sexta-feira, 1 de julho de 2016

Existem discos voadores?


A jornalista Vanessa Fidalgo entrevistou-me há cerca de dois anos no trabalho de preparação do livro que acaba de publicar "Avistamentos de OVNIS em Portugal" (Esfera dos Livros). Transcrevo aqui a nossa conversa:

P- Na sua opinião, crê que os desenvolvimentos científicos das últimas décadas vieram pôr cobro ao burburinho causado pelos alegados avistamentos de OVNI, que tiveram o seu auge a partir dos anos 40 e até à década de 70? Ou seja, já não acreditamos em tudo o que vemos tão facilmente?

R- Sim, pode-se dizer que especulações pseudocientíficas sobre os OVNI que se iniciaram nos anos 40 e 50  chegaram até este século mais rarefeitas e amortecidas. Basta ir à Wikipedia e consultar UFO ou Ufologia para se perceber que o tempo maior das "aparições" de objectos estranhos já lá vai.  Não associo isso directamente a avanços da ciência (novas teorias, novas tecnologias), mas sim Ao facto de que o que era novidade na altura deixou de o ser e o que parecia  misterioso revelou-se, após alguma investigação, banal. Os OVNI despertaram as atenções, animaram paixões e suscitaram controvérsia, mas hoje já quase não aparecem na imprensa (a verdade é que nas revistas científicas nunca ou quase nunca apareceram).

A esmagadora maioria dos casos reportados acabou por se dissipar por haver uma causa atribuível ao fenómeno. Há, como sugere, um escrutínio maior hoje em dia, no sentido em que já temos um catálogo de avistamentos e de causas prováveis para esses  avistamentos. O que fica de misterioso é tão pouco, isto é, os indícios de OVNI, são tão escassos, que não chega para concitar as atenções da comunidade científica. Os OVNI já interessaram mais cientistas do que hoje. Actualmente só muito poucos se interessam por esse tipo de coisas por não haver suficiente evidência acumulada para suscitar interesse pelo fenómeno. Alguns cientistas interessaram-se por fenómenos atribuídos a OVNI, mas os resultados foram desencorajadores: não havia nada por trás, não havia por exemplo naves com extraterrestres que nos tivessem vindo visitar. Há ainda quem se dedique com denodo a pesquisas nessa área, mas são muito mais amadores do que profissionais. Não admira por isso que a ovnilogia seja considerada hoje uma pseudociência, isto é, uma imitação da ciência (com o "macaqueamento" do método científico), sem que haja alguma conclusão verdadeiramente interessante do ponto de vista científico. Andar à procura de discos voadores é assim como uma caça aos gambozinos: tanto uns como outros não existem.

No entanto, não se pode pensar que a ciência tenha varrido a pseudociência ou que possa varrer a pseudociência. Haverá sempre gente que acredita em coisas estranhas. Julgo que faz parte da natureza humana, onde o racional e o irracional coabitam, por vezes em proporções favoráveis a este último. Um dos fenómenos mais paradoxais do nosso tempo é a alegre coexistência da ciência e da pseudociência: nas estantes das livrarias, por exemplo, a astronomia convive com a astrologia, por vezes até, por distracção dos lojistas, de uma forma demasiado íntima. Também nos jornais a indicação precisa das luas e das marés coexiste com os horóscopos ou as cartas do tarot. Haverá sempre gente a acreditar em visitantes do espaço, em mensageiros do além, por muitos progressos que a ciência permitindo verificar que as visões não passam ou de trivialidades (por exemplo, um balão meteorológico ou um meteoróide) ou simplesmente de ilusões.

P- Como cientista, as explicações lógicas que não raras vezes são encontradas para os alegados avistamentos satisfazem-no? Refiro-me às chuvas de meteoros, aos balões, à passagem de cometas, aos reflexos de satélite, que muitas vezes são referidos para justificar as tais contemplações...
R- Sim, satisfazem a mim e satisfazem a esmagadora maioria dos cientistas. Não têm que satisfazer toda a gente, claro. A ciência não funciona por unanimidade, mas sim por um amplo consenso. Pode haver discussão, mas a seguir faz-se alguma luz. Um doutoramento em física não é aliás um nenhuma certidão de sanidade mental e pode até aparecer um seu detentor que faça afirmações desprovidas de sentido. Em ciência não interessa muito o que um cientista diz, ou o que dois ou três dizem, mas sim o consenso que se forma na comunidade científica. Esse consendo pode demorar, mas costuma, cedo ou tarde, chegar. O método da ciência para chegar a  um resultado, que assenta na acumulação de provas e na revisão pelos pares, é muito robusto. Tem sido comprovadamente eficaz. As pessoas por vezes não têm uma ideia como funciona a ciência e pensam que ela se baseia em autoridades: alguém diz uma coisa e os outros aceitam. Não é assim. A ciência baseia-se, em contraste com a pseudociência, no reconhecimento do erro. Não alcançamos a verdade, até porque esta é uma quimera, mas somos capazes de reconhecer um erro. Aliás alguns  filósofos até dizem que a capacidade de reconhecimento de erros é uma das marcas distintivas da ciência. Não é tanto o objecto que interessa - a ciência pode estudar avistamento de objectos misteriosos - mas sim o método que se utiliza para lidar com o objecto.

O físico norte-americano Richard Feynman, Prémio Nobel, em "O que é uma lei física" (Gradiva, 1989) diz que sabe tudo sobre discos voadores: não existem! Vale a pena citá-lo:

"Não é anticientífico efectuar uma previsão embora muita gente que não faz ciência pense que o seja., Há alguns anos tive uma conversa com um leigo sobre discos voadores - a minha condição de cientista faz com que saiba tudo sobre discos voadores! Disse-lhe: "Penso que não existem discos voadores". E o meu antagonista respondeu: Acha impossível a existência de discos voadores? Consegue provar que é impossível?" "Não!" disse-lhe, "não consigo provar que é impossível. É apenas bastante improvável." Então ele replicou: "Isso é muito anticientífico. Se não consegue provar que é impossível, por que me diz que é improvável?" Mas essa é que é a maneira de se ser científico. Só é científico afirmar o que é mais e o que é menos provável e não estar sempre a provar o que é possível e impossível. Para concretizar melhor o meu pensamento, poder-lhe-ia ter dito: "Repare, a partir do meu conhecimento do mundo à minha volta, penso que é muito mais provável que os relatos de discos voadores sejam o resultado de características irracionais própria da inteligência terrestre do que de esforços racionais desconhecidos de inteligências extraterrestres. " É apenas mais provável e é tudo. Trata-se de uma boa previsão. Tentamos sempre avançar com a previsão mais provável, conservando no subconsciente o facto de que, se não resultar, temos de discutir as outras possibilidades" (p. 212, a tradução é minha).
Concordo  com Feynman. Um dia fui a um encontro de ovnilogistas no Porto porque me convidaram (no tempo em que os OVNIs estavam mais na moda do que hoje). E foi isto mesmo que eu disse. Tal como Feynman, sei tudo sobre discos voadores: não existem! Isto não é arrogância, é apenas uma maneira curta de expressar uma boa previsão. Se quiser uma maneira mais longa direi: muito provavelmente não existem. A ciência, como disse outro grande físico norte-americano, Carl Sagan, consiste no máximo de abertura possível, mas também no maior dos cepticismos. É preciso combinar as duas coisas de um modo sábio e o treino científico habilita-nos a isso, a  fazer escolhas de modo a falhar menos. Diz-nos sempre quem não sabe como funciona a ciência: "não recuse uma ciência que desconhece". Ora, os cientistas não recusam o que não conhecem, bem pelo contrário. a sua profissão consiste precisamente em perscrutar o desconhecido. Mas, simplesmente, alguma experiência adquirida habilita-nos a conhecer rapidamente algo que nos aparece como novo e a não nos deixarmos enganar. A ciência é, de certo modo, a capacidade de não nos deixarmos enganar.

No encontro que referi estava um general da Força Aérea que tinha visto um OVNI. Ele foi incapaz de me convencer. Mas confesso que ainda me lembro da autoridade dele, como quem diz: “eu piloto aviões, visto uma farda com divisas, sei mais disso do que o senhor; eu vi umas luzes e o senhor não viu nada". Não contesto que ele tenha visto umas luzes, mas o mais provável ou que tenha sido algo relativamente trivial ou apenas um engano. É muito fácil sermos iludidos, mesmo vestindo uma farda. Os cientistas, alguns dos quais vestem batas brancas, também se iludem.

P- Há alguns casos que são curiosos (mais ainda do que o “normal”)... refiro-me aqueles casos em que se associam ovnis a locais/acontecimentos igualmente marcados pela espiritualidade/mitologia (como as aparições de Fátima, por exemplo, que os ovnilogistas acreditam ter sido a passagem de um OVNI, por exemplo). Como se explica que se derrube um mito com outro mito?

R- Eu  percebo pouco de mitos e menos ainda de substituição de mitos. É normal quando se tem um mistério, tentar atribuir-lhe uma explicação. Os antigos viam figuras no céu: dantes eram deuses, hoje talvez pudessem ser estrelas de música rock. Nos casos que fala, em vez de milagres, teriam sido, segundo alguns autores, visitas de extraterestres. Não gosto nada desse tipo de "explicações" pois não adiantam nada. Passa-se de um mistério para outro, sem acrescentar praticamente nada. Nos dois casos fala-se de "aparições". Acho que a Igreja tem modernamente uma noção mais prudente, e diria até mais modesta, de "milagres". E essa visão é muito diferente do que me ensinaram na catequese: os milagres antigamente eram  - e para muita gente ainda são - interrupções temporárias das leis da Natureza. Hoje nenhum teólogo dirá isso, falará antes de "visões interiores", de "experiência de fé individuais", portanto, de fenómenos de espiritualidade. E todos sabemos como a mente humana é fértil em criar todo o tipo de fenómenos (já  Feynman o dizia). Milagres no sentido de suspensão de leis físicas não existem. Se uma lei física não funcionasse, modificar-se-ia essa lei e deixaria de haver o milagre... Mas as leis físicas que conhecemos funcionam bem. Qualquer modificação que se venha a conhecer (e a ciência não está de maneira nenhuma acabada) não irá mudar o essencial de muitas coisas que conhecemos hoje. Einstein mudou a mecânica de Galileu e Newton, mas só no limite das grandes velocidades ou das grandes massas. No limite das pequenas velocidades, comparadas com a da luz,  ficou tudo como estava. E é por isso que ainda hoje ensinamos às crianças Galileu e Newton.

P- Há certas fontes que, pela sua experiência e conhecimentos técnicos, se tornam mais credíveis do que outras. Há pouco tempo, houve até um astronauta da NASA (Leroy Chiao) que afirmou ter visto um OVNI... Estamos aqui a falar de homens treinados em circunstâncias especiais.

R- Isso não significa nada. Essa história dos "cientista da NASA" não passa de um mito recorrente. Muitos pseudocientistas invocam esses “cientistas da NASA”, mas a mim parece-me que é como a menina de bata branca que vem vender num anúncio televisivo um iogurte com um omega três qualquer (ver o meu livro, com David Marçal, Pipocas com Telemóvel, publicado pela Gradiva). Com certeza que há um ou outro cientista, com uma carreira científica sólida, que se interessa por coisas estranhas. Alguns até (o que é muito humano) acreditam em coisas estranhas (o que só mostra que os cientistas são humanos). Mas tal não significa que exista uma prova científica. É preciso haver consenso na comunidade científica e esse consenso não existe. Pode vir a existir mas não existe.

P- Neste meu livro tenho dois capítulos em que as fontes primordiais foram pilotos, militares, radaristas, sendo alguns dos casos relatados passados na guerra do Ultramar... O que acha que pode acontecer nestes casos? Tecnologia inimiga (desconhecida)? Stress emocional? Sugestão?

R- Eu não fui à guerra do Ultramar, mas é natural que tenha havido nesse caso tecnologias desconhecidas do inimigo. O escritor António Lobo Antunes, que esteve na guerra, conta que o seu grupo punha altifalantes com o som alto na selva a transmitir jogos do Benfica e que o inimigo então não atacava. Ele deduz que o inimigo era também do Benfica, mas eu atrevo-me a pensar que podia soar bastante estranho ao inimigo ouvir  um relato de futebol no meio da selva. Bem, falando mais a sério, o stress emocional parece-me provável. Em situações de grande tensão, os psicólogos sabem que se podem "ver" ou "ouvir" ou "sentir" coisas que outras pessoas não vêem nem ouvem nem sentem.  Não sou psicólogo, mas a psicologia é uma ciência.

P- Agora um desafio... Na sua opinião e pela sua experiência de vida, como cientista, professor, homem interessado pelo mundo que o rodeia, o que são (ou o que podem ser...) os alegados avistamentos de objectos voadores não identificados?

R - Nesse colóquio onde fui mostraram um filme de um objecto que apareceu perto de Valongo. A mim pareceu-me um balão. Se fosse hoje podia ser um drone, um objecto bem mais esquisito Imagine o que seja aparecer um drone nos céus de uma montanha do  Afeganistão: o que pensará um indígena incauto? De início poderá até dizer que é um objecto voador não identificado, mas irá fugir, quando perceber que o drone é perigoso. Foi o escritor britânico Arthur Clarke que disse que "a tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia".

P- Perante a imensidade do universo, até que pode é legítimo negar a possibilidade de vida noutros planetas (mesmo que seja em formas não inteligentes)?
R- Isso é outro assunto e bem mais científico do que o dos OVNI. Eis o que penso e pensa a comunidade científica: A astrobiologia é um dos ramos mais excitantes da ciência contemporânea.  Procura ver no espaço ou, na Terra, indícios de vida vinda do espaço. O seu objectivo principal  é a busca de vida, inteligente ou não, fora da Terra, o que se pode fazer quer com sondas, como as que neste momento exploram o solo de Marte (os robôs Curiosity e Opportunity da NASA) ou aquelas que poderão ser enviadas para as luas de Júpiter (como o Juice da ESA, a lançar em 2022), quer com telescópios na superfície terrestre, como os grandes radiotelescópios em cujos registos se procuram  sinais de inteligibilidade, quer ainda em telescópios espaciais como o Kepler da NASA destinado a detectar exoplanetas.
A missão realizada pelo Kepler foi uma das mais produtivas na “caça” a exoplanetas, emparticular aqueles com tamanhos e massas semelhantes ao da Terra. Permitiu recentemente encontrar 977 exoplanetas  em mais de 400 sistemas estelares, alargando enormemente a lista de planetas desse tipo que, a 4 de Julho de 2014, incluía 1807 planetas em 1123 sistemas planetários (dos quais 465 têm comprovadamente mais do que um planeta). Em Abril de 2014 foi anunciada, com base nos dados dessa missão, a descoberta do Kepler 186f, o primeiro planeta extrassolar com um tamanho semelhante ao da Terra (tem 1,1 vezes o raio da Terra) situado numa zona habitável à volta de uma anã vermelha a 500 anos-luz da Terra. E em Junho dese mesmo ano foi divulgada, com base em telescópios fixos na Terra, a descoberta do Gliese 832c, uma “super-Terra” (tem cerca de cinco vezes a massa da Terra), que também  orbita uma anã vermelha, mas agora a apenas 16 anos-luz da Terra, e também numa zona favorável ao desenvolvimento de vida. Só com telescópios da próxima geração, com o telescópio espacial James Webb, que sucederá ao Hubble em 2018, será possível conhecer a atmosfera de planetas desse tipo, progredindo no estudo da hipótese de eles albergarem alguma forma, ainda que rudimentar, de vida.

Vivemos nas ciências do espaço tempos muito interessantes, pois pode acontecer que, com o aprofundamento da ligação da astronomia à biologia, estando a física bem no meio das duas, possamos avançar na resposta a uma das questões que mais tem atormentado os cientistas: “Estamos sós no cosmos?” O físico italiano Enrico Fermi, nos anos 50, quando abundavam as notícias sobre discos voadores, falou do paradoxo que é o contraste entre a grande probabilidade de haver outros mundos habitados no Universo (fez um cálculo rápido nas costas de um envelope) e a inexistência até essa data de qualquer manifestação, por mínima que seja, de vida extraterrestre. Esse vazio de notícias do cosmos – o silentium universalis - prossegue nos dias de hoje. Se os extraterrestres existem, permanecem calados. O astrofísico norte-americano Frank Drake, tentou, em 1961, quantificar a nossa ignorância a respeito da vida inteligente fora da Terra ao escrever uma equação, hoje com o seu nome, que fornece o número de civilizações na nossa Galáxia que poderão estabelecer contacto via rádio connosco. Mas as incertezas nas parcelas dessa equação são tão grandes que o número dessas civilizações poderá ser zero ou cem milhões. As observações prosseguem, assim como a discussão.  A nossa solidão aflige-nos: Tanto universo para tão pouca inteligência!

Carl Sagan, que é o autor  do livro de divulgação Cosmos e do romance Contacto (escreveu em ficção o que não pôde escrever como ciência), foi quem mais se interessou por vida inteligente fora da Terra no final do século passado. Convenceu a NASA a colocar uma placa com uma mensagem dos terrestres nas naves Voyager que neste momento estão a sair do sistema solar depois de terem vistado os planetas exteriores do nosso sistema solar. Ele foi a congresso de OVNI, numa altura em que poucos cientistas iam (hoje vão ainda menos). Sagan estudou os discos voadores, participando em comissões que queriam, por exemplo, averiguar se havia perigo para a segurança dos Estados Unidos. A resposta é negativa! Nem os Estados Unidos nem o resto do mundo estão ameaçados por extraterrestres...

Não conhecemos extraterrestres nem eles devem existir no espaço mais perto de nós. E à distância em que podem existir sem terem até hoje dado sinais de vida não há tecnologias, com base na física que conhecemos, que permitam uma comunicação rápida. De modo que, por enquanto e nos tempos mais próximos, a menos que haja uma surpresa (e os cientistas adoram surpresas!), nós somos a única forma de vida inteligente no Universo. Como escreveu o escritor norte-americano Ray Bradbury: "Os marcianos somos nós. mas só quando chegarmos a Marte"

7 comentários:

  1. Prof. Carlos Fiolhais:
    Quando vejo barbaridades gramaticais como esta, «OVNIs», uma imitação acrítica do que se faz na língua inglesas, que tem as suas regras gramaticais diferentes das nossas, nunca deixo de me interrogar sobre as razões de tal acontecer.
    E quando vejo cientistas de mérito incontestado, ainda por cima daqueles que participam permanentemente na crítica à actual Escola por falta de qualidade que leva, por exemplo, os estudantes a dar erros, fico, verdadeiramente, de boca boquiaberto.
    Mas estes senhores não aprenderam na boa escola?
    Então, porque dão erros destes?
    Não saberão que os acrónimos não se pluralizam?
    Porque tanto se podem ler no singular como no plural:
    OVNI = Objecto Voador Não Identificado.
    OVNI = Objectos Voadores Não Identificados.
    Ao menos não nos brindaram com a super-aberração OVNI's.

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  2. Caro Manuel Silva
    Tem razão: as siglas não se pluralizam. Eu sabia e o lapso passou-me não sei como, talvez induzido pelo título do livro. Já corrigi, obrigado
    Carlos Fiolhais

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  3. Correcção ao meu comentário: «fico, verdadeiramente, boquiaberto»

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  4. Caro Prof. Carlos Fiolhais:
    Duas razões me levaram a fazer-lhe o reparo:
    1.ª - a enorme consideração intelectual que tenho por si, como cientista, e também como interventor social, em favor do bem público (mesmo que não concorde consigo em muitas situações);
    2.ª - Mostrar que nem todos os erros resultam das deficiências do ensino na Escola, resultam antes da contaminação a que estamos sujeitos pela comunicação, que é arrasadora no nosso dia-a-dia.

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  5. Caro Prof. Carlos Fiolhais:

    Um dos problemas que eu reparo em muitas pessoas principalmente aquelas que detêm muitos diplomas e títulos, é que a sua mentalidade vai-se tornando cada vez mais fechada ao longo do tempo. Em primeiro lugar vão perdendo a noção de que há coisas que eles não sabem que não sabem e em segundo lugar ficam cativos do seu próprio conhecimento. Obviamente que pode alegar que para cada um de nós só existe aquilo que conhecemos. No entanto é sempre benéfico que tenhamos uma parte aberta àquilo que nós consideramos impossível ou improvável, nem que seja para que não nos aconteça o mesmo que os seres humanos prisioneiros na caverna de Platão que nunca puseram a hipótese de existir uma realidade para além daquela que conheciam e ainda atacaram e desmentiram o individuo que saiu da caverna.

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  6. “É muito fácil sermos iludidos, mesmo vestindo uma farda. Os cientistas, alguns dos quais vestem batas brancas, também se iludem.”
    Porque é que havia de ser este general da Força Aérea a estar iludido, e não o Doutor? A lógica da sua afirmação é de que ele pode estar iludido, mas não você?
    Não será que a ilusão é sua ao tentar dizer a este general da força aérea que ele está iludido quanto ao que viu, quando você nem presenciou o sucedido ?
    Normalmante, são os “doutores” que dizem a estas pessoas o que elas viram, porque normalmente elas não identificam o que viram. As pessoas simplesmente descrevem o objeto e o acontecimento e depois tentam encaixa-lo nas suas noções de realidade com o objetivo de encontrar uma explicação plausível. Posteriormente vêm os ditos “doutores” elucidar os “iludidos observadores” com explicações ( algumas completamente ilógicas) que não se adequam ao fenómenos testemunhados. É tipo penso rápido: “toma lá esta explicação improvisada e cala-te com o assunto. “
    Vários testemunhos vieram a publico de vários pilotos comerciais e da força área. Não há mais porque muitos têm medo de perder o emprego.
    Será que estão todos iludidos? Será que quando eles fazem a descrição de um objeto voador estão a confundi-lo com um balão meteorológico, um planeta ou estrela brilhante no horizonte, um meteorito, etc. Será que eles são assim tão burros/ malucos que confundem estas coisas que supostamente deviam ser banais para eles com objetos voadores?

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  7. Concordo inteiramente com o anterior interlocutor.

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