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terça-feira, 19 de julho de 2016
Visita ao Jardim Botânico de Coimbra
Palestra no Observatório do Alqueva
Informação recebida do Observatório do Lago Alqueva sobre o Party Alqueva a 29 e 30 de Julho, no cartaz, em baixo sobre uma palestra sobre o início do Universo no dia 232 de Julho:
Como era o Universo no “princípio”? Terá o
Universo tido uma “origem”? E a Luz, de que forma está relacionada
com a noção de origem e composição das “coisas” que se observam no
Universo? Estas são perguntas que desafiam o pensamento humano.
Nesta palestra, o doutor António da Silva, investigador do
Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço irá levar-nos a
fazer uma viagem aos primórdios do Universo, para nos centrarmos
nas propriedades conhecidas da radiação cósmica de fundo, e
debater as principais ideias sobre a origem e evolução do Universo
que resultam do decifrar de informação preciosa que se encontra
codificada nesta “luz” primordial.
Não perca! Sábado, 23 de Julho pelas 17h, palestra "No princípio era a luz", por Francisco Lobo, no
Observatório do Lago Alqueva.
CIÊNCIA E LITERATURA HOJE À NOITE NO CAFÉ SANTA CRUZ EM COIMBRA
Hoje à noite, pelas 21 h, na esplanada do emblemático Café Santa Cruz de Coimbra haverá uma "conversa vadia" sobre ciência e literatura. Para falarem entre si, comigo e com quem aparecer (a entrada é livre!) estarão Natália Bebiano e Osvaldo Silvestre, respectivamente professora de Matemática e professor de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra.
Sobre os contratos de trabalho científico
Informação recebida do SNESUP sobre os contratos de trabalho científico, em preparação:
EMPREGO CIENTÍFICO EM RONDA
NEGOCIAL
O SNESup reuniu na passada sexta-feira dia 15 de julho com o ministro da
Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na segunda ronda da
negociação da proposta de diploma de Estímulo ao Emprego Científico.
Nesta reunião tivemos ocasião de responder à proposta
de revisão do documento apresentada pelo MCTES, a qual consideramos que
continua a assentar em contratos a prazo e a termo incerto, matéria de
precariedade, que não resolve o problema do emprego científico. Assim sendo, apresentámos
um conjunto de propostas que nos parecem garantir uma verdadeira
dignificação do sistema, garantindo que aqueles que têm vindo a suprir as
necessidades permanentes do Sistema Científico e Tecnológico Nacional possam ter
uma vinculação estável.
É importante que se possa olhar para a proposta do MCTES com informações
recentes prestadas pelo próprio ministro Manuel Heitor em relação ao número de
pessoas que poderão beneficiar da mesma. Numa
reunião recente no ICS com a Rede de Investigadores
Contra a Precariedade Científica, o ministro adiantou que no período
previsto na Norma Transitória, a
medida abarcaria 329 pessoas. Em ordem de grandeza, tal número significa um
número maior do que o dos contratados durante os dois primeiros anos do programa
Investigador FCT (em 2012 foram 159, a que se somaram mais 209 em 2013), mas que
não deixa de ser parco perante a situação de 2.272 bolseiros de
pós-doutoramento. Se tomarmos em nota a questão da conversão para contratos, a
medida abrange apenas 14% dos atuais bolseiros de pós-doutoramento.
Os números não mentem e não podemos deixar de olhar para esta realidade de
frente. A substituição das bolsas por contratos é mesmo residual. O que acontece
é a permuta do programa Investigador FCT por um programa que piora as condições,
no prazo (3+3 anos versus 5 anos do programa anterior), nos vencimentos
(escalões discricionários e abaixo do ECIC versus escalões em paridade com o
ECIC) e também no tipo de vínculo e sua estabilidade (incluindo contratos a
prazo e a termo incerto em regime do Código do Trabalho versus contratos de 5
anos em regime de função pública). Dado que o número final de doutorados
abrangidos fica dependente das instituições, não se sabe se irá ultrapassar os
368 que o Programa FCT previa contratar até final deste ano.
Convém olharmos para o caminho recente deste tipo de programas. Recuperemos
o edital
do programa Ciência em 2007, em tempos do Compromisso com a Ciência. Vejamos
as condições que aí estavam então inscritas: alínea a) do n.º1 do art.º 9.º
“Encargos com o vencimento base, subsídios de férias e de Natal, correspondentes
ao índice 195 do estatuto remuneratório da Carreira de Investigação Científica”.
Objetivo, a contratação de 1.000 doutorados entre 2006 e 2009. No programa
Investigador FCT em 2012 aumenta-se para 3 escalões remuneratórios. O n.º
1 do art.º 11º do Decreto-lei 28/2013 era claro na equiparação a
Investigador Auxiliar, Investigador Principal e Investigador Coordenador.
Objetivo: a contratação dos mesmos 1.000 doutorados, mas entre 2012 e
2016. O toque dos editais em inglês (como o de 2012) dá-nos a ideia do tempo e
dos tiques que fazem história. À distância conseguimos perceber melhor.
Olhando com o mesmo distanciamento, a proposta atual do MCTES significa uma
degradação dos termos. De forma intencional, ou não, este é o programa de
flexibilização do emprego científico, que foi envolvido em algo que se saberia
que recolhia consenso (a conversão do subemprego das bolsas para contratos de
trabalho). É natural que nas várias reuniões públicas se note desânimo e
contestação. Não era o que as pessoas esperavam deste governo. A flexibilização
é um mecanismo que surgiu como vontade de agradar a alguns dirigentes de algumas
instituições, aumentando a volatilidade do emprego científico e subjugando a
autonomia dos demais. A distância entre estes e os demais acentua-se.
As implicações deste diploma são múltiplas. Para o SNESup, ele tem de ser
efetivamente negociado. Ativamos por isso o mecanismo de negociação suplementar,
o que significa urgência em 15 dias.
É preciso pensar e responder ao que queremos que seja o emprego científico.
Da nossa parte utilizaremos todos os meios ao nosso alcance, de forma
incansável, para que se concretize uma solução efetiva de dignificação.
No número de reuniões e na forma da resposta do MCTES podemos verificar
qual a abertura ao diálogo da parte da sua atual equipa e qual o esforço que
efetivamente estão dispostos a desenvolver. Nós garantimos apenas o de sempre:
incansáveis na defesa dos colegas e na efetiva dignificação do emprego
científico.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Mihai Eminescu (1850 – 1889)
Mihai Eminescu, o maior poeta
romeno, morreu em 1899. O corpo repousa, sob uma tília, no cemitério de Bellu,
como era seu desejo.
Sobre as exéquias, Ion Luca
Caragiale, escritor e amigo do poeta, escreveu estas linhas maravilhosas:
Na cabeça mais doente, a mais luminosa inteligência; a mais dorida alma
no corpo mais cansado! E se chorei quando amigos e inimigos, admiradores e
invejosos, o colocaram debaixo da «tília sagrada», não chorei pela sua morte.
Chorei sim pelos trabalhos da vida, por quanto essa irascível natureza tinha
sofrido das circunstâncias, dos homens, e de si mesma.
De muito sofreu este Eminescu, até de fome. Sim, mas nunca se curvou:
era homem de uma só peça, e não de uma que se topa em qualquer caminho.
Com efeito, a morte da mãe, as
desventuras no amor e o insucesso profissional conduziram-no a um hospício de
Bucareste onde acabaria por falecer sem saborear a glória. Sándor Petőfi, o
poeta nacional da Hungria, já tinha escrito em relação à mesma:
A glória? Arco-íris de encanto;
Raio de sol que se quebra em pranto.
Até à estrela que nasceu
Tão longa é a caminhada,
Que anos por milhar correuA luz aqui chegada.
Talvez há muito se extinguiu
Por essa azul lonjura
E o raio apenas reluziu
Aos olhos nesta altura.
A imagem do astro que morreu
No céu lenta aparece:
Era e não se percebeu
Hoje não é e vê-se.
De igual maneira, nosso ardor
Quando nas trevas finda,
A luz do apagado amor
Nos acompanha ainda.
Me Resta Um
Só Querer
Me resta um
só querer:
No ocaso
parado
Que me
deixeis morrer
Junto ao mar
deitado;
Tranquilo
durma eu
Com o bosque
por perto,
Sobre o
largo aberto
Tenha sereno
céu.
Nem pendões
vistosos
Queria, nem
caixão,
Trançai-me
colchão
De ramos
viçosos.
E que
ninguém após
Se abeire a
chorar-me,
O outono só
dê voz
Ao murcho
folhame.
Seguindo o
borbulhar
Sem fim dos
ribeiros,
Por sobre os
pinheiros
Deslize o
luar.
Bata a
chocalhada
Em frio
anoitecer;
Me cubra a
estremecer
A tília
sagrada.
E como desde
então
Não erro, em
nevões
De amor me
enterrarão
As
recordações.
Do abetal de
pez
Luzeiros
surgindo
Olharão
sorrindo
Para mim
outra vez.
A endecha
marinha
Virá bramir
sua dor
Quando eu
terra for
Na solidão
minha.
Livro: Revedere
Editora: Evoramons Editores
domingo, 17 de julho de 2016
PRESO POR TER CÃO
José Manuel Durão Barroso, ex Presidente da Comissão Europeia e futuro Presidente do Goldmann-Sachs, queixou-se de ser preso por ter cão e por não ter. Não é verdade: ele só é preso por ter cão. Tem, desde há muito, sempre cão.
O RÓMULO PÕE A CIÊNCIA NA RUA EM COIMBRA DURANTE O VERÂO
Trancrevemos do Público:
Ciência no rio ou no jardim, no mercado, no parque ou na esplanada de um café são algumas das propostas do Rómulo/Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra (UC) para este Verão nesta cidade. Integradas no programa "Ciência Viva no Verão em rede 2016", que decorre entre sexta-feira e 15 de Setembro, o Rómulo promove, em cooperação com diversas entidades, mais de três dezenas de actividades relacionadas com os espaços da cidade de Coimbra em que se vão realizar.
O Mondego e o barco "Basófias" serão palco para as acções de "Ciência no rio", em que, sob a orientação do astrónomo João Fernandes, os participantes, munidos de lunetas idênticas às do tempo de Galileu e réplicas de quadrantes e astrolábios antigos, farão observações celestes como os antigos navegadores. Mas antes e depois daquela experiência (agendada para esta sexta-feira e 9 de Setembro e que pode ser repetida, nas duas noites, em função do número de inscrições), os participantes também terão oportunidade de fazerem observações com um telescópio moderno.
Esta será "a primeira vez que, em Coimbra, cidade com grande tradição na ciência, se realizará uma actividade de divulgação astronómica em contexto fluvial", sublinham a coordenadora do Rómulo, Maria Manuela Serra e Silva, e o bioquímico António Piedade, que falavam esta quinta-feira na sessão de apresentação do programa do Centro da UC para o '"Ciência Viva no Verão" deste ano.
Em 2015, este programa do Rómulo desenvolveu as suas acções em quatro espaços, contando com a participação de cerca de 400 pessoas, mas este ano, além de aumentar o número de iniciativas, estas vão espalhar-se por sete espaços.
Um deles será a esplanada do Café de Santa Cruz, na baixa histórica da cidade, onde haverá "Ciência na rua", com mais de duas dezenas de sessões, nas quais serão tratadas questões tão diversas como localizar os neurónios e engarrafar uma nuvem ou saber o que são leveduras mágicas ou sabonetes solares.
Naquela esplanada também acontecerá "Ciência ao luar", com tertúlias que cruzarão ciência com literatura, teatro, música e fotografia, e para as quais foram convidados Natália Providência e Osvaldo Silvestre, Maria José Almeida e Mário Montenegro, Manuel Rocha e Rui Vilão, e Alexandre Ramires e Paulo Mendes, respectivamente. As tertúlias, agendadas para as noites de 19 e 26 de Julho e 6 e 13 de Setembro, serão moderadas pelo cientista e director do Rómulo, Carlos Fiolhais.
No Mercado D. Pedro V, crianças e adultos serão alertados para a necessidade de adoptarem práticas que não ponham em risco a disponibilidade de recursos naturais, avaliando, por exemplo, a pegada ecológica deixada pelas compras feitas naquela altura.
"Já se imaginou dentro de uma bola de sabão?", questiona o Centro Rómulo, prometendo, com a resposta, deslumbrar quem, nas manhãs de 17 de Julho e 11 de Setembro aparecer no Parque Verde do Mondego, outro dos palcos do programa, que também levará ciência aos jardins Botânico da UC e da Sereia, no Parque de Santa Cruz.O programa da Rede Nacional de Centros Ciência Viva, constituída por 20 centros, promovido em parceria com a Ciência Viva e em cooperação com mais de uma centena de entidades, realizará 1.100 ações gratuitas, em todo o país.
sábado, 16 de julho de 2016
O PIB ATRIBUÍDO À EDUCAÇÃO NOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA
Dias atrás, deparei-me com a seguinte notícia: “*Portugal destinou 6.2% do produto interno bruto (PIB) em despesas com a educação em 2014, o quinto maior valor entre os parceiros da União Europeia: Dinamarca, Suécia, Finlândia e Bélgica” (Jornal de Negócios, 22/03/2016).
Sabendo-se que da
União Europeia fazem parte 28 Estados-Membros, o PIB destinado à educação
nacional e os seus reflexos devem obrigar-nos a pensar se os resultados
consubstanciam as despesas feitas neste particular. A propósito, transcrevo um
artigo de opinião da minha autoria que pretendeu radiografar as despesas feitas
neste domínio no que respeita à fatia gorda despendida com uma Carreira Docente
do ensino não superior. Aliás Carreira Docente que não encontra
correspondência em qualquer outro país.
Em artigo de opinião, publicado no “Diário de Coimbra”
(09/04/2006), titulado ”A Educação e o Produto Interno Bruto”, escrevi:
“O tempo
passado e o tempo presente, fazem todos parte do tempo futuro”.
T.S.Elliot
“Contemplando
10 escalões, o actual Estatuto da Carreira Docente foi partejado a
ferros negociais, descendo os
professores licenciados que, ao tempo, se encontravam no topo da carreira
docente (letra A) para o 7.º escalão (os professores bacharéis atingiam a letra
B e os de posse de um curso médio ascendiam à letra C).
Hoje, mesmo o único escalão que separa
um licenciado (10.º escalão) de um bacharel ou equiparado (9.º escalão ) ,ambos
em final de carreira, é facilmente superado através de cursos de complemento de
habilitações feitos, por vezes, em meia dúzia de meses em escolas superiores
privadas e em que um professor de posse de um curso médio (equiparado a
bacharel, apenas, para efeitos de carreira ou continuação de estudos) obtém o
diploma de licenciado para daí partir para um mestrado e posterior doutoramento
em instituições estrangeiras de muita duvidosa qualidade, sancionadas por autoridades
oficiais que lhes concedem subserviente
equivalência. Semanas atrás, nem de propósito, com a isenção de se não tornar
juiz em causa própria, o jornalista Joaquim Letria, em artigo de opinião no “24
horas”, reprovava um curso de pós-graduação ministrado numa escola superior de
educação para professores do ensino secundário licenciados por universidades!
No âmbito da Educação, Portugal é dos
países que mais gasta em termos de percentagem do Produto Interno Bruto, sendo,
todavia, daqueles que piores resultados obtém quando confrontado com outros
membros da Comunidade Europeia. Recentemente, no ‘Público’ (4.Fev.2006), Vasco
Pulido Valente, referindo-se ao ensino superior, escreveu: ‘Um ensino, em particular um ensino superior, ineficiente
e caótico e, além disso, irreformável’.
Cheio de boas intenções, os diversos políticos dos diferentes quadrantes
partidários têm declarado a Educação como área prioritária do Governo, nem que
seja como alibi para todos os erros
cometidos no passado ou colete à prova de bala para as críticas que continuam a
ser desferidas pela sociedade portuguesa a este importante direito
constitucional mal cumprido.
Entretanto, o Estatuto da Carreira
Docente promove a obtenção de licenciaturas a bacharéis, ainda que mesmo a
escassos anos da reforma de aposentação, sem qualquer proveito para a qualidade
de ensino e dos seus usufrutuários mais directos, os alunos, com sobrecarga
para o erário público, em época de vacas magras. Este aberrante estatuto (em
que todos atingem as estrelas do generalato) ao subalternizar as elites que,
segundo António José Saraiva,
‘assustam muitos democratas por julgarem que as sociedades podem ser tábuas
rasas’, exige o bisturi de hábil
cirurgiã(o) capaz de curar as graves maletita de que ele enferma estabelecendo
estatutos da carreira docente em função do grau de ensino a que se destinam e
das habilitações legais, a exemplo do ensino superior em que existem dois
estatutos: um para o ensino universitário, outro para o ensino politécnico.
Será que nesta legislatura há vontade e coragem políticas para acabar
com a tirania de um Estatuto da Carreira Docente (do ensino não superior)
gerado no ventre materno de determinadas correntes sindicalistas com a semente
de uns tantos grupos de pressão partidária? Ou será, tomando de empréstimo
palavras de Pessoa, que continuaremos na presença de um cadáver adiado que
procria? O tempo futuro o dirá!”
E
nada mais havendo a acrescentar num presente de plúmbeas nuvens de pressões constantes do
ensino politécnico para passar a atribuir doutoramentos, aqui deixo este meu
testemunho que mais não pretende ser que
uma tomada de posição , ou mesmo de cidadania, “num país, onde o único capital deveras produtivo é a falta de vergonha
e a falta de escrúpulos – o diagnóstico impõe-se de per se (Manuel
Laranjeira, “O Norte”, 1908). Mais de um século é passado, não será altura dr os nossos actuais governantes
se aperceberam que as “as leis mal
feitas constituem a pior forma de tirania”?
Charlie, Zeca e outros nomes de pessoas
"Um amigo para ouvir". No caso, o "amigo" é um robot. Um robot humanóide. Leio que é muito útil para melhorar a "interacção social" de crianças com problemas de desenvolvimento (aqui).
Outro robot também humanóide "conversa" com crianças que têm problemas de saúde, explica-lhes o que elas precisam de saber sobre os seus problemas, lembram-nas dos horários dos tratamentos... (aqui)
Podia continuar a dar exemplos desses seres "robótico-afectivos" que, um pouco por todo o mundo, já "cuidam" das crianças em casa e nas escolas, dos velhos nos lares, dos doentes em hospitais...
Compreende-se que quem não saiba o significado de palavras como "amigo", interacção", "conversa", "cuidar", "afecto" possa dar nome de pessoas a máquinas e não fique nada incomodada com isso.
Outro robot também humanóide "conversa" com crianças que têm problemas de saúde, explica-lhes o que elas precisam de saber sobre os seus problemas, lembram-nas dos horários dos tratamentos... (aqui)
Podia continuar a dar exemplos desses seres "robótico-afectivos" que, um pouco por todo o mundo, já "cuidam" das crianças em casa e nas escolas, dos velhos nos lares, dos doentes em hospitais...
Compreende-se que quem não saiba o significado de palavras como "amigo", interacção", "conversa", "cuidar", "afecto" possa dar nome de pessoas a máquinas e não fique nada incomodada com isso.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
RANKING DA CIÊNCIA EM PORTUGAL SEGUNDO O GOOGLE
Informação recebida de F. Pacheco-Torgal:
O ranking de universidades que já foi visualizado mais de 5000 vezes está acessível em http://forum.bolseiros.org/viewtopic.php?f=8&t=6401
e foi elaborado com base em três parâmetros:
X=A2√B/C
A=Nº de perfis com h-index>10; B=Maior
valor de h-index em cada instituição; C=Nº de perfis com pelo menos 100 citações
Merece registo o facto de no inicio de 2015 haver menos de 3000 autores com perfil activo
no google académico, um ano depois esse valor subiu para quase 5000 e actualmente já superou os 9000!
RANKING DAS UNIVERSIDADES PORTUGUESAS
Informação recebida de Francisco Pacheco-Torgal:
CWUR uses eight objective and robust indicators to rank the world's top 1000 universities: http://cwur.org/2016/portugal.phpThe methodology employed in the ranking is explained in the following 7 pages preprint: http://cwur.org/preprint.pdf1) Quality of Education, measured by the number of a university's alumni who have won major international awards, prizes, and medals relative to the university's size [25%] 2) Alumni Employment, measured by the number of a university's alumni who have held CEO positions at the world's top companies relative to the university's size [25%] 3) Quality of Faculty, measured by the number of academics who have won major international awards, prizes, and medals [25%] 4) Publications, measured by the number of research papers appearing in reputable journals [5%] 5) Influence, measured by the number of research papers appearing in highly-influential journals [5%] 6) Citations, measured by the number of highly-cited research papers [5%] 7) Broad Impact, measured by the university's h-index [5%] 8) Patents, measured by the number of international patent filings [5%]
A FÍSICA DO INTERSTELLAR
No próximo sábado 16 de Julho pelas 17h, o
Observatório do Lago Alqueva apresenta a palestra "A Física do
Interstellar".
O doutor Francisco Lobo, investigador do
Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, irá levar-nos a
fazer uma viagem pelo Universo, explorando alguns dos objectos
mais exóticos do Cosmos, tais como buracos negros, túneis no
espaço-tempo (wormholes), ondas gravitacionais, dimensões extra, e
ainda a possibilidade de viagens no tempo. Tudo isto no contexto
do filme "Interstellar".
Não perca!
Entrada livre
Acompanhe também em:
https://www.facebook.com/events/1553816411593468/
Observatório do Lago Alqueva
GPS: N 38 ° 26' 35.5"
W 7 °
22' 01.5"
Temos à sua disposição:
Observações Astronómicas Nocturnas
Observações Solares
Visitas para Grupos
Cursos de Astronomia
Palestras
Astrofotografia
Astroturismo
CIÊNCIA VIVA NO VERÃO EM COIMBRA
(clicar aqui e aqui para ver melhor)
Começam joje, dia 15 de Julho, as
actividades estivais de divulgação científica para toda a família, no âmbito do
Ciência Viva no Verão em Rede, que decorrerão até 15 de Setembro. Este é o
programa de divulgação científica nacional mais aguardado da época estival,
organizado desde 1996 pela Agência Nacional para a Cultura Científica e
Tecnológica – Ciência Viva (http://www.cienciaviva.pt/home/).
O programa deste ano é pela segunda vez
promovido pela Rede Nacional de Centros Ciência Viva, constituída por 20
centros localizados um pouco por todo o país (http://www.cienciaviva.pt/centroscv/rede/), em parceria com a Ciência
Viva, promovendo e consolidando o papel da Rede na promoção da cultura
científica na sociedade portuguesa, potenciado pela proximidade às populações e
às organizações locais mais dinâmicas.
No programa deste ano - que pode ser consultado na
página na internet http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2016/ - vão realizar-se mais de 1100 acções
gratuitas em todo o país, promovidas por mais de 100 entidades em colaboração
com os Centros Ciência Viva, abrangendo diversas áreas do conhecimento. Já se
inscreveram mais de três mil pessoas para participar nas actividades que
decorrerão, como já se disse, entre 15 de Julho e 15 de Setembro.
O Rómulo Centro Ciência Viva da
Universidade de Coimbra coordena a realização em Coimbra de 33 acções de
divulgação científica em que serão abordadas diversas áreas como sejam a física,
a química, a biologia, as neurociências, etc.
Para a concretização dessas actividades, o Rómulo
Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra tem como entidades parceiras o
emblemático Café de Santa Cruz, O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra,
o Centro de Neurociências e Biologia Celular, o Departamento de Física da
Universidade de Coimbra, a Associação para o Desenvolvimento do
Departamento de Física o
SoftCiências – Centro de Competências, a Agência para a Promoção da
Baixa de Coimbra, a APPACDM
– Casa de Chá do Jardim da Sereia, o Observatório Astronómico da Universidade
de Coimbra, OdaBarca, Animação Turística do Mondego.
A primeira sessão é a bordo dum barco no rio Mondego. Contamos com a Vossa presença!
CIÊNCIA NO RIO
A 15 de Julho, pelas 21h realiza-se a primeira actividade "Ciência no Rio", que consiste numa viagem pelo BASÓFIAS, em que os participantes acompanhados pelo Astrónomo da Universidade de Coimbra, João Fernandes, são
convidados a fazer observações celestes, utilizando, além das lunetas,
réplicas de quadrantes e astrolábios antigos invocando tempos antigos. Haverá, também, um telescópio moderno (com tripé), colocado
no cais para observações, antes e depois da viagem.
A participação é gratuita, mas de inscrição obrigatória.
ANIVERSÁRIO DO PAVILHÂO DO CONHECIMENTO
Informação recebida do Ciência Viva:
No próximo dia 25 de Julho, segunda-feira, entre as 10.00 e as 19.30, vamos festejar o 17.º aniversário do Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva.
Serão muitas as actividades que preenchem este dia num cenário de parque de diversões, com uma roda panorâmica, um comboio para os miúdos, binas científicas, um aviador com os pés bem assentes na terra, um simulador de realidade virtual e jogos de tiro às latas, sempre com muita ciência à mistura. E, claro, não podiam faltar as maçãs caramelizadas, as pipocas e o algodão-doce da Feira Popular das nossas memórias.
Às 18.30 haverá bolo de aniversário e parabéns ao Pavilhão do Conhecimento.
Programa completo em www.pavconhecimento.pt.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
UMA EXPERIÊNCIA A FAZER
Novo texto do Professor Galopim de Carvalho.
Todos sabemos como é grande o consumo de batatas fritas na praia, um regalo para as crianças, depois do banho de mar, já instaladas na toalha a secarem ao Sol.
Vá ou não para a praia, faça com os seus filhos ou netos a experiência, simples e particularmente eficaz, inspirada numa apresentada pelos alunos do 6. º ano, do Agrupamento de Escolas nº 1 de Serpa, no XI CONGRESSO NACIONAL CIENTISTAS EM ACÇÃO, levado a efeito pelo Centro Ciência Viva de Estremoz, em Abril deste ano.PROCEDIMENTO:
1 - Corte uma rodela de papel do tamanho da rodela de batata frita (dessas que se compram em sacos, tipo Saloínha) a usar na experiência.CONCLUSÕES:
2 - Coloque cada uma das rodelas no seu recipiente (um prato ou um pires, por exemplo).
3 - Pegue fogo à rodela de papel e tome nota do tempo que ela demora a arder, até se apagar a chama.
4 - Proceda de igual maneira com a rodela de batata frita.
5 - Compare os tempos.
1 - A batata frita arde durante muito mais tempo porque contém grande quantidade do óleo da fritura.Boas e felizes férias.
2 - Ao comermos batatas fritas, seja às rodelas, seja aos palitos, estamos a ingerir grande quantidade de gordura e, o mais grave, ...
3 - Essa gordura contém um produto prejudicial à saúde, um aldeído conhecido por propenal ou acroleína, que se forma sempre que o óleo de fritar atinge as temperaturas exigidas nessa confecção.
A Galopim de Carvalho.
terça-feira, 12 de julho de 2016
ENSINO SUPERIOR E DOUTORAMENTOS
Meu
artigo de opinião saído ontem no jornal “Público”:
“A história é émula do tempo, repositório de factos, testemunho do passado, exemplo do presente, advertência do futuro” (Miguel Cervantes).
Durante anos, porfiei na procura da letra de uma lengalenga da minha meninice que se me negava na neblina da memória. Já desesperançado, finalmente, deparei-me com ela numa crónica de António José Saraiva, “um dos espíritos mais fascinantes da cultura portuguesa contemporânea” (José Mattoso), intitulada “A lógica do macaco”: “Do meu rabo fiz navalha / Da navalha fiz camisa / Da camisa fiz farinha / Da farinha fiz menina / Da menina fiz viola / Trim tim tim que vou para Angola” (“Jornal de Letras”, 06/07/1982).
Mutatis mutandi, encontro analogia entre esta lengalenga de metamorfoses e o percurso feito pelo ensino superior politécnico que de um diploma de curta duração (dois anos) fez um bacharelato; de um bacharelato fez uma licenciatura; de uma licenciatura fez um mestrado; e de um mestrado pretendia fazer um doutoramento.
Aliás, nihil novi sub sole! Anos atrás, foi defendida por Rui Antunes, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, a proposta: “A cidade de Coimbra só teria a ganhar se o Instituto Politécnico de Coimbra continuasse a fazer o mesmo que tem feito até aqui com o nome de Universidade Nova de Coimbra” (“Diário de Coimbra”, 10/11/2005). Quem sabe se por ter dado pelo plágio relativamente ao nome da Universidade Nova de Lisboa, volta ele à carga propondo, agora, lato sensu, a crisma de ensino politécnico para “Universidade de Ciências Aplicadas” (“Diário as Beiras”, 05/08/2013).
Em oposição, e com o apoio do movimento associativo estudantil, António Cunha, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), discorda com o fim do sistema binário de ensino superior: “Temos sempre defendido o aprofundamento do sistema binário e uma maior diferenciação entre os sistemas” (PÚBLICO, 08/07/2015).
No ano em curso, sai reforçada esta posição reitoral com a notícia intitulada: “Universidades estão contra doutoramentos em politécnicos” (PÚBLICO, 17/06/2016). Dela relevo as seguintes passagens:
“Os reitores das universidades públicas não querem que os politécnicos passem a atribuir doutoramentos. A medida está a ser estudada pelo Governo e corresponde a uma a uma ambição antiga dos institutos superiores. Em comunicado, os responsáveis universitários defendem que essa solução vai criar uma maior confusão entre as missões dos dois subsectores e será prejudicial para o ensino superior”.
Em relação à semana anterior, era, também, aí referido que “o Governo está a estudar esta possibilidade e tem-na discutido com os responsáveis das instituições de ensino superior. O que está em cima da mesa não é a atribuição de doutoramentos académicos, o modelo clássico, que se mantém como um exclusivo do sector universitário”.
Em tentativa de quem procura saída para o beco em que se tinha metido, era esclarecido pelo Governo “que os politécnicos correspondem à fileira profissional dentro do ensino superior e, portanto, devem poder dar cursos de doutoramento com uma componente profissional ou tecnológica”.
Ao arrepio do “soberaníssimo bom senso”, de que nos falava Antero, a tutela da 5 de Outubro abre portas com a habilidade de as fechar quando as dobradiças começam a ceder. Assim, passados escassos dias, sai neste mesmo jornal uma outra notícia, desta feita, intitulada “Politécnicos não vão formar doutorados” (22/06/2016), esclarecendo que [em audição parlamentar], “o ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirma que não pretende permitir que os institutos politécnicos passem a oferecer doutoramentos”, reforçando ser necessário “aumentar as diferenciações entre as instituições de cada um do subsistemas”. Ou seja, descalçando botas que lhe pudessem vir a criar joanetes justificava-se o ministro com ”toda a sua abertura ao debate”.
Pelo poeta polaco Stanislaw Lec, foi levantada a seguinte interrogação: “Será progresso um canibal usar garfo e faca?” Analogamente, seria progresso o ensino politécnico passar a conceder doutoramentos ainda que mesmo sob a argumentação confusa da diferenciação entre doutoramentos universitários e doutoramentos politécnicos, numa espécie de classificação de doutoramentos de primeira e doutoramentos de segunda?
Num país em que, não poucas vezes, se protege o atrevimento, se enaltece a ignorância e se honra o demérito não seria ocasião soberana para se definirem, de uma vez por todas, sem ser a reboque de pressões sindicais, politicas ou de qualquer outra natureza, as linhas orientadoras do sistema oficial de ensino superior? Me arreceio que, em procrastinação, tão ao jeito dos poderes decisórios nacionais, se deixe, uma vez mais, a solução definitiva desta magna questão para as calendas gregas, em desacerto com o preconizado por Victor Hugo: “Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzido no presente é o segredo de um bom governo”.
“A história é émula do tempo, repositório de factos, testemunho do passado, exemplo do presente, advertência do futuro” (Miguel Cervantes).
Durante anos, porfiei na procura da letra de uma lengalenga da minha meninice que se me negava na neblina da memória. Já desesperançado, finalmente, deparei-me com ela numa crónica de António José Saraiva, “um dos espíritos mais fascinantes da cultura portuguesa contemporânea” (José Mattoso), intitulada “A lógica do macaco”: “Do meu rabo fiz navalha / Da navalha fiz camisa / Da camisa fiz farinha / Da farinha fiz menina / Da menina fiz viola / Trim tim tim que vou para Angola” (“Jornal de Letras”, 06/07/1982).
Mutatis mutandi, encontro analogia entre esta lengalenga de metamorfoses e o percurso feito pelo ensino superior politécnico que de um diploma de curta duração (dois anos) fez um bacharelato; de um bacharelato fez uma licenciatura; de uma licenciatura fez um mestrado; e de um mestrado pretendia fazer um doutoramento.
Aliás, nihil novi sub sole! Anos atrás, foi defendida por Rui Antunes, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, a proposta: “A cidade de Coimbra só teria a ganhar se o Instituto Politécnico de Coimbra continuasse a fazer o mesmo que tem feito até aqui com o nome de Universidade Nova de Coimbra” (“Diário de Coimbra”, 10/11/2005). Quem sabe se por ter dado pelo plágio relativamente ao nome da Universidade Nova de Lisboa, volta ele à carga propondo, agora, lato sensu, a crisma de ensino politécnico para “Universidade de Ciências Aplicadas” (“Diário as Beiras”, 05/08/2013).
Em oposição, e com o apoio do movimento associativo estudantil, António Cunha, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), discorda com o fim do sistema binário de ensino superior: “Temos sempre defendido o aprofundamento do sistema binário e uma maior diferenciação entre os sistemas” (PÚBLICO, 08/07/2015).
No ano em curso, sai reforçada esta posição reitoral com a notícia intitulada: “Universidades estão contra doutoramentos em politécnicos” (PÚBLICO, 17/06/2016). Dela relevo as seguintes passagens:
“Os reitores das universidades públicas não querem que os politécnicos passem a atribuir doutoramentos. A medida está a ser estudada pelo Governo e corresponde a uma a uma ambição antiga dos institutos superiores. Em comunicado, os responsáveis universitários defendem que essa solução vai criar uma maior confusão entre as missões dos dois subsectores e será prejudicial para o ensino superior”.
Em relação à semana anterior, era, também, aí referido que “o Governo está a estudar esta possibilidade e tem-na discutido com os responsáveis das instituições de ensino superior. O que está em cima da mesa não é a atribuição de doutoramentos académicos, o modelo clássico, que se mantém como um exclusivo do sector universitário”.
Em tentativa de quem procura saída para o beco em que se tinha metido, era esclarecido pelo Governo “que os politécnicos correspondem à fileira profissional dentro do ensino superior e, portanto, devem poder dar cursos de doutoramento com uma componente profissional ou tecnológica”.
Ao arrepio do “soberaníssimo bom senso”, de que nos falava Antero, a tutela da 5 de Outubro abre portas com a habilidade de as fechar quando as dobradiças começam a ceder. Assim, passados escassos dias, sai neste mesmo jornal uma outra notícia, desta feita, intitulada “Politécnicos não vão formar doutorados” (22/06/2016), esclarecendo que [em audição parlamentar], “o ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirma que não pretende permitir que os institutos politécnicos passem a oferecer doutoramentos”, reforçando ser necessário “aumentar as diferenciações entre as instituições de cada um do subsistemas”. Ou seja, descalçando botas que lhe pudessem vir a criar joanetes justificava-se o ministro com ”toda a sua abertura ao debate”.
Pelo poeta polaco Stanislaw Lec, foi levantada a seguinte interrogação: “Será progresso um canibal usar garfo e faca?” Analogamente, seria progresso o ensino politécnico passar a conceder doutoramentos ainda que mesmo sob a argumentação confusa da diferenciação entre doutoramentos universitários e doutoramentos politécnicos, numa espécie de classificação de doutoramentos de primeira e doutoramentos de segunda?
Num país em que, não poucas vezes, se protege o atrevimento, se enaltece a ignorância e se honra o demérito não seria ocasião soberana para se definirem, de uma vez por todas, sem ser a reboque de pressões sindicais, politicas ou de qualquer outra natureza, as linhas orientadoras do sistema oficial de ensino superior? Me arreceio que, em procrastinação, tão ao jeito dos poderes decisórios nacionais, se deixe, uma vez mais, a solução definitiva desta magna questão para as calendas gregas, em desacerto com o preconizado por Victor Hugo: “Saber exactamente qual a parte do futuro que pode ser introduzido no presente é o segredo de um bom governo”.
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