quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

"PROFESSORES PARA QUÊ? ESTÁ TUDO NO GOOGLE!"




Na próxima terça-feira, dia 28 de Janeiro, às 18h, no âmbito do ciclo de palestras de cultura científica "Ciência às Seis - 4ª temporada", realiza-se no RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, a palestra intitulada "Professores para quê? Está tudo no Google" com Helena Damião, Professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e membro integrado do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20) da mesma Universidade.



RESUMO DA PALESTRA:
"A designada “narrativa da educação do futuro/do século XXI”, criada por organizações internacionais de alcance global e adoptada nos mais diversos sistemas de ensino, incluindo o português, é composta por um conjunto de slogans que se vê reproduzido pelos agentes que, directa ou indirectamente, participam nesses sistemas. Entre esses slogans, destaca-se o seguinte: “está tudo no google” ou, numa formulação aproximada, “o google sabe tudo”. Explica-se que o conhecimento escolar, “antes” transmitido pelo professor, pode “agora”, com inúmeras vantagens, ser encontrado e trabalhado, de modo autónomo, pelos alunos com vista à aquisição de “competências”. A palestra centra-se neste slogan, cuja essência, note-se, vem de longe, apesar de a contemporaneidade lhe emprestar novas roupagens. Em concreto, com base na obra clássica “Professores para quê?”, de George Gusdorf, discute-se o seu sentido e consequências de que, como sociedade, devemos estar bem conscientes."

O Ciclo "Ciência às Seis" é coordenado por António Piedade, bioquímico, escritor e comunicador de ciência.

A entrada é livre e destinada ao público em geral interessado em cultura científica.

5 comentários:

  1. Bem gostaria de estar presente, mas não me é possível. Terei o maior prazer e proveito em ler a comunicação quando for aqui publicada. Envio um abraço à Professora Helena Damião e agradeço ao Professor António Piedade esta oportunidade.

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  2. Ainda bem que "está tudo no Google" dado que, como me disse uma aluna muito querida, perante a minha tristeza para com a falta de conhecimentos mais básicos da turma,"não se incomode professora , agora passamos todos." Esta é toda uma forma de um país, pagando caro, resvalar para a indigência .

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  3. Antigamente, dir-se-ia que estava tudo nos livros. Os professores continuam a ser necessários para ajudar, ensinando, quem quer aprender. Se servem apenas para passar vistosos diplomas, que certificam sobretudo que o cidadão frequentou a escola obrigatória, flexível e inclusiva, o seu número que, em Portugal, ultrapassa a centena de milhar, é manifestamente exagerado.

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  4. O problema não é "Estar tudo no GOOGLE", é a ilusão que, quando ser quer, se pode sacar de lá qualquer info que se pretenda (e que ela está sempre correcta ...), é não se quer saber (e abster-se de quer compreender o básico para recolha de Informações) como se chegou aí.

    O Conhecimento, existe porque sim, seja o horário dos concertos da banda preferida, seja a Teoria da Relatividade Geral, ou o que for ...

    O Conhecimento, é algo para se usar quando se quer (e de preferência a nosso favor), e se descartar quando se decide que deixou de ser útil.

    Fazendo um paralelo, é como alguém que julga que há Auto-estradas para todo o lado e insiste em só usá-las, porque sim, e se recusa a saber o processo como elas são construídas, a própria construção das mesmas, o seu grau de segurança, etc

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  5. O "para quê", de algum modo, apresenta-se ou soa como desconcertante, desmancha discursos ou prazeres, mais ainda quando pretende ser, não uma pergunta, mas algum modo de resposta. Quando alguém pergunta "para quê?", já está a responder de um modo frustrante e derrotista.
    Se a mãe disser à Leonor para ir à fonte e a Leonor perguntar "para quê?", tanto a mãe como a Leonor entendem isso como uma resposta e não como uma pergunta. Se a Leonor perguntasse "porquê?" tudo poderia ser diferente, dependendo dos contextos.
    O "porquê", comparado com o "para quê" parece ser mais contextualizado, objetivável e promissor de respostas relevantes e sustentáveis e menos provocador ou desafiante.
    Há "para quês" a que se responde com "porque" em vez de "para que".
    Será que "professores para quê?" é uma pergunta ou uma resposta, ou nenhuma das duas, ou ambas?
    Se procurarmos responder "professores, porque..." seremos nós que estamos a desviar-nos do assunto, ou nem por isso, de modo algum, antes pelo contrário?

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