A natureza das coisas
Nascemos melhor, sim, mas muito menos.Gente que aos poucos mingua e feneceE Portugal decrépito envelhece.Idosos todos, sábios e serenos,Mas tão tristes, saudosos das crianças.Que fazer? - Sofrer, sofrer de lembranças,Porque um velho país desaparece…Ou virá sangue novo da imigraçãoSalvar um povo que muito o mereceE dar renovado fôlego à nação?
Vida é cálice que gesta do renascer por coragem, fora o teu relicáriotiveras um sonho e se o quiserasé vosso país precioso sacráriopela feição na lida esforçara-setoma por videira que vossa paixãosemeas a terra colhendo potencialés manancial por quanta aspiraçãofruto é certeza de santa grandezaem todo coração, pulsa o amanhecertomando sentido de generosa missão fora quanto tempo que a naturezaconspira o alimento do florescerrazão é fortuna de amor por função.
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O escritor Valter Hugo Mãe foi entrevistado por Luís Ricardo Duarte, jornalista do Público (ver aqui ). A razão é o seu novo romance com o...
2 comentários:
Nascemos melhor, sim, mas muito menos.
Gente que aos poucos mingua e fenece
E Portugal decrépito envelhece.
Idosos todos, sábios e serenos,
Mas tão tristes, saudosos das crianças.
Que fazer? - Sofrer, sofrer de lembranças,
Porque um velho país desaparece…
Ou virá sangue novo da imigração
Salvar um povo que muito o merece
E dar renovado fôlego à nação?
Vida é cálice que gesta do renascer
por coragem, fora o teu relicário
tiveras um sonho e se o quiseras
é vosso país precioso sacrário
pela feição na lida esforçara-se
toma por videira que vossa paixão
semeas a terra colhendo potencial
és manancial por quanta aspiração
fruto é certeza de santa grandeza
em todo coração, pulsa o amanhecer
tomando sentido de generosa missão
fora quanto tempo que a natureza
conspira o alimento do florescer
razão é fortuna de amor por função.
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