sexta-feira, 21 de agosto de 2020

SOBRE "OS DEMOCRATAS QUE DESTRUÍRAM A DEMOCRACIA"



Minha recensão no jornal I de ontem:
https://ionline.sapo.pt/artigo/706398/joao-mauricio-bras-um-filosofo-resistente?seccao=Mais_i

3 comentários:

  1. A filosofia não está à mercê do opinativo.
    O opinativo tem feito um percurso de sucesso, por alguma razão, talvez boa.
    Não li o livro. Mas alguns dos destaques feitos pelo Carlos Fiolhais convencem-me de que as considerações críticas do autor assentam que nem uma luva nele próprio. Exposto a elas, não resiste minimamente.
    Vivemos um tempo que não tem paralelo.
    Debalde se invocam classicismos e cânones e profundezas e profundidades e retóricas de antanho…
    Há mil anos quem tinha um olho era rei.
    Hoje, quem tem dois olhos nem sabe o que é um rei e um rei não sabe o que é um olho, embora tenha dois.
    Conhecemos facilmente o mundo de há mil anos.
    E não faltam eruditos sobre o passado remoto, de há milhões de anos, incluindo o dos dinossáurios.
    Mas não se encontram eruditos sobre os séculos XVII, XVIII, XIX, XX.
    Embora de filósofo (médico, etc.) e louco todos tenhamos um pouco, a filosofia não está para o opinativo (bombástico) como o opinativo (bombástico) está para a filosofia.
    A filosofia tem sido muito maltratada (e ninguém merece).
    É da máxima importância, irmã mais velha (verdadeira sobrevivente ainda longe da maturidade) da ciência.

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    1. Obrigado por este seu elucidativo texto. Aliás, a filosofia grega é matriz do conhecimento científico actual.

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