quarta-feira, 4 de março de 2015

A agenda da educação na Europa


Se dúvidas houvesse acerca da actual política educativa da Comissão Europeia para os diversos países, sobretudo os do sul, como Portugal, a leitura deste documento, publicado na semana passada, esclarecia-as.

Na página 41 e seguintes, ficamos a saber que, para Bruxelas, "a educação deve permanecer no topo da agenda política ao longo dos próximos anos", o que parece bastante óbvio. Mas porquê? Porque a educação é "um dos principais motores do crescimento económico sustentável e da produtividade". Tudo o resto gira em torno dessa premissa.

Nota-se que Portugal realizou, recentemente, uma reforma abrangente do sistema de ensino, mas os resultados efectivos, sobretudo em termos de "competitividade" que os nossos alunos possam demonstrar, depende do modo como for implementada.

Vejo no discurso um tom de cepticismo: insiste-se que tanto as avaliações nacionais como as internacionais nos deixam muito mal colocados nesse item crucial e que se, por um lado, houve um investimento na Matemática e no Português, por outro não foram tidas em devida conta competências-chave de carácter transversal, tais como "aprender a aprender" e "habilidades empreendedoras". É claro que as competências digitais também vêm ao caso.

É esta a ideia de educação que nos guia no presente e que nos há-de guiar durante anos. Mas terá de mudar, porque é demasiado estreita para formar pessoas.

3 comentários:

  1. A agenda da educação na Europa deve ser interpretada no contexto da educação de uma organização nada democraatica, Ai, tudo fica claro!!!

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  2. Ate onde vai a mentira, de toda a realidade:
    Capricorn One (1977): https://www.youtube.com/watch?v=zhRIJpWxX3Y

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  3. O objectivo é atingir metas europeias. A qualquer custo. Hoje levam-se alunos ao colo até só para poder ter x% de alunos com 12º ano completo. Sem saber ler nem escrever. Vamos sentir tanto isto no futuro.

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