domingo, 19 de março de 2023
OS PODERES DO GATO E OS SEUS DIREITOS
A GENEROSIDADE DO GATO
Eu não posso olhar para ti
Eu não posso olhar para ti,
Sem que o coração seja o mesmo.
Até o sangue é outro
E parece quebrar o silêncio.
quarta-feira, 15 de março de 2023
O perdão maior está em dar a mão
O perdão maior está em dar a mão
Ao
corpo que a pede e parte o rosto
Por
não ter a mão nem ter o corpo
Que
sofreu outrora com coração.
O
perdão maior está em dar o pão
À
boca que o pede de olho no corpo
Que
lágrimas trouxe à boca e ao rosto
Por só para si querer todo o chão.
A
justiça imane, o perdão maior,
Está
em perdoar quem foi injusto,
Num
instante que seria de amor,
Em
dar o coração, sem qualquer custo.
Do
nosso corpo dar o astro melhor
Ao
corpo que volta em sagrado lustro.
Prefácio a Física de Partículas em Portugal (Origem e Desenvolvimento) (Gradiva)
Prefácio (sem as notas)
A Génese da Física de Partículas em Portugal de Gustavo Castelo-Branco, Margarida Nesbitt Rebelo, João Varela
Nas últimas três a quatro décadas a ciência em Portugal cresceu muito. Hoje, é frequente lermos notícias sobre a ciência que fazemos. Não era assim há 35 anos. Praticamente não havia investigação científica nas Universidades e eram raros os doutoramentos feitos em Portugal. Alguns recém -licenciados conseguiram bolsas de investigação e realizaram o doutoramento no estrangeiro. Muitos regressaram e tiveram um papel pioneiro na modernização da ciência no país.
Este livro incide sobre um campo específico da ciência e pretende descrever e ajudar a compreender a origem e desenvolvimento da Física de Partículas em Portugal. É um relato em forma de testemunho de acontecimentos e experiências vividas pelos autores. Simbolicamente, associamos a adesão de Portugal ao CERN em 1985 à génese da Física de Partículas no País. De forma a situar este evento no contexto internacional, consideremos a data da formulação do Modelo Padrão (em inglês Standard Model) das Interacções Electromagnéticas, Fracas e Fortes como ponto de partida. Este modelo tem tido um enorme sucesso na descrição das partículas elementares e das suas interacções e ainda hoje constitui a base teórica neste domínio. Essencialmente o Modelo Padrão acabou de ser construído por volta de 1967. A pergunta que se pode fazer é: o que se fazia em Portugal em Física de Partículas nessa altura? A resposta a esta pergunta é: muito pouco, quase nada.
A Física de Partículas, cuja origem reside na Física Nuclear, é o ramo da ciência que estuda os componentes fundamentais da matéria. À medida que se foram conhecendo os constituintes elementares da matéria, a Física de Partículas constituiu -se como um domínio novo de investigação, distinto da Física Nuclear, da mesma forma que a Física Nuclear nasceu depois da Física Atómica. Pode considerar -se que a Física de Partículas como disciplina independente se iniciou com a descoberta do muão por Carl Anderson e Seth Neddermeyer em 1936 no âmbito dos estudos da radiação cósmica. O muão foi a primeira partícula descoberta sem relação com os constituintes do átomo. O ciclotrão fora inventado uns anos antes e as pesquisas em Física de Partículas passaram progressivamente a ser realizadas em aceleradores que permitiam colisões a energias consideradas elevadas. As experiências de Física de Partículas requerem energias mais elevadas que as de Física Nuclear para aceder a escalas mais pequenas. Por esta razão este domínio foi inicialmente denominado de Física de Altas Energias. É esse ainda actualmente o nome da Divisão da EPS (European Physical Society) que agrega os Físicos de Partículas: High Energy Physics (HEP).
Para se compreender a ausência de desenvolvimento desta área fundamental da Física em Portugal nos anos 1960 e 1970, há que ter em conta que, em três universidades portuguesas - a Clássica de Lisboa, a de Coimbra e a do Porto - havia vários físicos nucleares, mas a transição para a Física de Partículas nunca se tinha dado de modo significativo. Acima não referimos a Universidade Técnica porque o IST - Instituto Superior Técnico nesse tempo nem sequer tinha um Departamento de Física. Claro que o fraco desenvolvimento científico em Portugal contribuía para esta situação da Física de Partículas. No entanto, o país tivera várias oportunidades para se desenvolver. Por exemplo, durante o período da Segunda Guerra Mundial Portugal podia ter captado vários dos cientistas que tiveram de abandonar a Alemanha e outros países europeus para escaparem à barbárie nazi. Não só não captámos estes cientistas como perdemos alguns dos nossos melhores cientistas que tiveram de sair do país para escapar da ditadura salazarista.
Do ponto de vista da Física Experimental de Partículas, a situação em Portugal era desoladora, sobretudo por Portugal não ter aderido ao CERN, o grande laboratório europeu de Física de Partículas, quando criado em 1954. Nesse ano, doze países europeus incluindo a Grécia, país com riqueza equivalente a Portugal, fundaram o CERN. O desenvolvimento da Física de Partículas em Portugal está muito ligado à adesão ao CERN cerca de 30 anos mais tarde. Portugal começou assim com um grande atraso em relação ao mundo, mas podemos orgulhar -nos de, hoje em dia, já no século XXI, Portugal estar plenamente inserido na comunidade internacional de Físicos de Partículas. Para que isso pudesse ter acontecido foi instrumental a adesão de Portugal ao CERN. Contudo, é notável o facto da International Conference on High Energy Physics da EPS em 1981 ter tido lugar. O Departamento de Física do IST foi criado em 1980. Até essa data havia apenas a secção de Física. em Portugal o que se deveu em grande parte ao regresso a Portugal de vários físicos que fizeram carreira no estrangeiro e à existência de vários jovens acabados de formar. Isto contrasta com o cenário nacional aquando da conferencia desta série que teve lugar em Viena em 1968. Nesta conferência não participou nenhum físico com afiliação numa universidade ou centro de investigação português Vê -se, porém, na lista de participantes quase 20 físicos que vieram a receber o Prémio Nobel em Física.
O objectivo dos autores deste livro é por um lado o de descrever na primeira pessoa a nossa experiência do que tem sido fazer Física de Partículas em Portugal desde a sua génese e por outro lado contribuir com alguma informação rigorosa e documentada para uma futura história desta disciplina em Portugal. Este não é um livro de História da Ciência ainda que os autores tenham tido o cuidado de fornecer uma lista de referências tão detalhada quanto possível de todas as fontes usadas para os factos e as descrições históricas apresentadas. Grande parte da experiência profissional internacional dos autores desenvolveu -se na Europa em estreita relação com o CERN. Por outro lado, a sua vida profissional em Portugal esteve ligada ao IST em Lisboa. Também é importante referir que os EUA - Estados Unidos da América contribuíram para a formação científica de dois dos autores numa fase inicial e crucial das suas carreiras. A Universidade de Coimbra tem também uma história rica e com impacto na Física de Partículas feita em Portugal. Este facto não se reflecte neste livro simplesmente porque os autores não têm competência para o descrever. Esperamos que outros testemunhos venham preencher esta lacuna.
Assim, neste livro contamos os detalhes deste desenvolvimento, incluindo a Física Experimental e a Física Teórica. Considerámos relevante incluir no livro as nossas experiências pessoais como alunos de doutoramento, como posdocs5 e depois como professores e investigadores na área da Física de Partículas. Claro está que estas apresentações têm inevitavelmente algo de subjectivo, mas procuramos dar uma visão tão correcta quanto possível da origem e desenvolvimento da Física de Partículas em Portugal.
NOVIDADES DA GRADIVA EM MARÇO
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terça-feira, 14 de março de 2023
SONETO: MODO DE USAR
PENSAMENTO DO DIA (AVISO POR CAUSA DAS COISAS)
segunda-feira, 13 de março de 2023
Com tanta ameaça à poesia
Com tanta ameaça à poesia,
Permanece no chão como pedra.
Do coração, aí se despedaça
Para que olhar nenhum a erga.
domingo, 12 de março de 2023
A MINHA PROFESSORA DE FILOSOFIA
sábado, 11 de março de 2023
PENSAMENTO DO DIA
sexta-feira, 10 de março de 2023
O COMEÇO DA AVENTURA
João Luís Barreto Guimarães, em Coimbra, 11 de Março,, 16 h
João Luís Barreto Guimarães, o mais recente premiado Pessoa, estará amanhã, sábado, 11 de Março, pelas 16h, em Coimbra, na Livraria Almedina Estádio, para assinar o seu último livro «Aberto todos os dias» (Quetzal). A obra será apresentada por Carlos Fiolhais.
quinta-feira, 9 de março de 2023
Encontro na terra o enlevo
Encontro na terra o enlevo.
Me enleva no morro um lírio.
Branco, eu remonto-o ao peito
Para serdes vós a destruí-lo.
quarta-feira, 8 de março de 2023
A ERA DOS “SENSITIVE READERS”
domingo, 5 de março de 2023
UM JOSÉ CRAVEIRINHA CENTENÁRIO BREVE TESTEMUNHO
sábado, 4 de março de 2023
GOSTAR DE SER GATO
Contestações a mais ou soluções a menos?
sexta-feira, 3 de março de 2023
Em defesa da Escola Pública:
Recebido dos professores da Escola Secundária de Rio Maior :
Como professores da Escola Secundária de Rio Maior e tendo participado com dezenas de colegas do município, em momentos de reflexão e de reivindicação, dirigimos-lhe esta missiva na firme esperança de o sensibilizar para o gravíssimo problema que enferma o setor educativo do nosso país.
Há intermináveis anos, sim, parece não terem fim, que os professores se queixam de que o estado da Educação está calamitoso e disruptivo, que se encontram exaustos e que, no que concerne aos governantes, se têm sentido menosprezados pela ausência de interesse e de vontade em resolver os gravíssimos problemas que a Escola Pública atravessa, desde há longa data.
Os professores sentem que o Governo, perante o estado de esgotamento de uma classe, limita-se a burocratizar cada vez mais as escolas e, de uma maneira ofensiva para com as reivindicações dos docentes, apenas tem palavras de intimidação e de privação do seu direito à greve e à manifestação pública do seu descontentamento. A forma particularmente infeliz como a tutela tem gerido esta crise na Educação, espelha a falta de valores, de cultura e de espírito de cidadania que atrofiam a nossa sociedade.
Se os problemas na Educação estão longe de ser um exclusivo português, a forma como são solucionados, digo, ignorados, mostra muito sobre o povo que somos.
Senão, vejamos:
-no presente ano, a vizinha Espanha optou por uma grande reforma orgânica na Educação com a valorização dos seus profissionais;
- a falta de professores, em França, mereceu uma intervenção direta do presidente Macron, que começou por garantir que nenhum professor poderia ganhar menos de 2.000€ e, para atrair jovens para a profissão, melhorou consideravelmente as condições de trabalho da classe docente;
- nos EUA, confrontados com a falta de 100 mil professores, a presidência atribuiu extraordinariamente 9 mil milhões de dólares, apenas para a contratação de mais professores;
- a Finlândia reservou 10 mil milhões de euros para a Educação e 2 mil milhões para atrair mais jovens para a profissão
- a propósito do “equilíbrio das nossas contas públicas", Fernando Medina, em entrevista à TVI, disse recentemente: "O país não tem só professores”. Fernando Medina tem razão. O país não tem só os professores. Tem o escândalo da TAP (3.200 milhões) para pagar, os desmandos dos bancos (22.049 milhões, segundo números recentes do Tribunal de Contas) para amortizar, a Jornada Mundial da Juventude (80 milhões) para organizar, a Brisa (140 milhões) para compensar, a Ucrânia (250 milhões) para ajudar, mais, entre tantas outras “liberalidades”, os politicamente muito convenientes aumentos dos magistrados e juízes, de 2019, e as milionárias e imorais indemnizações de agora e do futuro, para continuar a “honrar”.
Em Portugal, com um investimento na Educação que, em comparação com outros países, envergonha o nosso país, para combater a falta de atratividade da profissão, mantém-se um vencimento de início de carreira pouco superior ao salário mínimo, que é o mesmo que dizer a um jovem esperançoso na profissão escolhida por opção e vocação: Se queres ser professor, pega nas tuas malas e arranja um carro, mete-te à estrada, paga as contas de combustível e de alojamento e desenrasca-te (perdoe-nos o simplismo da expressão).
Depois de uma sucessiva perda do poder de compra, desde 2010, o Estado para a compensar e fazer face a uma inflação exorbitante, que atingiu os 7,9% no ano passado, limitou-se a dar aos professores um aumento miserável, pouco além dos 2%, degradando ainda mais a sua condição salarial.
Já em 2006, quando Maria de Lurdes Rodrigues, orgulhosamente, afirmou "ter perdido os professores, mas ganho a população e os pais", na mesma altura, o presidente francês fazia um comunicado à nação, agradecendo publicamente aos professores o seu contributo pelo progresso que o país tinha alcançado.
Perante esta realidade, perguntamos o que será preciso para se compreender, de uma vez por todas, os motivos de indignação dos professores?
Constituirá algum mistério o facto de o país estar constantemente a ser ultrapassado por outros nos rankings internacionais de desenvolvimento?
Por conseguinte, em rigor, quando o pensamento político para a Educação não vai além de uma legislatura, incapaz de pensar a Educação a médio e longo prazo e de contar com a colaboração dos professores – vistos sempre como uma despesa e como adversários a reprimir – o sistema de ensino no nosso país só pode piorar.
A todo este desprezo, soma-se a passividade de uma sociedade que, após dois meses de um visível sentimento de revolta dos professores, que se têm esforçado por denunciar o estado calamitoso em que se encontra a Escola Pública, ainda não foi capaz de exigir que se faça um debate público alargado acerca dos graves problemas da Educação em Portugal, onde se inclui a preocupante falta de professores e o futuro do país.
Aos detratores dos professores, destes que estiveram abnegadamente com os alunos e com os pais no momento completamente avassalador, que há bem pouco tempo vivemos, àqueles interessa-lhes, apenas, ter uma escola de portas abertas (vulgus, armazém), mesmo sem condições, vocacionada somente para tomar conta dos mais desfavorecidos, acabando esta situação por denunciar a mentalidade limitada, que tomou conta de toda uma sociedade que não luta pelos seus merecidos direitos a serviços públicos de qualidade.
Unidos em Defesa da ESCOLA PÚBLICA
1) A luta dos professores e técnicos superiores da Escola é uma luta genuína, com foco em valores como a justiça, o respeito, a valorização e a dignidade, e sem qualquer interesse sindical ou político.
2)A educação é a base de uma sociedade desenvolvida e a maior promotora de mobilidade social. Uma sociedade que não investe significativamente na educação e no conhecimento compromete o seu futuro.
3) os "professores são os pedreiros do mundo", pois estão na base da conceção da sociedade e de algo fundamental numa sociedade desenvolvida, o "Elevador Social".
4) É urgente o combate à precariedade e instabilidade de alguns professores e técnicos superiores, sistematicamente contratados e deslocados, votados a um baixo rendimento devido aos encargos financeiros acrescidos e não vislumbrando uma merecida estabilidade nas suas vidas.
5) É urgente reduzir o trabalho burocrático, a sobrecarga de trabalho que pouco ou nenhum benefício traz para o processo educativo e que limita o tempo disponível para apostar na qualidade, inovação e humanização da Escola, assim como o tempo pessoal/relacional dos seus profissionais.
6) É urgente um novo modelo de avaliação de desempenho que não defina quotas, que não estrangule e bloqueie a progressão na carreira.
7) É urgente a recuperação do tempo de serviço retirado aos professores (6 anos + 6 meses + 23 dias), ainda que faseada.
8) É urgente a atribuição de remunerações dignas aos profissionais da educação, alinhadas com o seu investimento formativo e as suas responsabilidades.
9) É urgente combater o facilitismo que tem sido introduzido pelos sucessivos governos no sistema educativo, tal como a perda de autoridade dos profissionais de educação.
10) É urgente tornar a profissão de professor uma PROFISSÃO NOBRE, prestigiada e mais atrativa, tanto para os que já a exercem como para os jovens, caso contrário, muitos docentes continuarão a optar por sair do ensino e poucos jovens estarão interessados na carreira de professor, pelo que, tendo em perspetiva o número de aposentações num futuro próximo, não haverá professores suficientes para as necessidades do país.
11) A persistente desvalorização dos profissionais da educação na sociedade portuguesa e a contínua degradação do quotidiano da escola pública têm conduzido a uma crescente insatisfação profissional, tornando-se estes profissionais uma das classes que acusa um maior desgaste e exaustão e apresentando, muitos deles, problemas de saúde mental que importa mitigar e, sobretudo, prevenir.
Por uma ESCOLA PÚBLICA de QUALIDADE
quarta-feira, 1 de março de 2023
POR QUE ESCREVEM OS ESCRITORES? RESPOSTAS PERIGOSAMENTE REVELADORAS
“O aparecimento de um novo livro é uma indicação de que um outro homem descobriu como missão entregar-se ao robusto cumprimento de um dever, accionado pelo mais nobre dos impulsos que podem incentivar a alma de um homem à acção. É a mais orgulhosa vanglória da profissão de literato que nunca homem nenhum publicou um livro por motivos egoístas ou propósitos ignóbeis. Têm-se publicado livros para consolação dos aflitos, para guia dos que andam ao deus dará, para alívio dos destituídos, para esperança dos penitentes, para elevar acima de tristezas e medos as almas sobrecarregadas, para a melhoria geral da condição humana, para o triunfo do certo sobre o errado, do bem contra o mal, para a vitória da verdade. Este livro é publicado para eu ganhar dois dólares por exemplar.”
GATO É SUBSTANTIVO E ADJECTIVO
E SE VOLTÁSSEMOS À DOCIMOLOGIA, OU SEJA, À CIÊNCIA DOS EXAMES?
Em texto que antes publiquei sobre a infindável tragicomédia em que se tornou a classificação dos exames nacionais, disse que ela não se d...
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A falácia do espantalho , uma das mais utilizadas pelos que que não conseguem sequer compreender os temas em debate, basicamente consiste em...
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Na Antiguidade, entre os Gregos e os Romanos, as máscaras eram utilizadas no teatro e serviam para caracterizar a personagem que ali se que...
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Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...



