segunda-feira, 10 de agosto de 2020

FESTA DO AVANTE

Acabo de publicar este meu comentário num texto do Doutor Diniz Freitas, professor catedrático da Faculdade de Medicina (Universidade de Coimbra), a alertar para o perigo evidente da “Festa do Avante”! 

Reproduzo esse meu comentário, com ligeiras alterações, por entender que o assunto é tão grave que todos somos poucos para chamar a atenção para uma questão de cidadania que é a defesa da vida humana. Nesse meu comentário, escrevi: 
“E assim em Portugal o PCP, não seguindo o exemplo do congénere francês, insiste em levar avante uma perigosa festa com a impassividade do Partido Socialista e da "geringonça". E o pior de tudo, é que o povo, o eterno sacrificado, de olhos vendados não os castiga por um evidente perigo podendo continuar a ir às urnas pondo o seu voto neste partido . Em boa verdade, o PCP nesta possível (?) eventualidade, tem a garantia de assistência, até de indivíduos de outros partidos ou apartidários porque festa é festa bastando tocar a charanga para o povo saltar de alegria, sem vergonha e sem pudor. E isto é tanto mais gravoso por se passar na zona de Lisboa em que o coronavírus tem feito vítimas em número preocupante. 
Acorda povo "que lavas no rio" para não seres responsável pela morte de qualquer um dos teus familiares mais velho ou jovem mais propenso a estas festarolas! Destino esta missiva para as irresponsáveis (se não puserem cobro a tal "crime") ministra da Saúde e respectiva directora geral, tendo o meu nome como remetente e o aval científico do Professor Diniz Freitas. Perceberam estas duas personagens estatais ou a sua cegueira não lhes permite ver um palmo à frente do nariz? 
Seja como for, não têm perdão possível como perdão não tem o Partido Socialista se as não demitir antes de darem o seu aval ou obrigá-las a voltarem atrás se já dado!”

14 comentários:

  1. Abrir e abrir, eis a questão10 de agosto de 2020 às 13:21

    Claro que a festa do Avante é criticável em tempos de Covid. Mas, a festa durará 3 dias. Pior do que isso: escolas abertas diariamente (algumas ao sábado) com toda a gente a circular por salas de aula mal arejadas e pequenas, casas de banho, refeitórios, recreios, corredores + autocarros, ruas, cafés, restaurantes, praias, ginásios, jogos desportivos, etc.
    Às festas vai quem quer... Mau é quando é obrigatório.

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    1. A liberdade de se ir até onde se quer passa a ser libertinagem quando esse querer faz perigar a saúde pública tornando-se numa forma de encher os cofres com lucros de milhares (ou serão milhões?) de euros. De resto comungo da sua opinião sobre a abertura das aulas de que a responsável ministerial pelos respectivos perigos hoje diz uma coisa, ontem disse outra, amanhã dirá uma outra substituindo-se ao representante dos médicos: a Ordem dos Médicos. Mas até esta entidade tem dúvidas sobre o assunto. Entretanto, opiniões de cataventos para se manterem nos lugares governamentais constituem desculpas de mau pagador. No caso da abertura das escolas o leitmotiv não é encher os cofres do Estado. A Festa do Avante tem, entre outras, essa finalidade.

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  2. https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/deputado-do-pcp-diz-que-realizar-festa-do-avante-em-tempo-de-pandemia-e-ato-de-coragem-e-nao-de-irresponsabilidade-623583

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    1. Coragem tiverem certas agremiações em não realizar este ano qualquer festividade. Confundir coragem com ganância é acto de alquimia de querer transformar o cobre em ouro!

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  3. "(...) não seguindo o exemplo do congénere francês (...)

    "(...) acorda povo "que lavas no rio" para não seres responsável pela morte de qualquer um dos teus familiares mais velho ou jovem mais propenso a estas festarolas!

    Após estas duas citações, posso rir ?

    Muito obrigado.

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  4. Tanta emoção, tão preocupados? e nem um "arroto" pelas centenas de milhares de trabalhadores que asseguram desde março, dia após dia, a produção e distribuição de mercadorias sem os equipamentos e medidas de proteção adequadas, ou o transporte à molhada nos comboios e autocarros por camadas populares e de menores recursos. Aí ninguém! nem doutores, nem jornalistas, ou batistas quiseram saber dessa potencial roda da morte, com exceção dos mesmos de sempre que defendiam mais transportes para cumprir distanciamentos físicos.
    Não o vi encarniçado, nem à comunicação social de lixo (que cumprem narrativa dos interesses dos grupos económicos que nos lixam), a realização das outras iniciativas que estão a realizar-se pelo país inteiro, como as que se realizaram no Campo Pequeno, esta semana nos Jardins do Palácio de Cristal e em estádio em Gaia com a participação de milhares de pessoas.
    Os comunistas, são patriotas e responsáveis, sabem o que fazem e ninguém melhor que eles sabe organizar e respeitar a vida, a democracia e o povo! Os argumentos são cristalinos e clarificadores quanto à manipulação em curso. Percebe-se a mesquinhez e a campanha em torno de uma falsa polémica.
    Polémica que existe porque o organizador.... ser quem é. Foi assim no 25A e no 1.º Maio, desejando o pior, e o pior não aconteceu! Em boa verdade alguém acredita, que se o partido comunista, não tivesse a certeza que controlava os perigos do covid... assumia fazer a festa? É mesmo de tolos e revelador de uma postura anticomunista e antidemocrática essa ideia disfarçada de medo da pandemia devido à Festa do Avante!
    Assim, cai-lhe a máscara do cinismo!

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    1. Descuidou-se Mário Reis (nome que me parece ser a pele de um homem invisível, passe o paradoxo) acusando-me de não “arrotar” pelas centenas de milhares de trabalhadores, enunciados numa longa e prolixa lista. Não o fiz por uma questão de educação. E mesmo que o fizesse teria utilizado o termo eructação por entender sempre louvável educar o povo, coisa que parece não o preocupar de monta.

      Deixando os “peanuts” da sua desejada prosa brejeira (utilizando um eufemismo) reservando-os para alimentação de símios, passo, portanto, à parte da sua prosa que julgo ter como mais substancial, através da citação dos “doutores, dos jornalistas ou baptistas”. Isto porque o apelido derradeiro dos meus 6 nomes é Baptista (com “p”) tendo por si sido desvirtuado com o machado da raiva, embora isso me incomode tanto como nada.

      Esta situação traz-me à memória uma estória de fina ironia passada entre o nosso imortal Eça e a Companhia das Águas do seu tempo. Tendo-lhe a detentora do fornecimento do precioso líquido cortado o fornecimento, escreveu-lhe este escritor (cito de memória):“Cortaram-me V. Exªs a água. Não tendo eu água para vos cortar digam-me, por favor, o que vos posso eu cortar”. Deixo à imaginação do leitor a quais partes do corpo se referia o autor de "Os Maias".

      Já a utilização da palavra “baptistas” diz ela respeito a uma religião representada por templos de igreja, merecendo, como tal, uma seriedade e um respeito de tratamento como qualquer outra entidade de culto. Mas, pelos vistos, a si não!

      Quanto à listagem das iniciativas por citadas, realizadas no Campo Pequeno, Jardins do Palácio de Cristal no Estádio de Gaia, todas juntas são capazes de não terem mobilizado tanta gente como uma simples Festa do Avante. Nada de modéstias!

      Mas isto são contas de um rosário do passado que só preocupam mentalidades retrógradas que deviam ser progressistas. Pior do que retrógradas são pessoas que “trazem às costas ao opinião dos outros como uma mochila do regimento”, segundo Aquilino Ribeiro.

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  5. https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/o-problema-nao-e-o-avante-medicos-exigem-criterios-coerentes-para-eventos-12511628.html

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Obrigado pelo seu contributo livre de ideologias, embora tudo na vida, quer se queira ou não, tenha sempre um fundo político que deve ser condenado sempre que submerso em intervenções de cariz propagandista que obnubilem o raciocínio lógico ou que vão mesmo contra a lógica que nem sempre, como diziam no meu tempo os cábulas, é uma batata!

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  6. Esta Vontade pouco sensata de levar uma Festa, com estas características, por diante, por parte do PCP que, ideias políticas à parte, costuma ser sensato, deixa-me perplexo.
    Pergunto-me se, atendendo à vetusta idade de muitos dos seus militantes, não estão numa de suicídio colectivo, ou renovação radical, ou .....

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    1. A resposta à parte derradeira da sua pergunta, finalizada com três pontos, foge do domínio da minha competência em saber o que se passa na cabeça de muitos seus militantes, como escreve e quanto a mim bem, nem todos de vetusta idade. Agradeço o seu comentário.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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