quarta-feira, 1 de março de 2017

22 de Abril - Marcha pela Ciência em Portugal




Em resposta à descredibilização da ciência nos Estados Unidos, foi criado o movimento #marchforscience para celebração, apoio e protecção da ciência. O evento, que promete ser um evento à escala mundial (mapa: http://dougduffy.com/interactive/march-for-science/ ), anunciou a primeira marcha em Portugal: http://marchapelaciencia.pt/ ~

Eis o manifesto no site Português, onde pode também assinar uma declaração de apoio.

Porquê a Marcha pela Ciência em Portugal? 

 Marchamos em solidariedade com todos aqueles que valorizam a ciência em redor do mundo. Eventos recentes nos EUA, e noutras partes do globo, são uma ameaça à ciência, ao próprio conhecimento científico, e ao seu financiamento.

Marchamos em apoio aos países onde certas políticas ameaçam a comunidade científica e o livre acesso à informação por esta produzida. Marchamos em defesa de políticas baseadas em factos científicos, e que vão de encontro ao interesse público. O livre acesso ao conhecimento científico é um valor democrático. O pensamento crítico, os factos e dados científicos acessíveis publicamente, e as discussões potenciadas pela ciência ajudam a construir uma sociedade melhor.

 Marchamos para dar visibilidade à ciência e aos cientistas, e aos problemas que a comunidade científica enfrenta em Portugal. Pretendemos desmistificar a actividade científica, e valorizar as pessoas responsáveis por esta, dando-lhes visibilidade e apoio, de forma a potenciar uma melhor relação entre a ciência e a sociedade portuguesa.”

10 comentários:

  1. "Marchamos em defesa de políticas baseadas em factos científicos, e que vão de encontro ao interesse público."

    ... e que vão ao encontro do interesse público e não de encontro ao interesse público.
    Parece uma minudência mas não é e faz toda a diferença.

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  2. ... não tem toda a razão Cisfranco, não se convença disso, já pensou porque será que o autor não corrige ... algumas são dele, não suas, evidentemente!

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  3. Pode haver vários motivos para que o autor não corrija. Julgo que ele quer dizer exactamente o contrário do que escreveu. Se assim não fosse, então ele entenderia que o interesse público (= o interesse das pessoas concretas do público) é contrário ao interesse científico. Não pode...

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  4. Cisfranco, o autor escreveu o que pensa e ponto. Nao se pode querer alterar as palavras do texto só porque não gostamos, ou queremos e pensamos de outra forma. Isso e não saber ler! Temos que ser fieis ao texto e as ideias do autor. Insisto, o Cisfranco não leu o texto correctamente, e foi reforçado pelo sr. Martinho. Ambos não souberam ler o texto. Não sabem ler, diria o Dr. Guilherme Valente. Nao, sabem ler sim senhor, apenas não souberam interpretar e respeitar o pensamento autor, deturpando-o.

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    1. Pode explicar então qual é o pensamento do autor? Complicated ...

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    2. Muito bem, vamos lá então.

      Escreve o autor "Marchamos em defesa de políticas baseadas em factos científicos, e que vão de encontro ao interesse público".

      Então para o Cisfranco e para o sr. Martinho (que não é professor, diz que é cientista) todas as politicas baseadas em factos científicos são boas, promovem o bem, vão ao encontro do interesse publico? (recomendo-lhe a leitura do livro 'O significado de tudo de Richard Feynman - Gradiva)

      Há inúmeros exemplos disso, desde a biologia, à física nuclear etc. pense neles por um segundo!

      O senhor Cisfranco, não compreendeu isso, pois certamente não é cientista. O sr. Martinho (cientista) não reflectiu um segundo, apressou-se a enxovalhar um jovem cientista (colega de profissão) que isso é que é bom e faz falta para a ciência em portugal!

      Sabe, muitas vezes penso como tem razão o Professor Jorge Calado, quando afirmou que somos um país de "invejosos e aldrabões", teremos aqui um bom exemplo disso, ao menos que os senhores assumam o erro, e venham pedir desculpas ao autor e leitores, só assim é que não.

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    3. Aditamento: Porque é que não concluíram que o autor se tinha enganado e em vez de ter escrito “em defesa de” deveria ter escrito “contra as”. Pois, mas isso não era a mesma coisa, não era nada estimulante, não é verdade?

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  5. Tão certo o autor quis dizer o contrário, que esta versão já é distinta do texto original: http://marchapelaciencia.pt/.
    O "post" parece, de facto, ter sido lido, e não podia ter sido mais bem interpretado!
    A. C. Leo

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    1. O que é cómico nisto é que ninguém podia interpretar mal o texto.
      Daí eu achar que o autor deveria ter mais que fazer..., somos um país de gente muito "inteligente" que não deixam passar nada, pena é que os resultados dessa inteligência nunca se revelaram.
      O que tinha de valor para acrescentar num comentário, até fui eu que acrescentei, e foi que nem todas as politicas baseadas em factos científicos são boas, promovem o bem, vão ao encontro do interesse publico. Os outros senhores não produziram nada de útil, apenas tentaram mostrar a sua superior inteligência. Eu penso que esta atitude, em muitas pessoas, constitui um entrave ao sério ao desenvolvimento cientifico do país, e deve ser um caso de estudo. Feynman num dos seus livros diz, algo deste género, um ignorante tolera-se, é um prazer conversar e ensinar, agora um idiota pomposo é que não. Temos em portugal muitos idiotas pomposos. O professor Jorge Calado que o diga, foi por isso que o citei. E o quanto isso é prejudicial ao desenvolvimento cientifico do país. É claro que eu não sou ninguém nesse mundo da ciência, meus conhecimentos são insignificantes. Sou ignorante, mas não pomposo.
      Ao autor desejo-lhe um futuro cheio de sucesso, e que em nada se deixe atrapalhar, não perca tempo com o que não é útil, tome a atitude de Dirac, que como descreve A. Pais, quando alguém o questionava porque não tinha percebido, ele tornava a explicar tudo da mesmíssima forma, usando as mesmas palavras, era a sua interpretação, o problema não era dele era dos outros. Se os senhores tiveram dúvidas, o problema é deles, como disse no inicio, é impossível alguém interpretar mal o texto. Não era fundamental a correcção. E o que não é fundamental, não nos pode impedir de avançar.

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