Os canalhas não gostam do ar puro,
por isso gostam sempre de o sujar.
Buscam o escuso e o escuro.
para aí poderem chapinhar.
As suas mordidelas são medalhas,
ao peito dos a quem eles perseguem.
Não são vistos em esbeltas batalhas,
não havendo honra que não reneguem.
Quem vive no escuro, escuro fica
e toda a claridade lhe faz ferida!
E quem, da claridade, cedo abdica
verá que a sua vida é avenida
que o leva a seguro inferno,
onde nada mais há do que inverno.
Eugénio Lisboa
segunda-feira, 15 de abril de 2024
OS HABITANTES DA ESCURIDÃO
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1 comentário:
Um poema que até parece digno de constar nos manuais escolares das crianças. Não chega já de bruteza no mundo, senhores!
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