sexta-feira, 15 de junho de 2018

HISTÓRIA DA ELECTRICIDADE EM PORTUGAL

2 comentários:

  1. O Povo Português. que saiu à rua no dia 25 de abril de 1974 e, transcorridos os derradeiros dia desse mês memorável, voltou a sair, para encher estádios de futebol, no dia 1 de maio do mesmo ano, numa manifestação grandiosa da unidade sindical nacional, como nunca mais se voltou a ver no nosso país, tem um provérbio que diz O Saber Não Ocupa Lugar. É bem verdade!
    Quem não conheceu já, alguma vez na vida, indivíduos magricelas dotados de enorme sabedoria e cultura?! O saber, sendo um Bem Imaterial da Humanidade, não torna volumosas as pessoas que sabem mais!
    Porém, se o meu amigo leitor pertencer às classes baixas da nossa sociedade, como
    é a pequena burguesia urbana e rural, onde se encaixam os professores e os educadores de infância, aconselhá-lo-ia a pensar duas vezes antes de comprar "Uma História da Eletricidade em Portugal", já porque os apartamentos exíguos em que vivemos não dispõem de espaço suficiente para acomodar calhamaços, já porque uma visita de estudo que realizei à Central Tejo, uma das primeiras centrais termoelétricas, a carvão, construídas em Portugal, deixou-me com sérios problemas de consciência, motivados pelas responsabilidades que os cientistas de todos os tempos (eu não sou cientista, mas, como professor do 3.º ciclo e secundário, terei, eventualmente, colaborado na formação de alguns) têm nas torturas infra-humanas infligidas aos "operários" da sinistra central, com o fim único de impedir a quebra do fornecimento de energia elétrica às casas dos lisboetas abastados, entre 1909 e 1972!
    A Central Tejo, em funcionamento ininterrupto durante as 24 horas do dia, era um inferno de fornalhas, a exalar um calor insuportável, que os fogueiros, “protegidos” por sacos de serapilheira ensopados em água, alimentavam à mão, com carvão finamente fragmentado, para aumentar o rendimento da combustão, assim enchendo, simultaneamente, os pulmões com gases e pós quentes que os levavam à morte prematuramente. Estes pobres homens foram uns verdadeiros mártires da ciência e tecnologia.
    Quando houve o concurso dos maiores portugueses de sempre ninguém se lembrou deles, mas os escaparates das livrarias ficaram atulhados com livros sobre Salazar, o fundador do Estado Novo e Aristides de Sousa Mendes, o cônsul rebelde, que, tendo nascido em berço de ouro e pautado toda a sua vida por uma probidade exemplar, passando muitos sacrifícios, a bem de Portugal e dos portugueses, em todas as terras por onde andou, acabou por morrer na miséria!...

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  2. E também há a intransponível realidade de que o livro possa nunca ter estado à venda, apesar dos aciganados esforços para o tornar vendável.

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