sábado, 19 de setembro de 2026

DIZ UM PROFESSOR, QUE É TAMBÉM INVESTIGADOR...

Não conhecia este nome: Daniel Susskind. Não me recordo de já o ter ouvido ou lido. Falha minha pois tem pegada assinalável em Portugal, com, pelo menos, dois livros publicados (Um mundo sem trabalho e O Futuro das Profissões, este em coautoria com o seu pai), deu entrevistas (a uma fundação - aqui; a jornais - aqui e aqui) e fez conferências (aqui). 

E, claro, como passou a ser regra, situando-se nas áreas da economia e das tecnologias digitais, opina sobre educação.

Do resumo de uma entrevista que ontem saiu no Expresso (aqui), destaco uma ideia extraordinária: como professor defende que a dita inteligência artificial generativa "pode ser melhor do que a maioria dos professores". Incluir-se-á nessa maioria ou numa minoria que, por ser tão excelente, tem de ser conservada como reduto da profissão?

Mas, como investigador, não explica o que é o "professor" nem que dados corroboram a sua tese de que a "esmagadora maioria" dos professores é pior, muito pior, do que da tal "inteligência". E quanto à criatividade, bom, até ver, é uma capacidade humana. Dito isto, e repondo a verdade, foram humanos que, para o bem e/ou para o mal, criaram a tecnologia que, segundo dizem aqueles que sabem, pode acabar connosco.

 

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