domingo, 19 de julho de 2026

OS PRÓXIMOS CULPADOS SERÃO OS ALUNOS

"Como vou confiar num ministro da educação que descredibiliza os meus professores e que não entrega os meus resultados? (…) As nossas notas não foram entregues. Eu acho que é impossível confiar num governo que age dessa maneira, que destrata os professores, a seguir os directores, a seguir os pais e, agora, não duvido que vá culpabilizar os alunos (…). Como é que eu vou confiar nesses resultados? O mínimo que posso fazer como estudante (…) é exigir uma reapreciação das notas." Raul Neetzold, estudante do 12.º ano.

Palavras de grande sabedoria de um jovem que, presumo, nunca ter estudado gestão, educação, ética, psicologia em profundidade. No caso, é o bom-senso (no melhor sentido que esta palavra tem, de racionalidade e razoabilidade) a funcionar.

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, ao imputar culpas a outrem (sendo nisso acompanhado pelo Primeiro Ministro), incluindo as instâncias que criou e os elementos que lá colocou, escusando-se de qualquer responsabilidade, deita abaixo o sistema que tutela.
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NOTA: Recolhi o extrato que acima reproduzi no blogue de Paulo Guinote (ver aqui), a quem aproveito para agradecer a informação que tem disponibilizado sobre a matéria em causa e que tenho acompanhado diariamente. Devo o mesmo agradecimento a António Duarte (ver aqui).

2 comentários:

Rafael disse...

esse aluno teve o mérito de resumir o circo todo em meia dúzia de frases curtas... mas, realmente, não é necessário ter estudado nada para notar que a única coisa positiva deste circo é que dá para rir (quem não é afetado). e desconfio que ainda vai a meio.

Mário R. Gonçalves disse...

O Ministro Fernando Alexandre é (era) uma daquelas poucas personalidades que acumulam inteligência e visão, uma visão positiva do que querem conseguir realizar. É o oposto de quase todos os outros, políticos ou comentadores, que só sabem o nome dos futebolistas e qual é o próximo jogo. Fernando Alexandre podia ser um grande Ministro, Primeiro Ministro, o homem que tem faltado ao país.
MAS
Fernando Alexandre é português. Este infeliz atributo é sinónimo de trapalhão. Inteligente, visionário e trapalhão. Era praticamente inevitável que visão e inteligência tinham que ter qualquer contrapartida que desse cabo de tudo, Tem. A contrapartida chama-se Portugal. Portugal dá cabo de si próprio, é histórico.

A única esperança é que com aprendizagem, trabalho e tomada de medidas difíceis pode-se conseguir vencer a trapalhice. Estará ainda Fernando Alexandre à altura ?, indagam alguns . Não interessa: Portugal não está à altura.

Enfim. despedi-lo é daquelas coisas, estão a despedir o quê ? a Portugalidade ? Por mim tudo bem, e a seguir? Um ministro finlandês ?

Nem sei para quê tanto alarme e consternação. Demos cabo da riqueza colonial, demos cabo da descolonização, demos cabo da Primeira República, íamos dando cabo do 25 de Abril (foi por pouco, vá lá, Eanes era inteligente e visionário), demos cabo dos fundos europeus, da Siderurgia, dos Estaleiros, da Indústria química, do mundo rural, das cidades (com a excessiva 'hospitalidade' turística) , do Pinhal de Leiria, da Casa Tait, da Avenida dos Aliados do Porto, da Reforma do Ensino de Veiga Simão (outro inteligente e visionário), do Sistema de Justiça e dos Tribunais, da Assembleia da República que é uma reunião de hooligans partidários, dos jornais, da rádio, da Saúde,

de que é que não demos cabo?
indignam-se porquê ?
Somos portugueses ou não?

OS PRÓXIMOS CULPADOS SERÃO OS ALUNOS

"Como vou confiar num ministro da educação que descredibiliza os meus professores e que não entrega os meus resultados? (…) As nossas n...