Edgar Morin (pseudónimo de Edgar Nahoum), Paris , 8 de Julho de 1921 — 29 de Maio de 2026
Lembrar o seu pensamento:
— "O progresso não é automaticamente assegurado por nenhuma lei da história. O devir não é necessariamente desenvolvimento. O futuro chama-se de ora avante incerteza."
— "Vivemos conjuntamente a crise do Passado, a crise do Futuro, a crise do Devir. A crise do Passado, a dos Fundamentos, havia sido aberta pela própria modernidade. A crise do Futuro e a do Devir puseram em crise a modernidade"
— "As nossas sociedades acham-se confrontadas com outro problema de monta, nascido do desenvolvimento dessa enorme máquina onde ciência e técnica estão intimamente associadas naquilo a que se convencionou agora chamar tecnociência. Esta enorme máquina não produz apenas conhecimento e elucidação, também produz ignorância e cegueira."
— "Há a urgência de uma tomada de consciência política da necessidade de agir em prol de uma democracia cognitiva"
in Os Problemas do Fim de Século (1991)
— "As ameaças mais graves em que a Humanidade incorre estão ligadas ao progresso cego e descontrolado do conhecimento (armas termonucleares, manipulações de todas as espécies, desequilíbrio ecológico, etc.)"
— "Aproximamo-nos de uma mutação espantosa no conhecimento: este está cada vez menos preparado para ser reflectido e discutido pelos espíritos humanos, e cada vez mais preparado para ser incorporado nas memórias informacionais e manipuladas pelos poderes anónimos, nomeadamente os Estados."
— " Estamos sempre na pré-história do espírito humano. Apenas o pensamento complexo nos permitirá civilizar o nosso conhecimento."
in Introdução ao Pensamento Complexo, (1990; citações da 6.ª ed., 2017)
— Hoje, os problemas da educação tendem a ser reduzidos em termos quantitativos: "mais créditos" "mais docentes", "menos constrangimentos", "menos matérias no programa", "menos carga". Tudo isto, certamente, é necessário. São necessários mais créditos, mais docentes. É preciso respeitar um optimum demográfico na sala de aula para que o docente possa conhecer individualmente cada aluno e ajudá-lo na sua singularidade. São necessárias reformas flexíveis, alívio de carga, ordenamento, mas estas modificações sozinhas apenas são reformazitas que ocultam mais ainda a necessidade da reforma do pensamento."
— "O ensino deve voltar a ser, não apenas uma função, uma especialização, uma profissão, mas uma tarefa da salvação pública: uma missão.
Uma missão de transmissão."
— "A reforma de pensamento é uma necessidade histórica chave."
in Reformar o Pensamento — a Cabeça Bem Feita (1999; trad. port.2002).
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