quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Acabou-se a rebaldaria?

A Visão, agora com um novo, moderno e atraente aspecto, informa com o título de cima que "uma nova lei de publicidade monta cerco a suplementos, mezinhas e terapias que prometem o que não podem cumprir." Veja-se a nova lei (decreto-lei 238/2015) aqui:



Declarações que fiz, a propósito, à Visão:

"A mudança é, aparentemente, um passo na direcção certa. parece-me um sinal muito positivo para os consumidores e para a ciência, e que vai afectar os proponentes das medicinas alternativas. Preocupa-me, porém, a interpretação que vai ser dada à expressão ´'falta de fundamento científico', que poderá levar à aplicação das coimas. "Tudo depende da regulamentação, mas a ciência é única em todo o mundo. Se for entendida como é no mundo todo, o decreto-lei vai ser um problema para os vendedores de banha da cobra."

Segundo a revista, e eu concordo, estão em causa a homeopatia, a reflexologia, a iridologia, a naturopatia, muitos suplementos alimentares, os produtos detox, etc.

2 comentários:

  1. Finalmente este assunto começa a ser tratado a sério. Esperemos que não passe muito tempo até que as pseudociências percam a preponderância que têm.

    ResponderEliminar
  2. Ainda não li em pormenor a legislação, mas para já, o artº 6.º do DL 238/2015 que tem por título " Princípio do rigor científico da informação", diz o seguinte:
    "Na mensagem publicitada apenas devem ser utilizadas
    informações aceites pela comunidade técnica ou científica,
    devendo evitar -se todas as referências que possam induzir
    os utentes a quem a mesma é dirigida em erro acerca da
    utilidade e da finalidade real do ato ou serviço."
    Ora, não será isto já uma contradição com as leis anteriores que legitimaram/legalizaram as medicinas alternativas que não têm um verdadeiro suporte científico?

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.