sexta-feira, 2 de outubro de 2015

TOTOBOLA ELEITORAL

O Observador pediu-me um prognóstico sobre o resultado eleitoral e eu atrevi-me a vaticinar contra as últimas sondagens (vimos que as sondagens foram contrariadas recentemente na Inglaterra e na Grécia):

"Previsões só no fim do jogo, dizia o futebolista João Pinto, que por ter dito isso pode ser considerado um discípulo do físico dinamarquês Niels Bohr, que disse: ‘É muito difícil fazer previsões, em especial do futuro’. Mas estou em crer que o partido mais votado será o PS, ganhando embora por margem estreita, aos dois partidos que tão mal nos têm governado: o PSD e o CDS. Porquê? Porque uma boa fatia da população – uma clara maioria até – está descontente com a má governação. O que se passou na ciência e tecnologia foi, só para dar um exemplo, verdadeiramente escandaloso, tendo nós assistido não só à premeditada eliminação de alguns dos melhores num processo desonesto mas também a desvios de dinheiros públicos para dar a privados que nadam em dinheiro.  Em virtude dessa política  de defesa de interesses particulares em detrimento do bem público, muitos jovens altamente capazes têm sido forçados à emigração. O país, se acaso prosseguir na mesma senda dos últimos anos, continuará a arruinar-se em vez de se aproximar dos padrões europeus. O nosso melhor bem são as pessoas. Quando os melhores vão embora, o país fica mais pobre. Se houver uma continuada política que aposte nas pessoas mais qualificadas e na defesa do conhecimento o país ficará mais rico.”

2 comentários:

  1. Foi o que se viu nas duas legislaturas do PS. Ficamos tão ricos mas tão ricos que falimos...
    Excelente análise. O Prof. Carlos Fiolhais está para a economia como eu para a física.

    cumps

    Rui Silva

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  2. O Ministro Mariano Gago foi a excepção à regra no governo de Sócrates, mas isso não me fará votar PS. Espero é que quem ganhe, abra uma janela de futuro aos jovens capazes. Ir para o estrangeiro não é um drama e pode até valorizar quem tem uma boa preparação. O meu filho esteve sete anos na Alemanha e depois voltou para ganhar muito menos na Faculdade de Engenharia. Nem todos ficam lá fora.

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