmara. Mostraremos à cidade que a Química também está no Porto. Cada estudante será portador de um elemento químico que elevará e os 118 juntos, devidamente posicionados, formarão a Tabela Periódica dos elementos químicos. Tentaremos filmar esta iniciativa com um drone.

Local de realização do evento:
Praça Almeida Garrett (estátua de Almeida Garrett) junto à Câmara Municipal do Porto.

Hora programada:
10:00h