quinta-feira, 3 de outubro de 2013

“Cultura Científica em Portugal – Uma Perspectiva Histórica”


No próximo dia 8 de Outubro vai ocorrer, na Casa Andresen/Jardim Botânico do Porto, o lançamento do livro “Cultura Científica em Portugal – Uma Perspectiva Histórica”, da autoria de Luís Miguel Bernardo e editado pela Universidade do Porto (U.Porto Editorial), com apresentação de Carlos Fiolhais.

Na página 166 deste livro, o autor identifica "um grupo de professores, cientistas e jornalistas portugueses que têm alertado para a importância da ciência e da cultura científica." 

Neste grupo, o autor inclui alguns dos autores deste blogue, o que muito nos orgulha.



Sobre o livro: Desde o século XVIII, algumas elites nacionais pugnaram pelo estabele­cimento pleno da ciência em Portugal. Porém, a nação não acompanhou esse movimento, não prezou a ciência nem reconheceu os seus valores culturais. Recorrendo a uma perspetiva histórica, em contexto inter­nacional, Luís Miguel Bernardo descreve neste livro as atitudes dos portugueses perante a ciência, revelando que esta é um meio importante de transformação social e um alicerce indispensável da nossa civilização.

Sobre o autor: Luís Miguel Bernardo é professor catedrático aposentado do Depar­tamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e diretor do Museu de Ciência desta Universidade. Nos últimos anos dedicou-se à história da ciência e à divulgação científica. Publicou, também com a editora da Universidade do Porto (U.Porto Editorial), a trilogia “Histórias da Luz e das Cores”.

5 comentários:

  1. Sempre que tenho alertado (e já o fiz vezes sem conto) para o facto de a geologia permanecer subalternizada nos currículos escolares e continuar arredada da cultura geral dos portugueses, dos mais humildes e iletrados às elites intelectuais mais iluminadas, faço-o numa convicção suportada por muitos e bons exemplos.
    E estas linhas reproduzidas de uma página do livro “Cultura Científica em Portugal – Uma Perspectiva Histórica”, do Prof. Luís Miguel Bernardo, são apenas mais um. Nelas se alude com toda a justiça, e bem, à física, à química, à matemática. à astronomia, à biologia, à bioquímica e à medicina. Como quase sempre, a geologia ficou esquecida, não obstante o esforço dos seu divulgadores.
    A. Galopim de Carvalho

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  2. Prezado Professor Galopim de Carvalho: Comungo do seu desânimo por uma sociedade em que todas as ciências se dizem iguais mas havendo umas mais iguais do que outras. Aquando da minha docência no ensino secundário, numa das reuniões de professores, houve alguém (nisso interessado, claro está!) que defendia a superioridade da sua disciplina, a Matemática. Em minha intervervenção fui da opinião que a haver uma disciplina mais importante (?) ela seria o Português, veículo de comunicação entre o mais letrado e o menos letrado, servindo para que muitos dos nossos cientistas se destaquem nessa matéria em suas comunicações ou simples escritos. Exemplos., encontro-os na enumeração de homens da ciência elencados neste post e em seus escritos comprovados nos belos textos aqui publicados da vossa autoria, sejam eles de natureza científica ou literários.

    Da arrogância de certas ciências sobre outras, dei conta no meu post, intitulado “O corpo na cultura portuguesa” (13/05/2008), de que colho o seguinte excerto:

    “Infelizmente, estes exemplos não parecem ser suficientes para mudar o paradigma dominante em pessoas amputadas na sua cultura por uma perspectiva mutilada e mutilante do homem integral e que, por esse facto, subscrevem a passagem de um certificado nada abonatório no que concerne às práticas corporais, remetendo-as, nos dias que correm, para a situação vivida pelos estudos humanísticos de antanho. Com efeito, segundo Georges Gusdorf, professor na Universidade de Estrasburgo, era esta a situação em França no século XVIII: “As Letras correspondem a uma perda de tempo e de inteligência; as Ciências, graças às explicações técnicas, permitem melhorar as condições do homem na Terra” (“Da história das ciências à história do pensamento”, Pensamento – Editores Livreiros, Lisboa, 1998).

    Perdoe-me, meu prezado Professor, este pequeno “apport” escrito, como diria Eça, de “pena ao vento”, de certo modo, devido ao pouco aprofundamento de uma matéria que mereceria uma maior atenção.

    Seu dedicado leitor,

    Rui Baptista

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  3. No dia 24 Maio de 2013 o Sr. Ministro da Educação, Prof. Nuno Crato, inaugurou as instalações da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, do Instituto Politécnico de Santarém, que ministra Doutoramentos…

    Não podia, mas passou a poder ministrar Doutoramentos em parceria com Universidades.

    Uma parceria com uma Universidade permite-lhes ministrar o que a lei não lhes faculta, o Doutoramento…

    http://www.oribatejo.pt/esdrm-com-doutoramento-em-ciencias-do-desporto/

    http://www.oribatejo.pt/15-anos-depois-a-escola-de-desporto-de-rio-maior-chegou-a-casa-videos/

    Nos Ciclos de Estudos Autorizados, constantes do site da DGES, não só não consta o Doutoramento em Ciências do Desporto da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, do Instituto Politécnico de Santarém, em parceria com a Universidade da Madeira - anunciado no site desta Escola, em página antes actualizada em 30.1.2013, ora actualizada em 13.9.2013 - como também não consta nenhum Doutoramento em parceria com Politécnicos. Apenas constando: - Doutoramentos em parcerias entre Universidades.

    Acresce que o próprio Doutoramento em Ciências de Desporto, de Universidade da Madeira, antes mencionando no n.º 67, ora mencionado no n.º 69 dessa listagem da DGES, porque não acreditado devia ter sido descontinuado…

    Se no motor de busca pesquisarem:

    Anexo Técnico nVI –UMa – IPS.tif – GPC – Universidade da Madeira

    Vão encontrar um ficheiro PDF, que encerra um documento que ficará para a história do ensino superior – PÚBLICO - e nessa medida, caso nele tenham interesse, aconselho que façam a sua impressão, enquanto está disponível. Documento este, que nos permite perscrutar o modus operandi seguido para o Doutoramento em Ciências do Desporto, da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, do Instituto Politécnico de Santarém, em parceria com a Universidade da Madeira. E, com alguma ironia, atentos os “vice-versas” em voga no ensino superior público, concluir até que lhes é muito mais fácil ministrarem Doutoramentos do que Licenciaturas.

    Contudo, esta inauguração quiçá provocou uma crise não noticiada no Governo...

    Atento o despacho, de 13 de Fevereiro de 2013, do Sr. Secretário de Estado do Ensino Superior de advertência para o cumprimento da lei, relativamente à ministração dos ciclos de estudo conferentes de grau académico. Despacho este, ao qual a Direcção-Geral do Ensino Superior, em 28 de Fevereiro de 2013, deu cumprimento.

    http://www.dges.mctes.pt/NR/rdonlyres/A5D453D1-2F67-4980-9ED1-D5505CA3B27E/6873/Esclarecimento2.pdf

    Óbvia a questão que se suscita:

    - Depois do Sr. Ministro da Educação, em 24 de Maio de 2013, ter inaugurado a ESDRM do Instituto Politécnico de Santarém, o Secretário de Estado do Ensino Superior que produziu o aludido despacho tinha condições para continuar a exercer funções ?

    O certo é que, em Julho de 2013, este Sr. Secretário de Estado do Ensino Superior foi substituído.

    PS: Ao Sr. Ministro da Educação falta apenas o que é essencial, a divulgação do conteúdo preciso das autorizações de funcionamento dos Doutoramentos (e dos Mestrados) ministrados no Instituto Politécnico de Santarém…

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  4. Prezado anónimo (6 Outubro): Publique horas atrás, a resposta a este seu comentário no meu post "O descrédto do ensno superior". Julgo ser um ponto de partida para romper com o silêncio de certos temas incómodos. Silêncio que eu temo não ser rompido por estar em jogo muitos interesses de quem pretende direitos sem cumprir deveres.

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  5. RECTIFICAÇÃO:Início da 1ª linha do meu comentário anterior, substituir "publique" por publiquei.

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