sexta-feira, 26 de julho de 2013

O GATO DE SCHRÖDINGER

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”Podemos mesmo considerar casos muito ridículos. Um gato é colocado numa caixa de aço, juntamente com o seguinte dispositivo diabólico (com o qual o gato não pode, de modo algum, interferir): num contador Geiger há uma pequena quantidade de substância radioactiva, tão pequena que a probabilidade de decaimento, durante uma hora, é apenas de cinquenta por cento. Se um átomo decair, o contador dispara e liberta um martelo, que parte um pequeno frasco com ácido cianídrico. Se não tocarmos no sistema durante uma hora, diríamos que, se nenhum átomo decaiu, o gato ainda está vivo. O primeiro decaimento atómico teria envenenado o gato. A função de onda para o sistema global deveria expressar este facto, contendo em si as componentes gato vivo e gato morto (perdoem a expressão) misturadas ou sobrepostas em partes iguais. É típico, destes casos, que uma indeterminação originalmente restrita ao domínio atómico se transforme numa indeterminação macroscópica, que pode então ser resolvida pela observação directa. Em si, não contém nada de contraditório ou pouco claro."
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Este e muitos outros mistérios e paradoxos do mundo quântico são discutidos de modo acessível no novo livro da Gradiva O DIABO NO MUNDO QUÂNTICO  de Luís Alcácer.

1 comentário:

  1. Interessante…
    Gato - Nunca se deve fazer mal a um gato. O gato é o símbolo da sagacidade, da reflexão, da ingenuidade; é o observador malicioso que alcança os seus propósitos e tem o dom da clarividência. É um animal sagrado que ajuda a atirar as almas pecadoras nas águas do inferno. Possui sete vidas.

    Martelo - O martelo, maço-clava, arma de Thor, deus nórdico das tempestades, símbolo da força brutal, instrumento de vida e de morte representando a atividade formadora ou demiúrgica, eficaz contra o mal dentro do seu papel de proteção ativa e mágica. No Séc. XIX, o maço era colocado na testa dos agonizantes para lhes facilitar a passagem, o voo de alma. Também faz parte da tradição romana o Decano Sacro Colégio bater na testa do Papa que acaba de morrer com um martelo feito de metal precioso ou de marfim, antes de anunciar a sua morte. Na maçonaria, o martelo simboliza a inteligência, o silêncio da consciência, a vontade, o comando que brande a mão direita, a autoridade do Mestre.

    Posto isto, diria que a experiência é ritualística. O gato submetido a uma tensão de forças contrárias, coexistindo temporariamente entre a vida e a morte pela ação do veneno (que pode ser o espelho, a luz, a sombra, o livro de Alcácer, dependendo da cor do gato…) consegue a passagem para o Paraíso ou para o Inferno. Ora, só então o gato rirá e ficará liberto pela "mors janua vitae" (a morte porta da Vida) ou apodrecerá num recipiente fechado privado de contacto exterior, sem comer qualquer rato. E agora? Que escolha fará o gato se o gato não pode, de modo algum, interferir? Quem escolherá pelo gato?
    Gato vivo – prima 1
    Gato nem vivo nem morto ou morto-vivo – prima 2
    Gato morto – prima 3

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