O negócio de trabalhos académicos com sede online não é recente, nem raro, nem está escondido (ver aqui): há sites muito elucidativos onde não faltam endereços de email e números de telefone. Presumo que seja legal pois algumas "equipas" - empresas - "emitem fatura do serviço prestado". Por isso, a notícia de uma pseudo-encomenda feita neste contexto, que foi notícia recente no diário As Beiras, não surpreendeu,
Ao que se diz no jornal, não demorou a receber resposta. As perguntas foram as que seria de esperar: tema da tese, número de páginas e prazo de entrega, a que se seguiu o orçamento e modo de pagamento. A amostra de redacção que lhe chegou indicava não ser obra humana e na qualidade de "cliente", quis saber quem escreveria o trabalho. Docentes do doutoramento em Literatura Alemã, foi a informação que obteve. Além do mais, a empresa prestou informação enganosa!
Sendo certo que a lei da oferta e da procura funciona, se há empresas, há clientes e, portanto, aqui só há uma conclusão a tirar: alguma coisa vai mal, muito mal, no trabalho universitário.
A iniciativa desta professora veio lembrar-nos isso mesmo. Logo, valeria a pena pararmos e pensarmos no problema... Não o fazendo, estamos a contribuir para a destruição desse trabalho e, claro, para a desvalorização dos diplomas.
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