quarta-feira, 7 de junho de 2023
O PASSADO É UM PAÍS AMIGO
"AS FITAS DA EDUCAÇÃO “ COMO METÁFORA
És capaz de parar de ler esse livro idiota? Omani virou a página e leu ainda algumas palavras, depois levantou a cabeça (...). O que é que tu ganhas em ler esse livro? – Avançou e bufou (…). E arrancou-o das mãos de Omani. Omani levantou-se devagar e apanhou o livro. Endireitou uma página amarrotada sem visível rancor.
– Chama-lhe satisfação da curiosidade – disse – aprendo alguma coisa hoje, talvez um pouco mais amanhã. De certa forma é uma vitória.
– Uma vitória. Que espécie de vitória? É isso que te satisfaz na vida? Chegares a saber o suficiente para seres um quarto de engenheiro electrónico registado quando já tiveres 65 anos?
– Talvez quando tiver 35.
– E nessa altura quem é que te quererá? Quem é que te vai usar? Para onde é que vais?
– Ninguém. Ninguém. Para lado nenhum. Ficarei aqui a ler outros livros.
– E isso satisfaz-te? Diz-me!” (…)
“O primeiro classificado era de São Francisco. E três dos quatro seguintes também. E o quinto era de Los Angeles. Eles apanham as fitas de educação das grandes cidades. As melhores que há (…). Como é que eu posso competir com eles? Vim todo este caminho até aqui só para tentar a minha sorte numas Olimpíadas da minha classe patrocinadas por Novia, e bem podia ter ficado em casa.” (…)
“O ponto de viragem deu-se quando se conseguiu perceber o mecanismo de armazenamento do conhecimento no nosso cérebro. Depois disso ter sido feito, tornou-se possível criar fitas de educação que alterassem esses mecanismos de forma a colocar no nosso cérebro um conjunto de conhecimentos prontos-a-usar, por assim dizer.” (…)
“[A] Terra exporta fitas educacionais de profissões pouco especializadas e isso mantém a unidade da cultura Galáctica. Por exemplo, as fitas de Leitura garantem uma única língua para todos nós.” (…)
“– Não pense que isto é uma brincadeira – disse George tensamente. – As fitas são, de fato, prejudiciais. Ensinam demais; são demasiado indolores. Um homem que aprenda dessa forma não sabe aprender de nenhuma outra (…). Agora se não dessem fitas a uma pessoa e a forçassem a aprender manualmente, por assim dizer, desde o início; então essa pessoa ganharia o hábito de aprender, e de continuar sempre a fazê-lo.” (…)
“– E aonde é que vamos buscar o conhecimento, sem fitas? No vácuo interestelar?
– Nos livros. Estudando os próprios instrumentos. Pensando.
– Livros? Como é que é possível compreender os livros sem educação?
– Os livros são feitos de palavras. As palavras podem, na sua maior parte, ser entendidas. As palavras especializadas podem ser explicadas pelos técnicos que vocês já têm. – E a leitura? Autoriza as fitas de leitura?
– As fitas de leitura estão bem, acho eu, mas também não há qualquer razão para que não se aprenda a ler à maneira antiga. Pelo menos em parte.” (…)
“– E quem é que faz as fitas educacionais? Técnicos especiais de fabricação de fitas? Então quem é que faz as fitas para formá-los? Técnicos mais avançados? Então quem é que faz as fitas… Percebes o que quero dizer. Tem de haver um fim em algum ponto. Tem de existir em algum lugar homens e mulheres com capacidade para pensamento criativo.”
Asimov, I. (sd). Nove amanhãs: contos do futuro. Europa-América.
terça-feira, 6 de junho de 2023
Aqui não precisas de pão na boca
Aqui, não precisas de pão na boca
Nem desta humanidade deplorável.
Na tua incomensurável bondade,
Tu sempre encontrarás a tua força.
O SUICÍDIO: MODO DE USAR
Quando o imperador os ameaçava,
de pouco lhes valia o afastar-se:
só morte vergonhosa os aguardava.
No suicídio, havia panache:
era uma espécie de desafio,
uma cavalgada final de apache,
um gesto ousado, à beira do frio.
Cansados de resistir, os romanos,
envergonhados de sobreviver,
com suicídio, controlavam danos.
o romano, sem hesitar, escolhia
a via de maior sabedoria.
"Qualquer olhar para o futuro digital obriga a humanizar"
Qualquer olhar para o futuro digital (...) obriga a humanizar A ética não pede nada e obriga a quase tudo, tanto individual como colectivamente. A vida segue com ela, independente das circunstâncias (...). Como nunca antes, interroga muitos de nossos modos de ser e estar no mundo, alertando para incómodas verdades: da fome e da pobreza às injustas e injustificadas desigualdades sociais, passando pela degradação ambiental ou deterioração das democracias.
O surgimento e a expansão da cibernética, a massificação de seus aparatos tecnológicos e a irrupção das linguagens digitais permitem a realização de eventos mais acessíveis (...). Contudo, o virtual tende a confundir-se mais com o real, ao mesmo tempo que, sem crítica, se enaltecem os benefícios desses aparatos (...)
A forma de olhar o mundo, de o ler e de o interpretar está a mudar. A transformação é irreversível [pelo que] qualquer olhar sobre o futuro digital (....) numa sociedade em rede requer o enfatizar dos direitos e deveres dos cidadãos.
Para tal, a educação é chamada a desempenhar um papel fundamental (...), ativando e integrando as múltiplas dimensões que humanizam os conteúdos de ensino e aprendizagem nas instituições educativas e na sociedade.
E isso deve ser feito com base em saberes e pedagogias que nos tornem mais livres, responsáveis e conscientes, capazes de proporcionar uma visão crítica, com valores.
Cultivar valores éticos como virtudes não decorre do virtual, mas da visão moral.
José Antonio Caride Gomez
quinta-feira, 1 de junho de 2023
POR QUEM OS SINOS DOBRAM
Primeira Pessoa
Consulta Pública
O DEVER DA MEMÓRIA
Minha recensão no último «As Artes entre as Letras»
Os escritos memorialistas não abundam entre nós. Sobre o nosso século XX
ocorre-me logo as Memórias de Rómulo de Carvalho (Fundação Gulbenkian,
2010), endereçado aos tetranetos: «Pois, queridos filhos dos netos dos meus
netos, tão queridos quanto é certo que nunca teremos trato pessoal.» Fátima
Campos Ferreira (FCF), a conhecida jornalista do programa Prós e Contras
da RTP (18 anos no ar!), decidiu em boa hora legar um testemunho, para os seus
«netos e bisnetos, e todos os que virão,» de «mais um episódio da
incomensurável história da aventura humana.» O livro intitula-se O Infinito Está
nos Olhos do Outro e subintitula-se Diz-lhes quem fomos - Uma história
de família (Avenida da Liberdades Editores). A frase do título é de Bento
de Jesus Caraça, tendo chegado à autora através do seu pai, funcionário
superior das Alfândegas, que foi aluno do grande matemático e humanista. Este esclareceu,
num dos seus escritos, o valor em cada geração da árvore humana: «Só figuram de
folhas caídas, para uma geração, aquelas gerações anteriores, cujo ideal de
vida se concentrou egoisticamente em si e que não cuidaram de construir para o futuro
pela resolução, em bases largas, dos problemas que lhes estavam postos, numa
elevada compreensão do seu significado humano.» Num outro, defendeu que a
cultura deve «tender ao desenvolvimento do espírito de solidariedade humana.
Não apenas a solidariedade de cada um com os da sua família, da sua aldeia ou
da sua pátria – solidariedade do homem para com todos os homens do mundo.»
O livro de FCF, conforme esclarece o general Ramalho Eanes no prefácio, não
é uma autobiografia, pois a autora interrompe a história na sua adolescência. É
um retrato, naturalmente enternecido pela memória e pela gratidão, da sua família:
os bisavós, avós, pais, tios, etc. Mas é também o retrato do país ao longo do
século XX, visto do prisma da micro-história (a autora, para além do curso de Jornalismo,
tem um de História feito na Universidade do Porto). O dever da memória foi
transmitido pela mãe: «Diz-lhe quem fomos». De facto, é um imperativo deixar um
registo escrito das experiências de vida (que são evidentemente únicas em cada
pessoa) para que a história humana fique mais rica. Deixar memórias não é um
acto de vaidade, mas sim de Humanidade. Graças a FCF ficamos a saber a história
da sua família, das suas dificuldades em tempos de guerras, doenças e crises
económicas, mas também da sua esperança em dias melhores. Acima de tudo, ficamos
a saber da solidariedade – ou melhor, amor - que não só garante a coesão
familiar como é sustentáculo dessa esperança.
Escreve a autora na introdução, com inexcedível afecto: «Recordo coisas
simples. O rol de compras da mercearia, a forma cuidadosa como a minha mãe
contava e guardava o dinheiro-. Os olhos de compaixão da minha avó ao saber que
alguém sofra. Os lábios cerrados só meu pai em ocasiões misteriosas para mim, fui
intuindo, vendo, e mais tarde perguntando.» Na parte I «Os meus mais velhos»,
são retratados os avós paternos, Luís (um nome recorrente na família) e Deolinda,
e maternos, Álvaro e Francisca. Os primeiros são rurais do litoral minhoto,
tendo o avô abandonado o seminário para casar ao arrepio da família. Os
segundos, provenientes de Salvaterra de Magos e de Porto de Mós, tiveram em
Lisboa uma vida mais urbana. Destaca-se como protagonista a avó Chica, que aos
doze anos ficou, no pico da pneumónica, sem os pais e dois irmãos. «Alta,
charmosa, vaidosa», fez-se à vida, com uma força inquebrantável. A lembrança da
sua casa na Baixa Pombalina em Lisboa está bem expressa no livro. A parte II é
dedicada aos pais. O pai de FCF (o mais novo de seis irmãos, que estudou Economia),
conheceu a mãe (filha única, que fez o quinto ano e trabalhou na CGD) em
Lisboa. FCF nasceu no Hospital do Ultramar em Lisboa, quando o seu pai já
estava colocado na distante fronteira de Valença como aduaneiro. FCF foi com
meses para lá, tendo no caminho sido baptizada em Fátima (onde os seus pais
tinham casado). O pai era um bibliófilo que transmitiu aos seus dois filhos o
amor pelos livros (é comovente o relato da paragem do funeral do pai na sua
biblioteca), e a mãe, que deixou o emprego após o casamento (como era costume
na época), era uma senhora elegantíssima, que alimentou uma relação muito
especial com a filha. As partes III e IV são relatos de infância. Os anos de vida
em Valença (a longínqua província, mas paredes meias com a alegria espanhola)
foram para FCF de crescimento e deslumbramento com o mundo. Aos 15 anos o pai
foi colocado na Alfândega no Porto, passou a morar na rua de Serralves e a filha
mudou de um colégio religioso para o Liceu Garcia de Orta do Porto. Não adianto
mais, pois o leitor os poderá encontrar na prosa clara e escorreita de FCF. Mas
digo que se lê rapidamente, como um romance, com a vantagem de o relato estar documentado
por fotografias de família.
Interessado pela ciência e tecnologia, procurei marcas do seu impacto social.
E encontrei-as amiúde. Desde logo na introdução ao explicar aos netos a força
misteriosa do amor: «apesar das máquinas e robôs, que já dominam e vão dominar
cada vez mais o vosso mundo». Depois, recuando no tempo, e, à medida que se
sucedem os eventos políticos (a Segunda Guerra Mundial, o Estado Novo, a Guerra
Colonial, a Revolução do 25 de Abril), as descrições do rádio a válvulas na
casa familiar (o «Aparelho»), dos transístores, dos espantosos primeiros satélites
russos, a prodigiosa chegada do homem à Lua em 1969, tinha FCF dez anos e já
havia televisão a preto e branco (as emissões regulares da RTP começaram no exacto
dia do casamento dos pais, em 1957), e, mais perto de nós, dos computadores. No
final, FCF confessa-se admirada com o poder da ciência, embor7a ciente da nossa
ignorância: «Sabemos hoje em mais do que há dois ou três mil anos. Por exemplo,
cada vez compreendemos mais as dinâmicas das energias. Há um sem fim de
sistemas solares, há exoplanetas, e a sua descoberta intensificou o interesse
na busca de vida extraterrestre. (…) O
mais provável é que tenhamos outras companhias neste Universo inesgotável.»
Mas, neste canto do Universo, temos a companhia do Outro (grafo com maiúscula, como
a autora) e vivemos abundantes e inesquecíveis provas de amor, consolidando
assim a certeza da Humanidade.
NOVA ATLÂNTIDA
A “Atlantís” disponibilizou o seu número mais recente (em acesso aberto). Convidamos a navegar pelo sumário da revista para aceder à informação.
Imprensa da Universidade de Coimbra
Atlantís - review
v. 51 (2023)
Sumário
https://impactum-journals.uc.pt/atlantis/index
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[Recensão a] DOPICO CAÍNZOS, M.ª Dolores & VILLANUEVA ACUÑA, M., (eds.), Aut oppressi serviunt... La intervención de Roma en las comunidades indígenas PHILTÁTE: Studia et acta antiquae Callaeciae,
v. 5, Universidade de Santiago de Compostela, Servizo de Publicacións
da Deputación de Lugo, 2021. 447 pp. ISBN 978-84-8192-578-4
Ana María Suárez Piñeiro
[Recensão a] [PLATONE], Assioco. Saggio introduttivo, edizione critica, traduzione e commento
a cura di Andrea Beghini, Diotima. Studies in Greek Philology, 4,
Baden-Baden: Academia Verlag 2020. 395 pp. ISBN: 978-38-9665-88-69
Laura Marongiu
[Recensão a] REIS, Maria Cecília G., Epicuro, Cartas e Máximas Principais, “Como um deus entre os homens”, Penguin/Companhia das Letras, São Paulo, 2020. 208 pp. ISBN: 978-85-8285-10-74
Celso Vieira
[Recensão a] CENTRONE, Bruno, La seconda polis: introduzione alle Leggi di Platone, Roma,Carocci, 2021. 348 pp. ISBN: 978-8829005413
Michele Lanza
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Atlantís
http://impactum-journals.uc.pt/atlantis
SER OU NÃO SER
OUT OF AFRICA
terça-feira, 30 de maio de 2023
Alguém espera o poema
Alguém espera o poema
Para molestar o homem.
E o poema é como o chão
Onde todas as flores se somem.
A DIFÍCIL ARTE DE ADMIRAR
segunda-feira, 29 de maio de 2023
A NORMALIZAÇÃO DA QUEIXA (TAMBÉM) NO ENSINO SUPERIOR
(...) o que temia está a generalizar-se: a expropriação da autonomia do professor universitário, como antes do secundário. Os alunos a fazer queixa de professores, incluindo do conteúdo leccionado, e os directores a chamar professores a justificar-se (...).
Um colega meu foi "acusado" pelo aluno de ensinar um antropólogo altamente complexo, o aluno escreveu ao director um resumo ridículo, dizendo que não sabia porque aquilo era ensinado, o director em vez de o mandar tomar um banho gelado aceitou e deu procedência ao email pedindo ao professor para se justificar!; noutro caso um colega meu usou a palavra "miúdas" na turma como só tinha mulheres, seguiu para queixa; e noutro a mãe fez queixa do professor demasiado exigente com o filho com mais de 20 anos, ao que esse meu colega respondeu que iria chamar a mãe, com mais de 70 anos, para responder! (...).
(...) uma parte dos alunos e pais, minoritários felizmente, mas o suficiente para criarem problemas, se consideram não alunos mas "clientes" que querem receber um certificado o mais rápido e com a melhor nota possível. Essa é a noção que têm alguns de Universidade.
Recordei-me com orgulho da primeira vez no ISCTE ainda como aluna, há mais de 20 anos que me entregaram um papel anónimo para preencher e "avaliar" os meus professores e eu, em voz alta, perante toda a turma, disse que não avaliava professores, muito menos de forma anónima (...)
E se não regressa a democracia às universidades o caminho vai ser dramático. Sairão de lá alunos daqui a uns anos depois de ver 500 vídeos, não ler um livro, prontos para irem para o mercado de trabalho apertar botões e obedecer.
O assédio contra os professores universitários, em tempos de transformação digital e ensino-máquina, está aí. Estão a retirar-nos a liberdade de ensino para "adaptar a Universidade ao mercado de trabalho".
Não, o mais grave na Universidade não é o poder dos catedráticos, é a destruição em curso da autonomia de ensino (...). Certamente com gestores-directores, a dar procedência a queixas que não são mais do que assédio contra professores (...).
Por "milagre" já se sabe os melhores professores, apaixonados por ensinar, críticos, exigentes, receberão mais queixas, os piores, que odeiam alunos, chegarão rapidamente ao topo da direcção onde exercerão o poder usando as queixas como arma."
Sobre a "nova" convivência no ensino superior deixámos várias notas, por exemplo, aqui e aqui
domingo, 28 de maio de 2023
UM DUPLO E FELIZ ANIVERSÁRIO
Coincidência captada na fotografia abaixo reproduzida (daqui): o nonagésimo terceiro aniversário do nosso companheiro de blogue, Eugénio Lisboa, e da Feira do Livro de Lisboa. Lateralmente, o Presidente da República e o editor da Guerra e Paz. Justificados sorrisos.
COMO AS MÁQUINAS "INTELIGENTES" REDOBRAM A URGÊNCIA DA EDUCAÇÃO
Professor de Filosofia e Ética
sábado, 27 de maio de 2023
POETA DA ÁGUA
MIÚDOS AGARRADOS A UM ECRÃ E A ESCORREGAR PELA PAREDE
Teria sido um professor a solicitar a restrição do uso de telemóveis.Esse professor foi ouvido pela direcção.O conselho pedagógico, os professores e o conselho geral (onde estão representados os encarregados de educação) estiveram a favor. Os miúdos acabaram por concordar.
- O recreio escolar readquiriu a animação característica desse espaço, os miúdos passaram a fazer o que os miúdos costumam fazer quando não usam telemóvel;- Os miúdos dizem que gostam de fazer os que os miúdos costumam fazer quando não usam telemóvel;- Sem usarem telemóvel, dizem os professores auscultados, desenvolvem capacidades de socialização e comunicação, desenvoltura argumentativa;- Dizem também que o 'bullying' online diminui (nomeadamente, a difusão nas redes sociais de imagens e de vídeos captados nas aula, em situações de agressão, etc).
"Venho de uma escola onde os miúdos, mal saíam das aulas, escorregavam pela parede abaixo com o telemóvel e ficavam ali agarrados àquilo. Não havia convívio como há aqui e por isso é que achei isto magnífico. Todas as escolas deviam seguir este exemplo (...) Estamos na era das comunicações, mas a nossa sociedade está a ficar doente por causa da falta de comunicação física, presencial. Acho esta medida importantíssima, pela saúde dos nossos filhos - principalmente a mental".
O tom que dei a este texto parece dar a entender que não valorizo por aí além a medida em causa. Na verdade, reconheço-lhe grande valor. Apenas sublinho que se trata de uma medida que, por isso mesmo, deveria ser a regra e não a excepção; deveria ser o normal e não o estranho.
Sobre a questão dos telemóveis em contexto escolar escrevi aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui
sexta-feira, 26 de maio de 2023
O caminho e o rasto do mosto
O caminho e o rasto do mosto.
Amanhã,
como o caminho,
Só como o caminho, o rosto.
TALVEZ SEJA MESMO O "ABATE DO HUMANO"
O escritor Valter Hugo Mãe foi entrevistado por Luís Ricardo Duarte, jornalista do Público (ver aqui ). A razão é o seu novo romance com o...
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A falácia do espantalho , uma das mais utilizadas pelos que que não conseguem sequer compreender os temas em debate, basicamente consiste em...
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Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...
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Outro post convidado de Rui Baptista: Transformou-se num lugar-comum atribuir às gerações posteriores a responsabilidade pela perdição do mu...


