terça-feira, 19 de maio de 2015

Lista dos meus livros

Com a publicação muito recente dos três últimos manuais escolares da Texto (Físico-Química do 9.º e Física e Química do  10.º anos) o número dos meus livros atingiu o 50 (alguns deles tiveram várias edições e traduções). Deixo aqui a lista de títulos:

I. Livros de divulgação científica, história da ciência e política da ciência:

1.     Física Divertida, Lisboa: Gradiva,  1ª ed., 1991; 8.ª ed, 2012. ed. Brasil,  Universidade de Brasília, 2000: ed. espanhola, 2008;  ed. italiana, 2010.
2.      Universo, Computadores e Tudo o Resto, Lisboa: Gradiva, 1994.
3.      com C. Providência e H. Alberto, Ciência a Brincar, Lisboa: Bizâncio, 1999, 4.ª ed., 2004. Há edições no Brasil  e Espanha.
4.     com A. Vieira, Roteiro de Ciência e Tecnologia: Um guia de ciência para jovens de todas as idades, Lisboa: Ulmeiro, 2001.
5.      A Coisa Mais Preciosa Que Temos, Lisboa: Gradiva,  2002, 3.ª ed., 2005. Esgotado.
6.      com C. Providência me B. Costa, Ciência a Brincar 3. Descobre a Água, Lisboa: Bizâncio, 2003.
7.      com C. Providência, H. Alberto, Ciência a Brincar com Camila e Xavier, Lisboa:  Gradiva, F. Gulbenkian  e FCT,  2003 (imagens de Isabel Fernandes).
8       com C. Providência, N. Crato e M. Paiva, Ciência a Brincar 4 – Descobre o Céu, Lisboa: Bizâncio,  2005.
9.       Curiosidade Apaixonada, Lisboa: Gradiva, 2005. Esgotado.
10.    Nova Física Divertida, Lisboa: Gradiva,  2007. Ed. italiana, 2010.
11.   com C. Providência, Ciência a Brincar 8. Descobre o Património, Lisboa: Bizâncio, 2008.
12.   O Engenho Luso e Outras Crónicas, Lisboa: Gradiva, 2008.
13. com D. Martins, Breve História da Ciência em Portugal,Coimbra:  Imprensa da Universidade de Coimbra  e Gradiva, 2010.  
14. A Ciência em Portugal,  Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2011.
15.  Sócios Portugueses da Royal Society / Portuguese Fellows of the Royal Society, Coimbra: Universidade de Coimbra, 2011.
16. com  D. Marçal, Darwin aos tiros e outras histórias de ciência, Lisboa: Gradiva, 2011, 8.ª ed. 2015.
17. com  D. Marçal, Pipocas com Telemóvel e outras histórias de falsa ciência, Lisboa: Gradiva, 2012, 6.ª ed., 2015.
18.  com P. Mendes, A Biblioteca Joanina/The Kings’John LIbrary, Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2013.
19. História da Ciência em Portugal,  Lisboa: Arranha Céus, 2013, 2.ª ed., 2015.
20. com A. Vieira, Ciência e Tecnologia em Portugal: métrica e impactos (1995-2010), Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2015 (há ebook).

II.  Teses

21.   Teoria Microscópica das Ondas de Spin nos Ferromagnetes, Tese de Licenciatura, Coimbra, 1978.
22.   C. Kollektive Masse und Nullpunktsenergien in der Generator-koordinatenmethode, Doktorarbeit (Tese doutoral), Frankfurt am Main, 1982.

III. Manuais Escolares

23.   com J. Güémez e M. Fiolhais, Fundamentos de Termodinâmica do Equilíbrio, Fund. Gulbenkian, Lisboa, 1998. Manual universitário.
24.   com J. Valadares, L. Silva e V. D. Teodoro, Física 8º ano, Lisboa: Didáctica, 1994; 8.ª ed., 1998.
25.   com J. Valadares, L. Silva e V. D. Teodoro, Química 8º ano, 1994; id., 8.ª ed., 1998.
26.   com J. Valadares, L. Silva e V. D. Teodoro, Física 9º ano, 1995; id., 7.ª ed., 1999.
27.   com J. Valadares, L. Silva e V. D. Teodoro, Química 9º ano, 1995; id, 3.ª ed., 1997.
28.   com J. Valadares, L. Silva e V. D. Teodoro, Física 10º ano, 1994; id., 5.ª ed., 1996.
29.   com J. Valadares, L. Silva e V. D. Teodoro, Física 11º ano, 1995; id., 3.ª ed., 1996.
30.   com J. Valadares, L. Silva   V. D. Teodoro, Física 12º ano, 1996, inclui software; id., 3.ª ed., 1998.
31.   com M. Fiolhais, V. Gil, J. Paiva  e G. Ventura, Física 8, LisboA: Gradiva, 1999.
32.   com M. Fiolhais, V. Gil, J. Paiva  e  G. Ventura, Química 8, id., 1999.
33.   com M. Fiolhais, V. Gil, J. Paiva   e G. Ventura, Física 9, id., 2000.
34.   com M. Fiolhais, V. Gil, J. Paiva   e G. Ventura, Química 9, id., 2000.
35.  com M. Fiolhais, V. Gil, J. Paiva   e G. Ventura, Terra no Espaço, id., 2002.
36. com M. Fiolhais, V. Gil, J. Paiva   e G. Ventura, Terra em Transformação, id., 2002.
37. com M. Fiolhais, A. Ferreira, J. Paiva e  G. Ventura, F10, Lisboa: Texto Editora, 2003, nova ed. 2007.
38     com M. Fiolhais, A Ferreira, J. Paiva  e  G. Ventura, Q10, id., 2003, nova ed., 2007.
39.   com M. Fiolhais, A. Ferreira, J. Paiva e G. Ventura, F11, id., 2004.
40.   com M. Fiolhais, A Ferreira, J. Paiva e G. Ventura, Q11, id., 2004.
41.   com M. Fiolhais, A. Ferreira, J. Paiva e  G. Ventura, F11B, id., 2005.
42.   com M. Fiolhais, J. A. Paixão   G. Ventura, F12, id., 2005.
43.   com M. Fiolhais, J. Paiva, V. Gil, C. Morais  e S. Costa, 7FQ, id., 2006.
44.   com M. Fiolhais, J. Paiva, V. Gil, C. Morais e  S. Costa, 8FQ, id., 2007.
45.   com M. Fiolhais, J. Paiva, V. Gil, C. Morais  e S. Costa, 9FQ, id., 2008.
46. com S. Costa, M. Fiolhais, V. Gil, C. Morais   e J. Paiva, Universo FQ7,  id., 2013.
47. com S. Costa,  M. Fiolhais, V. Gil, C. Morais  e J. Paiva, Universo FQ8,  id., 2014.
48. com S. Costa, M. Fiolhais, V. Gil, C. Morais  e J. Paiva, Universo FQ9,  id., 2015.
49.  com M. Fiolhais e   G. Ventura, F10 novo, id., 2015.
50. com A. Ferreira e  J. Paiva, Q10 novo, id., 2015.

Ação de Divulgação da ABIC

Informação recebida da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC):

No seguimento das comemorações do 1º de Maio, às quais a ABIC se associou, marcando presença em eventos por todo o País, a ABIC irá realizar uma distribuição de panfletos informativos que visam dar a conhecer as suas diferentes linhas de atuação, sendo que o ponto central é a promoção do reconhecimento do trabalho e a dignificação dos profissionais que exercem investigação científica em Portugal, enquanto bolseiros.

Os Bolseiros de Investigação são, porventura, o grupo cuja atividade mais contribui para a produtividade do sistema científico português; no entanto, são também o grupo que trabalha em condições de maior precariedade.

A ABIC apela à empenhada participação de todos os bolseiros nas ações que durante o mês de Maio irão ocorrer em várias cidades do país.

Já estão marcadas distribuições para esta semana, em:

Faro, Universidade do Algarve, Pólo de Gambelas, no átrio da cantina dia 21 às 12h
Aveiro, Universidade de Aveiro, porta da Reitoria dia 22 às 11h
Porto, IBMC dia 22 entre as 12h e as 14h

MERA SUPLENTE

O Público já confirmou, depois de lido o Diário da República. As funções que o ministro Nuno Crato atribuiu à actual Presidente da FCT, Maria Arménia Carrondo, são de mera suplente. Só tem mandato para substituir o presidente que caiu em desgraça, Miguel Seabra, durante o tempo que este tinha atribuído. Os vice-presidentes que ajudaram à desgraça  mantêm-se. É como se a ciência tivesse apenas uma gestão interina. Não faz qualquer sentido pois a ciência nacional precisava de olhar para o futuro e não de manter o lamentável passado recente.

Esta é a ciência a que a FCT disse não

Um excerto do artigo de Mariana Correia Pinto no Público, com testemunhos de candidatos recusados pela FCT, a propósito da iniciativa "Há ciência para além da FCT?", que terá lugar amanhã na Casa da Achada, em Lisboa:

Os critérios de avaliação, diz a jovem de 29 anos, são “incompreensíveis”. “Não conheço ninguém que os consiga explicar. Procuram, por exemplo, pessoas com experiência científica dificilmente alcançável tendo em conta que se concorre a doutoramento depois de mestrado. Pessoas com livros publicados em editoras internacionais. É quase como pedir um estagiário com cinco anos de experiência.”

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Conversa sobre privacidade na Net no auditório da biblioteca da FCT/UNL



"Sabia que a maior ameaça à nossa privacidade são os sistemas de localização através de dispositivos móveis, que detetam e memorizam a nossa localização exata?
Sabia que os conteúdos publicados numa rede social podem permanecer disponíveis na internet mesmo que posteriormente sejam removidos do site onde foram publicados?
Será o Cloud Computing uma boa solução para o armazenamento da informação?
Como podemos viver num mundo em constante evolução tecnológica e manter um clima de total confiança, numa época em que somos confrontados com a ameaça crescente do cibercrime e do roubo de identidade?
Estamos seguros online?

Ano Internacional da Luz na Biblioteca da FCT/UNL


Mais informações aqui.

domingo, 17 de maio de 2015

2015 - ANO INTERNACIONAL DOS SOLOS

Novo artigo sobre solos de Galopim de Carvalho:

Crostas pedogénicas 

Em determinadas condições morfoclimáticas favoráveis, certos solos evoluem no sentido de gerar um horizonte endurecido, mais ou menos impermeável, habitualmente designado por crosta e couraça, sendo o último termo reservado aos casos em que este endurecimento é mais acentuado e abrange uma maior espessura. Não cabendo os materiais constituintes destas crostas nos conceitos convencionados para os três grupos de rochas tradicionalmente aceites (ígneas, sedimentares e metamórficas) e tendo em atenção, por um lado, o seu carácter habitualmente coeso e rígido, isto é, rochoso, no sentido vulgar do termo, e, por outro, o seu modo de formação no âmbito da pedogénese, há autores que as consideram rochas residuais. Geólogos e geomorfólogos de língua inglesa tratam-nas por duricrusts e diferenciam-nas em função da natureza química dominante. Os pedólogos referem-nas como durimpermes e duripans (estas de natureza siliciosa). 

Entre as crostas (croûtes, cuirasses ou dalles, dos autores de língua francesa) geradas nestas condições, merecem destaque as ferruginosas (ferricretos), mais conhecidas por lateritos, as aluminosas (alcretos) ou bauxitos[1], as calcárias (calcretos) e as siliciosas (silcretos). Outras há com menor expressão no terreno, como sejam as dolomíticas, de natureza magnesiana (dolocretos), as fosfatadas (phoscretos)[2], as gipsíferas, isto é, à base de gesso (gypcretos) e as salinas (salcretos). Nas áreas aplanadas e deprimidas, como sejam as superfícies envolventes das sebkras norte-africanas ou das alkaliflats nos pediments das Basins and Ranges do Oeste norte-americano, o ressurgimento de águas de infiltração, de elevado teor salino, desenvolve tapetes de eflorescência, em geral, de gesso ou anidrite, mas também de outros sais.

Ferricretos

Em associação com os solos ferralíticos das regiões subáridas, com alternância bem marcada de estações seca e húmida, desenvolvem-se extensas concentrações de óxidos e hidróxidos de ferro sob a forma de crostas ou couraças, mais conhecidas por lateritos férricos ou, simplesmente, lateritos, explorados como matéria-prima para a indústria do ferro[3].

Para muitos autores o termo laterito, assim chamado pelo facto de este material ter sido usado na construção, depois de cortado em paralelepípedos, à semelhança dos tijolos (later, em latim), inclui quer os férricos, quer os aluminosos. A corroborar esta posição está o facto de os dois materiais ocorrerem frequentemente associados. O ganho ou a perda de ferro, induzidos pelas condições locais, determinam a natureza da crosta que, assim, pode variar entre essencialmente férrica (laterito, em sentido restrito), essencialmente aluminosa (bauxito) ou ser uma mistura dos dois materiais.

O horizonte situado abaixo da couraça laterítica, designado por litomargem, é essencialmente caulinítico e encontra-se, por vezes, marmorizado[4].

Se a floresta for destruída, a couraça aflora e endurece, num processo praticamente irreversível. Acontece muitas vezes, nestas regiões, proceder-se à desflorestação com o propósito de criar áreas de cultivo. Passados pouco anos, o encouraçamento laterítico torna o terreno incultivável mas, como há muita terra, abre-se nova clareira e, assim, se vão desertificando extensas áreas florestadas desta zona climática.

Na transição do Terciário para o Quaternário houve, em Portugal, condições climáticas favoráveis à lateritização. São disso testemunhos os encouraçamentos de Marmelar (Vidigueira) e da faixa planáltica a sul de Santiago do Cacém.

Alcretos

Nas regiões mais equatoriais, húmidas, como são as bacias do Amazonas e do Congo, tais condições são favoráveis à bauxitização, isto é, à produção e concentração de hidróxidos de alumínio – gibbsite, Al(OH)3, diásporo, AlO(OH) e boehmite AlO(OH), - com predominância do primeiro, constituindo, por vezes, grandes acumulações, de elevado interesse como matéria-prima de alumínio, mais conhecida por bauxito, geralmente em associação com argilas cauliníticas.

Estes solos residuais, no geral, de textura pisolítica[5], igualmente conhecidos por lateritos aluminosos, devem o seu grande enriquecimento em alumínio à perda dos restantes componentes das rochas-mães que lhes estão na origem. A intensa lixiviação e drenagem propiciadas pela constante pluviosidade e pelo bioquimismo próprio dos solos nestas condições, para além dos alcalinos e calco-alcalinos, facilmente removíveis, acabam por libertar os componentes menos solúveis como são os férricos e a sílica. A associação dos bauxitos às argilas cauliníticas resulta da incompleta evacuação da sílica que, assim, se combina com a alumina para formar o respectivo silicato hidratado, segundo a equação

2Al(OH)3+2H4SiO4→Al2Si2O5(OH)4+5H2O

Lateritos e bauxitos, tanto podem ser expressões de um solo, como corresponder a autênticos depósitos sedimentares. No primeiro caso são corpos residuais, autóctones, merecendo por parte de alguns autores, como se disse atrás, a designação de rochas residuais. No segundo, trata-se de acumulações de materiais oriundos dos perfis pedológicos onde foram gerados e, só depois, mobilizados e transportados, para mais perto ou mais longe, e depositados em locais favoráveis à sua imobilização. São pois, neste caso, materiais rochosos alóctones e, como tal, autênticas rochas sedimentares, a que se fará a devida referência em capítulo próprio.

Calcretos

Com cem anos de uso, o termo calcrete, proposto por G. H. Lamplugh (1902), só nas últimas décadas começou a figurar na nossa terminologia geológica. Próprios de certos ambientes morfoclimáticos caracterizados por uma certa subaridez (precipitação abaixo dos 500 mm/a), estas crostas, ligadas à actividade pedológica, resultam de acumulação de carbonato de cálcio ao longo de extensões superficiais maiores ou menores[6]. Os calcretos variam bastante em espessura, desde algumas dezenas de metros, na Austrália, África do Sul, Novo México (EUA), a alguns metros no sul e sudeste ibérico (3 a 5 m em Portugal, no Algarve).

Uma das primeiras referências a este tipo de crosta é da autoria de Ch. Darwin (1846) que, sob a designação de tosca, a descreve em pormenor nas pampas argentinas.

O termo calcrete, dos autores ingleses e aceite como unificador pela comunidade científica, abarca um sem número de designações regionais (cerca de meia centena), de entre as quais se destacam batha (Índia), calcário da catinga (Brasil), caliche (sul dos EUA), canto blanco (Canárias), croûte calcaire (Argélia e Tunísia), gigilim (Nigéria), kunkar (Índia), nari (Israel), Steppenkalk (Namíbia), tafeza (Norte de África), tapetate (México), travertine crust (Austrália), etc..

O termo português caliço, corrente na toponímia do sul do país, é mais um entre nomes locais e regionais a acrescentar a esta lista, tendo sido usado por Paul Choffat (1887) nos seus trabalhos sobre a geologia do Algarve. Branqueiros e laginhas de cal são expressões locais usadas na terminologia geológica para referir este tipo de ocorrências em Porto Santo e no extremo oriental da Madeira (S. Lourenço), onde a subaridez é a regra climática.

Os calcretos constituem corpos geológicos dispostos horizontalmente, sendo constituídos, no geral, por um nível friável, esbranquiçado, de aspecto pulverulento, farináceo, às vezes referidos entre nós, impropriamente, pelo nome de cré, sobre o qual se desenvolve, em estádios mais avançados de evolução, a crosta propriamente dita. Quando a evolução climática se faz no sentido do aumento da humidade, as crostas tendem e degradar-se, dando lugar a concreções calcárias espaçadas entre si.

Na maior parte das situações, os calcretos formam-se sobre rochas-mãe calcárias, como se verifica no Algarve em relação com as sequências carbonatadas mesozóicas. Menos frequentes, mas não raras, são as ocorrências sobre gabros e outras rochas ígneas ou metamórficas, susceptíveis de fornecer cálcio, com acontece na região de Beja. Conhecem-se calcretos a culminar perfis em rochas praticamente destituídas de cálcio, facto que leva a aceitar que estas crostas, para além de enriquecerem em calcite, a expensas da rocha, do substrato (per ascensum), podem receber essa contaminação, lateralmente, vinda de outras rochas através das águas de percolação no solo. Neste último caso, à semelhança do que se passa com os lateritos e os bauxitos, coloca-se o problema da sua condição sedimentar, uma vez que há transporte do material carbonatado, ainda que em solução.

Na qualidade de solos residuais, os calcretos, para além do carbonato de cálcio, conservam um resíduo insolúvel resultante da meteorização e evolução pedológica da rocha-mãe. Assim, contêm, em geral, uma fracção detrítica grosseira (fragmentos rochosos, areias) e uma outra essencialmente argilosa, de alteração e de neoformação no solo, ou herdada, no caso das rochas que lhes estão subjacentes conterem estes filossilicatos na sua composição.

Os calcretos são conhecidos a vários níveis do registo estratigráfico mundial, dos Old Red Sandstones, do Devónico da Escócia, ao Cenozóico, de que temos exemplos no Paleogénico da região de Macedo de Cavaleiros, na Beira Baixa, no Alentejo e na região de Colares (Sintra).

Silcretos

Em coerência com a uniformização da nomenclatura, Lamplugh (1907) propôs também o nome silcrete para as crostas pedogénicas enriquecidas em sílica. Sob diversas designações, estes arenitos do deserto, como lhes chamou R. Daintree (1872), ao descrevê-los no norte de África, são conhecidos por grés polimorfos em Angola e no Congo, por duripans nos Estados Unidos, por surface quartzites na África do Sul, por porcelanites na Austrália, por meulière em França, etc.

Os silcretos são característicos de regiões de tendência árida com drenagem deficiente, muito planas, com declives mínimos (inferiores a 5%), sendo comuns na África do Sul, Namíbia, Calaari, Mauritânia, Austrália e nordeste do Brasil, onde as espessuras são da ordem das dezenas de metros, podendo ocorrer sobre quaisquer tipos de rocha-mãe. É, em particular, sobre as rochas sedimentares terrígenas (conglomerados, arenitos, siltitos, argilitos) ou os seus equivalentes não consolidados (cascalheiras, areias, siltes e argilas) que os silcretos são mais frequentes e atingem maior expressão (em espessura e extensão).

A silicificação, nuns casos per ascensum, a parir do substrato, noutros por contaminação lateral, é feita sob a forma de opala, nos silcretos mais recentes, ou de quartzo microcristalino (calcedonite) ou fanerítico, nos mais antigos. No decurso da diagénese, como é sabido, a sílica amorfa tende a passar a cristalina. Nuns casos, a silicificação consiste na cimentação do horizonte pedológico por penetração da sílica nos vazios; noutros, verifica-se ter havido substituição epigénica (molécula a molécula) do material do perfil por sílica. É o que acontece na transformação (frequente) de calcretos em silcretos, por substituição do carbonato de cálcio pela sílica. Silcalcretos e calsilcretos são, assim, designações que procuram referir estádios intermediários dessa metassomatose.

Em Portugal, nas últimas décadas tem vindo a ser reconhecida a ocorrência de silcretos[7] quer sub-actuais (Quaternário de Rio Frio, Setúbal) quer mais antigos, em especial no Cenozóico da Beira Baixa, da Bacia do Tejo-Sado e do Alentejo interior. O grés porcelanóide, de há muito reconhecido no cimo aplanado do Buçaco, na vizinhança da Cruz Alta, deve ser considerado um silcreto de idade compreendida entre o Cretácico superior e o Paleogénico.

NOTAS
[1] Termo proposto por Dufrenoy (1845), inspirado em Le Baux, localidade do sul de França, onde este tipo de crosta foi encontrado por Berthier, em 1821. Nesta localidade, o bauxito integra antigas formações de idade eocénica, quando o território estava sob clima quente e húmido, muito diferente do actual.
[2] O elemento crete, que compõe este e os restantes termos afins, é o mesmo da palavra concreto (do latim concretus, tornado sólido por efeito de concreção), que no Brasil se usa como sinónimo de betão. Os elementos al, cal, dolo, ferri, gyp, phos, sal e sil aludem às respectivas composições. O aportuguesamento destes nomes muda-lhes o te final em to, como é regra na nossa terminologia dos materiais rochosos (a terminação te é exclusiva dos nomes dos minerais).
[3] Em alguns casos há manganês associado ao ferro e, mais raramente, níquel e ou cobalto.
[4] Sobre o fundo argiloso claro sobressaem manchas coradas, ferruginosas. O termo corresponde ao mottled, na terminologia inglesa, ao marmorisée ou tachetée, na francesa.
[5] Constituída por pisólitos, isto é, pequenas concreções esferoidais, de crescimento mais ou menos concêntrico, lembrando ervilhas.
[6] Relativamente a este tema, o leitor encontra informação mais pormenorizada, quer geral quer sobre a ocorrência de calcretos em Portugal, in A. M. Galopim de Carvalho & M. Teresa Azevedo (1993-97), iCalcretos, Geolis, Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, Vol. VII (1-2); A. M. Galopim de Carvalho & Silvério Prates (1983-85), Sobre a Ocorrência de Caliços no Algarve, Boletim da Sociedade Geológica de Portugal, Vol XXIV, Lisboa.
[7] O leitor encontra informação mais pormenorizada, bibliografia geral e sobre a ocorrência de silcretos em Portugal, in Silcretos, M. Teresa Azevedo & A. M. Galopim de Carvalho (1993-1997), Geolis, Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, Vol. VII (1-2).

sábado, 16 de maio de 2015

À LUZ DO ARCO-ÍRIS

Texto primeiramente publicado na imprensa regional.



O arco-íris deslumbra o nosso pensamento. É um fenómeno óptico e meteorológico natural de uma beleza luminosa. O contraste entre o cinzento carregado do horizonte nebuloso e as cores vivas e radiantes do arco que surge à nossa frente quando o sol aparece por entre as nuvens, envolve a fronteira da mudança com um halo misto de espanto e maravilhamento. Se hoje compreendemos a natureza do arco-íris, muitos milénios houve na história da humanidade em que o seu aparecimento era sinal de intervenção divina a anunciar melhores tempos ou a celebrar alianças.

Devemos a compreensão científica do arco-íris ao entendimento que foi sendo iluminado fisicamente sobre dois fenómenos ótpicos: a reflexão e a refracção. Na reflexão, um raio de luz ao encontrar uma superfície dita reflectora, como por exemplo um espelho, inverte o sentido de propagação segundo um ângulo bem definido. A refracção ocorre quando um raio de luz passa de um meio, por exemplo ar, para outro, por exemplo água, e sofre uma mudança na sua direcção de propagação, segundo um ângulo também bem definido e que depende da natureza dos dois meios atravessados.

A reflexão é conhecida desde a Antiguidade clássica e está, por exemplo, descrita na geometria de Euclides (c. 300 a.C.). A refracção só foi descrita matematicamente em 1621 pelo holândes Willebrord Snellius, tendo sido, contudo, publicada alguns anos mais tarde pelo francês René Decartes. Assim, a lei que a designa é conhecida por lei de Snell, ou por lei de Descartes. Mas foi Descartes quem, em 1637, primeiramente discutiu, de um ponto de vista científico, a natureza do arco-íris. Contudo a sua compreensão deve muito ao inglês Isaac Newton que demonstrou, em 1666, que um raio de luz solar pode ser decomposto em várias luzes coloridas ao atravessar um prisma.

Mas afinal, o que é o arco-íris e porque é que surge depois de uma tempestade ou forte chuvada e quando surge o Sol por entre as nuvens? Para o explicar é necessário sabermos, em primeiro lugar, que a luz visível irradiada pelo Sol é constituída por um conjunto de radiações electromagnéticas que possuem frequências diferentes a que correspondem cores diferentes. Quando a luz do Sol atravessa o ar, todos os raios de frequência diferente que a compõem permanecem “juntos” criando a ilusão de se tratar de um único. Contudo, quando encontra e atravessa um meio diferente como seja um cristal, um prisma ou uma gota de água, algo de maravilhoso acontece: a luz solar é refractada e decompõe-se no espectro das suas componentes coloridas (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Isto acontece porque cada uma das radiações que compõem a luz solar possuem, como já se disse, frequências diferentes a que correspondem energias diferentes. Ao mudar de meio cada um dos raios sofre um desvio na sua direcção de propagação (é refractado) que é tanto maior quanto maior for a sua energia (frequência). Nos extremos do arco-íris encontramos a cor vermelha e o violeta a que correspondem respectivamente uma energia (frequência) menor e maior.

No caso do arco-íris, o meio refractário que a luz Solar encontra é a gota de água. Vamos então tentar seguir, com ajuda da figura ao lado, um raio de luz no seu percurso através de uma gota de água que é aqui considerada como perfeitamente esférica para facilitar a explicação. Assim que o feixe de luz solar atravessa a superfície da gota no ponto A, sofre uma ligeira mudança na sua direcção (é refractado). Ao atingir a superfície interna oposta da gota, ponto B, parte do feixe de luz é reflectido no sentido oposto ao movimento que trazia e numa direcção diferente, uma vez que esta superfície interna da gota funciona como um espelho côncavo. O feixe reflectido atravessa então de novo a gota até sair dela no ponto C. Como neste ponto ocorre uma mudança de meio, a direcção do feixe de luz é novamente ligeiramente alterada (refractada). Cada um dos componentes da luz solar sofrerá este mesmo percurso mas, por terem frequências diferentes, os desvios de direcção sofridos por cada um deles será diferente. O resultado final é a sua separação num leque de feixes contíguos cada um com uma frequência específica e característica de cada uma das cores que podemos ver. Uma vez que uma gota de chuva típica é aproximadamente esférica isto produz um efeito na refracção e reflexão da luz Solar que é simétrico em relação a um eixo imaginário que passe no centro da gota com a direcção do feixe incidente. Por isso o arco-íris é circular.

O feixe de luz inicial voltou desta forma para traz com uma nova direcção, separado nos seus componentes coloridos e poderá atingir a retina do(a) leitor(a) caso estejam reunidas algumas condições. A primeira tem a ver com a posição do Sol. Este, que se encontra sempre atrás do observador de um arco-íris, terá que estar entre determinadas alturas no horizonte. Quanto mais baixo o Sol estiver, mais alto estará o arco-íris. Ao pôr-do-sol será possível ver um semicírculo completo com o arco de cor vermelha no topo do arco-íris a fazer um ângulo máximo de 42º com o horizonte. Como cada uma dos componentes da luz solar sofre refracções e reflexões ligeiramente diferentes, eles “saem” da gota de água em direcções que fazem um ângulo diferente com o horizonte. Quando vemos um arco-íris, o que realmente estamos a observar é o resultado da refracção e reflexão da luz solar em diferentes gotas de água que se encontram a alturas diferentes, o que permite que os diferentes raios que saem em ângulos diferentes possam ser visualizados simultaneamente pelo mesmo observador.

Gostava de chamar a atenção do(a) leitor(a) para o facto de em certas condições se poder observar ao mesmo tempo dois arco-íris. Descrevemos o trajecto do raio de luz solar através de uma gota de água. Mas nem toda a energia do raio sai da gota após este ter sido reflectido. Uma “parte” do raio pode sofrer uma segunda reflexão no ponto C e atravessar de novo a gota emergindo dela num outro ângulo. O arco-íris que normalmente observamos é designado por primário e é o resultado de uma única reflexão do feixe de luz solar no interior da gota. O outro arco-íris é designado por secundário e surge devido à ocorrência de duas reflexões internas, o que faz com que os “raios vermelhos”, por exemplo, saiam da gota com um ângulo de 50º em vez de 42º. Isto ocasiona um segundo arco-íris no qual as cores estão invertidas relativamente ao primeiro como se de uma imagem espelhada do primeiro se tratasse.

Na próxima vez que se deparar com a visualização de um arco-íris olhe mais para cima e tente descortinar este segundo arco-íris. Devido ao maior percurso do raio de luz dentro da gota, a intensidade deste é comparativamente menor, o que justifica que seja de difícil visualização e passe muitas vezes despercebido.


António Piedade

Para quê manter a Escola se há empresas que oferecem modelos admiráveis?

 Filme que pode ser encontrado aqui
"A partir do próximo ano lectivo, os alunos do ensino básico poderão avaliar, nas escolas, se conseguem aplicar o que ali estão a aprender a situações da vida real." (aqui)
"Projeto da [empresa X] quer promover a literacia de leitura, a literacia matemática e literacia científica no 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico. É um programa-concurso em que os alunos têm oportunidade de testar conhecimentos em situações concretas." (aqui)
Estas transcrições de notícias publicadas em jornais, na passada semana, parecerão pacíficas, construtivas, até. Não é assim que as considero: vejo-as como uma manifestação muitíssimo preocupante do recuo da Escola no cumprimento da sua missão de educar e do consequente avanço das mais diversas empresas nessa matéria. As causas deste movimento são várias e profundas; não cabe neste apontamento analisá-las, apenas notar alguns equívocos patentes nas referidas notícias.

O primeiro equívoco é que a escolaridade básica (e a avaliação) deve centrar-se em "situações da vida real", em "situações concretas", na "aplicação dos conhecimentos a casos práticos", na "aplicação de conhecimentos em casos concretos"... Essa é, na verdade, a orientação do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA), concebido pela Organização para o Comércio e Desenvolvimento Económico (OCDE), a que as notícias aludem, mas é uma orientação que pode e deve ser contestada pela consequências nefastas que inevitavelmente têm no desenvolvimento de capacidades cognitivas e afectivas que requerem um elevado grau de abstração e pelo conhecimento relevante que afasta dos currículos escolares.

Ora, o caso noticiado é que certa empresa de recursos pedagógicos, partindo de "uma nova filosofia" de que "o nosso futuro coletivo constrói-se todos os dias", e propondo-se "contribuir para o desenvolvimento educativo, pessoal e social dos jovens, concebeu um "novo programa" avaliativo onde "não cabem apenas os melhores alunos. Cabem todos". Grandes declarações que contrastam com a focagem elementar, antes referida.

E, como convém, é invocado o seu altruísmo: não haverá "quaisquer custos para os alunos ou escolas", porque, nas palavras de um responsável pela empresa, "acreditarmos que esta iniciativa beneficiará os nossos alunos, ajudando-os a consolidar as aprendizagens e elevar os níveis de conhecimentos num contexto similar ao das avaliações internacionais."

Avanço para a operacionalização do tal programa destinado a testar, a partir do próximo ano letivo, a "literacia" em Matemática, Português e Ciências dos alunos dos 2.º e 3.º ciclos. A sua abrangência é nacional e a porta de acesso é a das escolas públicas.

Estas, tanto quanto percebi, limitam-se a receber a informação "detalhada sobre os objetivos e estruturas das provas", bem como os modos de inscrição dos alunos. Depois, as coisas funcionam como um "campeonato nacional", o que muito contribui para a "popularidade" da iniciativa. Transcrevo:
"No primeiro período, em cada escola, apuram-se os alunos com melhores desempenhos nas provas. No segundo período, a competição acontece a nível distrital para escolher os estudantes com melhores resultados. No terceiro, a competição é nacional numa grande final que encontrará os vencedores..."
Isto no quadro da tal filosofia onde "não cabem apenas os melhores alunos. Cabem todos"!

É claro que este tipo de estratégia teria de ter a forma de "provas interativas", disponibilizadas numa sacrossanta "plataforma online", implicando, claro está, que as escolas e/ou os alunos adquiram, a esta ou a outras empresas, agora ou depois, os equipamentos necessários para a concretizar. Perante isto, a declaração de altruísmo poderia ter sido evitada.

Assegura-se, no documento de divulgação do modelo avaliativo, a sua qualidade científica e pedagógica e explica-se a testagem que sofreu ao longo deste ano lectivo, em mais de 1500 alunos de cinco escolas de três cidades: Coimbra, Porto e Lisboa. Não duvido que, sob esse duplo ponto de vista, pouco erros se lhe possam apontar. 

Neste como noutros casos, os grandes erros não são de técnica, são de princípio: de concepção da própria Escola (Oficial e Pública), da sua missão educativa e das funções que deve assumir em termos de aprendizagem, bem como da colaboração que pode ter com outras entidades, sendo ela a decidir quais e em que sentido, não o contrário.

"Escolas" concebidas e geridas por empresas há muito que entraram na Escola, não parando de se expandir; "escolas" que não estão mandatadas pela sociedade para o serem mas que crescem em dimensão e em força, à medida que a Oficial e Pública, que está mandatada pela sociedade para o ser, mirra... e recua e dobra-se...

E, tudo à nossa vista... que, por acaso, até achamos muito bem!

CONTINUA A CAMPANHA DE DESCONTOS DA GRADIVA


quinta-feira, 14 de maio de 2015

"LUZ E SOM: ONDAS POR TODO O LADO" EM LEIRIA


Na próxima segunda-feira estarei em Leiria, no Orfeão de Leiria, em mais uma iniciativa do Ano da Luz.

O "ADMIRÁVEL MUNDO NOVO" NA CASA DA MÚSICA NO PORTO, 12 DE JUNHO DE 2015


Uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

GALA DA ORQUESTRA GERAÇÃO EM LISBOA


O ANO DA LUZ EM ÁGUEDA


HANDS-ON SCIENCE nO FUNCHAL


(clicar para ler melhor)

A ERA DO DESLUMBRAMENTO

Recomendo este belo livro, que já conheço da premiada edição original. Não haverá mil leitores em Portugal que o queiram ler?


A CAIXA DE EUCLIDES


Recentemente tomei conhecimento da existência deste excelente recurso educativo, que aqui divulgo publicando a informação que me foi enviada pela empresa que a desenvolveu:

GEOMETRIC WORLD, membro da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e da Sociedade Portuguesa de Física (SPF), é uma start up que desenvolveu e lançou em Portugal no final do ano passado um produto a que chamou CAIXA DE EUCLIDES.
A CAIXA DE EUCLIDES pretende ser uma valiosa ferramenta educacional que permita aos professores darem uma aula diferente, estimular e motivar os alunos para o estudo da Geometria e ajudá-los a entrar neste fascinante mundo tão presente em todo o lado e à nossa volta.
Tem sido grande a recetividade  por parte das escolas, dos professores, dos estudantes e dos pais que já utilizam a CAIXA DE EUCLIDES.  O fraco desenvolvimento da visão e inteligência espaciais das crianças e jovens, aliado à falta de materiais manipuláveis e conteúdos que coloquem a Geometria no centro de outras área do Conhecimento, tornam o ensino da Geometria pouco motivador e estimulante para os alunos, situação ainda mais preocupante numa altura em que esta área da Matemática está cada vez mais presente nos currículos escolares do 1.º ao 9.º ano e posteriormente para quem tem Geometria Descritiva. A CAIXA DE EUCLIDES é um contributo para melhorar o rendimento dos estudantes nesta área do conhecimento.

Link para Conversa/Entrevista pelo Prof. Jorge Rui Cardoso no seu programa de televisão  - “Cidadanias”- http://tvl.pt/2015/05/08/a-geometria-numa-caixa-sim-e-em-portugues-cidadania-com-os-criadores-desta-ferramenta/

Mais informações sobre a CAIXA DE EUCLIDES
 O QUE É A GEOMETRIC WORLD?
- A Geometric World é uma empresa nascida em 2013, totalmente portuguesa e membro da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e da Sociedade Portuguesa de Física (SPF). Tem como missão de auxiliar o desenvolvimento da inteligência espacial de crianças, jovens e adultos e para um maior e melhor conhecimento e estudo da Geometria e da sua relação com todas as outras áreas do Conhecimento. Para isso, dedica-se à conceção, produção e comercialização de produtos, conteúdos e atividades que contribuam para esse desenvolvimento.
2 - O QUE É  A CAIXA DE EUCLIDES?
- A CAIXA DE EUCLIDES é um produto criado pela Geometric World e certificado pela SPM e pela SPF. A sua utilização é muito fácil e intuitiva e é constituída por:
  • 10 sólidos geométricos em cortiça colorida
  • 1 Mini Atlas de formato A6
  • 1 DVD  com textos interativos, animações 3D e filmes cujo menú está dividido em 4 áreas:
    • Geometria à nossa Volta
    • Conhecer e Explorar os Sólidos
    • Planificações
    • Geometric World Family

3 - PARA QUE SERVE A CAIXA DE EUCLIDES?
  • A CAIXA DE EUCLIDES é uma valiosa ferramenta educacional que serve para desenvolver a inteligência espacial das crianças e jovens, estimular a sua intuição e criatividade e ajudá-las no estudo da Geometria.
  • A sistematização dos conteúdos, a originalidade dos textos (que mostram a enorme ligação da Geometria a tudo o que nos rodeia) e a feliz combinação entre os sólidos geométricos em cortiça (para manipulação) com os formatos interativos e multimédia (filmes, animações 3D) do DVD, tornam a CAIXA DE EUCLIDES muito apelativa e clarificadora.

4 - A QUEM SE DESTINA A CAIXA DE EUCLIDES?
- A Caixa de Euclides destina-se a :
  • Escolas/Professores - permite dar uma aula diferente,animada, ajudar a motivar os alunos para o estudo da Geometria através de novas abordagens, textos interativos originais e formatos multimédia apelativos;
  • Alunos - permite uma melhor compreensão dos conteúdos e a possibilidade de consolidação de conhecimentos adquiridos nas aulas e principalmente dá a possibilidade de explorar e experimentar sozinho ou em conjunto com os professores o fantástico mundo da Geometria;
  • Pais/encarregados de educação - permite acompanhar de forma mais fácil e rigorosa o estudo da Geometria dos seus filhos e relembrar conhecimentos já esquecidos.

- Grande parte dos conteúdos da CAIXA DE EUCLIDES estão adaptados aos vários escalões etários e poderão ser mais ou menos usados de acordo com o nível de ensino. A adaptação desses conteúdos foi feita pela Bárbara Wong, editora de educação do Público e escritora de livros para crianças e jovens:
  • Pré Escolar (4/5 anos) - pela excelente textura da cortiça dos sólidos geométricos, a segurança da sua utilização (ligeiramente boleados nos vértices e nas arestas), a cor e o facto de poderem fazer construções devido às mesmas dimensões dos polígonos
  • 1º ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo, secundário (mais de 6 anos) - Numa parte do DVD pode escolher-se a faixa etária pretendida (3 opções: 6 -10 anos ; 10-14 anos ; mais de 14 anos) e serão apresentados os respetivos conteúdos diferenciados na sua linguagem e profundidade. Nos restantes conteúdos do DVD e do Mini Atlas será o professor a decidir aquilo que pretende mostrar e explicar.

A CAIXA DE EUCLIDES também permite que o professor utilize apenas aquilo que achar mais adequado aos seus alunos. Curiosamente a CAIXA DE EUCLIDES não só tem sido utilizada pelos professores de Matemática e Física mas também, devido à natureza dos seus conteúdos, por professores de Ciências da Natureza, Educação Física e mesmo História.

5 - QUAL É O CONTEÚDO DA CAIXA DE EUCLIDES?
  • 10 sólidos geométricos em cortiça colorida
    • 4 Prismas (azuis): Cubo - Paralelepípedo Retângulo - Prisma Triangular (regular) - Prisma Pentagonal (regular)
    • 3 Pirâmides (vermelhas): Pirâmide Triangular (regular) - Pirâmide Quadrangular (regular) - Pirâmide Pentagonal (regular)
    • 3 Não Poliedros (amarelos): Cone (reto) - Cilindro (reto) - Esfera
  • 1 Mini Atlas de formato A6
    • Definição, classificação, elementos, fórmulas e outras informações/curiosidades de cada um dos sólidos geométricos e imagens onde eles podem ser encontrados à nossa volta;
  • 1 DVD  com textos interativos, animações 3D e filmes cujo menú está dividido em 4 áreas:
    • Geometria à nossa Volta
      • Geometria e o Universo 
      • Geometria e a Natureza
      • Geometria e o Corpo Humano
      • Geometria e a Arte
    • Conhecer e Explorar os Sólidos
      • Guia de Exploração e Experimentação
      • Planificações e Movimentos
      • Mini Atlas dos Sólidos Geométricos ( em formato pdf)
    • Planificações
      • Pdf para impressão das planificações de cada um dos sólidos permitindo a sua construção.
    • Geometric World Family
      • A ilustradora Natalina Cóias criou para a Geometric World um conjunto de personagens diretamente ligadas a cada um dos sólidos geométricos que estão na Caixa de Euclides, acrescentando ainda uma para a Linha e outra para o Ponto. Esta família é apresentada no DVD e posteriormente irá dar lugar a histórias/aventuras em livro e em formato audio-visual
      • http://www.geometricworld.com/_geometric_world_family

6 - PORQUE FOI ESCOLHIDA A CORTIÇA PARA  OS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS?
- Foi escolhida a cortiça pelas seguintes razões:
  • Por ser um material "amigo do ambiente"
  • Pela excelente textura e segurança na utilização (arestas e vértices ligeiramente boleados)
  • Porque a cor é dada por um pigmento natural
  • Pelo peso ideal para a sua manipulação
  • Porque a  utilização da cortiça permite-nos igualmente apoiar o desenvolvimento da economia portuguesa, contribuindo para o crescimento do sector agrícola e do sector industrial, ao mesmo tempo que fazemos uso de um recurso que é nosso e abundante. 
7 - O QUE SÃO OS TEXTOS INTERATIVOS “ GEOMETRIA À NOSSA VOLTA” QUE SE ENCONTRAM NO DVD?
- "Geometria à nossa volta” faz parte do menu principal do DVD e  consiste num conjunto de textos interativos originais que colocam a Geometria no centro de outras áreas do Conhecimento.
  • Convidámos especialistas das diferentes áreas para nos escreverem conteúdos que mostrassem que a Geometria e as formas geométricas estão em todo o lado e à nossa volta (mesmos nos sítios mais inesperados) e qual a razão de serem essas formas e não outras.  No caso da Geometria e a Arte é dada uma perspectiva mais histórica da utilização da geometria na escultura, pintura e arquitectura dede a pré-história até aos tempos modernos.
  • Os textos são acompanhados por imagens que podem ser ampliadas ou serem vistas em sequência.
  • A complexidade e profundidade destes conteúdos varia em função da faixa etária a que se destinam.
  • Exemplos:

8 - O QUE É O GUIA DE EXPLORAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO QUE SE ENCONTRA NO DVD?
 - O "Guia de Exploração e Experimentação” dos Sólidos Geométricos é um conjunto de 10 filmes que podemos encontrar no DVD, cada um com aproximadamente 5 min de duração (um para cada sólido da Caixa de Euclides), desenvolvidos e apresentados pelo Prof. João Seixas. Estão divididos em 4 separadores:
  • Propriedades
  • Simetrias
  • Rotações nos eixos X,Y e Z
  • Onde aparece

9 - O QUE SÃO AS ANIMAÇÕES 3D “MOVIMENTOS E PLANIFICAÇÕES” QUE SE ENCONTRAM NO DVD?
 - "Movimentos e Planificações” é um conjunto de 10 Animações 3D nas quais podemos ver cada um dos sólidos  geométricos a girar tridimensionalmente  e as respectivas planificações:
10 - O QUE É O MINI ATLAS DOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS ?
 - O “Mini Atlas dos Sólidos Geométricos” é um livro de bolso de  formato A6 (mas também está em formato pdf no DVD) onde podemos encontrar de forma sistematizada os seguintes conteúdos para cada um dos sólidos:
  • Definição
  • Classificação
  • Elementos
  • Fórmulas
  • Outras informações/curiosidades
  • Imagens que mostram onde o sólido pode ser encontrado à nossa volta

11 - QUEM É A EQUIPA QUE DESENVOLVEU, EDITOU E CERTIFICOU  OS CONTEÚDOS?
São vários os especialistas que convidámos para o desenvolvimento dos conteúdos e que colaboram com a Geometric World:
  • João Seixas - físico, professor e investigador no CERN e no Instituto Superior Técnico - responsável pela certificação da Caixa de Euclides pela SPF, pelo conteúdo “a Geometria e o Universo”  e pelo Guia de Exploração e Experimentação
  • José Matos - bastonário da Ordem dos Biólogos, professor e investigador no INIAV - responsável pelo conteúdo “Geometria e a Natureza”
  • Bruno Brito e Fernando Costa - especialistas em exercício físico e saúde - responsáveis pelo conteúdo “Geometria e o Corpo Humano”
  • Margarida Marques Matias - conservadora de museu, professora e historiadora de Arte - responsável pelo conteúdo “Geometria e a Arte”
  • Carlos Grosso  - professor de Matemática responsável pela certificação da Caixa de Euclides pela SPM
  • Bárbara Wong - editora de educação do  Público e escritora de livros para crianças e jovens - responsável pela edição e adaptação dos conteúdos "Geometria à nossa Volta"
12 - QUAL O PREÇO DA CAIXA DE EUCLIDES ?
 - A Caixa de Euclides tem um PVP de 29.90€
13 - ESTÃO PREVISTAS ACÇÕES DE FORMAÇÃO,  PALESTRAS OU WORKSHOPS?
Um dos objectivos da Geometric World é manter uma ligação com os estabelecimentos de ensino e associações de pais. Embora a utilização da Caixa de Euclides seja muito intuitiva já foram realizadas algumas acções de formação e em breve terão lugar mais sessões. Estamos também a planear realizar algumas palestras por parte dos autores dos conteúdos da "Geometria à nossa Volta”. 
  • Exemplo de uma acção já realizada:
    • DIA DA GEOMETRIA
      • Organização - Associação dos Professores de Matemática (APM) - Centro de Formação da Associação dos Professores de Matemática (CFAPM)
      • Local - Lisboa
      • Participantes - 80 professores de Matemática de vários níveis de ensino
      • Tema  - Caixa de Euclides - para uma Geometria a 360º
      • Programa: - http://www.apm.pt/encontro/dias_temticos.php?id=216878

E SE VOLTÁSSEMOS À DOCIMOLOGIA, OU SEJA, À CIÊNCIA DOS EXAMES?

  Em texto que antes publiquei sobre a infindável tragicomédia em que se tornou a classificação dos exames nacionais, disse que ela não se d...