Os homens que amam a humanidade
detestam as pessoas, uma a uma.
Esse amor convive bem com crueldade
e vive, hirto, em penosa bruma.
O amor abstracto é confortável,
porque tem muito poucas exigências.
É um amor frio e pouco afável,
que não se desgasta em minudências.
É amor distante e algo sinistro,
incapaz de um orgasmo verdadeiro.
É um despacho seco de ministro,
um amor que ao amor é estrangeiro.
Amar a humanidade, em geral,
é um amor castrado e doutrinal.
Eugénio Lisboa
segunda-feira, 14 de abril de 2025
OS AMANTES DA HUMANIDADE
As palavras de Eugénio Lisboa
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
In Memoriam — EDGAR MORIN
Edgar Morin (pseudónimo de Edgar Nahoum), Paris , 8 de Julho de 1921 — 29 de Maio de 2026 Lembrar o seu pensamento: — "O progresso não...
-
A falácia do espantalho , uma das mais utilizadas pelos que que não conseguem sequer compreender os temas em debate, basicamente consiste em...
-
Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...
-
Outro post convidado de Rui Baptista: Transformou-se num lugar-comum atribuir às gerações posteriores a responsabilidade pela perdição do mu...
1 comentário:
Não consigo absorver este poema.
Enviar um comentário