Para que não restassem dúvidas de que a dita "educação" financeira, inscrita na Estratégia Nacional de Cidadania e Desenvolvimento, é nada menos do que imprescindível para responder aos "desafios do futuro", o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, tornou-a obrigatória no ensino básico e secundário, anunciando que no próximo no ano lectivo, de 2027/28, ela será "reforçada".
"Reforço" é a palavra que consta no sítio de Notícias do Governo do passado dia 9 de Outubro (ver aqui) e que tem tido, de facto, concretização em iniciativas como:
- O Banco da minha escola (aqui);
- Aulas (palavra que convém colocar entre aspas) dadas pelo Ministro da Educação, pelo Governador do Banco de Portugal (aqui, aqui) e por líderes empresariais e autárquicos (ver aqui);
- Aulas (palavra que convém colocar entre aspas) dadas pelo Ministro da Educação, pelo Governador do Banco de Portugal (aqui, aqui) e por líderes empresariais e autárquicos (ver aqui);
- O multifacetado Plano Estratégico do Plano Nacional de Formação Financeira (aqui);
- O acontecimento “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro”, criado em 2025 e substancialmente concretizado em Aulas de Literacia Financeira em escolas de todo o país (aqui).
Este acontecimento é promovido por quatro parceiros de longa data que também encontramos nas outras iniciativas: Ministério (MECI), Banco de Portugal (BP), Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
Juntam-se-lhes Instituições de Ensino Superior (IES) (aqui), nas pessoas de estudantes e professores. Estas, em "articulação com os professores de Cidadania e Desenvolvimento" fazem chegar a mensagem salvífica aos alunos: poupa e salvar-te-ás. Ou, na versão mais actualizada: poupa e salvarás o futuro.
A semente deve criar raízes,
"permitindo que cada escola e IES desenvolva novas aulas e
atividades em função das necessidades de cada comunidade educativa.
Desta forma, as ligações criadas no âmbito da iniciativa podem perdurar
no tempo e constituir uma rede de colaboração mais próxima entre os
ensinos básico e secundário e o ensino superior."
E há mais: recursos "pedagógicos" (também com aspas) evidentemente, como oferta aos professores:
"foram preparados e validados recursos sobre Orçamento Familiar e Fiscalidade, em parceria com a Autoridade Tributária; e sobre Sistemas e Produtos Financeiros assim como Ser Empreendedor, em parceria com a Junior Achievement. Os recursos pedagógicos disponibilizados para estas aulas são preparados em colaboração com as entidades parceiras e especializadas, sendo validados pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e complementando o trabalho dos professores.
Eis um exemplo desse empenho colaborativo de escala nacional (ainda que por imposição supranacional), divulgado anteontem (aqui);
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