A notícia é do jornal Expresso:
O Movimento até pode assentar em boas intenções, mas vamos dar sempre ao mesmo:
- o eurodeputado representa um partido político e a escola publica não pode orientar de modo nenhum os alunos em termos políticos;
- o influencer, como a própria designação deixa claramente perceber, influencia. Ora, os alunos não estão na escola para serem influenciados, mas para, com base em conhecimento escolar, aprenderem a pensar (a pensar bem), de modo a tomarem as melhores decisões.
Ainda há muito pouco tempo a entrada de certos influencers nas escolas, dado o carácter alienante das suas actuações, foi motivo de indignação nacional e tomada de posição por parte da tutela (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui). Julguei que, por uns tempos, a questão estava arrumada, mas eis que surgem outros influencers.
A questão é: barra-se a entrada nas escolas aos influencers que veiculam maus princípios, e deixam-se entrar os que veiculam bons princípios? Uns "empurram" os alunos para um lado; outros "empurram" os alunos para outro lado!
Estou com a socióloga Maria Filomena Mónica, que em 2012 disse o seguinte: os alunos "não são hereges a converter, mas jovens a quem devemos inculcar a paixão pelo saber”.
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