Neste Ano da Luz, mais um poema de Eugénio de Andrade, que refere a luz:
A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar.
Levar-te à boca,
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta,
como se pode morrer?
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
FIM À VISTA
As palavras de Eugénio Lisboa. Que o fim do mundo tinha de chegar sabia-se, porque nada é eterno mas o difícil de imaginar era que fosse...
-
Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...
-
Não Entres Docilmente Nessa Noite Escura de Dylan Thomas (tradução de Fernando Guimarães) Não entres docilmente nessa noite seren...
1 comentário:
Como é que se pode escrever uma coisa tão bonita e continuar a ser pessoa?! Mistérios da Poesia.
Enviar um comentário