segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Pioneer of paleogenetics: Max Planck researcher Svante Pääbo



Paabo esteve em 2019 em Portugal e é autor do livro "O Homem de Neandertal" (Gradiva) nas livrarias.

Star Wars: A Ascensão de Skywalker - Trailer final

Sobre a partícula de Higgs

A peça do Público, publicada ontem, contém declarações minhas à jornalista Andrea Cunha Freitas:

https://www.publico.pt/2019/12/15/ciencia/noticia/dia-mundo-viu-maldita-particula-1897315

A Palavra "Vergonha" Expurgada da Assembleia da República por Ferro Rodrigues

A palavra “vergonha” passou a estar no índex das palavras proibidas por Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, e, como tal, a ser banida em São Bento.

Atrevo-me a pensar qual a palavra substituta de vergonha que conseguisse passar nas malhas lexicais apertadas e censórias de Ferro Rodrigues para não cortar a palavra a André Ventura por utilizar esta palavra num parlamento deveras sensível. “Ad contrario” de outros parlamentos como o da mui nobre Inglaterra, de muita e larga tradição, em que, por vezes os deputados se pegam à batatada expressão popular que troco, para evitar melindres, pela nobre arte do boxe de socar.

Aliás o desfecho desta contenda de palavras entre Ferro Rodrigues a André Ventura terminou com aquele a tirar a palavra a este e dando, de imediato, a palavra a Katar Moreira num atitude de cavalheirismo em desuso em nossa época.

Ferro Rodrigues, um gentil-homem, assumiu o papel de “um dos cavaleiros da Távola Redonda” que pugnavam pelo tratamento de doçura para com mulheres e crianças, não estando, como tal, André Ventura, pelo seu sexo e idade, contemplado por este doce tratamento.

Para situar o leitor neste contexto, faço um resumo do que se passou entre as duas personagens, transcrito do jornal "I”, titulado “Ferro Rodrigues puxa as orelhas a Ventura por abusar da palavra vergonha” e com o subtítulo “Presidente da AR repreendeu Ventura por utilizar a palavra vergonha com ´demasiada facilidade’”. Em consequência, “este deputado pediu uma audiência a Marcelo” (13/12/2019).

Segue-se o supra citado resumo:

“Ferro Rodrigues não quer que André Ventura utilize tantas vezes a palavra “vergonha” nas suas intervenções parlamentares, considerando ser “uma vergonha o que se está a passar no Parlamento”. 

(A titulo meramente informativo, quantas vezes é considerada abuso, por Ferro Rodrigues, a utilização desta palavra?) (…) 

“O presidente da Assembleia da República reagiu à intervenção do deputado do “Chega” repreendendo-o “por utilizar as palavras vergonha e vergonhoso com demasiada facilidade”. Ainda segundo ele, a postura de André Ventura “ofende todo o parlamento”. “Os deputados socialistas aplaudiram o presidente da Assembleia da República. André Ventura levantou-se e pediu, de imediato, a palavra para defesa da Honra”. 

Notícia de primeira página, seria, isso sim!, André Ventura ser aplaudido pelos deputados socialistas, em atitude corajosa de não subserviência ao “big boss”! “Last but not least”, como reagirá Ferro Rodrigues se confrontado, num tempo em que a polémica era um verdadeiro cruzar de ferros a faiscar, a uma crítica feroz do nosso imortal Eça à Assembleia da República?

Punha-lhe uma mordaça na boca? Rasgava-lhe a folha de papel e tirava-lhe a caneta em que ele escreveu a sua descrição da Assembleia da República? Dava-lhe um murro nas ventas (perdão, no rosto)? Passo a transcrever essa crítica:

“A Assembleia da República é um local que:
Se for gradeado será um Jardim Zoológico,
Se for murado será um presídio,
Se lhe for posta uma lona será um circo,
Se lhe for colocada uma lanterna vermelha será um bordel,
E se se lhe puxar o autoclismo não sobra ninguém…”

Bem sei que utilizar a palavra “chega” (quantas vezes?) é bem mais ofensivo! Mudam-se os tempos, tornam-se as ofensas mais ofensivas? Ou serão, em nosso tempo, os tímpanos dos poderosos mais sensíveis tornando questões de verbo em questões de discussão parlamentar? 

Este é o cerne de uma questão subsidiária perante os graves problemas que esperam o país em regresso a época de crise económica!

"IMPÉRIO E IGREJA": JOSÉ PEDRO PAIVA FALA NO RÓMULO


Dia 16 de Dezembro, segunda-feira, pels 18h, realiza-se a palestra "Império e Igreja: o padroado real restringiu o poder do episcopado nas dioceses (séculos XV-XVIII)?" com José Pedro Paiva, Professor de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
A entrada é livre e destinada ao público em geral.
RESUMO DA PALESTRA:
Procura-se com esta comunicação esclarecer o que foi o padroado real entre os séculos XV e XVIII e que impactos é que esta competência régia teve no exercício do poder episcopal nas dioceses do império ultramarino português desde o Brasil até à Ásia.
Contrariando tendências dominantes na historiografia desde o século XIX, sustentar-se-á que o padroado não derrogou as principais prerrogativas do episcopado, nem sequer a interferência papal nos territórios do império português submetidos ao instituto do padroado. 

B. Smetana: "La Moldava"

MÚSICA E EQUAÇÕES MATEMÁTICAS - CONFERÊNCIA DE NATAL DO RÓMULO EM COIMBRA



Música e matemática na Conferência de Natal do RÓMULO

Realiza-se na terça-feira, dia 17 de Dezembro, pelas 18 horas, no RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, no Departamento de Física da FCTUC, uma conferência especial de Natal  intitulada "Música e equações matemáticas," onde estarão justas as “duas cculturas”. Será conferencista Luís Adriano Oliveira, Professor Catedrático Convidado de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). No final, e com a moderação de Carlos Fiolhais, Director do RÓMULO, a audiência poderá conversar com o palestrante.
O evento destina-se a todo o público e especialmente ao de se interroga sobre a relação das artes com as ciências. A entrada é livre.

RESUMO:

À semelhança da literatura escrita, a matemática é uma forma de comunicação.
Particularmente estruturada, a linguagem matemática veicula representações teóricas da vida real, física, permitindo descrever esta última com elevado rigor, e formular previsões de comportamentos que a natureza nos reserva para futuro mais ou menos próximo.
Concretamente, uma equação matemática estabelece a relação existente entre os seus dois membros, cada um formado por um ou mais termos. Dito de outro modo, uma equação “fala” e, mais do que isso, tem muito a dizer!
Pode, então, colocar-se a questão: “Será de esperar que uma equação, para além do inerente conteúdo matemático, encerre em si elementos de natureza musical e/ou poética?” A palestra que aqui se propõe avança uma resposta para esta interrogação.
Numa apresentação repleta de efeitos sonoros, o autor demonstra a sua tese através de um exercício de correlação entre as equações de Navier-Stokes e o trecho musical “Moldava”, do compositor checo Bedrich Smetana (1824-1884).


BIOGRAFIA SUMÁRIA:

Luís Adriano Oliveira é Professor Catedrático desde 2000 no Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Aposentado desde Janeiro de 2014, é actualmente Professor Catedrático Convidado (pro bono), na mesma instituição. Licenciado em Engenharia Mecânica pela FCTUC, em 1975. “Diplôme d’Études Approfondies” (D.E.A.) pela “Faculté des Sciences de l’Université de Poitiers” (França), em 1978. “Docteur Ingénieur” (D.I.) pela “Faculté des Sciences de l’Université de Poitiers”, em 1981. Doutoramento (Especialidade: Aerodinâmica) pela Universidade de Coimbra, em 1986. Agregação (Especialidade: Aerodinâmica) pela Universidade de Coimbra, em 1998.

As suas principais áreas de interesse (âmbitos fundamental e aplicado): Metodologia da Investigação; Ética na Investigação Científica; Mecânica dos Fluidos; Cálculo Numérico de Escoamentos com Transferência de Calor e Massa; Dispersão de Partículas em Escoamentos. É autor de diversas publicações científicas e supervisor de vários trabalhos de Doutoramento e de Mestrado nas áreas: Mecânica dos Fluidos Computacional; Aerodinâmica; Transporte de Partículas em Escoamentos; Incêndios Florestais.

Livros publicados:
L. A. Oliveira (2018) – “Escrita Científica: da Folha em Branco à Versão Final”. LIDEL
L. A. Oliveira & A. G. Lopes (2016) – “Mecânica dos Fluidos” (5ª ed.). LIDEL
L. A. Oliveira & A. G. Lopes (2016) – “Mecânica dos Fluidos – Fundamentos de Física e Matemática”. LIDEL L. A. Oliveira (2014) – “Dissertação e Tese em Ciência e Tecnologia” (3a ed.). LIDEL
L. A. Oliveira (2013) – “Ética em Investigação Científica”. LIDEL

Para mais informações:

RÓMULO – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra 
                     Maria Manuela Serra e Silva
                     Telefone – 239 410 699
                     E-Mail – ccvromulocarvalho@gmail.com
                     Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002912006773




sábado, 14 de dezembro de 2019

O "quarto objectivo" para a Educação no Mundo na Cimeira do Clima e depois dela

A "Agenda do Horizonte 2030", aprovada em 2015 na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, é orientada por duas palavras: "sustentabilidade" e "bem-estar". O currículo escolar volta a ser reformulado em função do "quarto objectivo" dessa Agenda: reforça-se a educação para a cidadania como panaceia para resolver as feridas do mundo (natural e humano) que alastram a olhos vistos.

Acontece que a vocação da escola não é curar essas feridas, pelo menos a curto prazo: é educar, na esperança de que um dia alguns as curem ou as minimizem. É à política que cabe curar ou minimizar as feridas do mundo porque a sua vocação é cuidar da pólis, agora alargada à escala global.

E mesmo que a escola prepare para a política, guiada pelos princípios que a devem guiar (evidentemente que deve fazê-lo), a sua acção não pode salvar o mundo. Podemos ir mais longe para dizer que a solicitação feita à escola para curar essas feridas não passa de uma mistificação para se dar a entender que elas estão a ser curadas quando, na verdade, estão a ser escavadas até ao osso.

Digo isto a propósito da Cimeira do Clima (promovida pela mesma Organização das Nações Unidas, que se encontra em prolongamento neste fim-de-semana, num impasse que não augura nada de bom (ver, por exemplo, aqui). Como poderão os mesmos políticos, depois daquilo que dela vem a público (e daquilo que não vem), pedir à escola que se empenhe na concretização (imediata, porque é disso que se trata) do "quarto objectivo"?

Newton Duarte (2010, 33), investigador da Educação, tem procurado explicar as contradições em que, sem darmos conta, temos caído: directores de escolas, professores, etc. Talvez seja tempo de percebermos que, pensando estarmos a fazer parte da solução, estamos a fazer parte do problema, aceitando responsabilidades primeiras que não temos em detrimento da que é a nossa: ensinar.
“Visão idealista da educação. O adjectivo «idealista» é usado aqui não com referência à adesão a ideais, mas com referência ao princípio segundo o qual os problemas sociais são resultado de mentalidades erróneas, acarretando a crença de que a difusão pela educação de novas ideias entre os indivíduos, especialmente os das novas gerações, levaria à superação daqueles problemas. Por exemplo, a violência crescente na contemporaneidade poderia ser combatida por uma educação para a paz. A destruição ambiental poderia ser revertida por programas de educação ambiental. O desemprego poderia ser superado por uma formação profissional adequada às, supostamente, novas demandas do mercado de trabalho ou pela difusão da ideologia do empreendedorismo. Esse idealismo chega ao extremo de acreditar ser possível formar, no mesmo processo educativo, indivíduos preparados para enfrentar a competitividade do mercado e imbuídos do espírito de solidariedade social.” 
Duarte, N. (2010). O debate contemporâneo das teorias pedagógicas. In L. M Martins & N. Duarte (Orgs.) Formação de professores. Limites contemporâneos e alternativas necessárias. São Paulo: Editora UNESP/ Cultura Académica.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Do Instituto Nacional de Educação Física (INEF) à Faculdade de Motricidade Humana (FMH)


“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito” (Albert Einstein).

Transcrevo do comentário de Paulo Costa, ao meu post aqui publicado, titulado “Da actual Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física à criação de uma Ordem dos Professores de Educação  Física (1)”, a referência ao  espinhoso processo de reconhecimento da academia pelo qual também passou a FMH (UTL)”. 

Indo ao cerne da questão, ou sejam o “mau olhado”, as descrenças e vicissitudes relacionadas  com o Corpo - segundo o Professor de Medicina Ernst Krestschmer, "o corpo é uma inteligência" - que pomposos “intelectuais”, falsos detentores do Saber, verdadeiras cabeças tontas ensopadas de dogmas, sopram em trompetas, que espalham, “urbi et orbi”,  que as escolas que formam, desde 1940, professores de Educação Física, são usinas de mentecaptos em que os músculos estão na razão inversa dos neurónios. Esta dedução “atrevidota” encontra contestação  em Ramalho Ortigão, escritor  de uma obra literária de grande vulto que, pela sua compleição atlética temperada com exercícios gimnicos, dizia ter nascido  para "Hércules de Feira"!

Extraio, agora, do professor universitário de Filosofia da Universidade de Coimbra e investigador  das Ciências da Educação, Sílvio Lima (1904-1993), um acervo de 97 artigos publicados no jornal portuense “O Primeiro de Janeiro”, nos anos de 39 a 43,  uns tantos títulos, como sejam: “Reflexões Críticas Sobre o  Desporto”, “Desporto e Sociedade”, “Desporto Mocidade e Velhice”, “Desporto e Ciência”, “Desporto e Medicina Desportiva, “O Desporto e a Beleza”. Em crítica aos detractores do Desporto disse este Professor ser ele “uma questão grave (quer dizer etimologicamente pesada) que só parece leve aos de cabeça leve como o sabugo e o algodão”.

E porque "a história é uma mediação entre o passado e o presente”(Paul Ricoeur), passo a abordar  o percurso temporal da FMH indo às suas raízes: INEF. Tempos atrás, faleceu um Mestre (no sentido mais nobre da palavra), grande e saudoso Amigo. Foi ele um homem que teve como “honoris causa” a defesa intransigente do INEF e dos seus diplomados. Sobre o Desporto publicou no seu livro “O Desporto e as Estruturas Sociais” (“Prelo Editora, 1.ª edição, 1967, a se seguiram outras edições) o seguinte: “Só há uma forma de entender o fenómeno desportivo: na perspectiva das estruturas sociais. O que há de característico e fundamental no desporto é, justamente, o que define e caracteriza a sociedade em que se realiza”.

Admirador incondicional de José Esteves, na sua complexidade, para mim a maior figura nacional da Educação Física e Desporto, em “A BOLA” (12.Dez.91), enderecei-lhe uma “Carta Aberta””, que transcrevo, dando relevo a um preâmbulo, da autoria de um dos seus jornalistas, que reza: “Esta é uma carta aberta a José Esteves, dirigida por um seu amigo, Rui Baptista, de Coimbra, professor de Educação Física, que no segundo Congresso de Educação, apresentou uma moção (aprovada) para que fosse concedida a José Esteves o doutoramento “honoris causa”. Eis a carta:

“Querido Amigo:

“Numa época em que tudo e todos são postos em causa, mas que, em contrapartida, se homenageia, a torto e a direito, muito imbecil e se galardoa a eito tanto incompetente, rogo-lhe que ponha à minha disposição a sua grandeza de espírito e a magnanimidade do coração.

Só assim, em sua modéstia, será José  Esteves capaz de perdoar-me estas  descoloridas linhas que serviram de pórtico a uma comunicação por mim apresentada no 2.º  Congresso Nacional de Educação Física (Tróia, 29.Nov.91), intitulada “Os desafios profissionais do futuro”.

Pigmeu de uma longa e penosa jornada, de que José Esteves se fez gigante, rendo o meu preito ao insigne Mestre e dilecto Amigo, de quem recebi o clarão inspirado da intransigente defesa da classe, mas que o meu desajeitado sopro transformou em pálida e mortiça chama.

Em clausura de eremita, entre livros e recordações, e cartas e visitas de afeiçoados em sua casa de Cascais, castelo de sonhos que uma indómita vontade, e força d’alma, tornaram realidade, vive, agora, em cristã resignação, a lembrança de letargias que a tacanhez da Sociedade portuguesa, e a pequenez dos homens, desejavam perpetuadas para todo o sempre, em triste e irremediável destino.

E que formosíssima utopia, a sua: “Não troco a promoção desportiva de uma centena  de crianças das nossas escolas primária por uma medalha de ouro olímpica". A um simples mortal, os deuses do Olimpo, jamais, podiam perdoar  tanto e tamanho desafio aos seus heróis. E não é ‘a vingança o prazer dos deuses?’” "Ex corde. ”Rui Baptista

Viu o INEF a luz do dia em 1940, época de exacerbado nacionalismo que lhe deu o apodo de Nacional em vez de Superior, porque convinha manter os seus alunos longe de tentações universitárias revolucionárias.

Existiam à época, extenso número de faculdades e 4 cursos superiores extramuros universitários: INEF, Arquitectura, Escola Naval e Escola do Exército. A alínea f) do Decreto 36507 de Setembro de  1947, insere, com excepção de Arquitectura inclusa noutra alínea, as escolas supracitadas, assim como, a título de meros exemplos, Medicina e Farmácia. O INEF foi integrado em seio universitário em 75, seguindo-se  a integração de Arquitectura em 79. Aliás, pouquíssimo tempo antes de 25 de Abril, chegou a ser anunciada, num Boletim do INEF, a sua integração na Universidade Nova de Lisboa.

Pelo desconhecimento de textos legais, unicamente apoiados em “achismos”, fui confrontado por mentes asininas sobre a inferioridade do INEF, com suportes na sua crisma de nacional em vez de superior ( cursos espanhóis universitários de Educação Física há que são denominados nacionais). Este “status quo” levou-me, em resposta a uma polémica num jornal da capital moçambicana de que fui um dos polemistas,  a solicitar um esclarecimento oficial à direcção do INEF, de que José Esteves era sub-director, sobre esta controvérsia. A resposta surgiu, via Ministério da Educação, que pelo seu ofício.º 3979, de 27 de Setembro de 1962, informava ser o INEF uma escola superior. Em consequência, foi dado conhecimento deste ofício para ser publicado no jornal que tinha dado guarida  à notícia, através de uma comunicação enviada pelo Centro de Informação e Turismo de Moçambique, para rectificar, como ora se diz, uma “fake new” de um seu colaborador.

Aqui chegado parece-me importante fazer uma resenha sobre os cursos de Educação Física em Portugal, antes da criação do INEF (1940). Existiu um curso superior de Educação Física ministrado   na Sociedade de Geografia de Lisboa que encerrou portas assim que foi criado o INEF. Por os diplomados pelo INEF não chegarem para o preenchimento das vagas para a respectiva docência, foram criados, na década de 60, cursos médios de Educação Física, em Lisboa, no Porto e Coimbra (que não chegou sequer a funcionar), cujos diplomados, titulados instrutores de Educação Física, exerciam funções sobre a orientação de professores de Educação Física. Estas escolas médias  foram também criadas em Luanda e Lourenço Marque na década de 70.

Depois de 25 de Abril, foram os ex-instrutores havidos como professores “diplomados” em Educação Física, como se os professores formados pelo INEF fossem uma espécie de párias que exerciam funções docentes sem qualquer diploma ou habilitação de crédito. Bem nos alertou Almeida Santos, tido como um dos príncipes da legislação portuguesa, que a maior parte da legislação produzida depois de 25 de Abril em Portugal, chumbava no antigo exame da 4.ª classe.

Se mérito diviso neste meu texto, escrito ao correr da pena, é porque a sua intenção foi combater opiniões malévolas que geraram confusão sobre o INEF. Como escreveu G. Scott, “os factos são sagrados e os comentários livres”, ainda que perigosos quando se estribam no simples “ouvi dizer” qual boato, que se espalha com a velocidade de um relâmpago que tudo calcina à sua volta com a finalidade  de destruir a reputação de instituições dignas da maior consideração, como o INEF. Haja, no mínimo, respeito! 

Aquele respeito que o então Ministro da Educação, Roberto  Carneiro, numa Sessão Comemorativa,  realizada na FMH, afirmou solenemente: "O Instituto Nacional de Educação Física subiu a pulso  o caminho que o haveria de conduzir à Universidade!"

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

É PRÓ MENINO E PRÁ MENINA!

Recentes notícias voltaram a dar conta de vários factores de risco, para a saúde e segurança das crianças, em brinquedos importados. A detecção foi feita por entidades idóneas e, tanto quanto percebi, situou-se sobretudo na toxicidade das tintas. As regras a que os fabricantes devem obedecer não são as mesmas dentro e fora da Europa, mas a Europa deixa entrar produtos que não cumprem o que se encontra preceituado no seu espaço. Logo, neste caso, o resultado é chegarem, realmente, às mãos (e às bocas) dos mais pequenos produtos que lhes podem fazer muito mal. Não será a todos, mas será a muitos deles. Mário Frota, professor de Direito do Consumo, tem repetidamente chamado à atenção para este problema, que, apesar de identificado e caracterizado, se torna particularmente grave em cada época de Natal. Fá-lo, agora, na inovadora forma de quadra, talvez, assim, as palavras sejam mais fáceis de reter e compreender (MHDamião).

CRIANÇA TEM DE RIMAR COM SEGURANÇA
BRINQUEDO NÃO PODE RIMAR COM MEDO

SE CRIANÇA É SERENIDADE
NÃO SEJA PASTO DE MEDOS
EM MEIO À TRANQUILIDADE
A NÃO PERTURBEM OS BRINQUEDOS

SE CRIANÇA É SEGURANÇA
VALOR QUE É FUNDAMENTAL
NESTA QUADRA DE ESPERANÇA,
COMO É A DO NATAL,

SEJA O BRINQUEDO SEGURO
COMO MANDA A DIRECTIVA
PARA RIMAR COM FUTURO
E ALARGAR A EXPECTATIVA

E SE HÁ BRINQUEDOS QUE MATAM,
COMO SE DIZ SEM CONCERTO,
QUE DAS REGRAS NÃO SE APARTAM
E NEM SE AGRAVE O APERTO

SE A CRIANÇA É INOCENTE
NÃO A SUBVERTAM OS MERCADOS
NO FUTURO E NO PRESENTE
TRATEM-NA COM MIL CUIDADOS!

Mário Frota
apDC – DIREITO DO CONSUMO – Coimbra

Prós e Contras - regulação da Cannabis para fins recreativos


O Prós e Contras em que participei ontem, acerca da regulação da Cannabis para fins recreativos:

https://www.rtp.pt/play/p5337/e443817/pros-contras

Recupero um artigo que escrevi no Público em 2018 acerca do uso de Cannabis para fins medicinais:

https://www.publico.pt/2018/01/14/ciencia/noticia/cannabis-medicinal-muito-exagero-e-algumas-aplicacoes-plausiveis-1799089

Da actual Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física à futura criação de uma Ordem dos Professores de Educação Física (2)

(2.ª e última parte do artigo) 

Escrevi na altura: “A novel licenciatura conta já com uma massa crítica que só pode prestigiar a Universidade que a acolheu. Tem ela no seu corpo docente professores universitários oriundos da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa e professores de outras Faculdades de Coimbra, v.g. Medicina e Psicologia e Ciências da Educação. 

Desta interdisciplinaridade de saberes muito terá esta licenciatura a beneficiar na perspectiva de George Gusdorf “Da História das Ciências à História do Pensamento”: 
“A atitude do especialista, quer seja matemático ou botânico, filólogo ou historiador, que se debruce ciumentamente sobre o estrito compartimento da sua própria competência deve ser considerada uma demissão. Qualquer dissociação do conhecimento é uma negação do conhecimento. O dever presente é trabalhar para verificar, para dar corpo àquilo que um século de análise desmembrou. O pressuposto da especialização deve dar lugar ao pressuposto da convergência. Ciências e Letras, Ciências da Natureza e Ciências do Homem, que parecem votadas a caminhos distintos, devem tomar consciência, cada uma por seu lado, que são como paralelas que se afastarem da sua própria direcção encontrando-se no infinito”. 
Na sua abrangente dimensão de ensino, de investigação e de prestação de serviços à comunidade, apesar da sua condição de neófita já organizou ela alguns eventos em colaboração com sociedades científicas e associações profissionais nacionais e estrangeiras como, por exemplo, “V Jornadas de Psicologia Desportiva”, “V Fórum da EUPEA” e as recentes “II Jornadas de Análise do Ensino em Educação Física”. 

Para Março do ano que vem, tem agendado o “IV Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa, em organização conjunta da novel Licenciatura de Educação Física e a Universidade de Coimbra. Injustiça seria não realçar o papel do Professor Francisco Sobral, professor catedrático que transitou da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa para a Lusa Atenas, para presidir à comissão instaladora da licenciatura de Educação Ciências do Desporto e Educação Física. 

Foi ele obreiro de todo um dinamismo que abriria as portas, no ano seguinte, à criação da oitava faculdade da vetusta e tradicional Universidade de Coimbra: a Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física. Aliás, criação numa acção conjunta, coordenada e muito interessada do reitor da Universidade de Coimbra Rui Alarcão, seu vice-reitor Pinho Brojo e do presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Manuel Viegas Abreu como verifiquei nos encontros preliminares comigo havidos. 

Como as coisa felizes não têm história, como pontificou o historiador Lopes de Mendonça, não me detenho sobre a criação desta Faculdade – ela própria fará a sua história! Assunto arrumado, portanto!

Regressemos, assim, à desejada criação da Ordem dos Professores de Educação Física, fazendo uma resenha do acontecido na altura. Assim: “Aquando do “I Congresso de Educação e Desporto”, realizado na Figueira da Foz (1988), apresentei uma proposta, aprovada por esmagadora maioria, na reunião preparatória realizada em Coimbra, para a criação de uma Ordem dos Professores de Educação Física. 

Teve este congresso a duração de três dias, com a presença de cerca de 500 congressistas, oriundos dos diversos cantos de Portugal Continental e das ilhas adjacentes da Madeira e Açores. Só no último dia e ao cair do pano do proscénio do Congresso, foi a minha moção apresentada e votada tendo obtido os seguintes resultados: 79 votos contra, 54 a favor e 102 abstenções num total de 235 votantes. Ou seja, a votação foi realizada com a presença restrita, de mais ou menos, metade do número de congressistas por, entretanto, a outra metade ter já regressado a casa.

Passadas três décadas, a criação da Ordem dos Professores de Educação Física, curiosamente realizada, outrossim, na “Praia da Claridade, "conheceu novos desenvolvimentos de que tive conhecimento, através do actual presidente do Conselho Directivo, Professor José Pedro Leitão Ferreira, que há dias, me enviou uma missiva, que muito me sensibilizou e que transcrevo devidamente autorizado pelo seu subscritor. 

Num cartão escreveu ele (16.11.2019): 
“Caro Professor Rui Baptista: Junto anexo uma cópia do meu discurso de encerramento do 11.º Congresso Nacional de Educação Física, do passado fim de semana, na Figueira. Faço-o porque o mencionei a propósito de um assunto que sei ser-lhe muito querido. Saiba que foi objecto de enorme aplauso de todos os presentes logo que mencionei o seu nome. Votos de rápidas melhoras do amigo José Pedro Leitão Ferreira”. 
Nota: os votos de rápidas melhoras reportam-se uma queda que me obriga a permanecer em cadeira de rodas com um colete imobilizador durante 4/6 meses, por um fractura de vértebra lombar, graças a Deus, sem lesão medular. Quatro meses estão quase cumpridos! 

Transcrevo, agora, com natural emoção, o derradeiro parágrafo do discurso de encerramento do referido congresso, pronunciado pelo Doutor José Pedro Ferreira:
“Não poderia deixar de terminar esta minha breve intervenção prestando uma homenagem a um Homem de Coimbra que certamente estaria aqui entre nós se a saúde lhe permitisse, a um Homem da Educação Física – Professor Rui Baptista – que durante bem mais vinte anos se bateu por algo que hoje em dia se constata como uma necessidade – a existência de uma ordem profissional que regule e proteja os interesses da nossa área profissional, que possa dialogar em pé de igualdade com os diferentes intervenientes. Não o ouvimos com a devida atenção, deixámo-nos ultrapassar por ‘outros’ que chegaram de um passado bem mais recente. Talvez ainda estejamos a tempo de recuperar”.
Para os Colegas que me aplaudiram a minha muita gratidão acompanhada por um abraço “ex corde” para o meu estimado Amigo José Pedro Ferreira

Finalmente, “tout va bien quand finit bien!" Não é só nos livros infantis e de adolescentes românticas que existem epílogos felizes em que o príncipe casa com a gata borralheira ou o ricaço com a pobretana!

"ORIGINAL É A CULTURA" - ESTAR À MESA

https://sicnoticias.pt/programas/original-e-a-cultura/2019-12-07-Original-e-a-Cultura---Estar-a-Mesa-1

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Da actual Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física à futura Ordem dos Professores de Educação Física (1)

“Enquanto os médicos, em tempos idos,
só tiveram a concorrência dos barbeiros, 
o professor de Educação Física ainda vê 
o seu campo de acção invadido por simples
curiosos com o imprimatur do Estado” 
(Quintino da Costa, 
professor do INEF em início da década de 50). 

Continuo a considerar-me um defensor da criação de uma Ordem dos Professores de Educação Física, conquanto sobre a sua criação, comungue, por analogia, da opinião de Winston Churchill sobre democracia, dizendo ser ela a pior forma de governo exceptuando as outras. Assim, as novas ordens profissionais e antigos sindicatos são uma forma de que tenho receio por não respeitaram alguns as respectivas funções misturando vinho de boa cepa com água de límpida fonte dando aso a uma verdadeira zurrapa!

Mas aqui para evitar disposições legais confusas deverá morar, em sólido e inexpugnável castelo, “o soberaníssimo bom senso” de que nos falava Antero. Situação confusa esta que me traz me à memória o escritor Pio Barojo quando descreve o acontecido com um ministro espanhol que se virava para o seu secretário, advertindo-o; 
“Veja lá senhor Rodriguez se a lei está escrita com a necessária confusão!” Sempre que disserto sobre ordens profissionais encontro fundamento no meu livro “Do Caos `Ordem dos Professores” (edição do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados, Jan. 2004).
Foi ele escrito no tempo em que eu desempenhava funções de presidente da Assembleia Geral do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados, tendo proposto a criação de vários colégios da especialidade: Letras, Ciências, Educação Física e Desporto, etc. Na altura, deparei-me com vários constrangimentos vindos dos seus opositores sindicais e de um professor de Coimbra que afirmava de cátedra não se enquadrar a profissão docente no âmbito de profissão liberal.

Pouco a pouco, com a minha investigação desde os tempos anteriores ao Estado Novo até aos dias da sua publicação foram caindo folhas outonais dessa crítica (e outras) por perderem o viço de dogma. Mas isto são contas de outro rosário! Sobre a criação de uma Ordem dos Professores de Educação Física, escrevi uma trilogia de artigos publicados com grande destaque no jornal desportivo “Record”: “A (des)Ordem dos Professores de Educação Física” (5. Fev. 1998); “Para um Ordem dos Professores de Educação Física” (20.Dez.1988); e “Ainda a Ordem dos Professores de Educação Física” (30. Dez, 1998). No “Diário de Coimbra” (20.Dez.1988) era escrito em reportagem de um seu jornalista: “Professores querem avançar com projecto de estatutos".

Nesse texto era dado conta de um jantar com participação de duas dezenas de licenciados e bacharéis em Educação Física que, sentindo a necessidade de dar rosto a este grupo, decidiram nomear um presidente, um vice-presidente e um tesoureiro, respectivamente Rui Baptista, José Eduardo Falcão e Adelino Marques. O zénite destas acções em defesa da ordem passou a incidir, outrossim, sobre a criação da Faculdade Educação Física, noticiada, com grande destaque, com o título “Professores querem Ordem e Faculdade” (“Diário de Coimbra”, 8. Nov. 1989).

Esta tomada posição teve grande projecção nas margens do Mondego merecendo uma entrevista do grupo dinamizador na “Rádio Universidade de Coimbra”, em entrevista radiofónica (3. Nov. 1988) e uma detalhada entrevistado no”Diário de Coimbra” (6. Nov. 1989). Extraio da entrevista supracitada uns tantos nacos de suculenta prosa: - “Um grupo de licenciados em EF anunciou em conferência de imprensa o propósito da criação de uma Ordem e a urgência criação da Faculdade de Educação Física na Universidade de Coimbra.” - “A mesa que presidiu ao encontro com os jornalistas era formada pelos professores Adelino Marques, Luís Pires, Câmara Pestana, Rui Baptista, Vitor Azinhaga e António Portas.” - “Rui Baptista, a quem coube o papel de porta-voz do grupo, historiou as tentativas quanto à criação da faculdade, aludindo à primeira comissão que foi nomeada, algum tempo antes de 25 de Abril, para estudar o assunto.”

Retiro um breve historial dessa minha intervenção: Comecei por me referir à primeira comissão nomeada, antes de 25 de Abril., ter sido criado novo grupo seria nomeado, logo a seguir a 25 de Abril, “num voo cego rumo a nada” (Reinaldo Ferreira), seguindo-se-lhe um outro há algum tempo. O trabalho de qualquer deles, no entanto, não teve quaisquer resultados práticos, menos por culpa dos seus membros, mais por responsabilidade de quem quis mais uma faculdade de Educação Física [na altura havia, somente, as faculdades de Lisboa e do Porto] em horizontes longínquos de terras transmontanas.

Tempos depois, foi nomeado um novo grupo de trabalhos que terminou há poucos meses as suas funções. Dele faziam parte dois doutorados em Educação Física, Olímpio Bento (Universidade de Porto) e Jorge Crespo (Universidade Técnica de Lisboa) que entregaram, à reitoria da Universidade de Coimbra, um plano de licenciatura. Era dado um passo em frente, não tão largo como o desejado, finalmente! Entretanto, alertava eu para a situação de estarmos em Novembro, a uns tantos meses da abertura do ano lectivo de 90/91, e ainda não se encontrar publicado a legislação que a devia instituir.

A notícia que dava conta desta reunião punha em realce “a presença, na conferência de imprensa, do catedrático Teixeira Dias, candidato a reitor, que, na recente apresentação do seu programa de acção, tinha enfatizado a necessidade de ciar “rapidamente a Faculdade de Educação Física de Coimbra”. Finalmente, em 94 é criada na Universidade de Coimbra, adstrita à respectiva Reitoria, a licenciatura em Ciências do Desporto e Educação Física que passou a faculdade no ano a seguir. Sobre esta licenciatura génese da futura Faculdade de Educação Física, teci as seguintes considerações” (“Correio da Manhã”, 16.Dez. 1994): “Tudo leva a crer que a criação desta licenciatura, em vez da muito ambicionada Faculdade se fica a dever ao facto de ser preferível um parto prematuro a um maior arrastamento de um processo que podia levar a um parto teratológico de que a Universidade de Coimbra não desejaria a progénie.

Seja como for, Infelizmente, nas Comemorações de mais um centenário da vetusta Academia Coimbrã, a mais antiga de Portugal e uma das mais velhas da Europa, não esteve presente a sua oitava Faculdade, seiva de uma pujante e remoçada Universidade. Entretanto num horizonte que as nossas mãos já alcançam, segundo fonte oficial, a Universidade de Coimbra passará a contar em breve com a oitava Faculdade – a Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física.

domingo, 8 de dezembro de 2019

"PENSAR O FUTURO": MINHA CONFERÊNCIA EM S.JOÃO DA MADEIRA

https://labor.pt/home/2019/11/28/o-importante-e-nunca-parar-de-questionar/

ORIGINAL É A CULTURA: A CRIAÇÃO TEM GÉNERO

https://sicnoticias.pt/programas/original-e-a-cultura/2019-11-30-Original-e-a-Cultura---A-Criacao-tem-genero-

CONGRESSO "ILUMINAR"


João Rui Pita - 1704: a Pharmacopea Lusitana

NOVA "ATLANTIS"

 “Atlantís” acaba de publicar o seu último número (em acesso aberto). Convidamos a navegar no sumário da revista para aceder à informação.
Agradecemos o seu constante interesse no nosso trabalho,
Imprensa da Universidade de Coimbra

Atlantís - review
v. 30 (2019)
Sumário
https://impactum-journals.uc.pt/atlantis/issue/view/409

[Recensão a] BUDIN, Stephanie Lynn & TURFA, Jean Macintosh (eds.), Women in Antiquity. Real Women across the Ancient World, Londres, Routledge, 2016, 1074 pp. ISBN: 978-1-138-80836-2.
Nuno Simões Rodrigues

[Recensão a] BECKER, Matthias Becker, Porphyrios 'Contra Christianos'. Neue Sammlung der Fragmente, Testimonien und Dubia mit Einleitung. Übersetzung und Anmerkungen. Texte und Kommentare, Bd 52, Berlim, De Gruyter, 2016, 667 pp. ISBN: 978-3-11-044005-8.
José Augusto Ramos

[Recensão a] OKÓN, Danuta, Album Senatorum. Vol. 1. Senatores ab Septimii Severi aetate usque ad Alexandrum Severum (193-235 AD), Szczecin, Uniwersytet Szczeciński, 2017, 398 pp. ISBN: 978-83-7972-125-2.
José d’Encarnação

[Recensão a] SOARES, Martinho, História e ficção em Paul Ricoeur e Tucídides, Coimbra, IUC, 2016, 641 pp. ISBN: 978-989-26-1296-6.
Breno Battistin Sebastiani

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Atlantís
http://impactum-journals.uc.pt/atlantis

CRISTIANISMO, HUMANISMO, POSITIVISMO E MARXISMO, PONTOS DE APROXIMAÇÃO E DE AFASTAMENTO

Texto do Professor A. Galopim de Carvalho O elitismo académico já teve o seu tempo. Agora é tempo de abordar “todos os saberes” “com toda a ...