quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Prof. Mambo e Schrödinger

Artigo de opinião de David Marçal e Carlos Fiolhais, publicado no PÚBLICO de hoje, em resposta ao artigo de opinião de Fernando Belo.

DAVID MARÇAL e CARLOS FIOLHAIS

Lemos no PÚBLICO de 29 de Janeiro um artigo de Fernando Belo, em que este opina sobre ciência e falsa ciência, temas que nos interessam. Em defesa da homeopatia faz mais do mesmo, ou seja, usa argumentos de autoridade e todo um jargão que aparenta ser científico, mas que não tem qualquer significado.

Note-se que, entre os artigos de opinião favoráveis à homeopatia, menciona o “testemunho digno” de Paulo Varela Gomes (e nisso estamos de acordo) e o depoimento da “professora da Faculdade de Medicina da Universidade Nova de Lisboa” Telma Gonçalves Pereira (não consta que seja professora nessa faculdade, mas isso é irrelevante). Mais adiante especula sobre o comportamento de “um cientista a sério”, ficando implícito que nós, opositores à homeopatia, não o somos. Tudo argumentos de autoridade puros e duros, ou seja, Belo diz que devemos acreditar na homeopatia porque há pessoas dignas e importantes que acreditam, e porque as que se opõem não são “cientistas a sério”. Toda a sua argumentação passa pela enumeração de figuras de autoridade, de Montagnier a um psicanalista francês não identificado, que terá feito um workshop com os xamãs africanos para aprender a tratar os “indígenas” que vivem em Paris. Por muito divertido que seja este desfile de títulos nobiliários, a ciência não se baseia neles. Baseia-se em provas experimentais, que possam ser confirmadas por grupos de investigação. Uma coisa não é verdade por haver pessoas notáveis ou com histórias engraçadas que dizem que é verdade. Essa é uma das razões por que em ciência qualquer um pode ter razão desde que apresente provas. Pode até de início estar sozinho. Quando cem cientistas nazis contestaram Einstein, este perguntou: “Porquê cem? Se eu estivesse errado bastaria um.”

Belo invoca ainda o argumento clássico da homeopatia em crianças e animais, cujas aparentes melhorias, na sua opinião, não podem ser explicadas pelo efeito placebo. É mera retórica e podemos responder que quem avalia as melhorias em animais e bebés não são os próprios, mas os donos dos primeiros ou os pais dos segundos, todos eles adeptos da homeopatia. A este respeito, Belo indica sítios da Web. Mas a literatura científica não são páginas avulsas da Internet, nem se traduz por um ou dois trabalhos escolhidos a dedo, pois há disparates em todo o lado (a Internet está repleta deles!). No caso das ciências médicas, o padrão são revisões sistemáticas da literatura, que de um modo transparente levam em conta todos os ensaios clínicos sobre um assunto. É esta a exigência para qualquer tratamento médico que mereça esse nome. Belo pode não gostar, mas é isso a medicina baseada na ciência. Se a homeopatia quer ser uma ciência alternativa, então deve tratar doenças alternativas em pacientes alternativos e cobrar dinheiro alternativo.

Espantosamente, Belo invoca o artigo de Jacques Benveniste, publicado em Junho de 1988 na Nature, que apoia uma “memória da água”, coisa que daria jeito aos homeopatas que existisse. Mas é fantasia. Belo “esquece-se” de referir que esse artigo é uma fraude, desmascarada no mês seguinte na mesma revista, após a equipa de Benveniste ter tentado, sem sucesso, repetir os resultados na presença de uma comissão independente de peritos. Das duas uma: ou Belo acha que a literatura científica não interessa para nada e não se socorre do artigo de Junho, ou acha que interessa e não pode ignorar o de Julho. Claro que o que nos deixa é mais uma marca da pseudociência: escolher acriticamente algo que favoreça o seu ponto de vista e deitar fora tudo o que não convenha.

Belo compara a homeopatia com a vacinação, o que é absurdo. A diferença é abismal: nas vacinas há algo com efeito fisiológico: vírus ou bactérias (inteiros, em partes ou toxinas produzidas por esses agentes), que visam treinar o sistema imunitário. Aplica-se a doenças infecciosas e sabemos bem porque funcionam. A homeopatia não funciona, porque não há maneira nenhuma de poder funcionar.

O opinador espera talvez que surja uma prova que demonstra a eficácia da homeopatia e que um qualquer avanço mirabolante do conhecimento justifique o seu modo de acção. É certo que em ciência tudo é passível de ser posto em causa, face a novas observações ou experiências. Mas nem tudo está em pé de igualdade. Ninguém espera que se demonstre que a Terra seja plana. Com a homeopatia passa-se o mesmo: não são necessários mais estudos. Como tão bem disse Carl Sagan, devemos ter o cérebro aberto a todas as ideias, mas não tão aberto que os miolos nos caiam da cabeça.

Por último. O advogado da homeopatia insurge-se contra a medicina molecular. Se lhe for dado escolher entre o Prof. Mambo, que promete curar tudo, e Schrödinger (o Prof. não é preciso), o físico austríaco que descobriu a equação com base na qual se modelam as moléculas e se desenvolvem novos medicamentos, escolheria o Prof. Mambo. É livre de o fazer. Mas, se não se importa, nós preferimos Schrödinger, cuja equação tem funcionado comprovadamente para descrever as moléculas de que somos feitos.

Cientistas

Errata: É feita menção neste texto a um "psicanalista não identificado". Essa referência é um lapso, pois esse psicanalista está identifico no artigo de opinião de Fernando Belo.

21 comentários:

  1. "A homeopatia não funciona, porque não há maneira nenhuma de poder funcionar."

    Seja homeopatia ou outra coisa qualquer, como os buracos negros imaginários da ciência convencional, o pior cego é mesmos aqulele que não quer ver. Neste discurso estúpido e onde já só restam argumentos estúpidos, está tudo dito.

    Desculpem-me, o que temos AQUI é um par de CIENTI [fici] STAS que se assumem como tal, reduzirem-se a meros funcionários, falsamente dizem ser cientistas mas, onde está a sua obra?
    Gostaria de os intimar a abandonarem a ciência e o tachinho quando se proclamar a aceitação dos achados de Benveniste e Montagnier. Demitam-se!!!
    "Jacques Benveniste avait raison !"
    https://www.youtube.com/watch?v=CioPltEbGCA

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  2. Comentadores científicos que se tornam cientificistas ao defenderem-se e pseudociência que se vai tornando ciência, ao mesmo tempo, eis a ironia da realidade actual. Temos de entender que há muita "ciência suprimida que explica muita da chamada pseudociência. E é isso que deveria estar a ser discutido. As universidades estão décadas atrás do que realmente a ciência sabe, quando é que vejo o Marçal e o Fiolhais a falar nesse facto?

    A CIÊNCIA E A FALSA CIÊNCIA (Fernando Belo)
    http://www.publico.pt/opiniao/noticia/a-ciencia-e-a-falsa-ciencia-1684298#
    "(...) Dogmaticamente (...) impressiona a inexistência de qualquer preocupação com os eventuais efeitos curativos da homeopatia (...) vi uma familiar que começava a perder cabelo largar as injecções sem efeito dum dermatologista por uma homeopatia que lhe recuperou o cabelo em poucos meses) (...) fala da invenção da homeopatia como primeira medicina experimental (...)."

    Este como muitos outros casos:
    "Linus Pauling, ganhou dois prémios Nobel (Química e Paz), mas isso não impediu de ser um dos que ridicularizaram Daniel Shechtman por ter anunciado a descoberta de quasi-cristais. Pauling, que discordava da teoria de Shechtman, afirmou publicamente que "não há quasi-cristais, apenas quasi-cientistas". Em 2011 Daniel Shechtman ganhou o prémio Nobel precisamente pela sua descoberta dos quasi-cristais."

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    1. E interessante notar que nunca nenhum dos autoproclamados defensores da homeopatia se da ao trabalho de tentar sequer responder as criticas dos autores, preferindo em vez disso invocar o papao do "cientifismo" (sei que e inutil pedir-lhe uma definicao) e as teorias da conspiracao. Consegue dar exemplos da tal "ciencia suprimida"?
      Ainda mais interessante notar que depois de ter sido apontado varias vezes que provas anedotais (ou seja, relatos de casos isolados sem se tentar perceber se ha outras explicacoes) nao tem grande valor, todo o caso do senhor Fernando Belo se assente em recitar casos unicos em que presume imediatamente que a homeopatia funciona. E depois queixa-se de dogmas!!
      E interessante ver um defensor da homeopatia mencionar Linus Pauling, ja que o augusto bioquimico e normalmente invocado em defesa das "medicinas alternativas" devido a sua advocacia de grandes doses de vitamina C para curar toda a especie de doencas (estava enganado). A sua citacao so serve para lembrar que sim, mesmo grandes cientistas se enganam. E por isso que em ciencia nao se aceitam os argumentos de autoridade de que os homeopatas tanto gostam, e exige-se provas experimentais.
      Repare, se a sua visao da ciencia como uma coisa dogmatica estivesse correcta, os resultados do Shechtman nunca tinham aceites, como foram, com base nas suas provas experimentais.

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    2. A citação acerca do Linus Pauling foi retirada dum artigo que eu anteriormente escrevi (em tudo similar ao de Fiolhais e Marçal – http://blog.scheeko.org/2015/01/patias/) – e aqui está a ser retirada do contexto.

      Eu não a escrevi para dizer que está algo errado com na Universidade (embora haja muita coisa errada), mas sim que o argumento de autoridade utilizando um prémio Nobel como garante não é um argumento válido. Disse-o para exemplificar que há vários prémios Nobel que depois de trabalho sério, válido e verificável partem em aventuras mirabolantes:

      • O mesmo Linus Pauling a certa altura começou a acreditar (a divulgar publicamente) que doses elevadas de vitamina C curavam o cancro.

      • Kary Mullis ganhou o prémio Nobel da Química pela descoberta da reacção em cadeia da polimerase. Entre outras coisas, acredita na astrologia, que o HIV não causa SIDA e que em 1985 teve um encontro com um guaxinim verde fluorescente que falou com ele, no norte da Califórnia (e garante que não estava alcoolizado ou drogado).

      • Nikolaas Tinbergen, prémio Nobel padrões de organização social em animais, defendeu (na aula Nobel!) que o autismo é causado pela falta de amor maternal…

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    3. Obrigado Francisco! Lamento se dei a entender que o seu artigo dizia isso. Quanto a pessoa anonima que o tenta usar para apoiar as suas ideias bizarras, devia ter um pouco de mais respeito pelo trabalho dos outros.

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    4. Nada disso Yaztromo, devemos ter respondido quase em simultâneo e eu esta a responder ao Anónimo!

      O que diz no seu comentário é precisamente o que me estava a passar pela cabeça, portanto eu é que agradeço.

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  3. "Belo compara a homeopatia com a vacinação, o que é absurdo."

    E compara muito bem, porque o pensamento original era o mesmo, a única diferença está que Edward Jenner não teve o cuidado de diluir e dinamizar e Hanhemann ainda não tinha sistematizado o processo homeopático. - Por isso, Senhores DAVID MARÇAL e CARLOS FIOLHAIS não sabem do que falam e serviam melhor a ciência se parassem de defender disparates que apenas revelam a Vossa ignorância. Será que não têm mais nada de útil para fazer na área científica?


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  4. A veneração acrítica do Sr. Doutor Marçal pela literatura científica evapora-se, convenientemente, em relação a tudo o que foi publicado sobre o assunto depois do mês de Julho do ano de 1988. A revista Nature, a propósito, não é o santuário da literatura científica, sabê-lo-á, a não ser que não leia mais nada, excepto a Nature e a Wikipédia.
    Gostava muito de ler uma resposta científica sua, bem fundamentada, na sua qualidade de bioquímico (é isso que se afirma ser,não é?), que não seja conversa de café como a deste artigo de pura propaganda, sobre este paper, por exemplo, assinado por investigadores de duas universidades, uma americana, outra italiana (e isto não é um argumento de autoridade Senhor dótor, é fazer o mesmo que os senhor faz quando invoca a autoridade da revista Nature-só no artigo do mês que interessa, claro, que o resto não dá jeito nenhum) a propor uma explicação para o tal fenómeno da memória da água, que tanto incomoda a indústria farmacêutica e os seus homens de mão.
    Já não é a primeira vez que este artigo, entre outros, lhe é posto à frente dos olhos e teima ostensivamente em ignorá-lo:
    http://jacques-benveniste.org/bio_conf_widom.pdf

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  5. Homeopatia é alternativa à medicina tradicional para cada vez mais portugueses
    São cada vez mais os portugueses que recorrem à homeopatia como alternativa terapêutica. Muitos só recorrem à medicina dita tradicional como última hipótese. No entanto, os defensores da medicina convencional consideram que esta terapia não tem validade científica e não produz efeitos.
    https://www.youtube.com/watch?v=aLfnsXnOVQ8

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  6. Também são cada vez mais os americanos a deixar de vacinar os filhos – não valida nada e não deixa de ser idiotice e, efectivamente, perigoso para a saúde pública.

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    1. Tal como o seu comentário de que «não valida nada e não deixa de ser idiotice e, efectivamente, perigoso para a saúde pública» também não valida nada, por reflectir também apenas a sua gratuita opinião e é também idiota, porque pretensioso.
      Não será este tipo de sobraceria ainda mais perigoso para a saúde publica, pergunto eu.

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    2. Não porque da minha opinião não depende se pessoas são vacinadas ou não – não tenho pretensão de nada.

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  7. O que refere não é uma idiotice, as vacinas são uma questão política antes de ser uma questão de Saúde. As vacinas têm sido uma das ferramentas mais relevantes de Eugenia e têm sido claramente usadas para esses fins, é inegável hoje alegar o contrário, dado que muito material foi já desclassificado.
    Perigoso é ser ignorante e pretender continuar a sê-lo depois de esclarecido, não vejo idiotice em ter espírito crítico, e defender-se de loucos eugenistas e neomalthusianos. As vacinas foram um conceito válido no seu tempo e partem de um princípio da semelhança como o da Homepatia, embora nada tenham mais em comum do que terem partilhado o mesmo espaço temporal (transição do séc. XVIII/XIX). Mas após os anos 50, as vacinas transformaram-se em algo bem diferente, os defensores comuns das vacinas tomam o conceito do passado e aceitam o que desconhecem serem hoje - hoje são agentes que garantem às farmacêuticas um aumento de alergias, problemas de desenvolvimento neurológico, doenças auto-imunes e doenças degenerativas que até hoje eram raras ou inexistentes. Basta ver a correlação entre estas doenças e os países com maior número de vacinas e vacinados. Mais recentemente é um erro falar em vacinas, as vacinas epigenéticas, de vacinas só têm mesmo o nome, trata-se de tecnologia de modificação genética, onde retrovírus levam a uma reprogramação directa do retículos endoplasmáticos para que eles produzam antigénios daquilo contra o qual se pretende "vacinar". Os recentes ensaios da "vacina do Ébola" na Suíça (10 Dez 2014 - senão falha a memória) foram suspensos devido ao grau de reacções adversas dos voluntários nos ensaios, reacções típicas de uma situação de reacção auto-imune. Lá porque o ambiente é responsável por muita da nossa programação genética isso não significa que agora nos vamos entreter a brincar a aprendizes de feiticeiro. A tecnologia de modificação genética é um sonho dos transhumanistas e do cientismo.
    Depois, esta história de criticar a homeopatia dando sempre o exemplo do tratamento da gripe é uma palermice, e já agora, não existe nenhuma vacina homeopática, o conceito de vacina não tem sentido em homeopatia e se é usado por razões comerciais, para dar significação a uma função, e um erro pois não corresponde à função do remédio homeopático - Aqui está um vídeo raro que apresenta partes desta questões:
    https://www.youtube.com/watch?v=b_epkXU_pg0

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    1. Aqui podemos ver como as doenças infecciosas já estavam em queda quando os programas nacionais de vacinação foram introduzidos, o higienismo e a melhoria da alimentação e salubridade foram os grandes responsáveis da queda na incidência de doenças infecciosas:
      http://aphomeopatia.weebly.com/destaques.html

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    2. As bulas das "vacinas" falam por si
      MMR Vaccine May Cause Cancer and Mutate DNA
      https://www.youtube.com/watch?v=RMwcuVpYqbA

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  8. Mas, quando é que os homeopatas apresentam resultados sistematizados - como é obrigatório para a Ciência - de um qualquer fármaco aplicado a n pessoas e sempre com o mesmo resultado? Quando isso acontecer, eu acredito nesse fármaco. Já agora, façam-no para todos os V/ fármacos. E, assim, todos ficarão credibilizados. Vá, lá, tornem a homeopatia Ciência e deixem de enganar os incautos!

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  9. Caro Francisco Domingues
    Essa forma de colocar o problema é incompatível com a homeopatia, a menos que arranje maneira de me encontrar 3, 5, 10 plantas, animais ou pessoas com "terreno" e uma mesma situação clínica ou sintomática. Claro que vai ser muito difícil !!! E, o trabalho do homeopata não é explicar a Física por detrás do fenómeno, acho que os colegas das outras áreas deviam colocar o cepticismo de lado e colaborar activamente connosco na explicação do fenómeno, nós próprios agradecíamos, pois iria potenciar o grau de precisão prescritiva, facilitaria muito a nossa vida e poderia abrir um campo de novas formas de jogar com o fenómeno. Além disso, as implicações da teoria homeopática abanariam as estruturas do paradigma científico actual. Pessoalmente, apostaria que é tudo uma questão de tempo, há demasiadas observações que se correlacionam factos, para lá da mera discussão da diluição.
    Nos comentários deste artigo estão alguns esclarecimentos importantes, como ponto de partida, vamos considerar que a homeopatia é apenas um placebo:
    http://algolminima.blogspot.pt/2015/02/david-marcal-carlos-fiolhais-e.html

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  10. The Secret Covenant: The Elite’s Manual For Global Enslavement
    https://www.youtube.com/watch?v=dZ8DkeabDKc

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  11. "A prova experimental da homeopatia e Benveniste"
    Fernando Belo
    18/02/2015 - 06:33
    Não defendi a homeopatia como ciência, não tenho competência para isso. Mas cito dois Prémios Nobel, ambos vivos.
    http://www.publico.pt/ciencia/noticia/a-prova-experimental-da-homeopatia-e-benveniste-1686329?page=-1

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